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segunda-feira, 7 de maio de 2018

História em Israel - Giro d'Italia rola em Jerusalém

Ontem também falámos do Giro d'Italia em Israel:

Gino Bartali, Herói do Holocausto (Giro d' Italia em Israel)



Pela primeira vez na História, 176 dos principais ciclistas do mundo deram início ao Giro d'Italia contra o pano de fundo da Cidade Velha de Jerusalém. 
- Traduzido e adaptado de World Israel News  

Milhares de espectadores encheram as ruas de Jerusalém na sexta-feira para assistirem ao Giro d'Italia, que já partiu da Irlanda, em 2014, com 3 etapas, e em 2020 partirá do Japão.
Os ciclistas passaram pelo Parlamento de Israel, pelo Supremo Tribunal, pelo Museu de Israel e pela Universidade Hebraica no seu percurso pela cidade. 
Tom Dumoulin, da Holanda, venceu a primeira etapa deste 101º Giro, um contra-relógio individual de 9,8 km, em 12:02 minutos. 
A Grande Partenza (Big Start, ou Grande Partida) viu 176 dos maiores ciclistas do mundo, de 22 equipas, começarem a competição tendo como pano de fundo a Cidade Velha de Jerusalém. 
Equipas de Dubai e Emiratos Árabes Unidos (EAU), nenhum das quais tem laços diplomáticos com Israel, correram em Jerusalém. 
"Estou feliz por ter tomado a decisão de levar o Giro d'Italia para Israel", disse o director de prova, Mauro Vegni, ao Tazpit Press Service (TPS).


A etapa de ontem ligou Be'er Sheva a Eilat, na ponta sul de Israel: 


A jornada de abertura em Jerusalém foi nomeada em homenagem a Gino Bartali, três vezes campeão do Giro, que em 2013 foi postumamente nomeado Justo Entre as Nações, a maior honra de Israel dada aos não-judeus que arriscaram as suas vidas para salvar judeus durante o Holocausto.

A Israel Cycling Academy, a primeira equipa profissional de ciclismo de Israel, está entre as equipas participantes na corrida.

Na manhã de sexta-feira, antes do início da prova, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu encontrou-se com a equipa israelita e desejou-lhe sucesso. “Todo o país estará a apoiar-vos. É um óptimo momento para o desporto de Israel e em Israel”, afirmou Netanyahu.

 

O Giro d'Italia é o maior e mais prestigiado evento desportivo realizado em Israel e coincide com o 70º aniversário do Estado judeu.

Elia Viviani, que venceu a segunda etapa da corrida, no dia seguinte, pedalando de Haifa até Tel Aviv em menos de quatro horas, disse que ficou agradavelmente surpreso com a multidão.
“Isto é definitivamente algo que levarei para casa comigo. Não é um dado adquirido que, quando vamos para um novo país que talvez não tenha uma longa tradição no ciclismo, sejamos tão bem recebidos, com uma multidão tão grande”, disse ele. "Essa tem sido a nota coisa mais surpreendente para mim".
O terceiro dia começou em Be'er Sheva e atravessou o sul de Israel para terminar no resort de Eilat, no Mar Vermelho.
De Eilat, os ciclistas e as suas equipas voarão para Catania, na Sicília, de onde subirão a bota italiana até Cervinia, na fronteira com a Suíça. De Cervinia, o Giro irá, no dia 27 de Maio, para Roma, para a 21ª e última etapa.

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COMENTÁRIO À MARGEM

Como apaixonados por Israel e por ciclismo, desfrutámos bastante destas três etapas. O público israelita encheu as estradas e vibrou com a corrida. 
Infelizmente, e como seria de esperar, o anti-semitismo não poupa nem o desporto. As acusações seriam até divertidas, se não fossem as mesmas de sempre, que tiveram os resultados que conhecemos. A mais comum foi que Israel "comprou" o Giro e que o director da prova se deixou "corromper". 
Quando o Giro, o Tour de France ou a Vuelta a España, partem de outros países (como o Paris-Dakar já partiu aqui de Lisboa, por exemplo),  trata-se de um louvável investimento na economia do país, na promoção do turismo e na afirmação da sua imagem internacional. Quando o Giro parte de Israel, é porque os judeus (que são todos escandalosamente bilionários, não esqueçamos), "compraram" a prova e o seu director. 
A propósito, um dos spots publicitários que acompanhou esta excelente aposta do Turismo de Israel:


