sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Hanuká em Lisboa

ACENDIMENTO PÚBLICO DA 3ª VELA DE CHANUKA 5775
Acendimento pelo 4º ano consecutivo da Grande Chanukiá em Praça Pública - Pq. Eduardo VII.

Com as presenças da Embaixadora de Israel - Sra. Tzipora Rimon, Embaixador da Argentina - Sr. Jorge Arguello , Deputados Adão Silva e Duarte Pacheco do GRUPO PARLAMENTAR DE AMIZADE PORTUGAL - ISRAEL, membros da CIL, amigos e simpatizantes.

Nem o forte frio em Lisboa impediu que várias dezenas de pessoas estivessem presentes mais este ano !!!

Realização : Comunidade Israelita de Lisboa / Chabad Portugal .
 

Apoio : Câmara Municipal de Lisboa



O Festival das Luzes é uma festa do calendário religioso Hebraico, mas qualquer pessoa pode participar. Estamos em época de festa, em época de Luz.

Mais fotos no Facebook da Amizade Luso-Israelita.


Chag Urim Sameach!

Um Templo, Dois Templos, Três Templos

A propósito deste post, um amigo perguntou-nos quantos Templos tiveram afinal  os judeus - dois ou três? Vamos lá então:

O TABERNÁCULO

O primeiro templo judaico foi o Tabernáculo.


 Recriação do Tabernáculo, o templo portátil dos judeus durante o Êxodo

O Tabernáculo era um templo portátil, com que os judeus viajavam, na sua peregrinação pelo deserto, após a famosa fuga do cativeiro egípcio, comandada por Moisés e pelo seu irmão Aarão. No Livro do Êxodo (um dos cinco livros da Torá, e o segundo do Antigo Testamento) encontram-se as instruções para a construção do Tabernáculo, seus artefactos e vestuário dos sacerdotes. Este belíssimo vídeo mostra como era o Tabernáculo:




Não está aqui em causa se foi Deus que criou o Judaísmo (como defendem os judeus e os cristãos mais tradicionalistas) ou se o Judaísmo é uma criação dos judeus (como defendem por exemplo as correntes do Judaísmo Reconstrucionista ou do Judaísmo Humanista).  O blogue não é sobre religião, teologia ou filosofia, interessa-nos o aspecto cultural, genérico. E há que convir que isto é absolutamente 'cool'! Um povo cria/recebe a revelação da primeira religião estritamente monoteísta da História, quando se encontra em fuga pelo deserto (carente de água, de comida e de quase tudo), e leva o seu templo às costas... Não é por acaso que há mais de 3 mil anos que esta epopeia inspira o Mundo.


O PRIMEIRO TEMPLO 

O Primeiro Templo de Jerusalém foi construído no reinado de Salomão, no local onde Abraão havia oferecido o seu filho Isaac como sacrifício. Foi arrasado por Nabucodonosor II da Babilónia, em 586 a.C.. Os seus tesouros foram saqueados e transportados para a Babilónia, e grande parte dos judeus foram feitos cativos. O Exílio Babilónico ou Cativeiro em Babilónia, foi um período particularmente doloroso na História judaica.



Seria assim o Primeiro Templo de Jerusalém

Se falarmos no Salmo 137, possivelmente não se vos acenderá nenhuma luzinha. Mas experimentemos a transcrição da sua passagem mais conhecida:


Junto aos rios da Babilónia- Balada do Exílio


1 Sentados junto aos rios da Babilónia, chorámos, recordando-nos de ti, Sião.
2 Nos salgueiros que lá havia pendurámos nossas harpas.
3 Os que nos levaram cativos pediam-nos uma canção; os que nos tinham oprimido pediam que os alegrássemos e diziam: "Cantem-nos uma cantiga de Sião!"
4 Mas como podíamos nós cantar um cântico do Senhor, estando numa terra estranha?
5 Se me esquecer de ti, Jerusalém, fique inutilizada a minha mão direita.
6 Se de ti me não lembrar, Jerusalém, se não fizer de ti a minha suprema alegria, que a língua se me pegue ao céu-da-boca.

Se não estão a reconhecer, experimentem escutar este clássico de reggae, cuja letra foi extraída do Salmo 137:


A rapaziada que viveu a euforia do disco-sound deve lembrar-se disto...

 O SEGUNDO TEMPLO

Em 516 a.C., após o regresso de mais de 40.000 judeus do Cativeiro Babilónico, foi iniciada a construção, no mesmo local, do Segundo Templo. Este foi destruído em 70 d.C., pelos Romanos, sob o comando do general Tito, como represália pela Grande Revolta Judaica.

