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quinta-feira, 12 de abril de 2018

PODEROSO: 600 Sobreviventes do Holocausto, Filhos e Netos cantam: "Ainda estou vivo!"


600 sobreviventes do Holocausto reuniram-se para cantar “Chai”, canção celebrizada pela lendária artista israelita Ofra Haza, por ocasião do Dia da Memória do Holocausto em Israel.
O centro cultural Beit Avi Chai, juntamente com o Koolulam (projecto de iniciativa social musical) e o Zikaron BaSalon (“Memórias na sala de estar”, referindo-se a reuniões privadas anuais em casas de pessoas, onde o Holocausto é discutido), organizaram recentemente um dos maiores eventos de Memorial do Holocausto realizados em Israel.
Por ocasião do Yom Hashoah (Dia da Lembrança dos Mártires e dos Heróis do Holocausto) 600 sobreviventes do Holocausto e suas famílias - incluindo segunda, terceira e até quarta geração - reuniram-se no Jerusalém Beit Avi Chai para a gravação de Chai (Hebraico paraVivo").
A canção Chai, escrita pelo falecido Ehud Manor e composta por Avi Toledano para o Concurso Eurovisão de 1983 em Munique, foi escolhida especificamente para este evento. Manor observou que as palavras foram escritas como uma expressão de desafio e vitória dirigida àqueles que fizeram todos os esforços para destruir o povo judeu. De facto, a música orgulhosamente declara que o povo judeu está bem  vivo: “Esta é a canção que o nosso avô cantou ontem para o nosso pai, e que hoje eu posso cantar”.
Enquanto a música era gravada, muitos dos sobreviventes - mãos tremendo, alguns com os números de campos de concentração visíveis nos seus braços - foram dominados pela emoção. Eles descreveram as suas memórias dos horrores - e da sobrevivência. Muitos membros da família chegaram de todo o país e até mesmo do exterior para se juntarem aos seus avós e bisavós neste evento especial.
De acordo com o Dr. David Rozenson, director executivo do Beit Avi Chai, este é um projecto único em termos de comemorar e preservar Yom Hashoah. “Unindo-nos pela música, celebramos não só o milagre da sobrevivência, mas também as gerações seguintes daqueles que nasceram e que, juntos, continuam o grande milagre do povo judeu no Estado judeu. Nós colhemos grande esperança e inspiração deles - e nunca esqueceremos a sua força e vitória. O povo judeu é uma nação que bate como um coração, e não há maior expressão disso do que a nossa unidade”, disse ele.




 Via UNITED WITH ISRAEL.

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COMENTÁRIO


Hitler e o Grande Mufti de Jerusalém (COM VÍDEOS)


"O Holocausto foi o exemplo mais terrível na história do mundo do que são capazes os homens maus no poder, e aqueles que os apoiam, do seu ódio, sa sua ganância e dos seus actos satânicos.
Os judeus não foram os únicos assassinados: ciganos, qualquer um que se opusesse às ideologias políticas de Hitler, os gays também foram mortos.
HITLER NÃO ACTUOU SOZINHO. Houve uma pessoa que desempenhou um papel importante na campanha para incutir ódio aos judeus. Reuniu-se com Hitler em 18 de Novembro de 1941, trabalhou incessantemente para pressionar Hitler para exterminar os judeus na Europa, viveu em Berlim de 1942 a 1944, foi bom amigos de Dieter Wisliceny.
ESTE INSTIGATOR DO HOLOCAUSTO, aconselhando os países a odiarem os judeus e  incitando Hitler a matar brutalmente os judeus, é o MUFTI de Jerusalém de 1921, "HAJ AMIN al-HUSSEINI".Actas dos Julgamentos de Nuremberga:"O vice de Adolf Eichmann, Dieter Wisliceny, disse que Husseini desempenhou um papel essencial na decisão de exterminar os judeus europeus. A importância desse papel não se deve desconsiderar ... o mufti repetidamente sugeriu às várias autoridades com as quais mantinha contacto, sobretudo a Hitler, Ribbentrop e Himmler, o extermínio dos judeus da Europa. Ele considerava isso uma solução apropriada para o problema palestino".

