quinta-feira, 3 de maio de 2018

Não, Kalergi nunca quis uma futura raça "negro-eurasiana"! (2ª parte)

Conclusão do post anterior:

Não existe e nunca existiu um plano Kalergi (1ª parte)

Dentre as muitas teorias da conspiração que correm na Internet, uma delas é que a presente Islamização da Europa foi uma ideia do conde Richard Coudenhove-Kalergi (foto à esquerda) nascido no século 19. Como todos os caminhos da paranóia vão dar aos judeus, o senhor Kalergi é acusado de ter querido engendrar uma "nova raça humana", "negro-eurasiana", para habitar a Europa, de que "os judeus", "por serem mais inteligentes", seriam os "capatazes". 
Atribuem-lhe declarações nesse sentido, mas na verdade nunca as vimos nas suas obras. Falsas citações são um clássico de propaganda. E ainda que o senhor Kalergi tivesse tido tal ideia peregrina, que culpa teriam os judeus de um suposto delirante lhes ter atribuído tal ou tal papel?
Mas o que se pode esperar de nazis e outros psicopatas? Diversos artigos sobre esse suposto "Plano Kalergi" (que tem tanta consistência como os Protocolos dos Sábios do Sião, ou a teoria de David Icke de que os judeus são lagartos espaciais da Lua que vivem no centro da Terra), começam com as palavras "Richard Kalergi foi um mestiço ...", o que é logo um cartão de visita completo.
Para os paranóicos, a característica que define Richard Kalergi é que, apesar de ser filho de pai austríaco (de boa e pura raça ariana, portanto) transporta a mancha indelével de ser filho de mãe japonesa... De pouco vale os japoneses terem sido considerados "arianos honorários" e terem sido aliados dos nazis. O homem era "mestiço", e como tal, todas as malfeitorias lhe podem ser atribuídas.
O que é mais engraçado é que se fôssemos fazer um teste de ADN (pois eles não conhecem as raízes familiares além dos avós) a estes valentes "arianos" portugueses, espanhóis, brasileiros ou franceses, descobrir-se-ia que descendem directamente de muito mais "raças" do que o senhor Kalergi.
O Ricardo Araújo Pereira (por quem não temos qualquer simpatia política), disse que os nazis portugueses rapam o cabelo, porque se o deixassem crescer notava-se a carapinha. Já para não falar de neo-nazis portugueses de apelidos tipicamente judaicos, como por exemplo Machado. Os neo-nazis portugueses iriam todos para os fornos do seu amado Führer!
Fica aqui um sketch de antologia, em que um padre é acusado de ter mudado de sexo, por uma razão idêntica à que leva a que o senhor Kalergi seja acusado de ter planeado a islamização da Europa:


Não, Kalergi nunca quis uma futura raça "negro-eurasiana"!
 CHRISTINE TASIN, em RIPOSTE LAIQUE.

Na primeira parte desta série, lembrámos quem era Richard Coudenhove-Kalergi e de como a Europa que ele sonhou era significativamente diferente da que estamos a vivenciar.
Também lemos a introdução da tradutora do seu livro, um livro que foi usado em muitas ocasiões (incluindo por teóricos da conspiração e sites anti-semitas) para citações desonestas e mal-intencionados, com o intuito de fazer que as pessoas acreditem numa conspiração global para um projecto monstruoso de destruir a Humanidade.
Projecto que, obviamente, não se encaixa com o amante do Cristianismo, das Cruzadas, da herança Grega, que foi Kalergi (ver a primeira parte), amante de tudo o que é o espírito europeu e da grandeza da Europa que o faziam vibrar.
Pode-se certamente culpá-lo por ter sido idealista demais, por ter imaginado uma Europa no modelo da Suíça, mas não de ser o inimigo bastardo dos europeus e amigo do internacionalismo que alguns o acusam de ser.
Abaixo estão alguns trechos interessantes do seu livro Praktischer Idealismus, publicado em 1925, que ajudam a entender as passagens que circulam e são usadas contra Kalergi, imprimindo um significado oposto às suas intenções.
É um pouco longo, mas necessário para que não acreditem na minha palavra, mas que confirmem os leitores eles mesmos. A famosa passagem sobre a raça do futuro é uma previsão (e não um desejo) da evolução do mundo, da sociedade, do homem construindo um mundo sem limites, um mundo onde viajamos, um mundo onde as fronteiras são abolidas, onde povos, raças, etc. são misturados, uma descrição visionária, em 1925, do que vivemos menos de um século depois. Descrição ... e não um manual do usuário para alcançar um mundo que não corresponde aos valores e desejos de Kalergi, uma vez que os seus desejos são um ponto de equilíbrio entre os dois tipos humanos que ele identificou.