Desde há mais de 4 mil anos que a Terra de Israel conhece periodicamente invasões e chacinas, mas os judeus sempre se bateram bravamente, sempre houve resistentes que ficaram, e dos que partiram, muitos tiveram a felicidade de voltar.


Os Romanos arrasaram o Templo, saquearam as suas riquezas, e levaram (um)a Menorá, como ficou imortalizado no famoso Arco do Triunfo de Tito, em Roma.


Esta é a mais famosa das pinturas que retratam a destruição do Segundo Templo. É da autoria de Francesco Hayez (1791 - 1882), considerado um mestre do Romantismo histórico.



Tito deu ordens pouparam um dos muros de suporte do Templo, de modo a que as gerações vindouras fizessem uma ideia da dimensão da construção. A porção de muralha é conhecida como Muro das Lamentações, e é ainda hoje usado como lugar de oração. 



 Jerusalém em tempo real, via Internet, para todo o Mundo

Graças às maravilhas da tecnologia, esse resto de muralha (chamado Kotel), pode ser visto em directo em qualquer parte do mundo, através da KOTEL CAM. Há outras câmaras em Jerusalém, neste e em outros sites, onde qualquer pessoa, em qualquer parte do mundo, pode ver o que lá se passa, em tempo real.


 O TERCEIRO TEMPLO


 Jovem judeu no Instituto do Templo, junto à maqueta do Segundo Templo

Desde o ano 70 da nossa era que o Templo aguarda a reconstrução. Romanos, Persas, Bizantinos, Árabes, Turcos, Cruzados, Mamelucos, Mongóis, Franceses, Aliados da I Grande Guerra, Britânicos, e mais uns quantos, foram invasores da Terra de Israel, também conhecida como a Terra Santa. Apenas sob o domínio judeu Israel e Jerusalém conheceram paz e convívio harmonioso entre credos e povos.

 Antevisão: este terceiro milénio, erguer-se-á em Jerusalém o Terceiro Templo.

Em 1948, a Jordânia - criação pós colonial britânica - invadiu e arrebatou 80% da Terra de Israel. Israel consentiu, em nome da paz... Dos 20% que restaram e após muitas concessões territoriais, muitas tentativas de anexação, muitas guerras desiguais movidas pelo mundo islâmico, os judeus não abrirão mão. Porque ceder mais território tornaria indefensável o pequeno Estado.


Pelo contrário, neste terceiro milénio, Israel construirá o seu Terceiro Templo. O Instituto do Templo está a tratar disso.


Actualmente, é praticamente proibido aos judeus o acesso ao Monte do Templo, o local mais sagrado do Judaísmo e de Israel. Os colonos muçulmanos ocupam o local, com a ajuda dos terroristas do Hamas e do ISIS. Mas este lamentável estado de coisas não será eterno. A famosa Mesquita de Al-Aqsa, que é uma profanação e de um local sagrado, pode ficar no seu lugar. Mas o Templo será reerguido no seu devido local também. Esperemos que se cumpra o velho ditado luso, e que às três, seja de vez!


Chaim Richman, director internacional do Instituto do Templo, com uma réplica da réplica da Arca da Aliança.

Na ficção, muitos têm sido os aventureiros que, como Indiana Jones, procuraram a Arca da Aliança. Os seus colegas do mundo real, não tiveram ainda a sorte de encontrar. Mas quem nos diz que um dia destes não aparece? Seria realmente a cereja em cima do bolo, reconduzir a Arca ao seu devido lugar. 

Que o Terceiro Templo marque uma era de  Paz para toda a Humanidade são os nossos votos.

Shabbat Shalom!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Europa volta a legalizar o Mal

O NAZISMO QUE VEM DE LONGE


Sob o lema “Gott mitt uns” ("Deus connosco") em 1935, o sistema judicial nazi legitimou a perseguição aos judeus. No 27º aniversário do bando terrorista Hamas, o sistema judicial da União Europeia repete a proeza, sob o lema "Allah U Akbar".

A Europa já não considera o Hamas um grupo terrorista. Para a União Europeia, um bando que rapta, tortura e assassina judeus - crianças e adultos; que bombardeia Israel diariamente (com preferência pelas escolas e infantários); que escraviza as suas próprias crianças na escavação de túneis de terrorismo e as abate a seguir; que executa sumariamente suspeitos de não-antissemitismo; que usa as suas crianças como escudos e bombas humanas; etc., etc., etc.. é um grupo político legítimo.

Vejas as nossas etiquetas HAMAS e OPERAÇÃO PROTECÇÃO LIMITE

Pessoas intoxicadas pelos media cúmplices, não sabem porque morrem os 'palestinos'.

