sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Faisal Hamid Abdur- Razak, Monty Python e Karl Popper



Clérigo muçulmano em Ontário, Canadá, afirma que a morte por apedrejamento faz muito bem à alma do pecador. É pena é que esta gente nunca exemplifique na primeira pessoa...


UMA NOVA ERA DE PURIFICAÇÃO ESPIRITUAL


Talvez faça bem à alma. Mas ao corpo, nem tanto. No artigo que a seguir reproduzimos, fique ciente de que muito mais muçulmanos do que julgamos seguem estas ideias, que no Ocidente achamos bárbaras e extremistas.

Um grande Allah Akhbar para o Sheikh Faisal Hamid Abdur-Razak!

" O apedrejamento é bom para a alma , diz clérigo canadiano", por Simon Kent para a Agência QMI, 28 de Agosto

    
TORONTO - Morte aos pecadores. Essa é a mensagem religiosa trazido até ao grande público pelo YouTube. Homossexuais e adúlteros/as, é melhor começarem a correr, porque esta é-vos dirigida.

    
Não acredita em mim? Bem, muita gente testemunhou na quarta-feira como o Sheikh Faisal Hamid Abdur- Razak pôs a morte por apedrejamento nas auto estradas da Informação, via Internet.
    Num vídeo do YouTube, com um olhar perspicaz, o pregador afirmou que os "pecadores", como definido pela sua própria interpretação da lei islâmica, podem beneficiar de um bom e alegre apedrejamento. O vídeo esteve online durante todo o dia , até que foi tardiamente retirado.

    
O xeque explicou que um muçulmano que é sentenciado à morte por apedrejamento sob a lei islâmica, na verdade colhe benefícios dessa punição terrível, porque a sua alma é purificada, enquanto as pedras caem sobre a sua cabeça pecaminosa.

  
Seria engraçado se fosse num filme dos Monty Python. Quase engraçado, mas não completamente. Não há piada numa forma medieval de punição como o apedrejamento. Nem na condenação pelos motivos supracitados.

    
Infelizmente, estas ideias podem estar mais difundidas no país do que a maioria dos canadianos possam crer.

    
Em 2010, o Centro de Pesquisas Pew em Washington publicou os resultados de uma extensa pesquisa em países do Médio
Oriente e das suas visões sobre a vida moderna.

    
De acordo com os resultados, pelo menos três quartos dos muçulmanos no Egipto e Paquistão dizem aprovar o apedrejamento de pessoas que cometem adultério, chicotadas e cortar as mãos para crimes como furto e roubo, e a pena de morte para aqueles que deixam a religião muçulmana.
    
Maiorias de muçulmanos na Jordânia e Nigéria também aprovam essas punições severas .
Felizmente ninguém será punido no Canadá , porque somos uma sociedade livre, aberta e tolerante, que nunca se irá tornar uma teocracia em que o Direito comum é subjugado ao dogma religioso.

    
Ser uma sociedade livre, aberta e tolerante, também significa que pessoas como o Sheikh Faisal Hamid Abdur- Razak podem tirar proveito da liberdade de expressão para espalharem a sua própria versão de purificação moral.Isto vem de um homem que é o presidente do Fórum Islâmico do Canadá e vice-presidente do Conselho Islâmico de Imanes do Canadá . Foram feitas tentativas de contacto com o xeque para comentar para este artigo, mas não foram bem sucedidas .
(...)


                    Monty Phyton: quando a lapidação no Ocidente pertencia ao domínio da comédia


 ALERTAR PARA A VIOLÊNCIA NÃO É SER VIOLENTO


O artigo continua, com considerações acerca da política do youtube, que mostra cenas de violência inenarráveis. É verdade. São horríveis estas cenas. Mas mesmo assim a generalidade das pessoas não querem acreditar que o Islão NÃO É a auto proclamada religião da paz que diz ser. Que faria se não houvesse imagens destas.

Aqui é um apedrejamento de supostos adúlteros, no Afeganistão. Os motivos para estas execuções podem ser perfeitamente absurdos, como por exemplo uma menina xiita gostar de um rapaz sunita. Mas também há muitas denúncias falsas, como por cá nos tempos da Inquisição - que matou em 350 anos tanta gente como os islamistas matam em 1 ano actualmente!

Só IMBECIS podem emitir sentenças tais como "quem mostra estas cenas é tão violento como quem as pratica". Se não percebe porquê, não adianta explicar-lhe. É um imbecil.



ERA UMA VEZ A CIVILIZAÇÃO

Não concordamos com o articulista quando este diz que numa sociedade livre e tolerante há lugar para visões totalitárias e terroristas como as deste xeque. Karl Popper explica, muito melhor do que nós, o porquê:


Karl Popper
  • "Temos pois de proclamar, em nome da tolerância, o direito de não sermos tolerantes com os intolerantes. Temos de proclamar que qualquer movimento que promova a intolerância se coloca fora da lei, e temos de considerar criminoso todo e qualquer incitamento à intolerância e à perseguição, como consideramos criminoso o incitamento ao homicídio, ao rapto, ou ao restabelecimento do tráfico de escravos."
- Fonte: Livro "A Sociedade Aberta e os seus inimigos"
  • "Não é possível discutir racionalmente com alguém que prefere matar-nos a ser convencido pelos nossos argumentos."
- citado em "Filosofia Do Direito E Justica‎" - Página 115, Andityas Soares de Moura Costa Matos, Editora del Rey, 2006, ISBN 8573088745, 9788573088748
  • "Não devemos aceitar sem qualificação o princípio de tolerar os intolerantes senão corremos o risco de destruição de nós próprios e da própria atitude de tolerância."
- Si nous étendons la tolérance illimitée même à ceux qui sont intolérants, si nous ne sommes pas disposés à défendre une société tolérante contre l'impact de l'intolérant, alors le tolérant sera détruit, et la tolérance avec lui.
- Karl Popper; The Paradox of Tolerance, Karl Popper, The Open Society and Its Enemies, Vol. I, Chapt. 7, n.4, at 265 (Princeton University Press 1971)

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