O vice de Eichmann deu testemunho ocular sobre o envolvimento de Husseini:
 "O Mufti foi um dos iniciadores do extermínio sistemático dos judeus europeus e foi colaborador e conselheiro de Eichmann e Himmler na execução desse plano. Ele foi um dos melhores amigos de Eichmann e constantemente o incitou a acelerar as medidas de extermínio." Eu ouvi-o dizer que, acompanhado por Eichmann, ele visitara incógnito as câmaras de gás de Auschwitz.(Pg.193, Um lugar entre as nações: Israel e o mundo)** Perigosamente, a OLP e o Hamas adoptaram as MESMAS ideologias e crenças e objectivos do MUFTI, que eles reverenciam!
Esses grupos terroristas, que são os líderes dos 'palestinos' e dos gazanos, implementaram os métodos do MUFTI e dos NAZIS antes da Segunda Guerra Mundial, de contaminar as mentes do mundo com preconceito, ódio e até assassinato, contra os judeus - nos tempos de hoje!

O Mufti de Jerusalém, HAJ Amin al-Husseini, AGORA MORTO, deveria ser considerado um dos homens de Satanás, ele que trouxe tanto mal à Humanidade. Ele manchou o carácter dos seus irmãos árabes no mundo. Ele deve ser desprezado e um sapato atirado à sua memória!".

Min Dona


segunda-feira, 24 de abril de 2017

'Quatro milhões de judeus poderiam ter sido salvos', afirma Netanyahu em Yom Hashoah


"Se os poderes em 1942 tivessem agido ..., poderiam ter salvo 4 milhões de judeus e milhões de outras pessoas", afirmou Netanyahu na cerimónia oficial do Dia do Memorial do Holocausto no Yad Vashem.

No seu discurso no domingo à noite na cerimónia oficial de Estado que marcou o início do Dia do Memorial do Holocausto no Museu do Holocausto/Yad Vashem, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu denunciou a inacção dos Aliados durante o Holocausto e o seu fracasso em salvar os judeus.

Referindo-se a documentos da ONU recentemente divulgados mostrando que os Aliados compreenderam a situação terrível dos judeus da Europa já em 1942, Netanyahu enfatizou a importância de um forte Estado judeu.

"Se os poderes em 1942 tivessem agido contra os campos de extermínio - e tudo o que era necessário era bombardearem-nos repetidamente - se tivessem agido, poderiam ter salvo 4 milhões de judeus e milhões de outras pessoas", disse ele.

Cerimónia integral:



"Os poderes sabiam, e não agiram", afirmou. "Quando crimes terríveis estavam a ser cometidos contra os judeus, quando os nossos irmãos e irmãs estavam a ser enviados para os fornos, os poderes sabiam e não agiram".
"Temos de ser capazes de nos defender"

Netanyahu declarou três causas para o abate organizado de judeus: anti-semitismo generalizado, indiferença global e a fraqueza do povo judeu na Diáspora. A lição é clara, continuou ele, enfatizando a importância de um forte Estado de Israel e da sua capacidade de se defender.

"Temos de ser capazes de nos defendermos sozinhos contra qualquer ameaça e contra qualquer inimigo", declarou. "De um povo indefeso, nós transformámo-nos numa nação robusta. De uma nação indefesa, nós transformámo-nos num país poderoso, que pode defender-se, com um dos exércitos mais fortes".

Netanyahu disse que essa lição o guia "todas as manhãs e todas as noites".

Israel transformou-se numa nação forte, com uma das "mais fortes forças defensivas do mundo", acrescentou Netanyahu, alertando que "aqueles que buscam destruir-nos, colocar-se-ão em perigo de destruição".

