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terça-feira, 19 de agosto de 2014

O Louçã e a malta




Nunca pensámos vir a assistir a manifestações (islamo) nazis em Portugal, como a que reuniu 200 indivíduos (a Imprensa multiplicou por 10), de extrema-esquerda e outros celerados, e contou com a presença de criaturas sinistras como o Louçã.

Extrema-esquerda, neo nazis e islamistas, unidos no ódio aos judeus.

 A propósito: não perca o artigo de Esther Mucznik sobre a vaga de antissemitismo em curso.

Não esperávamos ver este surto de neo nazismo em países como o Reino Unido. Aqui é em Manchester. O boicotador de Israel, inserido num grupo que está a participar num pogrom contra uma loja que vende produtos israelitas, afirma abertamente amar Hitler:



Não é novidade. O Islão e o Nazismo têm no ódio aos judeus a sua pedra basilar. E a Esquerda odeia-os pelos motivos que se sabe. E não é apenas a esquerda Estalinista, dos pogroms, dos milhões de judeus fuzilados e atirados para as valas comuns. Ainda noutro dia os comunistas de pantufas do PS se aliaram ao PCP e ao Bloco para condenar Israel.

É por isso que vemos neo nazis, supremacistas islâmicos e esquerdistas, marchando sob a mesma bandeira: o ódio demente aos judeus. 

Em França, por exemplo, temos a Santíssima Trindade do neo nazi Le Pen, do comunista (e praticante se sexo com animais) Alain Soral e do supremacista islâmico M'bala M'bala Dieudonnê (financiado pelo Irão).

Cá, temos o Louçã e a malta.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

As fogueiras da Inquisição ainda ardem


 Audiência de Cavaco Silva com representantes da Comunidade Israelita de Lisboa - daqui.


"Trouxe o 25 de Abril a liberdade religiosa? Se limitarmos a liberdade religiosa à liberdade de culto, a resposta é não. Como forma de possibilidade individual de professar a religião da sua escolha, a liberdade de culto existia antes do 25 de Abril e até, embora com sérias reservas, antes mesmo da revolução republicana. No século XIX, com o liberalismo e a extinção da Inquisição, os fiéis não-católicos passam a ter a possibilidade de praticar a sua religião."

Abril e a liberdade religiosa

no PÚBLICO
 - Infelizmente, a liberdade religiosa não eliminou o sentimento atávico de ódio aos judeus, enquanto religião e enquanto povo, como podemos constatar diariamente, em manifestações nojentas de antissemitismo, como por exemplo neste cartoon do desenhador antissemita André Carrilho, publicada pelo jornal antissemita Diário de Notícias. E fosse esta a única publicação antissemita. E fosse este o único antissemita. A raiva que muitos sentem por os terroristas não conseguirem destruir Israel e os judeus, é notória. As fogueiras da Inquisição ainda ardem.


DIREITO DE RESPOSTA in Diário de Notícias de 14 de Agosto de 2010

Em nome da Comunidade Israelita de Lisboa, venho por este meio protestar contra a publicação no dia 1 de Agosto do cartoon do DN da autoria de André Carrilho. O referido cartoon é ofensivo para todos os judeus, ao tentar estabelecer uma relação entre o nazismo e o comportamento do exército israelita. Do mesmo modo, ao colocar os soldados israelitas como carrascos e os palestiníanos como vítimas o cartoonista está simplesmente a falsear totalmente a realidade.
Na verdade, o cartoon alude aos judeus no seu todo, e não apenas ao Estado de Israel fundado em 1948 e consequentemente posterior à barbárie nazi.
Não basta saber desenhar, é necessário alguma decência e um conhecimento dos factos ...
Exmo. Senhor Director, solicito a publicação deste meu protesto ao abrigo do direito de resposta
José Oulman Carp Presidente da CIL - Comunidade Israelita de Lisboa

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P.S. - As visitas a este humilíssimo blogue continuam a disparar, a atingir muitas centenas por dia. Somos um pacato e pequenino grupo de gente vulgar, pouco ou nada erudita, de gente humilde e de trabalho, que se dedica, dentro das suas escassas possibilidades, a servir causa da VERDADE. Obrigado a todos, amigos e inimigos, pela vossa visita. 

