domingo, 6 de novembro de 2016

Trump revela os seus planos para Israel

Exclusivo: Donald Trump revela o seu apoio de apoio a Israel em 16 pontos. Não haverá Estado palestino, a menos que renuncie à violência.

 
A poucos dias da eleição presidencial norte-americana, os conselheiros de Donald Trump divulgaram  as posições oficiais do candidato sobre Israel. Esta quarta-feira, 2 de Novembro de 2016, publicaram o plano do candidato Trump, caso seja eleito para a Casa Branca.
(...) O plano de 16 pontos foi divulgado quarta-feira por David Friedman e Jason Greenblatt Dov e reflecte as promessas feitas pelo candidato Trump. Em alguns casos, o plano vai além de promessas e discute francamente uma estratégia para ajudar a defesa do Estado de Israel.

"O plano recusa reconhecer a criação de um Estado palestino"

Eles prometeram, se Donald Trump for eleito Presidente dos Estados Unidos, vetar qualquer votação das Nações Unidas que ataque injustamente Israel e cortar o financiamento às ONG de direitos humanos que trabalham para das Nações Unidas.
Também prometeram pressionar o Departamento de Justiça dos Estados Unidos para abrir uma investigação nos campi universitários americanos que intimidam os estudantes que apoiam Israel. 
Os conselheiros de Trump recomendaram-lhe a oposição à criação de um Estado palestino que proíba a presença de cristãos e judeus, ou que tenha uma política de discriminação contra as pessoas com base na religião.
Também prometeram não pressionar Israel a retirar-se das suas fronteira "o que tornaria os ataques e conflitos mais frequentes".

"Conselheiros evocam um vínculo inabalável entre os Estados Unidos e Israel"

Além disso, mesmo antes de as negociações ocorrerem entre as duas partes, os assessores prometeram que os EUA reconhecerão Jerusalém como a capital eterna e indivisível do Estado judeu e que vão transferir a embaixada dos EUA em Israel para Jerusalém.
No documento, os assessores de Donald Trump sugerem que o "vínculo inabalável entre os Estados Unidos e Israel é baseada em valores comuns, sobre a liberdade de expressão, o respeito pelas minorias, a importância da vida e a importância de dar a todos os cidadãos a oportunidade de perseguirem os seus sonhos".

"Um plano aprovado por Donald Trump"

Os assessores de Trump escreveram: "Israel é o Estado do povo judeu, que vive nesta terra há mais de 3500 anos. O Estado de Israel foi erguido com coragem e determinação por grandes homens e grandes mulheres, contra todas as probabilidades, e isso deve inspirar as pessoas de todo o mundo que valorizam a liberdade e a dignidade humana".
 
Questionados sobre se Donald Trump aprovou o plano, Dov Friedman e David Greenblatt responderam: "Cada uma destas posições foi discutida com Donald Trump e a equipa de campanha e muitas destas posições foram defendidas, de uma forma ou de outra, por Donald Trump, em entrevistas, em discursos ou em publicações em redes sociais".

Aqui está o plano em 16 pontos:

1 - O vínculo inquebrável entre os Estados Unidos e Israel baseia-se em valores comuns de democracia, liberdade de expressão, respeito pelas minorias, respeito pela vida, e oportunidade para todos os cidadãos perseguirem os seus sonhos.

2 - Israel é o Estado do povo judeu, que vive neste país há mais de 3.500 anos. O Estado de Israel foi fundado com coragem e determinação por grandes homens e mulheres, contra enormes dificuldades, e é uma inspiração para as pessoas ao redor do mundo que valorizam a liberdade e dignidade humana.
3 - Israel é um aliado incondicional dos Estados Unidos e um parceiro-chave na guerra global contra o jihadismo islâmico. A cooperação militar e a coordenação entre Israel e os EUA deve continuar a crescer.

4 - Os americanos valorizam a amizade e a aliança com Israel - culturalmente, religiosamente e politicamente. Enquanto outras nações exigiram que as tropas dos Estados Unidos as defendessem, os israelitas sempre defenderam o seu país por si mesmos, e pediram ajuda apenas em equipamento militar e apoio diplomático. Os Estados Unidos não tiveram necessidade de ajudar a construir a Israel nem de enviar tropas para defender Israel.