O Hamas tem como objectivo a destruição de Israel e a extinção dos judeus. Ao legitimar tal organização, a União Europeia acaba de dar o tiro de partida oficial para a caça ao judeu na Europa. Outra vez.

GIVE THE DOG A BONE

Sem comentários: a "justificação" do Tribunal da UE foi que a inclusão do Hamas na lista, em 2001, foi influenciada pelos media e pela Internet.

Quem, como nós, gosta de andar pela serra de mountain-bike,  conhece a estratégia de atirar a nossa merenda ao cão que nos salta ao caminho, pronto a atacar. Mais vale ficar com fome do que levar uma dentada. A União Europeia atirou esta "merenda" aos muçulmanos que invadem actualmente a Europa, na esperança de que estes não lhes mordam. De nada vai adiantar.



Como é que o Hamas celebrou o seu 27.º Aniversário? Discursos de incentivo à paz? Tolerância entre os povos? As imagens da "festa" em Gaza são todas deste calibre. Imaginemos que Israel fazia coisas destas, o que não iria por aí de indignação...

Temos actualmente 52 milhões de muçulmanos a a viver na Europa (sem contar o número cada vez maior de convertidos e fãs - com destaque para a extrema-esquerda e para os neo-nazis).

80% destes muçulmanos vivem à custa dos contribuintes europeus - tal como os seus irmãos do Hamas

Um número indeterminado destes muçulmanos dedica-se às mais variadas actividades criminosas, que vão dos gangues de abusadores de crianças ao terrorismo de bomba e faca - tal como os seus irmãos do Hamas.

Um número indeterminado desses muçulmanos (que deve cifrar-se em 100%) tem como objectivo supremo de vida a destruição total de Israel e o genocídio definitivo dos judeus - tal como os seus irmãos do Hamas.

Nos últimos 2 anos, multiplicaram-se as manifestações antissemitas, os ataques contra judeus, os ataques a casas e lojas de judeus, os ataques contra sinagogas:


Armados de machados e barras de ferro, muçulmanos, nazis e extrema-esquerdistas, têm atacado sinagogas. Neste caso (entre outros) se não tivessem sido os valentes jovens da Liga de Defesa Judaica e da Betar, teria havido um massacre.

Os políticos europeus têm esperança de que os colonos muçulmanos satisfaçam a sua sede de sangue nos poucos judeus que restam na Europa. Nunca estudaram filosofia budista, ou saberiam que é impossível saciar certas sedes...


QUANTO MAIS ME DÁS, MAIS TE ODEIO


Esta mole de adeptos da ideologia mais cruel e sanguinária que a Humanidade já conheceu, está a transformar a Europa num sítio decadente, em acelerada desagregação. Há regiões, bairros e cidades completamente perdidos, onde habitam multidões de beneficiários do Estado Social, onde vigora a Sharia e não entram «infiéis» nem Polícia.
Quanto mais se lhes dá, maior é o ódio que os muçulmanos dedicam aos «infiéis»:



O Islão ordena que os seus seguidores executem, escravizem e  submetam os «infiéis».

Nos cinco continentes, a ofensiva islâmica é avassaladora. O Islão está presentemente na "Casa da Guerra", em Jihad Global. Em Novembro morreram 7 pessoas por hora, vítimas da guerra que o Islão está de novo a mover ao Mundo. E falamos apenas de mortes. Não incluimos a persguição, tortura, estupro, e outros horrores.

Timidamente, uma coligação internacional liderada pelo terrorista muçulmano Baarck Hussein  Obama, lança umas bombas para os lados da Síria e do Iraque. O Holocausto prossegue.
Uma compilação de uma hora que demonstra como o Islão está a arruinar a Europa e a América:



 EUROPA DE REGRESSO AO CRESCENTE?


A natalidade dos europeus, decresce, a dos invasores muçulmanos, aumenta exponencialmente. A procriação é a sua principal ocupação, a sua fonte de rendimento e a sua arma de guerra contra os infiéis. 

Se tiver dúvidas, consulte a nossa secção GUERRA DEMOGRÁFICA.

Os políticos europeus, para se manterem no poder, tentam por todos os meios agradar aos muçulmanos. Em França, o voto muçulmano valeu ao PS a eleição. 16% dos franceses (muçulmanos, extrema-esquerda e neo-nazis), apoiam o ISIS, essa encarnação do Mal que dá pelo nome de Estado Islâmico.