Outro dos aspectos que muito escandalizou algumas pessoas foi que Israel, não tendo tradição no ciclismo de estrada, não deveria ter o direito de acolher uma prova como esta.
Já o Tour de France na China ou o Giro d'Italia no Japão são sem dúvida fruto da enorme tradição desses países no ciclismo de estrada...
Israel quer fazer uma tradição no ciclismo, e está a investir nisso. O BTT já tem uma dimensão apreciável, atendendo à pequenez do país, o ciclismo de estrada quer chegar lá, e quanto ao ciclismo de pista, a cidade de Tel Aviv aproveitou a vinda do Giro a Israel para inaugurar o único velódromo olímpico do Médio Oriente:




Israel vê nesta obra uma oportunidade receber competições internacionais e estreitar laços de amizade com os países da região, todos eles hostis à existência do único Estado judeu do Mundo.

Outra crítica visou a etapa de ontem, porque "tinha muita areia" e isso, obviamente, deveria ser um factor impeditivo da realização da prova em Israel.  
Se olharmos para o mapa da prova, em baixo, podemos ver no canto inferir esquerdo, Israel: 


Israel já é pequenino, e 60% do seu território é deserto. A prova esteve em Jerusalém, depois no norte do país, pelo que restava apenas o sul. E um dos objectivos foi mostrar o país ao Mundo.
Eilat, a cidade onde acabou a 3ª etapa, é um ponto turístico a promover, e para se chegar lá tem que se atravessar o deserto. E o deserto tem areia, que se há-de fazer? Mas também tem camelos, oásis,  pessoas, pequenas povoações, montes e vales, e paisagem não é apenas a nossa gentil e primaveril paisagem europeia. 
E depois, inevitavelmente, os velhos libelos de sangue, da parte de quem é intoxicado pela propaganda islamista e extrema-esquerdista que é hoje o JORNALISMO  e pela indústria de difamação anti-semita conhecida como PALLYWOOD:

 

Clique AQUI, sff..

Enfim, os cães ladram e a caravana do Giro passa...

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Israel em Pyongchang 2018


Israel está em Pyeongchang 2018 com a maior delegação que já enviou aos Jogos Olímpicos de Inverno.

A delegação portuguesa. Força, Portugal!
Estamos de olhos postos especialmente em Portugal (Kequyan Lam, no esqui de fundo, e Arthur Hanse, no esqui alpino) e em Israel, dois países sem grande tradição sobre neve ou gelo, mas com muita ambição e dedicação.

 

Força, Israel! 

Israel leva a maior delegação de sempre aos Jogos Olímpicos de Inverno

Com dez atletas concorrentes em Pyongchang, a equipa de Israel duplicou em tamanho desde 2014.

 A equipa de patinagem israelita tem sete atletas nos Jogos Olímpicos de Inverno de Pyeongchang 2018 (Foto: MLADEN ANTONOV / AFP / Getty Images).
 

Há dez atletas israelitas a competir nos jogos, em quatro desportos: patinagem artística, patinagem de velocidade curta, esqui alpino e skeleton.

A delegação de Israel tem o dobro do tamanho da sua equipa anterior nas Olimpíadas de Inverno de 2014 em Sochi.

Alexei Bychenko lidera a tentativa do país de ganhar a sua primeira medalha em Jogos Olímpicos de Inverno. O atleta de 29 anos faz parte da equipa de patinagem artística de sete pessoas, tendo ganho uma medalha de prata no Campeonato Europeu de Patinagem Artística de 2016.

Ele também é um dos três atletas ex-ucranianos, incluindo Evgeni Krasnopolsky e Vladislav Bykanov, agora representando Israel nos jogos. Esta é a primeira vez que Israel se qualificou para a competição de patinagem artística por equipas.

"Estou orgulhoso de representar Israel em competição. É uma grande responsabilidade e, como sempre, prometo representar Israel o melhor que posso".


Aimee Buchanan.

Aimee Buchanan, de 24 anos, também faz parte da equipa de patinagem artística. É cidadã israelita desde há quatro anos, depois de ter crescido em Boston, Massachusetts.