5 - O acordo assinado pelos governos israelita e dos Estados Unidos é um primeiro passo, mas há muito mais a fazer. A administração Trump irá garantir que Israel recebe o máximo apoio à cooperação militar, estratégica e táctica por parte dos Estados Unidos. Além disso, o Congresso não se limitará a fornecer apoio superior ao previsto pelo memorando de entendimento. Israel e os Estados Unidos beneficiam muito com o que cada país traz para a mesa - a relação é de duplo sentido.
6 - Os Estados Unidos vetarão qualquer votação da ONU que penalize injustamente Israel, e vai trabalhar nas instituições e fóruns internacionais, incluindo nas nossas relações com a União Europeia, para se opor aos esforços para deslegitimar Israel, impor normas duplas discriminatórias contra Israel, ou para impor exigências especiais em matéria de rotulagem de produtos israelitas ou boicotes a produtos israelitas.
7 - Os Estados Unidos cortarão o financiamento do Conselho de Direitos Humanos, um órgão actualmente dominado por ditaduras, que parece dedicado apenas a difamar o Estado judeu. A tentativa da UNESCO de desconectar Jerusalém do Estado de Israel,  é uma tentativa unilateral de ignorar 3.000 anos de história de Israel como sua capital, e é mais uma prova do enorme preconceito anti-Israel por parte das Nações Unidas.
8 - Os Estados Unidos devem considerar o movimento BDS contra Israel como inerentemente anti-semita e tomar medidas fortes, tanto diplomáticas como legislativas, para neutralizar as acções destinadas a limitar as relações comerciais com Israel, ou contra pessoas, entidades ou negócios em áreas israelitas, de forma discriminatória. O movimento BDS é mais uma tentativa por parte dos palestinos para evitar terem que se comprometer com uma co-existência pacífica com Israel. A falsa noção de que Israel é um ocupante deve ser rejeitada.
9 - A administração Trump vai pedir ao Departamento de Justiça para investigar tentativas coordenadas em campi universitários para intimidar os estudantes que apoiam Israel.
10 - Uma solução de dois Estados entre Israel e os palestinos parece impossível até que os palestinos estejam prontos para renunciar à violência contra Israel ou para reconhecer o direito de existência de Israel como um Estado judeu. Além disso, os palestinos estão divididos entre a Autoridade Palestiniana na Judeia e Samaria, e o Hamas em Gaza, e não há um povo palestino unido que possa controlar um novo Estado. O Hamas é reconhecido como uma organização terrorista pelos Estados Unidos, que procura activamente a destruição de Israel. Nós tentaremos ajudar israelitas e palestinos a alcançarem uma paz global e duradoura, livre e justa, negociada entre aqueles que vivem na região.
11 - A liderança palestina, incluindo a Autoridade Palestina, minou qualquer chance de paz com Israel, submetendo gerações de crianças palestinas a um programa de educação no ódio de Israel e aos judeus. Na sociedade palestina é ensinado regularmente o ódio, na televisão palestina e  na imprensa palestina, nos media de entretenimento e nas comunicações políticas e religiosas. Os dois principais partidos políticos palestinos - Hamas e Fatah - promovem o anti-semitismo e a jihad. 
12 - Os Estados Unidos não podem apoiar a criação de um novo Estado onde o terrorismo recebe incentivo financeiro, os terroristas são homenageados pelos partidos políticos e instituições governamentais, e a corrupção e o desvio da ajuda externa são endémicos. Os Estados Unidos não devem apoiar a criação de um Estado que proíba a presença de cidadãos cristãos e judeus, ou que discrimine as pessoas com base na religião.
 13 - Os Estados Unidos devem apoiar as negociações directas entre Israel e os palestinos sem condições prévias, e vamos opor-nos a todos os esforços de palestinos, europeus e outros, para contornarem as negociações directas entre as partes em favor de uma solução imposta. Soluções impostas a Israel por parte de terceiros, inclusive por parte do Conselho de Segurança das Nações Unidas, devem ser combatidas. Apoiamos o direito e a obrigação de Israel de se defender dos ataques terroristas contra o seu povo e contra outras formas de guerra que estão a ser travadas contra ele - legalmente, economicamente, culturalmente e de outra forma.
14 - Israel tem o direito de possuir fronteiras que preservem a paz e proporcionem estabilidade na região. A pressão não deve ser posta sobre Israel, para que se retire das suas fronteiras, tornando assim os ataques ​​e os conflitos mais prováveis.

15 - Os Estados Unidos reconhecem Jerusalém como a capital eterna e indivisível do Estado judeu e a administração Trump vai passar a embaixada dos EUA para Jerusalém.
 16 - Apesar do acordo nuclear com o Irão em 2015, o Departamento de Estado dos EUA designou recentemente o Irão, mais uma vez, como o principal patrocinador do terrorismo global - no Médio Oriente, em particular, mas também no mundo, ameaçando, financiando, armando e treinando grupos terroristas que operam em todo o mundo, incluindo o Hamas, o Hezbollah e as forças leais ao presidente sírio, Bashar al-Assad. Os Estados Unidos devem lutar contra as violações do acordo nuclear com o Irão (que continua a tentar obter armas nucleares) e considerar novas sanções, se necessário, para proteger o mundo e os vizinhos do Irão, que insiste nas suas ameaças nucleares e não-nucleares.

© Sandra Wildenstein para Europe Israël News

http://www.europe-israel.org/


- Fazemos votos de que Trump vença (se não houver fraude eleitoral, vencerá), e que leve à barra do Tribunal toda a administração Obama, pela sua promoção activa do terrorismo global e da agenda de islamização e destruição do Mundo Livre.
Esta declaração respeitante a Israel é um acto de elementar decência e bom-senso. A NENHUM outro país do Mundo se exige que sofra ataques terroristas e actos de guerra e que não se defenda, que ceda todo o seu território aos invasores e aos terroristas e que cometa auto-genocídio.