Em primeiro lugar, é necessário entender a diferença fundamental que ele fez entre os habitantes da cidade e os habitantes do campo. Esta análise é de incrível previsão e inteligência, e as conclusões que ele extrai são de uma actualidade chocante.
É claro que devemos lembrar que o livro foi escrito em 1925, quando a maioria dos europeus eram camponeses (e não neo-rurais vindos da cidade). Em suma, ele justapõe a nobreza de sangue e a nobreza de espírito, o camponês (“junker”) e o citadino (letrado), e mostra, em particular, como eles conseguiram enfrentar guerras, vitórias ou derrotas, e como só a aliança dos dois pode produzir um aristocrata consumado, aristocrata de espírito e vontade, que não é “junker” nem erudito.
O modelo do “junker” realizado é o cavalheiro representado pela Inglaterra, o do erudito é o boémio, representado pela França revolucionária. César era um cavalheiro, Sócrates boémio...
... "Aos alemães falta estilo, para se tornarem cavalheiros, e temperamento para se tornarem boêmios, e falta-lhes a graça e a flexibilidade para se tornarem ambos. O ser humano rústico é principalmente um produto da consanguinidade, o ser humano urbano é uma mestiçagem" ...
Em suma, Kalergi, no seu trabalho, não dá uma receita, não descreve a sociedade ideal à qual as elites globalizadas deveriam tender. Ele descreve dois grandes tipos humanos, presentes em toda a Europa. Os urbanos, "mestiços" (misturados, mas não misturas de duas cores diferentes) porque produtos da mistura de famílias, cidades, diferentes origens sociais, que, geração após geração se distinguem dos seus pais, até à degeneração... e os rústicos, que, não se misturando com outros que não entre eles mesmos, geração após geração, não inventaram nada, por medo de se tornarem diferentes dos seus pais, até à consanguinidade e à degeneração.
Pode-se discordar das análises de Kalergi, é claro, mas a honestidade intelectual impõe que ele não seja mal julgado. E ele é mal julgado, muitas vezes, para que se evite fazer perguntas pertinentes aos nossos líderes sobre a globalização, pois é simples e fácil encontrar um bode expiatório falecido há muito tempo ...

Terminamos com as duas últimas passagens do seu livro citadas abaixo e lançadas à fúria popular por pessoas desonestas ou com preguiça de ler o texto que as precede.

Richard Coudenhove-Kalergi continuou a sua comparação dos dois principais tipos de humanos para mostrar como e o que eles faziam. Isso não é um desejo, não é sua vontade, mas uma afirmação ligada ao desenvolvimento da cidade e, portanto, à multiplicidade do tipo urbano.
Este homem, este boémio, que se move, que muda, que atravessa, que se opõe ao camponês e, portanto, à consanguinidade, logicamente levará ao homem do futuro, formado por indivíduos todos diferentes uns dos outros, "originais", porque "raças e castas serão vítimas de ultrapassagens cada vez maiores de espaço, tempo e preconceitos". Assim, "a raça do futuro, negro-eurasiana, de aparência semelhante à do antigo Egipto, substituirá a multiplicidade de povos por uma multiplicidade de personalidades".
Neste livro, Kalergi descreve simplesmente o que lhe parece ser a marcha do mundo (que talento profético, quando sabemos que o seu livro foi escrito em 1925!) e o que acontecerá, sem ser defensor do curso de acontecimentos que prevê.
É por isso que ele opõe, na última passagem citada antes da conclusão, o Russo mestiço com uma alma rica e o Britânico insular, o humano de alto pedigree, o tipo mais completo. Se em geral ele se contenta em descrever, sem julgar, parece que este último paralelo atesta a sua nostalgia pelo desaparecimento anunciado do cavalheiro, não mestiçado ...


 Lembramos que o livro de Kalergi pode ser acessado em:
Quem quiser estudar seriamente deve ler o que ele escreveu e não as citações que lhe atribuem. É em Francês, não conhecemos tradução em Português.


































Conclusão

Mesmo que o trabalho fique interrompido por agora, convido os leitores a lerem atentamente todo o livro (hiperligação na primeira parte deste artigo), e a análise que Kalergi faz, por exemplo, do Paganismo e do Cristianismo, que é brilhante: "O Cristianismo quer transformar o predador humano num humano doméstico, o Paganismo quer recriar o humano em super-humano" ...
Fascinante e excitante. Para o caminho, podemos citar estas passagens: "A aristocracia feudal está em declínio, a aristocracia do espírito em formação. O tempo intermediário é chamado democrático, mas é realmente dominado pela pseudo-aristocracia do dinheiro”.
Ou ainda, "a democracia repousa na suposição optimista de que uma nobreza espiritual poderia ser reconhecida e eleita pela maioria popular" ... mas "a influência da nobreza do sangue escuro, cresce. Esse desenvolvimento e, portanto, o caos da vida moderna, só terminará se uma aristocracia espiritual se apropriar dos instrumentos de poder: pó, ouro, tinta de impressão e os usar para o bem da comunidade".
Profético e lúcido, Richard Coudenhove-Kalergi aponta os nossos limites, os riscos que corremos e dá pistas, soluções ... que têm um único objectivo: serem usadas para o bem da comunidade.