David Cameron, o Primeiro-Ministro conservador (!) do Reino Unido, com o seu país em acelerado colapso social e os seus concidadãos vítimas do terror islamista, declarou recentemente que "há demasiados brancos e cristãos na Grã-Bretanha":

Estes líderes interessam aos muçulmanos enquanto marionetas. Na devida altura, pagar-lhes-ão os seus distintos serviços como têm pago aos jornalistas e trabalhadores humanitários ocidentais, lá no Califado. 

E se a esses apoiantes convictos, cujo zelo na submissão os levou até a converterem-se ao Islão, cortam  a cabeça, aqui o amigo Cameron que não tenha ilusões. Os muçulmanos não nutrem quaisquer sentimentos pelos não muçulmanos. Não os consideram humanos, sequer. O pregador muçulmano Anjem Choudary, terrorista assumido e sanguessuga do contribuinte britânico, grita-o alto e bom som pelas ruas todos os dias. Evoca a democracia para pregar o fim da democracia.

Ainda assim, a malta que gosta de cenas e assim, bem como os media, não param de ir a correr, a dar ao rabo, lamber as babouches ao xeque David Munir (outro grande apoiante do Hamas) e a tudo quanto cheire a Islão.


Benjamin Netanyahu, líder do Mundo Livre

Há pormenores pendentes que estão a entravar a plena aplicação desta resolução da União Europeia. Benjamin Netanyahu pediu que a União reconsidere e volte a integrar o Hamas na lista. 

A concretizar-se a legalização do Hamas na Europa, pode muito bem ser lida pelos islamistas como o derradeiro sinal de capitulação, o que lhes falta para quebrarem as últimas barreiras e hastearem aqui a bandeira negra do Califado, à luz do dia. Se assim for, a Europa entrará numa nova Idade das Trevas. 

Demorámos séculos, derramámos rios de sangue, suor e lágrimas, para reconquistar a nossa Terra. Os actuais líderes estão a dá-la de mão beijada aos bárbaros.

Esperemos que no nosso cantinho lusitano haja dignos descendentes de D. Afonso Henriques. 


terça-feira, 16 de dezembro de 2014

FELIZ HANUKÁ!


Para todos os nossos leitores e amigos, independentemente da religião ou não-religião de cada um, e por ocasião da Festa das Luzes, o nosso abraço de amizade. Que brilhem, todos e cada um de vós, no meio de toda a escuridão.

Shalom.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

20.770 km² e 9 macabeus portugueses

Ou de como Governo e Oposição em Portugal estiveram de acordo uma vez. 

Ou de como os poucos judeus europeus que restam estão fugir para Israel, e mais de 50 milhões de muçulmanos já controlam as nossas sociedades e condicionam os nossos políticos.

Ou de como em 230 deputados, 9 tiveram CORAGEM. Uma proporção que faz lembrar os Macabeus.   Estiveram pela Verdade e contra os terroristas.  Que Deus abençoe estes 9 modernos macabeus.


Israel, 20.770 km² de Democracia e Liberdade numa extensão de terroristocracias islâmicas que nem cabe no mapa. 

A época vai festiva e não queremos maçar-vos agora com coisas muito aborrecidas. O Parlamento pré aprovou o reconhecimento do mirífico Estado árabe dito "palestino". Os Palestinos, ou Filisteus, foram um povo nómada, que ocupou brevemente a região de Gaza, e que, ao tempo de Jesus /Yeshua, estava há muito extinto. 

Nos anos 60 do século XX, a União Soviética ressuscitou essa mitologia, que o ultra terrorista Arafat tratou de popularizar, à bomba e a tiro, perante os aplausos unânimes dos anti-semitas de todo o mundo.

Israel há mais de 4 mil anos que é Pátria do povo judeu. A única vez que a Terra de Israel foi governada por "palestinos" ou quaisquer povos da Península Arábica, foi por um breve período, cerca de 635 d.C..
 

     "O único domínio árabe desde a conquista em 635 d.C. durou, como tal, meros 22 anos ..." . declarou o presidente muçulmano da delegação síria, no seu discurso na Conferência de Paz de Paris em Fevereiro 1919, referindo-se à Terra de Israel.
     "Sim, a existência de uma entidade palestina serve apenas para fins tácticos. A fundação de um Estado palestino é uma nova ferramenta na luta permanente contra Israel ..." disse Zuheir Muhsin, chefe do Departamento Militar da OLP e membro do Conselho Executivo, ao diário holandês Trouw, de Março de 1977.



Extrema-esquerda, extrema-direita, nazis, não alinhados e mainstream, a mesma luta: DESTRUIR ISRAEL.