O líder israelita também condenou a "hipocrisia" das Nações Unidas (ONU), que , disse, transfere o seu "ódio aos judeus em ódio ao Estado judeu".
World Israel News

- Tal como no Holocausto, hoje  Mundo sabe do extermínio dos Tibetanos pela China comunista e nada faz; sabe do extermínio dos cristãos na Coreia do Norte e nada faz; sabe do extermínio dos cristãos e dos animistas no sul do Sudão, e nada faz; sabe do extermínio dos cristãos (1 cristão e assassinado a cada 5 minutos) e de outras minorias no mundo islâmico, e nada faz.  Daqui a uns anos também iremos dizer hipocritamente que "nunca mais"?

Guterres promete estar "na linha de frente na luta contra o anti-semitismo"


Em discurso no Dia da Memória do Holocausto, o secretário-geral da ONU condenou o "tremendo crime e o erro mais estúpido" que o seu país cometeu, na expulsão dos seus judeus no final do século XV. 
O secretário-geral da ONU, António Guterres, prometeu estar na vanguarda da luta contra o anti-semitismo ao dirigir-se à Assembleia Plenária do Congresso Judaico Mundial no domingo à noite, na véspera do Dia da Memória do Holocausto.
"Como secretário-geral das Nações Unidas, estarei na linha de frente na luta contra o anti-semitismo", afirmou Guterres. "O anti-semitismo nunca morreu apesar do choque do Holocausto".

Guterres reconheceu que a oposição ao direito de Israel de existir equivale ao anti-semitismo contemporâneo.

"A forma moderna de anti-semitismo é a negação da existência do Estado de Israel", disse ele. "Israel tem um direito inegável de existir e de viver em paz e segurança com seus vizinhos".
 
O Secretário-Geral também aproveitou a oportunidade para condenar os pontos negros da História de seu país natal, Portugal, sobre o anti-semitismo. Apontando para a "política sistemática de discriminação dos judeus na Idade Média", referiu-se à decisão de Portugal pouco depois da Inquisição espanhola, de expulsar os judeus, que ele descreveu como "um crime tremendo e o erro mais estúpido cometido em Portugal".
Outras autoridades da ONU que participaram do evento incluíam a directora-geral da UNESCO (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura), Irina Bokova, a embaixadora dos EUA Nikki Haley e o embaixador israelita na ONU, Danny Danon.
O presidente dos EUA, Donald Trump, também se dirigiu à Assembleia por vídeo, apelando a "acabar com o preconceito e o anti-semitismo onde quer que seja encontrado".
Por: Jonathan Benedek, World Israel News

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Ontem:


Hoje:


Sempre o mesmo ódio e as mesmas calúnias:


Há 70 anos, mandavam os judeus para Israel. Hoje mandam-nos sair de Israel.

Israel pára para lembrar as vítimas do Holocausto


 

Na manhã de Yom HaShoah,o Dia da Lembrança do Holocausto, os israelitas em todo o país suspenderam o que estavam a fazer e ficaram em silêncio, em memória dos seis milhões de vítimas assassinadas no Holocausto, enquanto uma sirene soou durante dois minutos, marcando o início das cerimónias oficiais do memorial.
Visite o Museu do Holocausto em Jerusalém.

sábado, 5 de novembro de 2016

Quando a firma alemã Bayer comprava "lotes de mulheres" em Auschwitz *


Uma série de cartas trocadas entre a empresa Bayer e o regime de Hitler acaba de ser tornada pública. A empresa testou produtos tóxicos em "lotes" de mulheres judias.


No início de Agosto, a empresa farmacêutica e química alemã Bayer retirou um dos seus medicamentos contra o colesterol. Associado a um outro remédio, ele matou mais de 50 pessoas em todo o mundo.

A presença do nome desta empresa nas manchetes desperta memórias dolorosas.

Sob o regime nazi, a Bayer, uma subsidiária do consórcio químico IG Farben (1), procedeu a experiências médicas em prisioneiros, adquiridos, nomeadamente, nos campos de concentração.


Na edição de Fevereiro de 1947 do Patriote Résistant, encontramos cinco cartas enviadas pela Casa Bayer ao comandante do campo de extermínio de Auschwitz. As cartas foram foram publicadas num artigo sobre algumas das malfeitorias da indústria alemã durante o Nazismo - a firma foi julgada pelo Tribunal de Nuremberga.