E só por causa disso aqui vai música! :-) São os Clash, que este vosso criado teve oportunidade de ver actuar. E a propósito, sabiam que o grande Mick Jones é judeu? Esta agora! :-)

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Cultivando a Paz...



 O meu pio inquisidor, no acto do cultivo da paz

Já há largos meses que não tínhamos o enorme gosto de ler Esther Mucznik no Público. Quando esta publicação prescindiu desta e de outros colaboradores regulares de valor, perdeu muita da sua qualidade. Algumas das secções deste outrora prestigiado jornal, hoje em dia parecem ser escritas por alguma delegação da Al Jazeera.

Neste artigo,  lembra-se a pertinência de não esquecer um dos capítulos mais negros da perseguição aos Judeus - e a outras minorias cujo "crime" foi o mesmo - o de terem alguma característica distintiva (etnia, religião, ideologia política, orientação sexual, etc.).

Auschwitz: lembrar para quê?


Contei-vos do valente puxão de orelhas que levei há um ano, quando, no dia em que se lembra o Holocausto, o maior genocídio da História, cometi o pecado capital de enviar um email para os meus amigos com a hiperligação do museu online do Holocausto. Ainda me doem as orelhas.

Fui convocado. Senti-me no interrogatório da Gestapo. De cabeça perdida, o pio inquisidor, a tremer por todos os cantos e a encher-me a cara de perdigotos, ministrou-me um correctivo moral de alto calibre, gritando-me aos ouvidos que "essas coisas" não devem ser referidas, porque são "ódio", e que "a paz, essa sim, deve ser cultivada".

No entender do bom inquisidor, lembrar uma tragédia da dimensão do Holocausto é um acto de ódio. Já os carrascos nazis, que torturaram e mataram com requintes de malvadez inimagináveis, terão decerto agido por amor... O mesmo amor que continua a presidir à perseguição dos Judeus e de outras minorias, cujo crime é precisamente esse: o de serem minorias. Sendo que no caso dos Judeus há aspectos coerentemente Kafkianos, como o de estes serem mandados simultaneamente para a terra deles e para fora da terra deles, serem vítimas do terrorismo e acusados de o perpetrarem quando se defendem.

O meu inquisidor deixou-me uma forte impressão. Completamente transtornado, espumava pela boca (literalmente!), não ouvia nada, gritava, vociferava, dava saltos. Nunca o tinha visto assim. E é dos seres humanos mais calmos, bondosos, inteligentes e cordatos que conheço.

Quando percebeu o meu apoio a Israel, tive medo que caísse ali com uma síncope.

A partir daí, encetou uma campanha de isolamento social da minha pessoa - para além dos "correctivos" públicos, verdadeiros linchamentos morais. Tentei falar com ele. Alegou que tinha coisas mais importantes a fazer. Enviei-lhe algum material educativo por email. Solicitou que não o fizesse, pois "é tema que não lhe interessa".

E é este o paradoxo. São preconceituosos porque são ignorantes. E são ignorantes porque são preconceituosos. E se mencionarmos o facto evidente de que o são, ficarão profundamente ofendidos.

Tem que se concordar com eles. Porque senão, ficam piurços. Eles dizem, por exemplo: "Israel mata criancinhas". A gente responde-lhes que é mentira, demonstramos-lhes que é propaganda, que eles não têm UMA única prova de tal infâmia. E eles, em vez de reconhecerem que não têm razão, ficam de orgulho ferido. Acham ofensivo que lhes demonstremos que estão errados. Acham ofensivo sermos amigos de Israel, e a partir daí não querem ouvir mais nada, ficam com o entendimento toldado.

