sexta-feira, 24 de maio de 2013

Da paranóia e do ódio






  
Anteontem, no Reino Unido, dois terroristas islâmicos evocaram o Alcorão e a Guerra Santa Islâmica (a Jihad), para «justificarem» a decapitação de um jovem soldado. 

O Primeiro-Ministro David Cameron, como é regra entre os líderes ocidentais, apressou-se a fazer uma declaração de amor ao Islamismo (ver post anterior), o mayor de Londres declarou que os ataque nada têm a ver com o Islamismo, e a Imprensa, de um modo geral, omite as referências dos terroristas à Jihad e ao Islão (filmadas pelos transeuntes e difundidas na Internet).

Tal como aconteceu com os dois terroristas de Boston, a quem a Imprensa tem poupado a divulgação das inúmeras conexões ao terrorismo islâmico, incluindo as declarações escritas pelo mais novo dos Tsarnaev no barco onde esteve escondido e o assassínio de três judeus americanos (os seus únicos amigos nos EUA) pelo irmão mais velho.

Vinga a teoria da conspiração, que é subtilmente alimentada pelos políticos e pelos media ocidentais, e de repente não nos admiraríamos que as declarações da S.ra Zubeidat, a mãe dos dois terroristas de Boston ("Os meus filhos são inocentes, não é sangue, é tinta!"), começasse a vingar também. 

As vítimas, os mortos e os estropiados, as famílias enlutadas, nada contam para os desculpabilizadores e relativizadores do terrorismo islâmico.

Entretanto, um checheno a viver nos Estados Unidos, Ibragim Todashev, de 27 anos, suspeito de ter colaborado com Tamerlan Tsarnaev no assassínio dos três amigos norte-americanos, atacou um polícia com uma faca e foi morto. E os anti-americanos de plantão clamam e exultam, porque para eles tudo é malvadez norte-americana... e não só:

«"Graham Fuller" veio ao publico negar qualquer relação com o caso. É inédito um agente da CIA vir negar publicamente, né? agora, só falta saber qual a sua relação com Mossad.» - escreve um leitor do Público versado em infowars, anti-Americanismo e  antissemitismo.

Bota difícil de descalçar pelos teóricos da conspiração será a confissão dos terroristas de Woolwich, que transcrevemos na íntegra do vídeo acima, para quem não sabe Inglês. Provavelmente vão dizer que:

a) É um agente da CIA, ou da Mossad, ou do MI5, disfarçado. 

b) É um louco com um discurso incoerente e que nada prova.

c) Qualquer outra loucura motivada pela paranóia e pelo ódio.


Aqui a vai a tradução integral:

«A única razão porque matámos  este homem, hoje, é porque os muçulmanos estão a ser mortos diariamente por soldados britânicos.  

E este é um soldado britânico.  

É olho por olho e dente por dente.  

Por Allah, nós juramos pelo Todo-Poderoso Allah que nunca iremos parar de lutar até que vocês nos deixem em paz.  
Qual é o problema de querermos viver segundo a Sharia em terras muçulmanas?  

Porque é que isso significa que vocês devem perseguir-nos e chamar-nos extremistas e matar-nos?  
São vocês os extremistas.  

Vocês acham que quando deixam cair uma bomba, ela atinge uma pessoa? A vossa bomba elimina uma família inteira. Essa é a realidade.  

Por Deus, se eu visse sua mãe hoje com numa scooter eléctrica, eu iria ajudá-la a subir as escadas. Esta é a minha natureza. Mas somos forçados pelo Alcorão, na Sura At-Tawba, e através de muitos versículos no Alcorão, é preciso combater-vos vocês nos combatem a nós. Olho por olho, dente por dente.  

Peço desculpas às mulheres tiveram que testemunhar isso hoje, mas nas nossas terras, as mulheres têm que ver o mesmo. Vocês nunca estarão a salvo. Removam os vossos governos, eles não se preocupam convosco.  

Vocês acham que o David Cameron vai ser apanhado na rua quando começarmos a rebentar convosco com as nossas armas? Vocês acham que os políticos vão morrer

Não, vai ser o cidadão comum, como você e seus filhos, a morrer. Então, livre-se deles. Diga-lhes para trazerem as tropas de volta para que todos possam viver em paz. 

Então deixem-nos em paz, deixem as nossas terras e a todos nós, para podemos viver em paz. Isso é tudo que tenho a dizer. [em árabe]: paz e as bênçãos de Deus esteja convosco

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