As cartas , que foram encontradas durante a libertação de Auschwitz pelo Exército Vermelho, datam de Abril a Maio de 1943. E dispensam quaisquer comentários:

Primeira carta:

"A fim de experimentarmos um medicamento para dormir, seria possível fornecerem-nos algumas mulheres? Digam-nos em que condições, que as formalidades para a transferência dessas mulheres serão tratadas por nós."

Segunda carta:

"Acusamos a recepção da carta. Consideramos o preço de 200 marcos exagerado, oferecemos 170 marcos por indivíduo, precisamos de 150 mulheres".

Terceira carta:

"Ok para o preço acordado. Então, por favor preparem um lote de 150 mulheres saudáveis ​​que nós iremos buscar em breve".
Quarta  carta:

"Já estamos na posse do lote de 150 mulheres. A vossa escolha foi satisfatória, embora os indivíduos sejam muito fracos e magros. Vamos manter-vos informado sobre os resultados das experiências".
Quinta carta:
"As experiências não foram conclusivas. Os indivíduos estão mortos. Escreveremos em breve para vos pedirmos para prepararem outro lote".

(1) A IG Farben foi fornecedora dos nazis, que usaram o Zyklon B nas câmaras de gás. A IG Farben e usou maciçamente a força de trabalho dos prisioneiros dos campos de extermínio nas suas fábricas. Condenada por crimes contra a humanidade em Nuremberga e dissolvida, a IG Farben ainda tem um estatuto jurídico, apesar do seu desmantelamento e divisão entre as empresas Bayer, BASF e Hochst.

Fonte: Cbgnetwork via EUROPE-ISRAEL.


13 de Dezembro de 1941 - Mulheres judias aguardam a sua execução, em Skede, Letónia. Em fundo os cadáveres amontoam-se, à medida que o extermínio prossegue. (Yad Vashem).

- Eu jurei nunca me calar, sempre e onde quer que haja seres humanos sujeitos a sofrimento e humilhação. Devemos sempre tomar partido. A neutralidade joga a favor do opressor, nunca da vítima. O silêncio encoraja o atormentador, nunca o atormentado!
- Elie Wiesel, sobrevivente do Holocausto.

(Fazemos nossas as suas palavras).



HOLOCAUSTO no nosso blogue.

Apesar de as cartas dispensarem comentários, não podemos deixar de ficar atónitos:
- Enquanto dizemos que "Nunca mais!", está decorrer um novo Holocausto - desta vez o dos cristãos - e muito pouca gente parece preocupar-se. Pelo contrário, até levam em ombros Obama, Hillary e toda a administração norte-americana, que minimizam este genocídio.

Judeus: sempre culpados de uma coisa, do seu oposto, e de tudo o que fica no meio!

-  70 anos após o horror do Holocausto, as suas maiores vitimas - os judeus - voltam a  ser acusadas de todos os males do mundo (até de se terem feito exterminar para provocarem a "pena" das pessoas!!!),  sem quaisquer provas e contra toda a racionalidade*.
- Em contrapartida, os alemães, que cometeram as maiores atrocidades e originaram a guerra mais horrenda da História, continuam nas palminhas. Não queremos mal aos alemães, mas... imaginemos que tinha sido ao contrário, que tinham sido os judeus a exterminar milhões de inocentes, o que não se diria,o que não se faria...

* - Os obcecados islamonazis e suas teorias da conspiração

 
Emblema do famoso clube Bayer Leverkusen - Não queríamos que as pessoas odiassem os alemães (nós não os odiamos, os judeus não os odeiam, e os alemães não são todos nazis ou culpados pelo Holocausto e pela Guerra), mas... e se tivesse sido ao contrário?