Ela disse: "É muito especial ter literalmente o nome do meu país nas minhas costas. Eu acho que isso simplesmente mostra que realmente não importa de onde nascemos ou quais são as nossas origens. Podemos ser quem somos e fazer o que queremos em todo o mundo".

A patinadora artística Paige Conners, de 17 anos, é o membro mais jovem da equipa israelita.

Adam Edelman


Adam Edelman, de 26 anos, representa Israel no skeleton, um evento onde o competidor atinge velocidades de até 130 km/h. É um auto-didacta, que só pratica este desporto há quatro anos.

Adam disse: "O mais importante para mim é que haverá uma imagem duradoura de outro israelita caminhando atrás da bandeira".

"Quero desafiar a percepção do que os judeus e israelitas podem fazer nos desportos".

Os Jogos Olímpicos de Inverno de Pyongchang durarão até 25 de Fevereiro.


- Traduzido e condensado de The JC

 Alexei Bychenko em acção:

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Piloto israelita ganha NASCAR


Foto NASCAR

Alon Day fez história ao tornar-se o primeiro israelita a ganhar o circuito europeu NASCAR  

O piloto israelita, Alon Day tornou o primeiro competidor israelita a ganhar  o o circuito europeu NASCAR. 

"É uma sensação maravilhosa! Trabalhámos arduamente nos últimos três anos para ganhar este título, ganhámos muitas corridas, mas nunca o campeonato", afirmou Day após vencer o campeonato Whelen Euro na Bélgica, informou a Motorsport.com. 



"Finalizar a temporada assim é a melhor coisa que me poderia acontecer", disse ele. "Nós finalmente conseguimos. Nem tenho palavras agora". 
Day, 26 anos, de Ashdod, triunfou no Whelen Euro depois de terminar em quarto lugar na corrida de domingo. O piloto israelita terminou segundo e terceiro, respectivamente, nas duas corridas anteriores do circuito europeu.   

Alon Day já tinha ganho o Asian Formula Renault Series e o FIA GT Championship.

 

Em Janeiro, o Ministério de Cultura e Desporto de Israel nomeou Day como seu Atleta do Ano para 2016. 

"Não só estou a fazer isto só por mim, estou a fazer história para o meu país e para tantas pessoas na comunidade judaica", disse o piloto antes da última prova do NASCAR.

Por: JNS.org e World Israel News 



 Foto NASCAR


"Fizemos o nosso melhor e estamos a melhorar":

"É uma grande acontecimento em Israel porque lá quase não há desportos motorizados", disse Day. "Há alguns dias, a minha mãe abriu um jornal em Israel e a minha foto e história estavam na primeira página. Não faço isto só por mim, estou a fazer história para o meu país e para tantas pessoas na comunidade judaica. Todos estão a acompanhar-me e é bom sabê-lo".


Uma volta à pista com Day:

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Israel Cycling Team e Krists Neilands - Missão Cumprida na Volta


Roy Goldstein e Krists Neilands
 
A prova portuguesa foi a maior corrida por etapas em que a Israel Cycling Academy já participou. E com grande sucesso:

1. Krists Neilands conquistou a camisola branca de líder da juventude, nesta que é das provas por etapas mais duras e longas do Mundo.
2. O campeão letão terminou no TOP 10. Foi 10º, atrás do prestigiado corredor português Sérgio Paulinho, que tem no seu palmarés uma medalha de prata olímpica e tem integrado equipas de topo do pelotão mundial.
3. A Israel Cycling Academy animou as fugas, as contagens de montanha, as metas volantes e os sprints finais desta Volta. Esperemos que voltem.

 Site: Israel Cycling Academy
YouTube: Israel Cycling Academy.


 Leia ou releia, sff:

 

A ICA está em grande: venceu a última etapa da Colorado Classic. 

Aqui ficam algumas imagens da equipa israelita na nossa Volta: 

 









Isto é Israel, meus amigos! Respiram por pulmões e comem pão, como nós. Até andam de bicicleta!

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Israel Cycling Academy - uma equipa muito especial

Depois do 2º lugar de ontem, Krists Neilands, campeão letão e membro da Israel Cycling Academy, volta a disputar o sprint e arrancar um 4º lugar na etapa que terminou em Viana do Castelo. Mantém assim a liderança do Prémio da Juventude e reafirma a formação israelita como das principais animadoras desta volta.
Aqui vai um artigo com aspectos interessantes sobre esta equipa, uma das equipas profissionais de Israel:


Gustavo Veloso (W52/FC Porto) venceu esta quarta-feira a quinta etapa da Volta a Portugal, depois de 179,6 km entre Boticas e Viana do Castelo, num sprint no alto de Santa Luzia.