Queira apreciar essas linhas, que remontam a 1925:


Gostaria de acrescentar que em nenhum lugar há menção do Islão, dos migrantes ... assunto estranho ao mundo do autor em 1925 ... Mas eu não duvido por um momento que Kalergi, nostálgico dos cavaleiros da Idade Média e das Cruzadas, apaixonada pela cultura ... estaria connosco na luta que estamos a  travar.

Estou a preparar-me para escrever uma espécie de sequela para a reabilitação de Kalergi, para fazer o ponto da situação sobre as maquinações dos EUA durante mais de um século  e do papel desprezível de Jean Monnet na criação da Europa que sofremos. O excelente livro de Chevènement sobre o assunto, A Culpa do Sr. Monnet: A República e a Europa, também é excelente.


Christine Tasin é Presidente da Resistência Republicana e Professora Associada de Letras Clássicas.









A islamização da Europa está a ser realizada não pelo senhor Kalergi, que faleceu em 1972, mas pelos líderes europeus, que amam o Islão, e odeiam Israel e os judeus, fazendo de tudo para extinguir a ambos e a todos os cidadãos do Mundo Livre:

União Europeia lança "Eurislam" - o projecto de islamização da Europa


 Christine Tasin é uma valente resistente à islamização, que já foi até condenada por "blasfémia", leia-se por ter dito a VERDADE sobre o Islão:


 


"Um Vestido Novo Para Um Ódio Antigo" - Pilar Rahola

12 comentários:

  1. Estou em profundo desacordo.
    Aliás o próprio texto acaba por dizer que estamos a assistir à implementação de um plano "kalergi", por parte da liderança europeia em conluio com o mundo islâmico.
    Incomoda o nome karlergi? quer chama-lhe plano "Sarkozy"?
    feel free, mas negar a REALIDADE é que não...

    Para mim é IRRELEVANTE saber se o Conde Kalergi queria ou não o genocídio Branco e a mestiçagem europeia,
    é IRRELEVANTE saber se os Protocolos foram escritos por Judeus ou pela fernanda cancio,
    porque eu sei que o 1984, e o Triunfo dos porcos são obras de ficção, e que Orwell nunca quis criar um Ministério da Verdade, mas lá que hoje existe, existe :(

    Alguém leu, gostou da ideia e está a colocar em prática seguindo passo-a-passo tudo o que está escrito nestes livros.

    É o george soros? a maçonaria, bilderberg, o sheik david munir? extra-terrestres?
    Não sei, mas que é uma REALIDADE, é :(

    a frase:
    Europe will be diverse, or war! (Frans Timmermans)
    foi dita em 2016
    mas a frase sobre a "Mestiçagem OBRIGATÓRIA" é de 2008

    https://www.youtube.com/watch?v=qwPPRYl0xQE


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    1. Só posso concluir que o amigo Fernando não leu os artigos. Ou que não os leu com atenção.

      Os Protocolos são uma obra de FICÇÃO anti-semita.

      O EURISLAM não é ficção, é realidade assumida, e não é culpa do pobre Kalergi, que já morreu há tantos anos e nem sonhava com este cenário.

      Abraço,

      OdF

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  2. Caro OdF
    Leio sempre com atenção o que escreve,
    pois tenho aprendido bastante consigo.
    Mas como fez o reparo, até voltei a reler os 2 posts que fez em defesa do bom nome do Conde Kalergi.
    Devo dizer que NUNCA vi escrito em lado nenhum que a:
    "Islamização da Europa foi uma ideia do conde Richard Coudenhove-Kalergi"
    Foi neste blog que vi pela primeira vez tal coisa... :O

    Não sei como foi possível o amigo Oliveira não ter reparado que o meu comentário (pequeno por sinal), diz duas vezes em maiúsculas que é IRRELEVANTE.
    Eu estou-me nas tintas para o facto do Conde Kalergi, querer OU NÃO o Genocídio dos povos Europeus.
    É-me indiferente saber QUEM, e qual o motivo que está na origem dos Protocolos dos Sábios de Sião.
    Não quero saber se o Sarkozy, é um Judeu ou um Cristão-Novo.

    o que motivou o meu comentário foi,
    o OdF NÃO ter sido claro nos dois posts que escreveu, dizendo que a questão da Mestiçagem
    é uma REALIDADE I-N-Q-U-E-S-T-I-O-N-Á-V-E-L.
    Se tem alguma dúvida sobre este assunto é só contactar-me e terei muito gosto em partilhar FACTOS e Testes para o sr realizar.

    o sr. poderia ter escrito qualquer coisa do género:

    "Apesar de ser inquestionável o esforço que existe para promover o "White Genocide", através da mestiçagem dos povos europeus, e usando como desculpa a directiva Replacement Migration, tal facto é erradamente atribuído a kalergi, sendo os culpados A; B; C; D..."