P.S. - Apesar de toda a campanha de desinformação e manipulação da opinião pública, Donald Trump continua a subir nas sondagens. Mesmo a  Imprensa mais manipuladora e mais oleada em petrodólares e os jornalistas mais esquerdistas, estão a ceder perante as evidências. Pelo Mundo Livre, por Israel, pelo bem comum, vamos a uma grande vitória de Trump.

Wikileaks confirma venda de armas ao Estado Islâmico por Hillary Clinton

(Enquanto isso, a Imprensa fala das gracinhas do clã Obama e da cabeleira de Donald Trump..).

Se Julian Assange, fundador do WikiLeaks, é uma figura controversa, os e-mails recolhidos dentro do Partido Democrata são devastadores para Hillary Clinton e para o seu partido. Mais um escândalo a juntar ao dos e-mails num servidor privado, que a investigação do FBI revelou.
Assange anunciou que Hillary Clinton e o Departamento de Estado armaram activamente os jihadistas islâmicos, incluindo o Estado Islâmico (ISIS), na Síria.

Clinton tem repetidamente negado essas acusações, inclusive em vários depoimentos perante o Senado norte-americano.
O WikiLeaks está prestes a provar que Hillary Clinton deveria ser presa:

 
     Os funcionários da administração Reagan esperavam garantir a libertação de vários reféns americanos, e em seguida, recuperar os lucros da venda de armas ao Irão para financiar os Contras na Nicarágua.
  No segundo mandato de Obama, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton autorizou o envio de armas fabricadas nos Estados Unidos para o Qatar, um país com ligações à Irmandade Muçulmana, e apoiante dos rebeldes da Líbia, num esforço para derrubar o governo/Kadafi na Líbia, e depois enviar as armas para a Síria, para financiar a al Qaeda e derrubar Assad na Síria.

    
Clinton assumiu a liderança da organização "Amigos da Síria" (também conhecida como Al Qaeda/ISIS) para apoiar a insurreição liderada pela CIA para mudança de regime na Síria.

    
Sob juramento, Clinton negou estar a par dos carregamentos de armas, durante testemunho público, no início de 2013, após o ataque terrorista em Benghazi.

   
Numa entrevista ao Democracy Now, Julian Assange do Wikileaks revelou agora que 1.700 e-mails contidos no correio electrónico de
Hillary Clinton  ligam-na directamente com a Líbia, a Síria, e ligam-na directamente com a Al Qaeda e o ISIS.



Julian Assange:

   
O Wikileaks tornou-se a Biblioteca rebelde de Alexandria. Esta é a maior colecção de informações, que não existe em qualquer outro lugar, acessível a todos, pesquisável, sobre a forma como as instituições realmente se comportam.(...) A nossa civilização só pode ser tão boa quanto o nosso conhecimento do que nossa civilização é. Não podemos ambicionar reformar o que não entendemos.

   
Os e-mails de Hillary Clinton complementam as revelações que já publicámos sobre Hillary Clinton, criando um retrato elucidativo de como secretária Hillary Clinton se comporta no seu cargo e de como o Departamento de Estado dos Estados Unidos funciona.

    
Por exemplo, a intervenção desastrosa, absolutamente desastrosa, na Líbia, a destruição do governo de Kadafi, que levou à ocupação pelo ISIS de grandes partes do país, as armas indo para a Síria, impulsionadas por Hillary Clinton, os jihadistas na Síria, incluindo o  ISIS, está lá tudo, nesses e-mails.

    
Há mais de 1700 e-mails na colecção de Hillary Clinton, só sobre a Líbia.
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Parece que Hillary Clinton cometeu perjúrio, como o seu marido, quando era presidente.

sábado, 5 de novembro de 2016

Quando a firma alemã Bayer comprava "lotes de mulheres" em Auschwitz *


Uma série de cartas trocadas entre a empresa Bayer e o regime de Hitler acaba de ser tornada pública. A empresa testou produtos tóxicos em "lotes" de mulheres judias.


No início de Agosto, a empresa farmacêutica e química alemã Bayer retirou um dos seus medicamentos contra o colesterol. Associado a um outro remédio, ele matou mais de 50 pessoas em todo o mundo.

A presença do nome desta empresa nas manchetes desperta memórias dolorosas.

Sob o regime nazi, a Bayer, uma subsidiária do consórcio químico IG Farben (1), procedeu a experiências médicas em prisioneiros, adquiridos, nomeadamente, nos campos de concentração.


Na edição de Fevereiro de 1947 do Patriote Résistant, encontramos cinco cartas enviadas pela Casa Bayer ao comandante do campo de extermínio de Auschwitz. As cartas foram foram publicadas num artigo sobre algumas das malfeitorias da indústria alemã durante o Nazismo - a firma foi julgada pelo Tribunal de Nuremberga.

As cartas , que foram encontradas durante a libertação de Auschwitz pelo Exército Vermelho, datam de Abril a Maio de 1943. E dispensam quaisquer comentários:

Primeira carta:

"A fim de experimentarmos um medicamento para dormir, seria possível fornecerem-nos algumas mulheres? Digam-nos em que condições, que as formalidades para a transferência dessas mulheres serão tratadas por nós."

Segunda carta:

"Acusamos a recepção da carta. Consideramos o preço de 200 marcos exagerado, oferecemos 170 marcos por indivíduo, precisamos de 150 mulheres".

