segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Directamente da minha inbox

Confesso que os meus anos a dar aulas me deixaram com um mau hábito: o instinto de corrigir qualquer informação errada com que me cruze. Ora, na internet, isso é sem dúvida um mau hábito, tendo em conta que qualquer um pode dizer as maiores barbaridades só para chatear quem quer que tenha o desprazer de as ler. Um bom exemplo disso é o Youtube. Não os vídeos mas a secção de comentários.

Há alguns dias estava a discutir com um utilizador, muçulmano, quem tinha cometido mais atrocidades, muçulmanos ou cristãos.

Não foi bem assim que começou. Eu apontei algumas atrocidades cometidas em nome do Islão e ele apareceu, qual cavaleiro em armadura reluzente, montado num magnífico garanhão branco, de espada em punho (imagino que o equivalente muçulmano seja um árabe montado num camelo, colete, turbante e longa barba negra, de cimitarra em punho), pronto a defender a sua religião (e se possível, cortar umas cabeças a uns infiéis), desbobinando o mesmo chorrilho de acusações enlatadas que os muçulmanos costumam vomitar de cada vez que se critica o terrorismo islâmico: Hiroshima, Nagasaki, as duas grandes guerras, extermínio dos nativos americanos e aborígenes australianos, que o Hitler era um devoto cristão, etc, etc, etc.*, repetidas ad nauseum e ignorando as respostas. Tudo com o objectivo de envergonhar americanos cristãos no particular (sim, em cada discussão partiram sempre do princípio de que eu era americano e cristão, mesmo quando eu o negava repetidamente) e ocidentais brancos no geral (já que não podem desfazer os séculos de agressão religiosa muçulmana contra outras religiões - que ainda decorre hoje em dia - a única hipótese é não falar disso e culpar o Cristianismo e os Ocidentais de tudo o que se passou de mal na história recente).

Eu acabei por referir a epidemia de violações perpetradas atualmente por muçulmanos nos países nórdicos. Apontei para artigos de jornais para corroborar o que estava a dizer. Hoje, esta mensagem estava na minha caixa de entrada social:

Em português:

"hahahaha, este é o teu nível intelectual, que ignorante, jornais, a sério?? é essa a tua fonte de conhecimento?"

Ou seja, fui apelidado de "ignorante" por usar jornais como "fonte de conhecimento".

Já dizia o Scolari


"E o burro sou eu?"


*Eu ia dar a resposta apropriada acerca de como desacreditar cada um destes argumentos falaciosos mas a meio decidi que era melhor dedicar um post só a isso (quando arranjar um tempinho para organizar ideias). Assim posso discutir melhor esses e todos os outros com que me deparei. Tal como todos os argumentos falaciosos, são fáceis de desacreditar, mas quem nunca os viu pode ficar sem resposta imediata. Até sou capaz de meter mais uns screencaps de notificações do Youtube, se achar que reler respostas daquele tipo ("haha que ignorante, usas jornais para te informares") não me vai custar uns neurónios.

6 comentários:

  1. Mais braqueamento no PÚBLICO

    http://www.publico.pt/mundo/noticia/tamerlan-tsarnaev-interessouse-por-supremacia-branca-1602335

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    1. A Margaridinha islamista aproveita tudo o que seja a mais estúpida patetice para branquear o terrorismo. Já tinha visto no jihadwatch que estão a levantar essa lebre, mas ela não perdoa e publicou no Al Público...

      I.B.

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    2. Pela minha experiência, muçulmanos a validar teorias da conspiração e supremacia branca é uma coisa perfeitamente normal. Já muitas vezes vi (online, onde é mais simples defender as maiores barbaridades já que não têm de manter ma cara séria) muçulmanos questionados sobre o 11 de Setembro e atentados de Londres e Madrid defenderem que não foram atentados islâmicos mas sim conspirações da CIA. Não têm problemas em citar Michael Moore e o Loose Change. Ora vejam:

      http://www.youtube.com/watch?v=yTz4YZ3tYLI

      O orador não é um muçulmano escolhido ao calhas na rua:

      http://en.wikipedia.org/wiki/Zakir_Naik

      O fato dos irmãos Tsarnaev andarem a reunir informação sobre supremacia branca não significa que eles fossem supremacistas brancos. É mais provável que andassem a ganhar coragem e a procurar desculpas para validar o atentado de Boston. Não seria mais fácil para eles matar pessoas se se convencessem de que elas apoiavam valores como a supremacia branca? Não seria mais fácil para eles matar inocentes se se convencessem de que estaria em curso uma guerra contra a religião deles e de que todos os que apoiam o governo americano não são inocentes?