    Independentemente do "culpado", ser OU NÃO o sr. Conde, permita-me deixar as seguintes notas:

    o povo Eleito, (pelo menos a vertente Ashkenazi) é famoso pelo elevado QI.
    No entanto ter um QI elevado, não significa ser Santo, muito menos Impoluto ;-)
    o Ricardo Salgado não chegava onde chegou se não tivesse um QI "primus inter pares", e isso não o impediu de fazer o que fez :(

    como sabe Karl Marx nasceu há 200 anos.
    Estou seguro que quando escreveu a obra que o tornou famoso,
    NÃO o fez com a intenção de MATAR Milhões de pessoas,
    NEM o fez com a intenção de denegrir os Judeus
    (NÃO me refiro ao texto "Sobre a Questão Judaica").
    Lá diz o povo: "de boas intenções está o Inferno cheio", e Karl Marx deveria estar bem intencionado apesar de ser classificado por muitos como um Judeu anti-semita.

    Quando escrever "sequela para a reabilitação de Kalergi" é-me indiferente que fale ou não sobre a origem dos 60.000 marcos em ouro, mas gostava que fizesse referencia ao Eugenismo de então.

    Um enquadramento histórico fica sempre bem, e neste caso é particularmente útil, pois discute-se se o significado termo "mestiçagem".
    por isso sugiro que aborde:
    a) Francis Galton, e a importância das suas obras para o conhecimento cientifico do final do sec XIX inicio do sec XX
    b) as "Teses Eugénicas" (que evidentemente influenciaram vários países)
    c) o Congresso Universal das Raças
    d) Darwinismo social
    e se quiser também pode falar sobre João Baptista de Lacerda e as políticas de branqueamento da República dos Estados Unidos do Brasil

    Seria um eufemismo para "citadino", ou é uma referencia à possibilidade da raça humana poder ser melhorada caso fossem evitados "cruzamentos indesejáveis" ?

    Não tenho nada conta os Judeus, apesar de fazer algumas ressalvas aqui e ali.
    O filantropo George Soros é uma delas...
    outra ressalva será o conceito:
    "o inimigo do meu inimigo meu amigo é"
    porque repugna-me esta aliança entre Israelitas e Sauditas para combaterem o Irão.

    As nossas acções, por vezes carregam um preço muito elevado...

    os Judeus são um povo perseguido há 3.000 anos.
    Talvez tenha havido qualquer coisa que motive os povos a terem essa actitude aos longo dos séculos e em várias geografias, não sendo tudo fruto do "Azar"...

    Bem-haja,
    Fernando

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    1. Olá Fernando,

      A substituição populacional dos europeus é promovida abertamente pelos nossos governantes, nomeadamente através do programa EURISLAM. Já temos até feito posts em que académicos defendem abertamente a extinção da "raça branca".

      Os governos europeus estão aos pés dos islamistas, desculpando o terrorismo, branqueando o Islão, vendendo-se (bem baratinho, por sinal) aos governos islâmicos. Já temos repetidamente demonstrado aqui por A + B, comprovas factuais e sem teorias de conspiração, que assim é.

      Ainda agora o Marcelo Rebelo de Sousa foi à Universidade de Al-Azhar dizer ao líder maometano sunita (que representa uns bons bilião e 600 milhões deles) que a culpa do ISIS (que nenhum clérigo islâmico excomunga) "é de nós todos" e "garantir" que Portugal nunca mudará a embaixada para Jerusalém. Já tinha ido rastejar aos pés do David Munir com tagatés idênticos, aliás. O Costa expropriou terrenos a portugueses e vai oferecer uma mesquita de milhões aos maometanos, precisamente no local que tem o nome de Martim Moniz, o herói da Conquista de Lisboa aos Mouros!

      Até aqui creio que estamos a entender-nos na perfeição, certo?

      Ora o que está a passar-se na Europa, perante esta invasão e colonização islâmica promovida pelos nossos líderes, é que parte da opinião pública (não sei que percentagem), à medida que a Europa se islamiza, e o terrorismo, o crime, o estupro, o medo, a opressão, o supremacismo islâmico, crescem, parte da opinião pública, dizia eu, despeja a sua raiva em quem? Nos judeus!!!!