Terceira carta:

"Ok para o preço acordado. Então, por favor preparem um lote de 150 mulheres saudáveis ​​que nós iremos buscar em breve".
Quarta  carta:

"Já estamos na posse do lote de 150 mulheres. A vossa escolha foi satisfatória, embora os indivíduos sejam muito fracos e magros. Vamos manter-vos informado sobre os resultados das experiências".
Quinta carta:
"As experiências não foram conclusivas. Os indivíduos estão mortos. Escreveremos em breve para vos pedirmos para prepararem outro lote".

(1) A IG Farben foi fornecedora dos nazis, que usaram o Zyklon B nas câmaras de gás. A IG Farben e usou maciçamente a força de trabalho dos prisioneiros dos campos de extermínio nas suas fábricas. Condenada por crimes contra a humanidade em Nuremberga e dissolvida, a IG Farben ainda tem um estatuto jurídico, apesar do seu desmantelamento e divisão entre as empresas Bayer, BASF e Hochst.

Fonte: Cbgnetwork via EUROPE-ISRAEL.


13 de Dezembro de 1941 - Mulheres judias aguardam a sua execução, em Skede, Letónia. Em fundo os cadáveres amontoam-se, à medida que o extermínio prossegue. (Yad Vashem).

- Eu jurei nunca me calar, sempre e onde quer que haja seres humanos sujeitos a sofrimento e humilhação. Devemos sempre tomar partido. A neutralidade joga a favor do opressor, nunca da vítima. O silêncio encoraja o atormentador, nunca o atormentado!
- Elie Wiesel, sobrevivente do Holocausto.

(Fazemos nossas as suas palavras).



HOLOCAUSTO no nosso blogue.

Apesar de as cartas dispensarem comentários, não podemos deixar de ficar atónitos:
- Enquanto dizemos que "Nunca mais!", está decorrer um novo Holocausto - desta vez o dos cristãos - e muito pouca gente parece preocupar-se. Pelo contrário, até levam em ombros Obama, Hillary e toda a administração norte-americana, que minimizam este genocídio.

Judeus: sempre culpados de uma coisa, do seu oposto, e de tudo o que fica no meio!

-  70 anos após o horror do Holocausto, as suas maiores vitimas - os judeus - voltam a  ser acusadas de todos os males do mundo (até de se terem feito exterminar para provocarem a "pena" das pessoas!!!),  sem quaisquer provas e contra toda a racionalidade*.
- Em contrapartida, os alemães, que cometeram as maiores atrocidades e originaram a guerra mais horrenda da História, continuam nas palminhas. Não queremos mal aos alemães, mas... imaginemos que tinha sido ao contrário, que tinham sido os judeus a exterminar milhões de inocentes, o que não se diria,o que não se faria...

* - Os obcecados islamonazis e suas teorias da conspiração

 
Emblema do famoso clube Bayer Leverkusen - Não queríamos que as pessoas odiassem os alemães (nós não os odiamos, os judeus não os odeiam, e os alemães não são todos nazis ou culpados pelo Holocausto e pela Guerra), mas... e se tivesse sido ao contrário?

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"Quando os nazis proclamavam que ‘todo o mal vem dos Judeus’ na verdade o que estavam a dizer é que todo o mal vinha desse espírito indomável da razão, da tolerância, do progresso e do amor do próximo. O nihilismo não se opõe apenas a certas ideias e concepções, opõe-se ao próprio conceito de civilização."
-  Klaus Mann, 1939

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

"Substitua-se “nazismo” por “Daesh” e tudo se tornará claro"

"Quando os nazis proclamavam que ‘todo o mal vem dos Judeus’ na verdade o que estavam a dizer é que todo o mal vinha desse espírito indomável da razão, da tolerância, do progresso e do amor do próximo. O nihilismo não se opõe apenas a certas ideias e concepções, opõe-se ao próprio conceito de civilização."
-  Klaus Mann, 1939 


Alemão é atacado por colonos muçulmanos por dizer o óbvio: O Alcorão é o Mein Kampf de Maomé.

Veja também:

"QUE FAZER COM O ISLÃO?"


Via OBSERVADOR (tomámos a liberdade de publicar no nosso blogue, mas, caso o OBSERVADOR assim queira, retiraremos). Intercalámos vídeos absolutamente ESSENCIAIS:

ESTADO ISLÂMICO

Daesch, a “islamização da radicalidade”

  • Guilherme Valente   
 19/10/2016
É a crença num apocalipse final, de que o Daesh se considera agente promotor, que explicará porque tem atraído psicopatas e fanáticos sobretudo de populações marginalizadas do Médio Oriente e Europa
O que fascina o terrorista jihadista é a revolta pura, não a construção de uma utopia. A violência não é um meio, é um fim.

Claude Roy

“Os terroristas que agem em nome do Islão estão condenados ao inferno para sempre.”