NÃO HÁ NEM NUNCA HOUVE «PALESTINOS». Há egípcios e outros Árabes que foram mandados para Israel no século XX para fazerem valer o princípio da ummah, a possessão islâmica global, que Maomé preconizou e alargou, pela espada, e que hoje o ISIS e outros grupos islâmicos estão a restaurar, da mesma forma.

Os árabes "descobriram" a "Palestina" em 1920, está aqui, com imagens, o Mundo viu, ninguém pode negar:

É preciso ser-se completamente ignorante ou completamente anti-semita para se querer acreditar que os Árabes são em Israel outra coisa que não invasores sanguinários, e mais recentemente colonos, infelizmente muitos deles terroristas. Já o temos aqui demonstrado vezes sem conta e quem quiser pode constatá-lo. O problema é que poucos querem saber dos FACTOS, e preferem os MITOS.

Romanos, Persas, Bizantinos, Árabes, Turcos, Cruzados, Mamelucos, Mongóis, Franceses, Aliados da I Grande Guerra, Britânicos, e mais uns quantos, exerceram a soberania sobre a Terra de Israel, uns de forma mais violenta que outros. Os judeus nunca deixaram a sua terra, apesar dos milhares forçados ao exílio. Sob o domínio estrangeiro, a Terra Santa foi sempre palco de tirania, intolerância e crueldade sem limites. Apenas sob o domínio nativo (judaico), Israel e Jerusalém conheceram paz e convívio harmonioso entre credos e povos.

Em 1948, a Jordânia, uma criação pós colonial britânica, invadiu e arrebatou 80% da Terra de Israel. Israel consentiu, em nome da paz... Os 20% que restaram, quer muita gente (o actual Governo e Oposição em Portugal, por exemplo), que sejam definitivamente obliterados e oferecidos à inventada Palestina Árabe. 

A consequência lógica de tal acção, se viesse a concretizar-se, seria a chacina dos judeus pelos árabes, em poucas horas, como tentaram fazer na véspera da Restauração da Independência de Israel.  

O Ocidente, que andou a colonizar mais de meio Mundo durante séculos, acolheu, em muitos casos, os exilados judeus pós 70 d. C. com fogueiras e câmaras de gás. E não suporta que esse pequeno país e esse pequeno povo - a única democracia do Médio Oriente - tenham uma longevidade tão grande. "Mais de quatro milénios e ainda ninguém os conseguiu exterminar, nem retirar da sua Terra? Não pode ser! Vamos corrigir essa hedionda assimetria!"...

Na Segunda Grande Guerra não houve nunca umas bombas a mais, para destruir os caminhos de ferro que levavam milhões de judeus para os campos de extermínio. Agora, em 230 deputados da Assembleia da República, 9 votaram pela continuação da existência de Israel e dos judeus. Contra 221 que votaram com sangue nas mãos. Estamos a melhorar.


Seja você também um Macabeu - em relação a Israel, ao Tibete, ao Darfur, a todos os oprimidos e injustiçados deste Mundo. Seja um Macabeu para todas as vítimas do terrorismo islâmico, do férreo Comunismo, do neo Nazismo psicopata, do Capitalismo sem coração. Não tema, que Deus o ajudará.

domingo, 14 de dezembro de 2014

Menorá e Chanukiá

MENORÁ 

 

 Hanuká, o milagre da Luz

Os que andaram, como nós, na catequese cristã, devem lembrar-se do Livro do Êxodo, e do Bezalel (a grafia varia muitíssimo), o judeu da tribo de Judá, artesão talentoso, que foi encarregado de construir o Tabernáculo e os seus artefactos, sob a orientação de Moisés e segundo as ordens do próprio Deus, segundo a tradição e a crença de judeus e cristãos.


 Bezalel trabalhando

Ora vamos lá arejar esses conhecimentos de Torá /Antigo Testamento:
Também farás um candelabro de ouro puro; de ouro batido se fará este candelabro; o seu pé, as suas hastes, os seus copos, os seus botões, e as suas flores serão do mesmo.
E dos seus lados sairão seis hastes; três hastes do candelabro de um lado dele, e três hastes do outro lado dele.
Numa haste haverá três copos a modo de amêndoas, um botão e uma flor; e três copos a modo de amêndoas na outra haste, um botão e uma flor; assim serão as seis hastes que saem do candelabro. (...)
Os seus botões e as suas hastes serão do mesmo; tudo será de uma só peça, obra batida de ouro puro.
Também lhe farás sete lâmpadas, as quais se acenderão para iluminar defronte dele.

Êxodo 25
O Tabernáculo era a morada portátil para a presença divina, após o Êxodo do Egipto e até à conquista da terra de Canaã. Esta é a história da primeira menorá.
 