Equipa de ciclismo profissional de Israel sente o carinho
 
Embora tenha ganho 13 corridas na Europa e em Israel este ano, a Team Cycling Academy é tanto um empreendimento de acção social como um empreendimento desportivo.
 , 2015, com tradução nossa
A Israel Cycling Academy, a equipa de ciclismo profissional de Israel, recentemente formada, não ganhou nenhuma medalha no recente Challenge USA Pro, de 17 a 23 de Agosto, em Denver. Mas recebeu muito amor.


A equipa Cycling Academy em Jerusalém, no início da sua aventura. Foto: Tim de Waele/TDWSport.com

No topo de quase todos os exuberantes picos da rota montanhosa, os corredores encontraram presentes de fãs sob a forma de bandeiras israelitas e até mesmo, numa ocasião memorável, um homem que soprava um shofar (um chifre de carneiro), um poderoso símbolo judaico. No asfalto, as suas rodas encontraram as Estrelas de David apressadamente pintadas e milhares de espectadores acenando com as cores de Israel, o azul e o branco.

"Estamos a deixar as pessoas orgulhosas", diz Tsadok Yecheskeli, jornalista e consultor para os media da equipa, falando com o ISRAEL21c desde Denver. "Não é apenas um projecto de ciclismo. A equipa transmite algumas mensagens que estamos apenas a começar a entender."

A Cycling Academy e Dan Turek são aplaudidos no USA Pro Challenge em Denver. Foto de John Pearce.


Embora a equipa tenha vencido 13 corridas em toda a Europa e em Israel neste ano inaugural, a Cycling Academy é tanto um empreendimento de acção social como um empreendimento desportivo. 
De acordo com a visão do fundador da equipa e dono Ron Baron e do manager Ran Margaliot, a Academia recruta jovens ciclistas promissores de qualquer país onde faltem oportunidades profissionais. A lista de atletas inclui actualmente 13 ciclistas do sexo masculino - cinco israelitas, quatro polacos, dois eslovacos, um checo e um espanhol, que vão de 19 a 24 anos - cujos sonhos no ciclismo não seriam realizados de outro modo.

Momentos de emoção e boa disposição:


Esta pode não ser uma receita à prova de falhas para evitar tropeções, mas produz surpresas reconfortantes.
Por exemplo, Dan Turek, de 22 anos, da República Checa, foi o primeiro na linha de chegada na corrida internacional Volta ao Azerbaijão, em Maio. "Esta foi a nossa primeira vitória, e Dan foi saudado opormilhares de muçulmanos nas ruas e na linha de chegada", diz Yecheskeli. 
"Dan não conseguiu entrar numa equipa profissional séria no seu país natal, então nós fomos buscá-lo e encontrámos uma jóia. Ele é um corredor muito agressivo e tornou-se a estrela da equipa. Antes de nós existirmos, ninguém lhe deu uma chance de competir nas grandes corridas, e nós permitimos que ele brilhasse. Eu acho que ele está a caminho de uma grande equipa profissional", prevê Yecheskeli.

Nota nossa: Dan vence a Volta ao Azerbaijão e é saudado pela assistência muçulmana. O desporto tem destas coisas maravilhosas...
 

Depois, há o Yoav Bear, de 24 anos, o único dos oito corredores da Team Cycling Academy a terminar a corrida de 620 milhas do Colorado, em que altitudes de 3.000 metros derrubam mesmo os mais bem treinados atletas.
"Yoav tinha-se aposentado do ciclismo há um ano e estava a estudar na universidade. Ron persuadiu-o a regressar. Então ele juntou-se à equipa e ele leva os seus livros escolares com ele quando viajamos", diz Yecheskeli.