Mohamed VI, Rei de Marrocos (1)

1. As várias explicações estabelecidas, históricas, religiosas, políticas, sociológicas, não impedem que a pergunta incontível irrompa da inteligência e do coração: como é possível crer num Deus assim? Como é possível interagir com uma religião e uma cultura intolerantes (a tolerância implica simetria)? Conviver com uma vivência do amor ao próximo e da fraternidade reservada apenas à comunidade dos crentes?
“O islão é uma religião de paz” é um slogan criado e repetido pelos que querem absolver o islão dos crimes cometidos em seu nome. Na verdade não há nada de que se possa falar como sendo “o islão”. O islão são as várias interpretações e escolhas que os muçulmanos fazem dos seus textos, algumas claramente contraditórias. Há muitos islão, portanto. Uns com tanta legitimidade como os outros. As diferenças não são apenas entre o islão Sunita e o Xiita, com os quais a Europa continua a estar mais em contacto.



2. O islão nasceu guerreiro e conquistador na periferia de impérios pacificados de que as tribos árabes eram o reverso violento. A jihad é parte constitutiva do islão. Começou a ser praticada por Maomé e pelos califas que se lhe sucederam, desde logo contra os próprios muçulmanos. Esse é o islão violento e impiedoso, hoje minoritário no mundo islâmico, mas recentemente de novo hiperactivado.
Islão esse que tem devastado o Médio Oriente, atingindo e sacrificando esmagadoramente o islão pacífico, vítima submissa. Islão violento que os governos do Ocidente têm catalisado com intervenções ignorantes das culturas e da História e com um cego oportunismo.
Intervenções canhestras, que foram dificultando e contribuindo para comprometer a modernização do mundo muçulmano, “tirando o tapete” ao pensamento e movimentos modernizadores, abandonando os intelectuais resistentes, apoiando mesmo de algum modo os que os perseguem (ver os meus artigos publicados no Observador).
O Daesh é islão. Os seus líderes, com sólida formação teológica, aplicam rigorosamente versetos do Alcorão e seguem exemplos da vida do Profeta. Identificam-se com a ala jihadista de um ramo do sunismo, o salafismo, os ‘fundadores devotos’, tomando como modelo Maomé e os califas que se lhe seguiram.



O islão do Daesh, aplicado com todo o rigor teológico, junta à reprodução da realidade do século VII, que impôs no território conquistado e proclama querer impôr ao Mundo, um projecto apocalíptico, uma variante específica presente no integrismo fundador. O Daesh considera-se o agente desse apocalipse que se aproxima.
Aquilo que em 1939 Klaus Mann (2) escreveu sobre o nazismo pode ser aplicado ipsis verbis ao Daesh. Parece-me ser a esta luz que o projecto do Daesh deve ser compreendido e decididamente enfrentado. Transcrevo(3):
“O nacional-socialismo não é nem revolucionário nem conservador. É nihilista no sentido mais profundo e horroroso do termo. […] Os nazis querem dominar os outros povos para operarem o maior número de destruições possível. Nada lhes importa que o seu próprio nível de vida vá descendo enquanto dominam a Europa inteira. […] A revolução nihilista não representa nem significa outra coisa a não ser a morte. Mataram Polacos e Checos como mataram os melhores elementos da nação alemã. […] 
Quando os nazis proclamavam que ‘todo o mal vem dos Judeus’ na verdade o que estavam a dizer é que todo o mal vinha desse espírito indomável da razão, da tolerância, do progresso e do amor do próximo. O nihilismo não se opõe apenas a certas ideias e concepções, opõe-se ao próprio conceito de civilização.”
Substitua-se “nazismo” por “Daesh ” e tudo se tornará claro, desde os milhares e milhares de mortos, sobretudo outros muçulmanos (200 milhões de xiitas, que os sunitas consideram apóstatas, estão marcados para morrer), até à destruição do património histórico milenar. Destruição aparentemente absurda, mas que se torna lógica se se equiparar a acção e programa do Daesh ao nihilismo nazi, tal como proponho.



A morte do terrorista islamista não é uma possibilidade infeliz, está no centro do seu projecto, como também notou Claude Roy (4) “É esta associação sistemática com a morte [com a destruição] que constitui a chave da radicalização actual, em que a dimensão nihilista é central” .
É a revolta em si que fascina o jihadista. Não é, como acontecia no terrorismo político, a oposição a um modelo político e social, ou a construção de uma utopia.
Para o terrorista do Daesh (como a Al-Qaeda já “anunciara”) a violência não é um meio, é um fim. Nesse sentido é uma violência sem futuro, tal como ao observador não informado parece ser o combate que travam.
O jihadista quer morrer. “Nós amamos a morte, vocês a vida.”, disse Bin Laden. Parece ser esse fascínio mórbido que atrai os que se ligam ao Daesh.