Este meu amigo é amigo de um conhecido sheikh. E o que o sheikh diz, para ele, é Lei!

Alguém disse que o anti-semitismo não é uma ideologia; é uma doença. É. E pode atacar até os mais dedicados cultivadores da paz.


HOLOCAUST SURVIVORS AND REMEMBRANCE PROJECT:
"Forget You Not"™
preserving the past to protect the future ...

A Tribute to Survivors of the Nazi Holocaust
S
anctuary and Holocaust Remembrance



Holocausto: em Portugal ainda não é proibido lembrá-lo.


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Anti-semitismo? Qual anti-semitismo? Nááá... Eu é que sou doido! Isso não existe!
Manifestação hoje (ontem) em França,  Dia das Vítimas do Holocausto. Nazis comemoram o seu "Dia da Cólera", gritam "Judeu! Judeu! Judeu!", fazem saudações nazis-Dieudonnè e exigem o regresso das câmaras de gás. Querem os judeus fora de França, e... fora de Israel, naturalmente.
Foi apenas uma de muitas manifestações de ódio. Nas escolas, fortemente islamizadas, os estudantes recusam qualquer referência ao Holocausto. Etc.. Muitos etcs.. O nazismo não está de regresso à Europa. Isto foi só uma "brincadeira", uma coisita de "gente parva".
"Se não gostam deles, alguma razão hão-de ter..." - resmungam os eternos "cultivadores da paz", porque pimenta na língua dos outros é refresco, e as câmaras de gás nem hão-de ser assim tão desconfortáveis...
Eu é que sou doido, exagerado, malcriado, eu é que tenho "ódio"! Eu!!!

VÍDEO REGULARMENTE CENSURADO PELO LÓBI ISLAMISTA:



"O silêncio em face do mal é o próprio mal. Não falar é falar. Não agir é agir".

Dietrich Bonhoeffer, pastor Luterano alemão, opositor e mártir do Nazismo.


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Com sentidas orações por todas as vítimas do Holocausto. Que Deus as acolha na Sua Paz, e tenha piedade do seus algozes:

segunda-feira, 25 de março de 2013

De indiferença em indiferença

Um dos melhores episódios de Fawlty Towers (senão mesmo o melhor) chama-se «Alemães» e brinca inteligentemente com o Nazismo e a II Grande Guerra. O inesquecível «Allo, Allo», idem. Herman José tinha uma personagem em O Tal Canal chamada Fabrizius, que era uma paródia ao ditador germânico. Lembro-me de um dos primeiros discos do Herman ter umas frases em Alemão, ao estilo Banda Desenhada a saírem da boca de um pré-Fabrizius, dizendo mais ou menos «You vill buy ziz record if you don't you vill gonna die».

Dei uma vista de olhos na Internet e aí está, em cima.

Não esquecendo os Monty Phyton, com o seu imortal sketch intitulado «Mr. Hilter»:

 

Acontece que o mundo o HUMOR, e sobretudo do humor inteligente, tem as suas regras próprias, que diferem de todas as outras. Este cartaz de que hoje tivemos conhecimento através da coluna de Esther Mucznik no Público, se pretendeu ter piada, falhou:


Mas se uma má piada pode acontecer a qualquer um, a demora em retirar o infeliz cartaz já é indício de que qualquer coisa vai menos bem. Quanto mais não fosse, o conteúdo do cartaz é insuportavelmente sabujo!

Vivemos um período difícil, e nestes períodos as ideologias totalitárias ganham adeptos. Os tiranos e os tiranetes costumam ser nestas alturas lembrados pelo seu «pulso forte» e conduzidos à condição de «homens providenciais». Esquece-se as malfeitorias e atrocidades que cometeram em nome dos duvidosos benefícios que distribuíram.