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"Quando os nazis proclamavam que ‘todo o mal vem dos Judeus’ na verdade o que estavam a dizer é que todo o mal vinha desse espírito indomável da razão, da tolerância, do progresso e do amor do próximo. O nihilismo não se opõe apenas a certas ideias e concepções, opõe-se ao próprio conceito de civilização."
-  Klaus Mann, 1939

domingo, 3 de julho de 2016

Homenagem a Elie Wiesel



Eu jurei nunca me calar, sempre e onde quer que haja seres humanos sujeitos a sofrimento e humilhação. Devemos sempre tomar partido. A neutralidade joga a favor do opressor, nunca da vítima. O silêncio encoraja o atormentador, nunca o atormentado!
- Elie Wiesel

O United States Holocaust Memorial Museum (Museu da Memória do Holocausto dos Estados Unidos), lamenta profundamente o falecimento de Elie Wiesel, sobrevivente do Holocausto, laureado com o Nobel, e líder internacional do movimento de preservação da memória do Holocausto.
No rescaldo do Holocausto, num momento em que o mundo não suportava lembrar, ele não suportou esquecer.

Esta canção, triste mas muito bonita, dedica-mo-la a Elie Weisel:


Através da sua singular liderança moral, inteligência e eloquência, ele deu voz àqueles que tinham sido silenciados para sempre, e dedicou a sua vida a cumprir a promessa de "nunca mais", para todas as futuras vítimas de genocídio. O Comité Nobel descreveu-o como um "mensageiro para a Humanidade".
 Ele foi um dos poucos cuja mensagem não foi apenas transmitida, mas escutada.


Para o fim dos seus dias, ele lamentava não poder fazer tudo quanto se havia proposto. 
O seu impacto perdura nos brilhantes escritos, nos alunos que ensinou, nos milhões de vidas que tocou, e num edifício situado no coração da capital do Mundo Livre, o Museu Memorial do Holocausto dos Estados Unidos, de que foi o fundador.
"Hoje, o Museu e a causa da memória do Holocausto são um dado adquirido. Mas poucos sabem da longa luta que foi necessária", disse a directora do Museu, Sara J. Bloomfield.

 

Jogadores dos Miami Heat em visita ao Museu. 

A publicação de Noite, em 1955, foi um divisor de águas, colocando as  memórias pessoais de Elie Wiesel na nossa consciência colectiva. (...) Em 1978, o presidente Carter designou Wiesel para presidir à Comissão Presidencial sobre o Holocausto, cujo mandato foi o de lançar a criação de um memorial nacional americano do Holocausto.
Reconhecendo que a memória por si só não é suficiente, a comissão criou uma instituição de ensino, em contraste com os monumentos à liberdade e os museus tradicionais. Wiesel imaginou um "memorial vivo", que serviria como um alerta sobre a fragilidade da democracia e os perigos do ódio.
Como fundador e Presidente do Conselho para a criação do Museu, nomeado em 1980, ele envidou todos os esforços para o conceber e construir. A sua visão moldou a sua missão, já que acreditava firmemente que um memorial sem preocupação com o futuro, violaria a memória do passado. Fez parte do Conselho do Museu por indicação dos Presidentes Carter, Reagan, G.H.W. Bush, Clinton, G. W. Bush e Obama.
Nunca teve medo de enfrentar o poder com a verdade, e em 1985 criticou o presidente Reagan pela sua visita ao Cemitério Bitburg na Alemanha, onde os membros das SS foram enterrados. Em 1993, quando inaugurou o Museu, falou da vida e da morte de sua mãe, e, invocando a sua memória e o fracasso do mundo em salvá-la, pediu ao presidente Clinton para enfrentar a limpeza étnica na Bósnia.


Sobreviventes chegam a Israel.

"O mundo sente-se incompleto com a perda de Elie Wiesel", disse o Presidente do Museu, Tom A. Bernstein. "Ele foi uma figura transformadora, que exemplificou os próprios ideais do Museu e
as aspirações desta instituição - a memória que nos convoca à acção. Herdamos a tremenda responsabilidade de continuar o seu legado".