A observação destes factos e a atracção que a jihad exerce em jovens de todo o mundo levaram Claude Roy a considerar que este terrorismo suicidário não pode ser explicado APENAS pelo extremar do fundamentalismo.
Ponto de vista que foi, então, criticado. Por um lado, por supostamente ignorar as causas políticas e sociais do fenómeno, designadamente, a revolta contra a herança colonial, as intervenções militares ocidentais e a exclusão dos emigrantes e seus descendentes nas sociedades de acolhimento. Por outro lado, por ignorar a ligação entre a violência terrorista e a radicalização religiosa do islão sob a forma do salafismo.
Mas essas causas não foram ignoradas, foram apenas consideradas insuficientes para explicar alguns dos dados empíricos observados.
Há, segundo este especialista, uma especificidade neste terrorismo e jihadismo suicidários que não pode ser vista como uma simples consequência da tragédia, infelicidade e bloqueio das sociedades muçulmanas. Quer resultem de uma opressão exterior, quer do fechamento numa lógica religiosa fundamentalista.
E vai mais longe ao afirmar que essa relação com a morte se liga a uma outra originalidade: o jihadismo é, pelo menos no Ocidente e no Magrebe, um movimento de jovens. Movimento que se constitui não apenas em divergência com as opções religiosas e culturais dos pais, mas é “inseparável da ‘cultura jovem’ das nossas sociedades”. Por isso, diz este autor, não deve ser visto como uma radicalização do islamismo mas como uma “islamização da radicalidade”.
Não se trata, pois, de uma revolta contra um modelo político ou uma classe, mas de uma revolta geracional que se manifesta também numa dimensão iconoclasta cultural. O Daesh destrói não apenas as pessoas, mas estátuas, templos, monumentos e livros. Destrói a memória, quer fazer “tábua rasa”.
É essa crença num apocalipse final, de que o Daesh se considera o agente promotor, que explicará porque tem atraído psicopatas e fanáticos SOBRETUDO de populações marginalizadas do Médio Oriente e da Europa. Explica porque tem atraído o ressentimento, o ódio, a violência e o vazio oriundo de todas as latitudes.
Como explica Graeme Wood num artigo publicado atempadamente no Atlantic Review (5), “A conquista do poder pelo Daesh é menos parecida com o triunfo da Irmandade Muçulmana no Egipto (considerada apóstata) do que com a realidade alternativa distópica que os líderes de seitas americanas como David Koresh ou Jim Jones quiseram criar para governar não apenas umas centenas de pessoas, mas milhões.”
Estas teses, note-se, não resolvem nem eliminam a questão do Médio Oriente nas várias vertentes em que tem de ser equacionada, nem a questão do relacionamento do islão com o Ocidente e a da emigração muçulmana na Europa. Este terrorismo jihadista fulminante está inclusivamente a ocultar essas questões, a adiar a sua consideração, designadamente o problema da recomposição geoestratégica do Médio Oriente e o da reforma e reposicionamento (inadiáveis…) da religião muçulmana.
3. Islãos contraditórios, portanto, como são contraditórios os versetos do Alcorão e cenas da vida de Maomé, registadas pelos seus companheiros.
Há, por exemplo, uma distância de séculos entre as interpretaçōes que definem o islão de Java e as do islão sunita extremista da Arábia Saudita. Arábia Saudita com a qual os governantes europeus continuam a trocar por petróleo a alma da Europa.
(1) Discurso de Dezembro de 2016, de que não resisto a transcrever mais um fragmento: “Face à proliferação dos obscurantismos promovidos em nome da religião, todos, muçulmanos, cristãos, judeus, devem construir uma frente comum contra o fanatismo, o ódio e todas as formas de fechamento em si próprio. A história da Humanidade é a melhor prova de que o progresso não pode ter lugar em sociedades dominadas pelo extremismo e o ódio, os quais constituem o principal factor de insegurança e instabilidade. Pelo contrário, a civilização humana abunda em modelos de sucesso que confirmam que a interacção e a coexistência intereligiosas geram sociedades civilizadas abertas onde reinam os afectos e a concórdia, o bem estar e a prosperidade. Um testemunho disso são as civilizações islâmicas de Bagdad e do El-Andaluz que foram na História das mais evoluídas e abertas”. Vai o Ocidente e o mundo civilizado deixá-lo sozinho também a ele? Como escreveu Bérnard Henri-Lévy, VIVA O REI!

(2) Romancista e ensaísta que percebeu muito cedo a natureza do nazismo que enfrentou. Filho de Thomas Mann.

(3) Texto de 1939 retirado de um artigo da revista Equality. Agora oportunamente republicado numa pequena antologia de textos do autor lançada pela editora Phoebus, Paris.
(4) “Al-Qaeda in the West as a Youth Movement – The Power as a Narrative”, e agora num livro a publicar em breve em França, “Le Djihad et la mort” (Seuill).
(5) Traduzido e divulgado muito oportunamente pelo Público, 29/3/2015.
A inefável Ana Gomes afirma sem rodeios que o terrorismo é culpa da austeridade na Europa.É esta a classe política que temos hoje em dia, formada na ignorância e no panfletarismo adolescente rebelde-burguês:


 Marie Harf, porta-voz da administração Obama
Não têm tempo nem paciência, nem literacia, para assistir a este documentário, o mais esclarecedor que já foi produzido sobre o Islamismo. Além disso, muitos estão COMPRADOS pelo Islão:

terça-feira, 1 de novembro de 2016

A Mentira Soviético-Palestina


Não perca o(s) documentário(s) acima e ESTE, que conta a História recente de Israel. A Jihad contra Israel é a mesma que nós no Ocidente enfrentamos.


Este excelente artigo do GATESTONE INSTITUTE - cujo site que não nos cansamos de recomendar - é mais um a fazer luz sobre o motivo da insistência da extrema-esquerda (com os neo-nazis a reboque) no mito da "Palestina Árabe". 