      E à falta de provas para os incriminar, foram desenterrar o velho Conde Kalergi, que não sonhava, na sua época, com o que está a passar-se, mas era europeísta, cristão, patriota, defendia a identidade europeia e previu, mau-grado os seus desejos e opiniões, uma mestiçagem que estava a instalar-se e que não traria nada de bom para a Europa.

      Ou seja: o Conde Kalergi avisou sobre os malefícios de a Europa abrir mão da sua identidade, da sua matriz cultural, da sua população, e vão culpar o homem por ter avisado para esses perigos. E porquê? Porque à falta de melhor, querem martelar aí uma conspiração judaica.

      Não há conspirações judaicas. Os judeus são 13 milhões, 8 milhões estão em Israel e a maior parte dos restantes estão nos EUA. Onde há dois judeus há três opiniões. Apenas 2 milhões de judeus são religiosos. Não há uma entidade homogénea judaica, marcada por uma ideologia comum. Há indivíduos que são judeus porque descendem de Abraão, Isaac e Jacob, ou se juntaram entretanto ao povo judeu, que nunca foi racista, supremacista ou expansionista.

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    2. Sobre a segunda parte do seu texto, confesso humildemente que me perdi. Vou tentar responder baseando-me no que penso que quis dizer.

      Os judeus asquenazitas são o grupo humano com o QI médio mais elevado. É um facto científico. Ninguém defende (muito menos eles!) que por causa disso eles devam ser objecto de algum tratamento especial de alguma deferência, ou que estejam moralmente isentos de erro!!!! Há pessoas de baixíssimo QI que têm um coração de outro, e há génios do Mal, que usam o seu QI para as mais abomináveis obras que se possa conceber!

      Karl Marx nasceu judeu, era profundamente anti-religioso, anti-semita até à medula, e foi um inimigo da espécie humana em geral. Aqui tem um exemplo de alguém que nasceu judeu e asquenazita e que foi um bandalho.

      Isso mancha os judeus como um todo? Hitler mancha os alemães como um todo? Não sou a favor da culpa colectiva. Ainda recentemente soube que o irmão do torcionário nazi Goering foi um anti-nazi e salvou muitos judeus e outros desgraçados perseguidos pelo regime.

      O George Soros é alegadamente filho de pai judeu. Tecnicamente não é judeu, mas ser filho de pai judeu faz recair as malfeitorias desse nazi, anti-semita, apoiante do caos global, sobre os judeus? A mãe dele não era judia, nem sei o que era. Vamos supor que era tártara. Vamos odiar os tártaros por causa disso, ou vamos antes dar um chuto no rabo desse demónio do Soros?

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    3. Após referências que desconheço por completo ("60 000 marcos em ouro", etc.), o Fernando terminou com a velha acusação: "se os judeus são perseguidos, por alguma razão é...".

      É o mesmo argumento que leva os bullies da escola a justificarem porque é que batem no miúdo gordo, de óculos, que tem boas notas: "Toda a gente bate nele, por isso alguma coisa de errado há com ele".

      No seu caso, a razão apresentada é a precária, dúbia e muito transitória "aliança" entre Arábia Saudita e Israel. Israel anda há milénios a fazer todo o possível por viver em paz com todos. Israel deve ser o único país/povo/Estado/nação do Mundo, que nunca atacou ninguém (embora se defenda, o que muito irrita as pessoas), que nunca invadiu ninguém, e que tem oferecido a sua Terra a países hostis em troca de paz.

      2/3 do pequeno Israel foram entregues aos Árabes em troca de paz: o Sinai ao Egipto, Jordânia aos Árabes, Gaza aos Árabes. Agora, que o Irão, com a Rússia, a Síria, o Líbano, o Hezzbollah, fazem frente comum contra Israel e a Arábia Saudita, os sauditas aproximam-se de Israel, e Israel ia dizer: "Não queremos nada convosco!".

      Façam o que fizerem os judeus são sempre condenados. Por uma coisa e pelo seu oposto. Se Israel tivesse virado costas aos sauditas, O Fernando diria: "E dizem eles que querem paz, a virarem as costas a quem lhes estende o ramo de oliveira!" :-)

      E se aplicássemos os mesmos critérios aplicados a Israel, para condenar os outros países?

