segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Dinamarca recusa deportar violador de rapariga de 10 anos por "estar bem integrado na sociedade"

Via AINA


Um tribunal dinamarquês revogou a sentença de deportação para um violador após cumprir a pena de prisão a que foi condenado (6 anos).



O violador, de 18 anos de idade, uma antiga criança-soldado da al-Qaeda na Somália, violou, em 2011, uma criança de 10 anos de idade em Gullestrup, tentando ainda uma amiga desta, de 9 anos.

Segundo o que foi noticiado em 2011,  a violação foi muito mais cruel do que foi dado a conhecer ao público, sendo que da acusação constavam, para além de violação, violação anal e sexo oral forçado.

Anteriormente, ainda em 2011, já tinha sido acusado de tentar violar Desirée Klein, uma rapariga de 17 anos.

Desirée Klein está estupefacta com a decisão do tribunal.
"O sistema judicial dinamarquês é uma anedota. Toda a gente com quem eu discuto isto fica chocada por ele não ser deportado. É traumático e muito injusto que daqui a 3 anos ele possa estar de volta nas ruas. Estou a pensar nas raparigas, elas podem ter de viver na mesma cidade do que ele."

Em Outubro de 2011 ela foi abordada pelo criminoso, na altura com 16 anos. Sob a ameaça de uma faca ele obrigou-a a ir até uma escadaria onde a atacou sexualmente. Hoje Desiré sofre de stress pós-traumático e ainda não consegui completar a sua educação.

"Isto custou-me tudo. Abandonei a escola e sinto-me ansiosa e inconfortável no meio de uma multidão.  Tentei mudar de cidade mas tive de voltar a viver com a minha mãe. Increvi-me em vários programas educacionais, mas é difícil concentrar-me" .

Anteriormente ela disse que gostaria de enfrentar o o seu atacante numa chamada 'sessão de resolução' e perguntar-lhe "porquê eu? E porque não foi declarado como culpado tendo em conta as provas de DNA encontradas nas beatas na cena do crime?".

"Sinto que ele arruinou a minha vida e agora não sei se o quereria ver. Penso que dar-lhe uma segunda oportunidade na Dinamarca não é razoável".

O advogado de defesa argumentou em tribunal que deveria ser permitido ao criminoso continuar na Dinamarca já que ele apenas frequentou escolas dinamarquesas, está bem integrado na sociedade e que recebeu o diploma do secundário na prisão.

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