Esta menorá dourada está em exposição na Cidade Velha, em Jerusalém. É um projecto do Instituto do Templo, que, se Deus o quiser, será reconstruído no Monte do Templo, hoje sob ocupação violenta dos colonos muçulmanos, que vedam a entrada dos judeus no local mais sagrado da sua Terra e da sua religião.

CHANUKIÁ



Acendendo a chanukiá no segundo dia da Festa das Luzes

Os leitores e amigos que se interessam, como nós, pela cultura hebraica, devem ter reparado que existem candelabros de 7 e 9 braços. A razão é que, segundo o Talmude (uma das obras fundamentais do Judaísmo), não se deve usar a menorá - o candelabro de 7 braços - fora do Templo.  
No primeiro dia das celebrações do Hanuká (ver post anterior) os judeus de todo o mundo acendem então o chanukiah, o candelabro com nove ramos, ou braços, que se assemelha a uma menorá.

Um ramo é aceso na primeira noite, outro na noite seguinte, e assim até ao oitavo. O ramo central fornece a chama para acender os outros.

 
A menorá tem sido o supremo ícone  judaico ao longo da História. Nas sinagogas contemporâneos, um candeeiro, conhecido como o Ner Tamid (hebraico para Chama Eterna), simboliza a menorá do Templo.

O Hanuká é a comemoração de dois milagres: a vitória de um pequeno grupo de combatentes judeus contra o poderoso exército sírio-grego, no século II a.C., e a pequena quantidade de azeite com que acenderam a menorá do Templo, e que, surpreendentemente, durou 8 dias.

sábado, 13 de dezembro de 2014

Miracle - Uma canção de Hanuká

 

Estamos outra vez naquela época especial do ano em que os cristãos se aprestam para celebrar o Natal e os judeus o Hanuká (que também pode ser grafado como Chanukkà ou Hanukkah - ou em Hebraico חנכה, ḥănukkāh). Já falámos do significado do Hanuká neste blog, nomeadamente neste post:

Festival da Gratidão 


Recordamos que se trata da Festa das Luzes, a comemoração da vitória dos judeus sobre os ocupantes gregos (um dos muitos povos que invadiram e submeteram a Terra de Israel, ao longo da sua História de mais de 4 milénios). Cerca de 200 anos antes de Cristo, no período dos Macabeus, os ocupantes promoveram a 'helenização' da cultura judaica, pela força. O templo de Jerusalém foi inclusivamente profanado, tendo sido utilizado para celebrações pagãs. Para além de todos os abusos, da perda da soberania e da imposição de uma cultura estranha, a ideia de uma concepção do mundo politeísta e centrada no Homem e não em Deus, não foi aceite pelos judeus, uma cultura já então moldada por dois milénios de estrito monoteísmo.

A famosa Revolta dos Macabeus teve como personagens centrais Matatias e os seus filhos, sobretudo Judas Macabeu, que conseguiu vencer os gregos no ano 165 antes de Cristo. Jerusalém foi libertada o o Templo foi reconsagrado. 1Macabeus 5 (livro presente somente nas Bíblias católicas) narra assim o nascimento da Festa das Luzes:

E Judas, com seus irmãos e toda a assembleia de Israel, estabeleceu que os dias da dedicação do altar seriam celebrados a seu tempo, cada ano, durante oito dias, a partir do dia vinte e cinco do mês de Casleu, com júbilo e alegria.

Essa festa é lembrada no Evangelho de João, em 10,22:
Houve então a festa da Dedicação em Jerusalém. Era Inverno. Jesus andava pelo Templo, sob o pórtico de Salomão.
O Talmude, livro histórico da tradição hebraica, conta que depois da reconquista os Macabeus limparam o Templo. Segundo o ritual, a Menorah do Templo tinha que ser iluminada continuamente com azeite puro. No Templo, porém, só havia azeite para uma noite. Ainda assim, acenderam o candelabro enquanto, esperando encontrar entretanto azeite. Milagrosamente, aquele azeite durou o tempo necessário para os judeus obterem mais azeite: 8 dias.

Tendo tido, como quase todos os portugueses, uma formação cristã, toca-nos profundamente a imagem de Jesus/Yeshua, passeando pelo Templo, em Jerusalém, no Festival das Luzes, "sob o pórtico de Salomão".

Hoje só queríamos mesmo mostrar-vos esta canção do famoso Matisyahu, um judeu convertido, cujo nome, em Português, é... Matatias, o líder da famosa revolta que levou os judeus à vitória sobre os ocupantes largamente superiores em força e em número, motivando assim a festa que agora se comemora. Mas as conversas são como as cerejas. Ou como o azeite dos Macabeus. E esta introdução era necessária para contextualizar os aparentemente bizarros eventos deste vídeo.