      A Europa tem uma História de colonialismo e genocídio (O Reino da Bélgica em África, por exemplo). AS Américas foram colonizadas por europeus e os seus habitantes quase exterminados por completo. Idem para Austrália e Nova Zelândia.
      O Japão passou a maior parte da sua História a exterminar milhões de inocentes. A Mongólia, a Rússia, a China ainda agora no Tibete, um país soberano invadido sem qualquer pudor, a sua população alvo de extermínio. AS potências coloniais mantêm os seus impérios. O mundo islâmico lidera a matança, como sabe.

      https://amigodeisrael.blogspot.pt/2016/12/o-clube-dos-colonos-da-onu-enterra.html

      Mas as pessoas embicam com Israel, o único que apenas se tem defendido. "Alguma coisa devem ter feito...".


      Os próprios judeus não sabem o motivo de serem tão perseguidos, embora alguns tentem encontrar motivos. Experimente assistir às opiniões deste rabino ortodoxo:

      https://www.youtube.com/watch?v=KX3-QRRD8cg

      Creio que estamos às portas da era em que o anti-semitismo terá fim, mas muita coisa má também irá na torrente.

      Paz para si, caro amigo.

      Oliveira

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  3. «Até aqui creio que estamos a entender-nos na perfeição, certo?»
    Certo

    «o supremacismo islâmico, crescem, parte da opinião pública, dizia eu, despeja a sua raiva em quem? Nos judeus!!!»
    Nim...
    apesar de ser inegável a participação do Soros

    desde 2014 que é um facto conhecido que há milhares de Judeus que abandonam França, julgo que 99,9% deles foge dos Islâmicos que não param de aumentar, portanto não faz muito sentido que sejam os Judeus a importar os Muçulmanos...


    «(...) foram desenterrar o velho Conde Kalergi, que não sonhava, na sua época, com o que está a passar-se, mas era europeísta, cristão, patriota, defendia a identidade europeia e previu, mau-grado os seus desejos e opiniões, uma mestiçagem que estava a instalar-se e que não traria nada de bom para a Europa.»

    Discordo da análise.
    Eu quando ouvi falar pela primeira vez no Plano Kalergi, não acreditei...
    Depois lá percebi que efectivamente tinha existido esta pessoa...
    e fui lendo coisas aqui e ali...
    passado uns anos tropeço neste texto do seu blog, e deixei um comentário bastante pequeno, pensando que estava a ser Muito Claro, ao dizer que me era IRRELEVANTE !
    falhei redondamente...

    Eu NÃO falo alemão, mas discordo da interpretação que é feita do Francês.
    por isso fui ao original (que está aqui, pronto para download)
    https://archive.org/details/Coudenhove-Kalergi-Praktischer-Idealismus
    e comecei a fazer copy / paste no Google Translator.
    Obviamente que sai uma tradução que é uma cagada (e estou a ser simpático), mas as palavras, os termos aparecem ;-)

    as referências que fiz:
    a) Francis Galton, e a importância das suas obras para o conhecimento cientifico do final do sec XIX inicio do sec XX
    b) as "Teses Eugénicas" (que evidentemente influenciaram vários países)
    c) o Congresso Universal das Raças
    d) Darwinismo social
    e se quiser também pode falar sobre João Baptista de Lacerda e as políticas de branqueamento da República dos Estados Unidos do Brasil

    são muito importantes para perceber o significado das palavras à época, e é por isso que eu discordo em absoluto com a interpretação feita, de que Mestiçagem era um eufemismo para "citadino".
    É preciso conhecer a "ciência" Eugénica do fim do sec XIX, inicio do sec XX, para poder compreender o que sucedeu.
    Quem ficou como sendo o mau da fita foi o adolf, (com a supremacia ariana) mas muito antes dele nascer já o mundo civilizado implementava as orientações "cientificas" de então.

    Este é um dos pontos em que estamos em desacordo,
    o amigo OdF a acha que o Kalergi quando usa o termo Mestiçagem, quer dizer uma coisa, eu acho que quer dizer outra.

    Ambos concordamos que ele NUNCA quis dizer Islamização.

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    1. Mas ó Fernando, o que têm os judeus a ver com as actividades sujas do nazi, anti-semita, assassino de centenas de judeus, financiador da propaganda global anti-Israel, George Soros??? É que o pai dele era judeu? Por favor!!!!!!!!! Agora existe a culpa colectiva e hereditária?

      Ninguém nega (muito menos nós, que todos os dias trabalhamos para denunciar essa catástrofe) que a Europa está a ser islamizada - pelos líderes europeus, assumidamente. O que discordamos (nem é discordar, é uma coisa que é evidente) é que o senhor Kalergi tenha feito um plano no início do século 20 para islamizar a Europa, e que tenha, na sua suposta engenharia social, escolhidos os judeus para capatazes da nova "raça europeia mestiçada".

