terça-feira, 8 de agosto de 2017

Jornalista iraniana em fuga para Israel presa pelas autoridades turcas




O ministro da Administração Interna de Israel concedeu asilo político no país a uma jornalista iraniana, mas esta não chegou a embarcar, tendo sido presa pelos turcos.

Neda Amin, uma jornalista iraniana que recebeu asilo político em Israel este domingo, foi presa na Turquia e deverá ser entregue às autoridades iranianas, informou o site de notícias em língua árabe, Al Masdar.
 
O Ministério dos Negócios Estrangeiros em Jerusalém confirmou que Amin não embarcou no seu voo, programado esta segunda-feira, de Istambul para Tel Aviv, mas recusou-se a confirmar se foi presa. Os porta-vozes do Ministério disseram na manhã de segunda-feira que estavam a investigar os relatórios, mas não abordaram o problema desde então. 
Amin obteve garantia de asilo no domingo, pelo ministro da Administração Interna, Aryeh Deri, depois de ter escrito uma carta apaixonada na semana passada, perguntando aos países ao redor da bacia do Mediterrâneo se lhe davam asilo, para evitar ser enviada de volta para o Irão. 
Amin, de 32 anos, contestou as autoridades iranianas no início desta década, numa série de artigos críticos do regime, e fugiu do país em 2015, depois de o seu livro Zenjir ("A Corrente") ter sido banido. 
Desde então, ela viveu com estatuto de refugiada na Turquia, mas o seu trabalho para o site do Times of Israel, com sede em Jerusalém, levantou as sobrancelhas da Turquia e do Irão. De acordo com a ONG UNWatch, a Organização Nacional de Informações da Turquia (MIT) seguiu a Amin "por um longo período de tempo" (...) Os meios de comunicação em língua árabe relataram segunda-feira que Amin foi indiciada várias vezes por traição, devido ao seu trabalho seu trabalho na Imprensa israelita, um crime capital no Irão. 
"Eles (autoridades turcas) perguntavam-me continuamente porque escrevia para um jornal israelita e com quem tenho conexões em Israel. Embora eu tenha dito repetidamente que sou apenas jornalista, eles acusaram-me de ser uma espia a soldo de Israel", disse Amin à UNWatch.

Em 5 de Julho, Ankara informou Amin que ela tinha perdido o estatuto de refugiada e deu-lhe 30 dias para sair do país.
Não está claro porque é que Ankara decidiu expulsar Amin. O presidente turco, Recep Tayyip Erdoğan, no entanto, ganhou uma reputação de hostilidade para a Imprensa. Mais de 30 por cento - 81 de 259 - dos jornalistas actualmente presos em todo o mundo foram presos na Turquia, incluindo 17 jornalistas do diário Cumhuriyet, que foram acusados ​​, mo mês passado, de ajudarem e encorajarem organizações terroristas.
"Esta é uma jornalista que enfrenta um perigo real para a sua vida, apenas por escrever colunas num site de notícias israelita", afirmou Deri.
Por: TPS


- Sugerimos uma visita à nossa secção TURQUIA, para alguns highlights sobre este Estado bárbaro, supremacista islâmico, imperialista, genocida e terrorista. E há quem em Portugal, no Brasil e no Mundo Livre em geral, apoie regimes como os da Turquia e o Irão, e odeie Israel e o Ocidente... As vossas orações para Neda Amin. Dar-vos-emos conta de iniciativas pela sua libertação.

Efeitos do islamismo numa mente outrora sã: o popular cantor e compositor britânico Cat Stevens apoia a pena de morte para o escritor persa Salman Rushdie (por "heresia", leia-se liberdade de expressão) e faz questão de ser ele a executá-la:

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