domingo, 30 de dezembro de 2012

O Amor é Louco...

Em dois dias, foram mortos a tiro oito pessoas envolvidas no projecto de saúde pública, que é contestado pelos taliban - informa-nos o jornal Público.

A matança de profissionais de Saúde que tentam erradicar a poliomielite no Paquistão já dura há algumas semanas, mas só agora a ONU se rendeu aos fundamentalistas muçulmanos, que alegam que as vacinas são para esterilizar as mulheres. A Imprensa engagée, naturalmente que faz a ligação entre este morticínio e uma campanha de vacinação que terá sido usada pelos serviços secretos dos EUA para determinar o paradeiro do amigo Osama Ben Laden...

Não é só no mundo muçulmano que há pessoas que «desconfiam» das vacinas. No Sul dos EUA são conhecidos alguns grupos religiosos que recusam qualquer tipo de tratamento médico, alegando que é «falta de fé em Deus». E um pouco por todo o mundo as Testemunhas de Jeová recusam transfusões de sangue.

Quando é decisão livre de cada um, vá que não vá, mas quando se trata de negar às crianças o tratamento que lhes salvará a vida, impõe-se um debate sério sobre o que deve prevalecer: se o direito das crianças à vida, se as convicções religiosas dos pais.

Cometem-se loucuras, na melhor das intenções, por «amor a Deus». Mas não consta que «estudantes de Teologia» de qualquer outra religião executem pessoas que apenas pretendem salvar as crianças. O valor da vida humana, para os taliban, é nulo.

A vasta falange anti Americana naturalmente que acha bem o assassínio de médicos e enfermeiros, porque se alegadamente Shakil Afridi, da organização 'Save the Children', ajudou a localizar o líder da Al-Qaeda, então «é natural» que os taliban «reajam».

Peculiar senso moral este. Dir-se-ia, em primeiro lugar, que a Al-Qaeda e Ben Laden são pessoas de bem, que não deveriam ser incomodadas. E, mais preocupante ainda, ficamos a saber que para os filo-muçulmanos nacionais a matança de funcionários da ONU e milhões de crianças com poliomielite por falta de vacinas são coisa aceitável, quiçá até desejável.

Como não tenho estas pessoas na conta de estúpidas, só posso crer que o ódio aos EUA e ao Mundo Livre, e o consequente amor a todas as formas de opressão, as deixam cegas.


Neste vídeo, um jovem cava orgulhosamente a sua sepultura, preparando-se para morrer como mártir no conflito que grassa na Síria. O adulto felicita-o. É o valor da vida humana em certas latitudes... 


O site http://www.thereligionofpeace.com/ leva a cabo a penosa contabilidade diária, semanal, mensal e anual das vítimas da Jihad, a Guerra Santa Islâmica. Este mês o Paquistão está em grande, quer pelo número de vítimas (ataques entre facções muçulmanas rivais, contra cristãos e contra forças de segurança), mas também pelo aparato e absurdo, como foi o caso do homem retirado de uma esquadra da Polícia em Hyderabad, espancado por cerca de70 muçulmanos e queimado vivo, por alegadamente ter «desrespeitado o Corão»:


Por cá já não se fazem coisas destas há uns séculos. A última vez que me ocorre terá sido em 1506. Mas que parece que há quem tenha saudades.

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