      Por exemplo, o artigo do Público cita Tamerlan Tsarnaev dizendo "Hitler tinha razão em algumas coisas". Quais coisas? Que os judeus eram a causa de todos os males do mundo (o que está em linha com a linha de pensamento islâmica) ou que a raça ariana era superior a todas as outras? Não está explicado, parece que o que interessa é associá-los a figuras de extrema-direita para desculpabilizar o motivo que tem sido dado para os atentados: a sua religião.

      Já agora, o nome Tamerlane? Não deverá ser desconhecido para quem se interesse por História:

      http://en.wikipedia.org/wiki/Tamerlane
      http://pt.wikipedia.org/wiki/Tamerlão

      Muçulmano devoto, auto-intitulava-se "A Espada do Islão", motivado pela religião massacrou centenas de milhares de pessoas. Sujeito simpático, de certeza que o seu homónimo Tsarnaev apenas herdou o nome e não as motivações religiosas...

      http://www.latimes.com/news/nationworld/nation/la-na-boston-suspects-20130428-dto,0,15030.htmlstory

      "In 2007, Tamerlan confronted a Brazilian youth who had dated his younger sister, Bella, for about two years, and punched him in the face. Ana Merino, a high school friend of Bella's, said Tamerlan did not approve because the boy was not a Muslim.

      Tamerlan was "very overprotective" of his sisters," Merino recalled. "He wanted them to date within their religion."

      Para os menos versados em inglês: em 2007 Tamerlane socou um namorado da sua irmã na cara por este não ser muçulmano. Uma amiga da irmã descreveu-o como sendo extremamente protetor das irmãs que não queria que elas namorassem com alguém que não fosse da religião dele (muçulmano).

      Enfim, atitudes típicas de um simpatizante da extrema-direita, toda a gente sabe que eles são bem famosos por agredir pessoas por não serem muçulmanas...

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  2. Isto de discutir com muçulmanos é estranho. Há tempos, via facebook, discuti com um amigo marroquino (conheci-o em Praga, quando fiz lá o meu 1.º curso). O tema era Morsi, os fundamentalistas, a promiscuidade religião-politica, o que é democracia.
    A preparação dele sobre estes assuntos era nula. Bem, o meu 2.º curso foi direito e gosto de ler história. Para ele (engenheiro) é complicado discutir comigo. Mas mesmo assim fiquei muito triste com o resvalar para o fundamentalismo deste meu amigo.
    EJSantos

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    1. Lamento dizer isto, mas é pelo menos a minha experiência e a de TODAS as pessoas que conheço: os muçulmanos podem ser excelentes compinchas (se bem que em certos casos nos espetem a faca nas goelas, como o Tsarnaev, que degolou os únicos 3 amigos que tinha e que até eram judeus) se o tema for futebol, ou outro do género. Quando se chega à religião, como que enlouquecem.

      Mas há muitos que não são assim, nas novas gerações. Eu é que nunca tive a satisfação de conhecer nenhum pessoalmente.

      I.B.

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  3. Debater com fanáticos religiosos já é impossível. Conheço pessoas de certas religiões que são capazes de conciliar a crença irrestrita no criacionismo bíblico LITERAL (mundo criado em 7 dias, Terra centro do Universo, Terra com 4 mil anos de idade, etc.), com cursos tais como Biologia, História ou mesmo... Paleontologia!

    É uma fé infantil, mas que, ao contrário da dos islamistas, eles não tentam impor à bomba, a tiro ou a cortar cabeças. As respectivas certezas absolutas limitam-se a levá-los a tocar-nos à campainha e moer-nos o juízo com ameaças do fogo dos infernos.

    Agora imagine-se o grau de cegueira intelectual e moral que anima indivíduos que acham bem violar as «infiéis»...

    Por outro lado, há também os cínicos, os que de má-fé conseguem afirmar que se trata de incidentes isolados. São «acidentes isolados» a contabilidade diária, semanal, mensal e anual dos actos terroristas (mais as violações, mais os crimes "de honra", mais a pedofilia, etc.), que a Imprensa Mundial nos faz chegar a cada hora, quase a cada minuto.

    I.B.

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