O  Nazismo, com a sua atraente panóplia de símbolos e cultos, e o seu apelo ao «heroísmo», atrai jovens tão impressionáveis quanto ignorantes e imaturos. Este cartaz é por isso duplamente infeliz, pois para mal já chega quantidade de neonazis que são seduzidos para as fileiras em idade escolar.

Como se não bastasse, atravessamos um período de desalento e medo. É sintomático ter havido apenas um professor a manifestar-se contra o mau-gosto da peça. E não nos admira que ainda venha a ser apodado de «não respeitador da liberdade alheia» - por parte dos admiradores de Hitler e afins, que evocam sempre a liberdade de expressão para promoverem regimes e figuras que as eliminam!

E por falar em indiferença (para não repetir a sabujice e a perversão da liberdade de expressão), é igualmente assombrosa a rápida rendição ao regresso do anterior Primeiro-Ministro como «comentador político». Mas isso a articulista explica melhor que eu. E Eduardo Cintra Torres também.

E de indiferença em indiferença, vai-se acentuando a nossa decadência. Esperamos não ter em breve que implorar pela nossa... sobrevivência.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Esther Mucznik comenta os Censos 2010



É assaz interessante a análise de Esther Mucznik aos Censos 2010 e às religiões em Portugal. De leitura recomendada, no Público. Destacamos esta passagem.


Apesar de parte integrante da identidade portuguesa desde a constituição da nacionalidade, é hoje uma realidade diminuta devido essencialmente às vicissitudes da história e à sua própria maneira de estar no mundo: mais do que um refúgio, o judaísmo é uma responsabilidade e um compromisso – nem sempre muito fáceis, diga-se de passagem...

Quem se der ao trabalho de estudar a História de Portugal encontra, desde D. Afonso Henriques, Judeus que ajudaram a forjar a nossa nacionalidade. O Judaísmo está na nossa identidade cultural Judaico-Cristã, está na nossa genética e nos nossos nomes de família. Causa penosa impressão, por isso, ver ressurgir aqui e ali alguns anticorpos anti-semitas.

Às vezes é o ressentimento em relação ao «povo escolhido». A História das origens dos Judeus e do Judaísmo está no Antigo Testamento. A História de um povo e de uma religião confundem-se, mas é ingénuo nos tempos de hoje interpretar literalmente o colorido da narrativa bíblica, com o seu peculiar estilo oriental.

Os Judeus foram o «povo escolhido» para uma primeira revelação do monoteísmo, sem simbolismos. Aceita-se que Akhenaton, o jovem faraó, teve uma primeira intuição do Deus Único, e até se encontram ecos desse culto (que para o vulgo era o culto ao Sol), no Antigo Testamento. Aceita-se que o Bramanismo é uma religião monoteísta igualmente ornamentada por simbolismos e aspectos exotéricos (exteriores) que permitem uma apropriação pelas massas crentes, mas que se saiba, nunca na História da Humanidade alguém tinha professado abertamente a crença no Deus Único antes dos Judeus.

Essa escolha divina (para quem é crente, naturalmente), tem sido, de resto uma carga de trabalhos. Queira o leitor reler o Antigo Testamento, cujos primeiros 5 Livros constituem a Torah Judaica, e queira igualmente estudar a História Universal dos Judeus, e assim verificará.

Outras vezes é o mal-entendido persistente sobre a Terra de Israel, que é hoje o Estado Judaico, e que não foi usurpado aos muçulmanos, como a propaganda teima em fazer crer. Os Judeus voltaram ao seu lar ancestral, de onde foram expulsos inúmeras vezes e por diversos povos, mas de onde nunca se retiraram totalmente. Para tal, procederam ao abrigo do Direito Internacional, e sem mover guerra a ninguém. Já a recíproca, não é verdadeira. 

E é por estas e outras (não menos lamentáveis) que o Judaísmo não é um compromisso nem uma responsabilidade fácil, seja em que parte do mundo for.
 

Ilustração: Moisés com as Tábuas da Lei, por Rembrandt.