      Os artigos da francesa e ao livro do Kalergi são bem claros. As teorias da conspiração vão desde Protocolos a lagartos Espaciais os judeus estão em todas :-)

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  4. Quanto ao resto do seu discurso, volto a dizer que NÃO tenho nada contra os Judeus.
    Dito isto, Não partilho a sua visão que são uns pobres coitados incompreendidos, que não fazem mal a ninguém, etc.
    Terei muito gosto em continuar este dialogo, (por exemplo no Vox Populi) falando sobre a Colonização, extermínio de outros povos etc, mas aqui é estarmo-nos a afastar do tema presente, a Mestiçagem Europeia.

    Eu logo na primeira resposta que dei, fundamentei com Sarkozy (discurso completo de 2008)
    na segunda resposta, até acrescentei
    "Não quero saber se o Sarkozy, é um Judeu ou um Cristão-Novo"
    (A mãe de Sarkozy, Andrée Jeanne Mallah, é advogada, nascida em 1925, filha de uma francesa católica e de um médico grego de origem judaica, sefardita (...) Encontramos uma interessante ligação genealógica com Portugal na árvore destes: os Ganay, descendem de uma família de judeus portugueses do séc. XVII, Mendes da Franca, também antepassados do antigo primeiro-ministro francês Pierre Mendès-France. (...) filha de um romeno judeu de origem russa e de uma espanhola, neta materna de um embaixador na Bélgica e bisneta do compositor clássico espanhol Isaac Albeniz.)

    Vou repetir,
    "N-Ã-O quero saber se o Sarkozy, é um Judeu ou um Cristão-Novo",
    porque esta gente só pensa em DINHEIRO e PODER, independentemente de ser Judeu, Cristão ou Muçulmano, daí que me seja IRRELEVANTE !

    Disse anteriormente que NÃO falo alemão, mais je parle un un petit peu de francais...
    portanto quando ele diz:
    "(...) «Quel est l'objectif ? Ça va faire parler.
    Mais l'objectif, c'est relever le défi du métissage.
    Défi du métissage que nous adresse le XXIe siècle. Le défi du métissage,(...)
    Mesdames et messieurs, c'est la DERNIÈRE chance.
    Si le volontarisme républicain ne fonctionnait pas, il faudra alors que la République passe à des méthodes plus contraignantes encore.
    Mais nous n'avons pas le choix.
    La DIVERSITÉ à la base du pays doit se trouver illustrée par la diversité à la tête du pays.
    Ce n’est pas un choix, c’est une obligation.
    C’est un impératif.
    On ne peut pas faire autrement.
    Au risque de nous trouver confrontés à des problèmes considérables.

    Tem aqui a versão resumida da mestiçagem OBRIGATÓRIA
    https://www.youtube.com/watch?v=XvGXJ7n5WzI

    I also speak english...
    portanto sei o que Frans Timmermans quando diz Europe will be diverse, or war!
    https://www.youtube.com/watch?v=q94syUDDhxA
    vai ao encontro da ameaça:
    "Au risque de nous trouver confrontés à des problèmes considérables."
    proferido na conferencia da «Egalité des chances et DIVERSITÉ »

    Eu interpreto neste contexto o termo diversity como mestiçagem, e ele até estende a ameaça a TODOS os países do planeta.

    Voltando ao discurso de Sarkozy, (versão completa) ele às tantas faz ameaças concretas às EMPRESAS que não colaborem com a "diversidade"

    Vamos às empresas em concreto à Google.
    Fundada por Sergey Brin (filho de pais Judeus) e por Larry Page (filho de mãe Judia)

    o amigo OdF, escreva no seu google a seguinte frase
    "pregnant black woman"
    de seguida escolha a opção Imagens
    o resultado da pesquisa corresponderá ao seach realizado
    agora repita a pesquisa e escreva
    "pregnant white woman" ...

    Aaaah, pois é :(

    Há outros testes que poderá realizar e terei muito gosto em o ajudar nesta demanda...

    nota final.
    Eu só fiz questão de mostrar os "links" Judaicos porque eu faço uma interpretação diferente da sua.
    Eu acho normal haver algum desalento para com o povo Eleito porque muitas das pessoas que nos governam estão de alguma forma relacionados com eles.
    Eu acho NORMAL que o nr de Judeus em posições de liderança (política, empresarial , académica, etc) seja bastante elevado, porque lhes reconheço capacidades intelectuais que o resto da população NÃO tem.
    Uma vez que são eles que dão a cara, é normal que também sejam eles o alvo do desagrado

    Bem-Haja
    Fernando

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    1. Os judeus não são o "Povo Escolhido" no sentido de serem melhores que os outros - viu o vídeo?

      https://www.youtube.com/watch?v=KX3-QRRD8cg

      Serão o Povo Escolhido para uma missão, porque foram o único povo a aceitar empunhar o facho do monoteísmo. 2 milhões de judeus vêem-se assim. O resto, não são judeus no sentido religioso. São-no por descendência.