Sobre esta canção, Matisyahu (não o Macabeu, mas o cantor), disse: "Há tantas canções de Natal. Eu queria dar às crianças judias uma canção de que se orgulhassem. Temos o Adam Sandler, que é divertido, mas eu tentei escrever uma canção com alguma profundidade e espiritualidade inerente a esta festa, de uma forma divertida. O meu amigo Kojak estava cá na cidade, de modo que fomos para o estúdio num espírito de milagres e de triunfos dos pequenos, e este foi o resultado. Feliz Hannukah!"


sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Israel nº 1 em tecnologia LIMPA




Poluição, resíduos, contaminação dos solos, do ar e das águas, são uma preocupação cada vez maior das sociedades. Israel faz a sua parte. E sai-se bem.

Israel foi considerado o primeiro país do mundo em tecnologias limpas.
O ranking do Global Cleantech Innovation Index, compillado pelo Cleantech Group, pela World Wildlife Foundation e pela Agência Sueca  para o Crescimento Económico e Crescimento Regional, elegeu Israel o melhor entre 40 países candidatos. O relatório diz respeito a um período de 10 anos e tem em consideração 15 indicadores diferentes.
 
A tecnologia limpa inclui a reciclagem, a energia renovável através do uso de energia eólica, energia solar, biomassa, hídrica e os biocombustíveis, motores eléctricos, química verde, tratamento de águas residuais e outras teccnologias limpas, mas eficientes em termos energéticos


Central eléctrica solar no deserto do Neguev


A tecnologia limpa produz electricidade e combustíveis, com um menor impacto ambiental possível e poluição minimizada. 

De acordo com Energydigital.com, "Israel é considerado um exemplo a seguir em termos de inovação tecnológica, espírito empreendedor e incorporação de conceitos ecológicos no seu sistema educacional e nas normas do quotidiano da sua sociedade".

Os projetos de tecnologia limpa de Israel são de renome mundial, com ideias inovadoras, tais como 
abastecer edifícios e blocos inteiros com energia através de painéis solares, converter vento em electricidade, novas tecnologias para produzir água limpa e muitas outras inovações que estão a ser importadas por outros países e atornar o nosso mundo mais limpo e energeticamente mais eficiente. 


Bom fim-de-semana para todos. Shabbat Shalom.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Bento XVI, o "deicídio" e o antissemitismo



Bento XVI discursa no Memorial do Holocausto, em Israel 
"O Papa Bento XVI tem melhorado as relações entre o Cristianismo e o Judaísmo e entre o Vaticano e Israel" - dizia em comunicado o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, em 18 de Fevereiro de 2013.

"Em nome do povo de Israel, muito obrigado pela sua acção como Papa, por fortalecer as relações entre cristãos e judeus, e entre a Santa Sé e do Estado judeu
", acrescentava Netanyahu, no comunicado, em resposta ao anúncio da renúncia de Bento XVI, na semana anterior.


"Agradeço-lhe também pela corajosa defesa dos valores do Judaísmo e do Cristianismo, e das raízes da nossa cultura comum", acrescentava o primeiro-ministro.