Mas para quem odeia, a VERDADE de nada conta. 

Ignorância, hoje em dia, na Idade da Informação, não se justifica. Só é ignorante QUEM QUER.



OK, vá lá votar no Bloco...

 

A Mentira Soviético-Palestina

por

Original em inglês: The Soviet-Palestinian Lie Tradução: Joseph Skilnik


  • "A OLP foi idealizada pela KGB, que tinha tinha forte inclinação por organizações de libertação. — Ion Mihai Pacepa, ex-chefe do Serviço de Inteligência da Romênia.
  • "A primeira providência da KGB foi destruir os registros oficiais de nascimento de Arafat no Cairo, substituindo-os por registros falsos, segundo os quais ele havia nascido em Jerusalém e era, portanto, um palestino de nascença". — Ion Mihai Pacepa.
  • "O mundo islâmico era uma placa de Petri a postos na qual havia condições de cultivar uma cepa virulenta de ódio aos Estados Unidos, cultivada a partir da bactéria do pensamento marxista-leninista. O antissemitismo islâmico corria solto... A única coisa a fazer era ficar repetindo nossos lemas -- que os Estados Unidos e Israel eram "países fascistas, sionistas-imperialistas" financiados pelos judeus ricos". — Yuri Andropov, ex-chefe da KGB.
  • Já em 1965, a URSS propôs formalmente uma resolução nas Nações Unidas condenando o sionismo como forma de colonialismo e racismo. Embora não tivesse tido sucesso em sua primeira investida, a ONU acabou por se mostrar uma organização extremamente receptiva à propaganda e ao preconceito soviético. Em novembro de 1975, a Resolução 3379 condenando o sionismo como "uma forma de racismo e discriminação racial" foi finalmente aprovada.

A recente descoberta que Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestina (AP), era espião da KGB em Damasco em 1983, foi descartada por muitos na grande mídia como uma "curiosidade histórica...", só que a notícia emergiu em um momento particularmente inoportuno em que o Presidente Vladimir Putin estava procurando organizar novas conversações entre Abbas e o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu. Como era de se esperar, a Autoridade Palestina imediatamente refutou a notícia. Nabil Shaath, alto funcionário da Fatah afirmou que Abbas jamais foi agente da KGB e classificou a alegação de "campanha difamatória."

A revelação, longe de ser uma "curiosidade histórica", é um aspecto de uma das muitas peças do quebra-cabeça no tocante às origens do terrorismo islâmico dos séculos XX e XXI. As origens são quase sempre ofuscadas e obscurecidas nas tentativas mal acobertadas em apresentar uma narrativa peculiar em relação às causas do terrorismo contemporâneo, ao mesmo tempo desacreditando todas e quaisquer evidências em contrário como "teorias da conspiração".

Não há nada de conspiratório acerca da última revelação. Ela consta em um documento nos arquivos Mitrokhin no Churchill Archives Center da Universidade de Cambridge do Reino Unido. Vasili Mitrokhin era ex-oficial de alta patente do Serviço de Inteligência, que mais tarde foi rebaixado a arquivista da KGB. Correndo perigo de vida gigantesco, ele passou 12 anos diligentemente copiando aqueles arquivos secretos da KGB, que se não fosse por meio de seu trabalho eles continuariam indisponíveis para o público (os arquivos sobre a inteligência estrangeira da KGB permanecem lacrados para o público, apesar do fim da União Soviética). Quando Mitrokhin desertou da Rússia em 1992, trouxe a cópia dos arquivos para o Reino Unido. Os trechos que deixaram de ser secretos dos arquivos Mitrokhin foram liberados ao público nos textos do professor da Universidade de Cambridge Christopher Andrew, que juntamente com o desertor soviético escreveram The Mitrokhin Archive (publicado em dois volumes). Os arquivos de Mitrokhin levaram, entre outras coisas, à descoberta de muitos espiões da KGB no Ocidente e em outras regiões.

Lamentavelmente a história da verdadeira dimensão das operações de influência e desinformação da KGB não é compreendida como deveria ser, considerando-se o imenso peso que a KGB exercia sobre assuntos internacionais. A KGB conduzia operações hostis contra a OTAN como um todo, contra a dissidência democrática dentro do bloco soviético e preparava e conduzia operações subversivas na América Latina e no Oriente Médio, que ressoam até os dias de hoje.

Além disso, a KGB atuava com extrema dedicação na criação de movimentos assim chamados de libertação na América Latina e no Oriente Médio, movimentos estes que levaram a efeito o terrorismo devastador − conforme documentado no The Mitrokhin Archive, entre outros lugares, bem como nos livros e textos de Ion Mihai Pacepa, o oficial comunista de mais alta patente a desertar do antigo bloco soviético.

Pacepa foi chefe do Serviço de Inteligência da Romênia e conselheiro pessoal do líder comunista romeno Nicolae Ceausescu antes de desertar para os Estados Unidos em 1978. Pacepa trabalhou por mais de 10 anos com a CIA para derrubar o comunismo, a Agência descreveu sua colaboração como "uma importante e singular contribuição para os Estados Unidos".