Sara Bloomfield, US Holocaust Memorial Museum

sábado, 7 de maio de 2016

Lembrando o Holocausto - muitos vilões, alguns heróis

Ao comemorarmos o 70º aniversário dos julgamentos de Nuremberga, que levou diversos líderes nazis ao banco dos réus, devemos fazer algumas perguntas perturbadoras sobre aqueles que nunca foram julgados pela sua cumplicidade no pior genocídio do mundo.
Por: Alan M. Dershowitz, The Gatestone Institute
Teria sido impossível realizar o assassinato em massa de tantas pessoas sem a cumplicidade de muitos governos, grupos e indivíduos. Talvez haja demasiados culpados para que seja possível levá-los todos a julgamento, mas não é tarde demais para apontar os que foram moralmente responsáveis, pelo que fizeram e pelo que deixaram de fazer.
Sem dúvida que os indivíduos mais culpados foram os líderes nazis, que planearam directamente e levaram a cabo a solução final. O seu objectivo era o de reunir todos os judeus do mundo, a fim de matá-los e destruir o que eles consideravam como a "raça judaica". E estiveram muito perto de o conseguir, acabando com quase todos os judeus da Europa, num período relativamente curto de tempo. Mas esses líderes nazis tiveram a ajuda de muitos "carrascos voluntários", na Alemanha e nos países sob o seu controle.
Entre os piores culpados estiveram indivíduos lituanos, letões, húngaros, eslovacos, polacos, ucranianos e outros. Houve alguns heróis entre estes grupo e eles são justamente lembrados e homenageados. Mas o número de vilões ultrapassou em muito o número de heróis.

O povo Judeu e Israel têm uma dívida de gratidão eterna para com os "Justos entre as Nações" que salvaram judeus durante o Holocausto: Aristides de Sousa Mendes, Carlos Sampaio Garrido, José Brito Mendes e o Padre Joaquim Carreira são os quatro portugueses com esse título.

E houve os governos culpados, que colaboraram e ajudaram a facilitar as capturas e deportações. O governo francês deportou mais judeus do que os nazis exigiram. Outros governos, incluindo os da Noruega, Holanda e Hungria, também ajudaram os nazis a conseguir o seu objectivo genocida. A Bulgária e a Dinamarca, por outro lado, recusaram-se a cooperar com o genocídio nazi, e as suas pequenas populações judaicas  foram salvas. 
Há também os países que se recusaram a aceitar judeus que tivessem escapado aos nazis, e que não foram autorizados a entrar. Esses países incluem os Estados Unidos, o Canadá e muitos outros potenciais países de asilo, que fecharam as suas portas. Nos Estados Unidos e no Canadá também houve heróis que pressionaram os seus líderes a fazerem mais, mas, na maior parte dos casos, não lograram convencê-los.

Um entre muitos episódios de entrega dos judeus aos seus carrascos - A epopeia do Exodus אקסודוס 1947. O Exército britânico apoiou Alemanha nazi contra os judeus. 4500 sobreviventes do Holocausto que perderam tudo e tentaram chegar a Israel - foram recambiados para a Alemanha Nazi, para a morte!

Há setenta anos, um grupo de nazis proeminentes foram processados ​​por crimes de guerra por parte dos aliados da Segunda Guerra Mundial nos Julgamentos de Nuremberga.
Da esquerda para a direita: Na primeira linha , Hermann Goering, Rudolf Hess, Joachim von Ribbentrop, Wilhelm Keitel, Ernest Kaltenbrunner. Na segunda linha, Karl Dönitz, Erich Raeder, Baldur von Schirach e Fritz Sauckel. 

Muitos líderes árabes e muçulmanos também desempenharam papéis ignóbeis, aliados com os nazis e conduzindo os seus próprios pogroms contra os judeus locais. Nesse capítulo, o vilão mais conhecido foi o Grande Mufti de Jerusalém, que se encontrou com Hitler em Berlim e teve um papel decisivo no envio de judeus para a morte, e também por manter as portas da Palestina fechadas aos refugiados judeus.

