quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Um Marco Histórico

"O derrube de Morsi, primeiro Presidente egípcio escolhido em eleições livres e democráticas, pode ter sido forçado pelas manifestações de milhões a pedirem a sua demissão mas não deixou por isso de ser um golpe militar. Um golpe dos generais que sempre controlaram os destinos do Egipto. Morsi podia ser incompetente, sectário e até ter um plano secreto para transformar o Egipto no Irão, mas isso não apaga a morte de centenas de apoiantes da Irmandade às mãos das forças de segurança. O que aconteceu nas últimas semanas não é por isso menos massacre."

Sofia Lorena in Público.

Que o Público simpatiza abertamente com a Irmandade Muçulmana e com o islamismo não é novidade para ninguém. Basta ler as constantes notícias que fazem dos islamistas egípcios as vítimas, quando na verdade são os únicos agressores. Este artigo de opinião é mais um marco na saga filo-islamista do Público e no branqueamento do terrorismo islâmico pela Imprensa. Quem o leia e não esteja a par da realidade, corre o risco de o tomar por Jornalismo.

Um breve lamiré:

1 - A Irmandade Muçulmana é um movimento terrorista, e o seu plano para tornar o Egipto um Irão nunca foi secreto - nada disto pareceu alguma vez incomodar a Imprensa Ocidental:



2 - As centenas de apoiantes da Irmandade foram para a rua atacar as forças de segurança. Com armas. para matar e de preferência para morrer. Quando os terroristas afrontam as forças da ordem para matar, correm o risco de morrer - a menos que as forças da ordem tenham que se deixar chacinar, como parece sugerir a autora:





3 - Os ataques dos apoiantes da Irmandade Muçulmana aos cristãos parecem não contar nas estatísticas do "massacre" traçadas pela autora. As vítimas entre a população cristã e as forças de segurança também não:




4 - Alguns aspectos do ano de Poder da organização terrorista Irmandade Muçulmana - nada disto pareceu alguma vez incomodar a Imprensa Ocidental:

- Ataque à catedral de S. Marcos, que é para os católicos coptas o mesmo que o Vaticano é para os católicos romanos:


 - Violação de raparigas em plena luz do dia sob gritos de Allahu Akbhar, a juntar aos assassínios, e tortura de cristãos:

 

- Tortura e violação colectiva de meninas cristãs, como forma de conversão ao Islão:

 

5 - Do ponto de vista jornalístico é capaz de ser interessante o facto de que muitos manifestantes da Irmandade terem sido assassinados pelos seus correlegionários, para imputar culpas às forças de segurança - nada disto pareceu alguma vez incomodar a Imprensa Ocidental:

 
Caso pretenda em pouco mais que este lamiré sobre o terrorismo da Irmandade Muçulmana no Egipto, clique na etiqueta "Egipto", sff..

Sobre a teologia que está por trás dos mártires voluntários da Irmandade, falámos aqui. Nem as crianças foram poupadas pelos islamistas: aqui. Sobre denúncias de que a vitória nas tais "eleições democráticas" foi fraudulenta, falámos aqui. Nada disto parece interessar a Imprensa Ocidental, cada vez mais perdidamente apaixonada pelo islamismo...




Jornalista

Sofia Lorena  


Uma noite, em Janeiro de 1991, a minha mãe apanhou-me a escrever Saddam Hussein numa folha de papel, olhos colados ao ecrã da televisão. Estranhou. Eu estava na preparatória e colaborava no Sinal Mais. Pareceu-me importante saber escrever o nome do homem que estava em todas as notícias. Imagino que estivesse fascinada com a importância que era dada a algo que me parecia estar a acontecer noutro mundo. Aos poucos, percebi que o mundo é só um e que uma decisão tomada em Washington pode mudar para sempre a vida de alguém em Bagdad. Em 2003, estava no Iraque quando Saddam foi capturado. Em 2010, regressei para uma série de reportagens (Prémio Gazeta). Vi guerras e tive a imensa sorte de ver revoluções. Nunca mais parei de fazer do outro mundo o meu. E até aprendi a escrever Saddam em árabe.

Perfil da autora no Público

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