      Esse é o modo como os judeus religiosos se vêem. E das duas uma: ou eles são o povo escolhido por Deus, ou não são.

      Se não são, são apenas uns doidos, óptimo. Se são, Deus escolheu-os para espalharem o monoteísmo, e óptimo também.

      Terem aceite a missão que Deus deu a todos os povos e apenas eles aceitaram (segundo a crença aqui em pauta) não faz dos judeus melhores que os outros, nem eles reivindicam tal coisa. Pelo contrário, a crença dos judeus religiosos é que eu e o Fernando podemos cumprir as 7 Leis de Noé e temos tanto mérito como o Sumo-Sacerdote que havia no tempo do Templo de Jerusalém. Ao passo que eles, se falham num dos 613 mandamentos, são punidos 10 vezes mais que os outros.

      É por isso que eles entendem que, não sendo necessário ser-se judeu para se ser "salvo" é mais inteligente e seguro que as pessoas não se convertam. Mas não fecham as portas à conversão, avisam é que a partir do momento em que os simpatizantes se tornam judeus, são alvo da velha desconfiança, ódio e perseguição...

      Os cristãos também se acham o povo escolhido para espalhar a respectiva verdade, os muçulmanos também, os hindus também, etc., etc.. Os judeus não fazem proselitismo, mas não terão o direito de achar o mesmo que os outros - que estão certos? Toda a gente acha que está certo, ou mais perto da verdade que os outros! Em tudo! :-)

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    2. Já fiz o teste da pregnant black e withe woman. Simplesmente miserável! Mas a culpa é "dos judeus" porque o Google foi fundado por um judeu? Os portugueses são todos culpados pelos crimes dos serial killers Rei Ghob ou Militão?

      Desgraçadamente, muitos judeus são de esquerda:

      https://www.youtube.com/watch?v=qXLslxqwSEI&t=1s

      Mas todos os tipos da Google são judeus? O Fernando encontra judeus de esquerda como encontra na direita e no centro!

      Ben Shapiro, Andrew Klavan, Amy Horowitz, Pamela Geller, Daniel Pipes, Ezra Levant, tantos, tantos judeus que estão na primeira linha da resistência à invasão islâmica, ao avanço do comunismo e do globalismo! Já tivemos esta conversa...

      Os judeus, por serem no geral inteligentes, despertam invejas, e por isso servem para todas as teorias da conspiração:

      O realizador Roman Polansky teve sexo com uma menina de 16 anos? Os judeus são a causa da pedofilia no mundo!
      O "Big" Ron Jeremy é judeu? Os judeus são a causa da pornografia!
      O Google é de esquerda? Os judeus controlam a esquerda!
      O Marx foi um teórico comunista? Os judeus são a causa do comunismo!
      Os Rotschild são judeus? Os judeus são a causa do capitalismo!

      Não existe essa suposta conspiração judaica. Os judeus são pessoas diferentes entre eles, de ideias diferentes uns dos outros, são de esquerda e de direita, são pobres e ricos, são comunistas e capitalistas, são bons e maus, etc., etc..

      Nos Estados Unidos, metade dos médicos são judeus. Se as pessoas forem justas, admitem que eles o são por mérito próprio. Mas as pessoas invejosas acham que eles são médicos porque existe uma rede oculta de influências.

      Os judeus deveriam antes ser intratáveis como os muçulmanos. Choravam muito, consideravam-se eternos refgugiados porque fugiram da Inquisição, do Holocausto, da expulsão dos países árabes. Mas como eles caem e se levantam, e dão nas vistas, lá vem ódio...

      Custa-me entender essa má vontade, como sempre me custou entender o racismo ou a homofobia, ou qualquer forma de discriminação baseada no preconceito.

      Enfim, como acredito que Deus existe, ponho a minha total confiança em Deus. Acredito na Justiça Divina. Acredito que quem alimenta preconceitos e ódios injustificados (não me refiro a si, é claro), acabará por colher o que semeou e reconhecer que estava errado.

      Forte abraço,

      Oliveira

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    3. P.S. - Conto dar uma vista de olhos às suas outras sugestões, embora eu tenha alguma dificuldade em desbravar teorias da conspiração, quando temos a realidade palpável bem à vista. Olhe que as "teses eugénicas" vitimaram bem mais de 6 milhões de judeus na Alemanha nazi. Associar os judeus a isso é no mínimo de profundo mau gosto. Os milhões de judeus mortos pelos comunistas também são uma triste ironia, quando se pensa nos que culpam os judeus pelo comunismo. Só falta culparem-nos pela Santa Inquisição.

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