Viagens mundiais

A equipa viaja um pouco para além das suas corridas em Israel. Logo após a sua fundação em Dezembro passado, num evento público em Jerusalém, a 
Israel Cycling Academy foi para a Argentina para a Volta a São Luís. Em Março, competiram em três eventos na Croácia e um na Áustria e na República Checa.
Entre Abril e Agosto foram novamente para a República Checa e para a Áustria, bem como para a Sérvia, Croácia e Polónia, Azerbaijão, Hungria, Alemanha, Eslováquia e na China. Antes de irem ao USA Pro Challenge, eles treinaram nos Alpes e competiram no campeonato de ciclismo checo.
Os últimos quatro meses de 2015 estarão ocupados com a Volta à Bulgária, à Boémia, a Hradec Kralowe-Wroclaw, com os Campeonatos do Mundo UCI de Estrada na Virgínia, a Volta ao Cazaquistão, a Taça do Japão e a Volta ao Ruanda.
Durante uma corrida de seis dias na Polónia, Yecheskeli soube que a cidade de onde os ciclistas partiram tinha sido 50% judaica antes da Segunda Guerra Mundial e nenhum judeu ficou vivo. "Pareceu-me simbólico termos três israelitas e três polacos na equipa, competindo juntos, ombro a ombro".
A estrela da Volta à França, Peter Sagan, ciclista da equipe do World Tour Tinkoff-Saxo, concordou em ser o embaixador internacional da Israel Cycling Academy  porque gostou da sua abordagem de "academia" para desenvolver futuros talentos de todos os segmentos da sociedade. Quando estão em casa, os atletas da Academia de Ciclismo ajudam a treinar jovens desfavorecidos na Escola de Ciclismo Shimshon Riders em Beit Shemesh.
Em Junho, a equipa recrutou com sucesso Guy Sagiv, de 19 anos, logo depois de ele se ter tornado o vencedor mais novo da corrida de estrada dos Campeonatos Nacionais Israelitas no Parque Nacional Beit Guvrin. Entre os que ele superou, estão três outros membros da Israel Cycling Academy.
Devido à sua distinção, Sagiv corre com um equipamento especial em azul e branco (quando ele não está a usar o uniforme do IDF) A estrela do pop israelita e o entusiasta de ciclismo Ivri Lider projectou o equipamento oficial preto e verde da equipa, que dá nas vistas pela falta de patrocinadores. Nota nossa: a equipa já angariou patrocínios.

Guy Sagiv usa um equipamento especial em reconhecimento ao seu estatuto de campeão (entretanto, e após este artigo ter sido escrito, outros campeões nacionais se juntaram à equipa e envergam as cores dos seus países).

"Depois do primeiro ano, talvez possamos receber patrocinadores", diz Yecheskeli. "A nossa visita aos EUA mudou algumas das nossas perspectivas, e vemos que os EUA poderiam ser uma base maravilhosa para a equipa. Fomos solicitados para recepção após recepção e fomos convidados a ficar e treinar no Colorado, então achamos que a equipa vai conquistar algum talento americano. Temos em mira um ciclista judeu-americano que está disposto a fazer aliá. Isso reforçará a identidade da equipa e inspirará as pessoas ainda mais do que até agora".

Não são apenas os americanos que querem juntar-se à Team Cycling Academy. "Você não pode imaginar quantos apelos tivemos no último mês, de países árabes, e estamos totalmente abertos a ter um corredor muçulmano", diz Yecheskeli. "Os amigos que seguem a nossa página no Facebook são de países como Argélia, Marrocos e mesmo do Irão".

YouTube: Israel Cycling Academy.

 Um presente muito especial para a ICA, cá em Portugal:

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Israel na Volta - um 2º lugar e muita garra

Actualização: após a 4ª etapa, o campeão letão da Israel Cycling Academy, Krists Neilands, enverga a camisola da Juventude. Ah, letão! :-)
A Israel Cycling Academy continua a bater-se com galhardia na Volta a Portugal.

Krists Neilands cortou a meta em 2º lugar na 3ª etapa, a curta distância de Bryan Alaphilippe.


Chegada da 3ª etapa, etapa que ligou Figueira de Castelo Rodrigo a Bragança.

A equipa israelita esteve nas duas fugas do dia.  Guy sagiv liderou a segunda, tendo sido apanhado a 10 km do final.


Zack Dempster deixou muita pele no asfalto...

Zak Dempster esteve em fuga, mas caiu e ficou seriamente magoado no braço e no joelho. Acabou a etapa e foi conduzido ao hospital. Esperemos que possa alinhar amanhã.