Para a comunidade judaica, uma das conquistas mais importantes de Bento XVI foi isentar o povo judeu da responsabilidade pela morte de Jesus - Yeshua ben Yosef.
Para quem não padece da estranha doença mental do anti-semitismo, é óbvio que culpar todo um povo, dois mil anos depois, por causa de um episódio tão controverso e cercado ainda de tanto mistério, é um absurdo! Desde logo porque:
 - Yeshua, os seus Apóstolos, e a grande massa dos seus seguidores, eram, eles mesmos, judeus. Donde, não faz sentido lançar anátema sobre todo um povo, quando, a crer na História Sagrada, as vítimas eram judias, como também alguns dos carrascos*.
* - Lembremo-nos que a autoridade máxima eram os Romanos, que escapam ilesos nesta história toda. Muito convenientemente, porque o Cristianismo - uma das várias seitas do Judaísmo - acabou por ser adoptado como religião oficial do Império Romano.)
- Na Terra Santa, na época, como em todo o Império Romano, eram crucificadas pessoas aos milhares, pelas razões mais triviais, fruto da barbárie dos tempos. Yeshua terá sido mais um, por motivos tão fúteis como tantos outros.
- Não se sabe exactamente como morreu, nem sequer como viveu, Yeshua. As fontes históricas coevas são mais que escassas, e as Escrituras Sagradas não escaparam a erros de tradução, alterações, interpolações, muitas vezes ao sabor dos ventos políticos e teológicos.
- A vingança e o ódio são contrários à essência do Cristianismo, como o são à do Judaísmo. Os cristãos (como os saduceus, os fariseus, os essénios e outros) foram, por mais de dois séculos, uma facção dentro do Judaísmo. A investigação sobre os nazarenos e os ebionitas, por exemplo, indica que estes grupos seguiam os ensinamentos de Yeshua.
- Ainda que fosse racional aceitar uma culpa hereditária, as chacinas de judeus ao longo dos séculos, pelo alegado deicídio, não seriam já suficientes para saldar a suposta dívida?...
"E, por já nas ruas não acharem Cristãos-novos, foram assaltar as casas onde viviam e arrastavam-nos para as ruas, com os filhos, mulheres e filhas, e lançavam-nos de mistura, vivos e mortos, nas fogueiras, sem piedade. E era tamanha a crueldade que até executavam os meninos e (as próprias) crianças de berço, fendendo-os em pedaços ou esborrachando-os de arremesso contra as paredes."
in  A MATANÇA DE JUDEUS EM LISBOA (19 de Abril de 1506) segundo Damião de Góis
 (Mais dados sobre este episódio histórico no site da Comunidade Israelita de Lisboa).

- E repetimos: se não culpamos os filhos pelos erros dos pais, muito menos sentido faz culpar um povo inteiro, dois milénios volvidos, por um determinado acto que terá sido de uns poucos. Esquecendo muitos mais que terão procedido bem, e... esquecendo a própria vítima, um judeu.

 A este propósito, lembramos o post recente:

"Jesus, o Judeu Incompreendido"


"Cristo Perante os Seus Juízes", circa 1877-1879, obra de Maurycy Gottlieb**  (1856 - 1879), Museu de Israel, Jerusalém. Site do museu aqui.
Num livro publicado em 2011, o Papa escreveu que "a aristocracia do templo" em Jerusalém e as "massas" - e não "o povo judeu como um todo" - foram responsáveis pela crucificação de Jesus.

Netanyahu elogiou a "coragem" do Papa, e diversos líderes religiosos judeus sentiram que esse foi um passo essencial na luta contra o anti-semitismo no seio da Igreja.


Visita de Bento XVI a Israel,  Muro das Lamentações

Sobre a questão do anti-semitismo motivado por esta velha história do "deicídio", contamos voltar a falar, se bem que o essencial esteja dito.
O discurso de Bento XVI no Museu do Holocausto, em Israel, não foi do agrado de alguns sobreviventes, que esperavam uma condenação mais forte do Nazismo e dos Alemães, que o Papa não citou directamente no seu discurso. Outros, contudo, acharam que o discurso foi importante, nomeadamente pela condenação da negação do Holocausto. Joseph Ratzinger  pertenceu à  Juventude Hitleriana e à Wehrmacht, antes de ter desertado, em 1944. 
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À esquerda: auto-caricatura e autoretrato de Gottlieb.
** Maurycy Gottlieb - Mauricy significa Moisés, ou Moshe.  Um dos onze filhos de Isaac e Fanya Tigerman Gottlieb, Maurycy matriculou-se Academia de Arte de Viena, aos quinze anos. Estudo sob a direcção do pintor polaco Jan Matejko em Cracóvia. Passado um semestre, saiu do estúdio de Matejko depois de experimentar repetidamente o anti-semitismo dos outros estudantes. Retornou a Viena e começou uma busca de suas raízes judaicas; algo vago para ele, pois os seus pais tentaram educá-lo na escola secular então actual do "Iluminismo europeu." Aos vinte anos ganhou a medalha de ouro do Concurso de Arte de Munique. É considerado o maior artista polaco da sua geração.

Ciclo de Cinema Israelita está de regresso a Lisboa



Durante cinco dias há cinco filmes para ver, que representam "uma seleção dos melhores filmes produzidos e realizados em Israel entre 2013 e 2014".

“Kicking Out Shoshana”, “Hill Start”, “The Dove Flyer”, “A Place in Heaven” e “Dancing Arabs” são os cinco filmes que vão ser exibidos durante cinco dias, de 11 a 14 de dezembro, no Cinema City Alvalade, em Lisboa.
De acordo com a organização, a cargo da Embaixada de Israel e da New Line Cinemas, os filmes escolhidos representam “uma seleção dos melhores filmes produzidos e realizados em Israel” em 2013 e 2014. (...)
 in OBSERVADOR