Recentemente, o Primeiro-Ministro de Israel, em visita à Alemanha, realçou o papel do Mufti de Jerusalém no Holocausto. Um facto histórico. Os islamonazis, cinicamente, aproveitaram logo para dizer que Netanyahu estava a "defender" Hitler!:

Hitler e o Grande Mufti de Jerusalém (COM VÍDEOS)

 

Poderia ter sido feito mais pela Grã-Bretanha e pelos Estados Unidos para acabar com o genocídio? Eles poderiam ter bombardeado as linhas ferroviárias para Auschwitz e outros campos de extermínio? Estas são perguntas complexas, que são feitas, mas não satisfatoriamente respondidas desde 1945.
Houve também as acções daqueles que perdoaram e comutaram as sentenças de nazis condenados em Nuremberga, e aqueles que ajudaram os nazis a escapar à Justiça, após a guerra. Essa lista também é longa e perturbadora.
Os Julgamentos de Nuremberga, ao focarem-se nos líderes nazis e seus cúmplices directos, absolveram implicitamente aqueles que desempenharam papéis importantes, mas menos directos, quer  em acções, quer em omissões. Pela sua natureza, os Tribunais são limitados no que podem fazer para levar à Justiça um grande número de indivíduos que pertencem a um amplo continuum de culpa legal e moral. Mas os historiadores, os filósofos, os juristas e os cidadãos comuns, não são tão limitados.

https://ecoandoavozdosmartires.wordpress.com/2015/10/15/descobertos-matadouros-islamicos-humanos-para-cristaos-na-siria/
Há 70 anos foram os judeus o alvo de genocídio. Hoje os maiores alvos a nível global são os cristãos. A indiferença cúmplice dos políticos e dos media é a mesma. O Holocausto dos Cristãos prossegue diariamente e ninguém liga! A TV não mostra, os jornais não falam, a malta quer é bola, novelas e reality-shows.

Podemos apontar o dedo a todos os que merecem ser considerados culpados, tenham ou não sido levados a julgamento em Nuremberga, ou sido alvo de processo judicial subsequente.
Nunca haverá justiça perfeita para aqueles que ajudaram a realizar o Holocausto. A maioria dos culpados escapou da acusação, viveu uma vida feliz e morreu nas suas camas, cercado pelo amor dos membros da família.
A Alemanha Ocidental prosperou como resultado do Plano Marshall, e muitos industriais alemães, que tinham beneficiado do trabalho escravo, continuaram a beneficiar, como resultado das necessidades da Guerra Fria. A balança da Justiça permaneceu em desequilíbrio.
Talvez isso ajude a explicar porque é que mais de 6 milhões de pessoas foram assassinadas em genocídios evitáveis ​​- no Cambodja, Ruanda, Darfur e em outros lugares - desde que o mundo se comprometeu a que "Nunca mais".
Há, é claro, o risco de que, culpando todos, não culpemos ninguém. É importante estabelecer o grau de responsabilidade daqueles que desempenharam papéis muito diferentes no Holocausto. Esta é uma tarefa difícil, mas deve ser realizada, se quisermos evitar genocídios futuros.

O autor é um prestigiado advogado de defesa, autor de best-sellers e professor da Harvard Law School.

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O perigo regressou: em Auschwitz, o ex Rabino Chefe de Israel diz à juventude judaica para voltar para casa!

O Rabino Yisrael Meir Lau, discursando na Marcha da Vida, em Auschwitz, Polónia, exortou a juventude judaica a não deixar a sua herança. "Agora, os judeus podem voltar para casa, para Israel", frisou.
Sobrevivente e órfão do Holocausto, libertado com a idade de 8 anos, o rabino Yisrael Meir Lau - rabino chefe de Tel Aviv, ex-rabino chefe ashkenazi do Estado de Israel e presidente do Conselho do Yad Vashem - exortou a juventude judaica a permanecer conectada à sua bela herança.

O Rabino Lau disse aos mais de 10.000 jovens participantes para lembrarem as últimas palavras das vítimas do Holocausto: "Lembra-te de que és um judeu!".
O anti-semitismo ainda vive aqui, mas hoje os judeus têm o privilégio de poder voltar para casa, para Israel, disse ele, citando fontes bíblicas relacionadas com o retorno dos judeus à Terra de Israel.


Marcha dos Vivos, Auschwitz, 2016 - El Male Rachamim, interpretada por Shai Abramson.

 

Unidos pelo Bem - judeus, cristãos, ateus, gente!, somos todos GENTE!