O combativo Roy Goldstein tentou a sorte pelo 3º dia consecutivo, voltando a estar em fuga e amealhando pontos nas metas volantes. Acabou por perder a sua camisola da montanha, mas é já uma cara conhecida da Volta.


Krists Neilands, campeão da Letónia e guerreiro da formação israelita.

Cobertura televisiva impecável por parte da RTP (como sempre). Dos comentários de Marco Paulo e João Paulo Mendonça à beleza das imagens, recolhidas com muito profissionalismo e dedicação.
Um belo e duro desporto, o ciclismo, que tanto alegra as estradas da nossa velha Europa. Seria inconcebível o Verão europeu sem Voltas de bicicleta. Pegue também na sua e faça o gosto ao pedal.


Dan Turek sente o carinho dos fãs  no USA Pro Challenge em Denver. A equipa tem adeptos em países como a Argélia, Marrocos e até o Irão. A equipa participou (e venceu)a Volta ao Azerbeijão, um país islâmico.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Israelita Gev Sela ganhou o Rally Africa 2017


O motociclista israelita Gev Sela ganhou a Eco Rally África. 
Esta prova com 6500 km tem o seu início no Mónaco, percorre os desertos do Marrocos e Mauritânia e termina em Dakar, capital do Senegal. 
Gev Sela, de apenas 17 anos, foi o concorrente mais novo na sua categoria (até 300cc). O feito é que ainda mais impressionante atendendo a que Gev Sela não tem muita experiência neste desporto.
Via EUROPE-ISRAEL. 

Pode aceder ao canal YouTube do Gav Sela AQUI.


Pode aceder ao canal do Rally Africa AQUI.

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Nos recentes Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, o israelita Shlomi Haimy passou vários vezes pela frente da prova de BTT, de onde foi arredado por furos sucessivos, ou teríamos tido outro brilharete desportivo israelita, também em duas rodas, mas sem motor. Nada mau para um pequeno país como Israel.

domingo, 18 de setembro de 2016

Israel nos Paralímpicos 2016

Terminam hoje os Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro. Vamos dar uma breve vista de olhos pela participação israelita:

Inbal Pezaro em competição.

- A nadadora Inbal Pezaro ganhou a terceira medalha de bronze para Israel nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro.
A israelita de 29 anos, natural de Kibbutz Yizrael, ficou paralisada na parte inferior do tronco ainda durante a infância, e começou a nadar aos 5 anos.
Esta quarta-feira, dia 14 de Setembro, Inbal Pezaro completou os 200 metros livres em 3:38.2.


Parabéns, Inbal! (Pela medalha e pela graciosidade).

- No domingo, dia 11, a remadora israelita Moran Samuel ganhou bronze em canoagem nos 1.000 metros skiff simples.

 

 Moran Samuel em prova.
 
Moran Samuel, de 34 anos, rema desde 2010. Em 2012 obteve o quinto lugar no evento Paralímpico de Londres. Em 2015 ganhou o ouro na Taça do Mundo, no Lago Varese, Itália.

Parabéns, Moran! Missão cumprida!

- No dia seguinte, 15 de Setembro, o atirador Doran Shaziri conquistou outro bronze na modalidade de tiro, em carabina R7-50m 3 posições para homens.


Doran Shaziri em prova. 

Shaziri, de 49 anos, serviu como atirador especial na lendária Brigada Golani do IDF (Forças de Defesa de Israel), onde completou o curso com distinção. Em Agosto de 1987, pisou uma mina terrestre colocada pelos terroristas, no posto do IDF situado no infame castelo de Beaufort, no sul do Líbano, e perdeu uma perna do joelho para baixo.
Shaziri montou um negócio para adaptar cadeiras de rodas para os soldados feridos.

Em 2012, foi ele o escolhido para levar a bandeira de Israel na cerimónia de abertura dos Jogos Paralímpicos de Londres.


Parabéns, Doran Sharizi! E obrigado!


As nossas felicitações e gratidão estendem-se a todos os participantes, de Israel, de Portugal,  de todos os países, qualquer que seja a sua classificação. Estes atletas ilustram de forma sublime os ideais olímpicos de auto-superação e de convívio amistoso entre povos. Senti-mo-mos deveras insignificantes ao lado destes campeões.