Em entrevista concedida em 2004 ao FrontPage Magazine, Pacepa ressaltou:
A OLP foi idealizada pela KGB, que tinha tinha forte inclinação por organizações de "libertação". A KGB criou o Exército de Libertação Nacional da Bolívia, em 1964 com a ajuda de Ernesto "Che" Guevara... a KGB também criou a Frente Democrática para a Libertação da Palestina, que realizou atentados à bomba... Em 1964 o primeiro conselho da OLP composto por 422 representantes palestinos escolhidos a dedo pela KGB aprovou a Carta Nacional Palestina − documento este elaborado em Moscou. O Pacto Nacional Palestino e a Constituição Palestina também nasceram em Moscou, com a ajuda de Ahmed Shuqairy, agente influenciador da KGB que se tornou o primeiro presidente da OLP...
No Wall Street Journal, Pacepa explicou como a KGB construiu Arafat − ou seja, na linguagem corrente, como ela construiu uma narrativa para ele:
Ele era um burguês egípcio, mas foi transformado em dedicado marxista pela inteligência da KGB. A KGB o treinou em sua escola de operações especiais Balashikha na região leste de Moscou e em meados da década de 1960 decidiu prepará-lo como futuro líder de OLP. A primeira providência da KGB foi destruir os registros oficiais de nascimento de Arafat no Cairo, substituindo-os por registros falsos, segundo os quais ele havia nascido em Jerusalém e era, portanto, um palestino de nascença.
Conforme o já falecido historiador Robert S. Wistrich ressaltou em A Lethal Obsession (A Obsessão Fatal), a Guerra dos Seis Dias desencadeou uma campanha intensiva e prolongada por parte da União Soviética para deslegitimar Israel e o movimento de autodeterminação judaica, conhecido como sionismo. A manobra tinha como objetivo corrigir o dano causado ao prestígio da União Soviética depois que Israel derrotou seus aliados árabes:
Depois de 1967, a União Soviética começou a inundar o mundo com um fluxo constante de propaganda antissionista... Somente os nazistas em seus doze anos de poder tinham conseguido produzir um fluxo sustentado dessa magnitude de difamações e calúnias como instrumento de política nacional e externa[1].
Para tanto a URSS empregou uma série de palavras gatilho nazistas para descrever a derrota que os israelenses impuseram à agressão árabe de 1967, muitas das quais ainda são empregadas pela esquerda do Ocidente nos dias de hoje, quando se trata de Israel, tais como "praticantes de genocídio", "racistas", "campos de concentração" e "limpeza étnica".


Além disso, a URSS se envolveu em uma campanha internacional de calúnias e difamações no mundo árabe. Em 1972, a União Soviética lançou a operação "SIG" (Sionistskiye Gosudarstva, isto é: "Os Governos Sionistas"), com o objetivo de retratar os Estados Unidos como um "arrogante e esnobe feudo judaico, financiado pelo dinheiro judeu e gerido por políticos judeus, cujo objetivo era o de dominar todo o mundo islâmico". Cerca de 4.000 agentes foram enviados do bloco soviético para o mundo islâmico, armados com milhares de cópias da antiga farsa da Rússia czarista Os Protocolos dos Sábios de Sião. Segundo o chefe da KGB Yuri Andropov:
O mundo islâmico era uma placa de Petri a postos na qual havia condições de cultivar uma cepa virulenta de ódio aos Estados Unidos, cultivada a partir da bactéria do pensamento marxista-leninista. O antissemitismo islâmico corria solto... A única coisa a fazer era ficar repetindo nossos lemas — que os Estados Unidos e Israel eram "países fascistas, sionistas-imperialistas" financiados pelos judeus ricos. O Islã, obcecado em impedir a ocupação de seu território pelos infiéis, seria extremamente suscetível à nossa caracterização do Congresso dos EUA como um órgão sionista ganancioso, que tinha como objetivo transformar o mundo em um feudo judaico.
Já em 1965, a URSS propôs formalmente uma resolução nas Nações Unidas condenando o sionismo como forma de colonialismo e racismo. Embora não tivesse tido sucesso em sua primeira investida, a ONU acabou por se mostrar uma organização extremamente receptiva à propaganda e ao preconceito soviético. Em novembro de 1975, a Resolução 3379 condenando o sionismo como "uma forma de racismo e discriminação racial" foi finalmente aprovada. A conquista se seguiu a quase uma década de diligente propaganda soviética dirigida ao Terceiro Mundo, retratando Israel como um Cavalo de Troia do imperialismo e racismo do Ocidente. A campanha foi criada para edificar suporte à política externa soviética na África e no Oriente Médio. [2] Outra tática era fazer comparações visuais e verbais, consistente e incessantemente, na mídia soviética entre Israel e a África do Sul (esta é a origem dos boatos sem o menor fundamento do "Apartheid israelense").

Não só no terceiro mundo, mas também a esquerda ocidental acreditaram piamente em toda essa propaganda soviética. A esquerda do Ocidente continua disseminando grandes parcelas dela até os dias de hoje. A bem da verdade, difamar alguém, quem quer que seja de racista, tornou-se uma das principais armas da esquerda contra aqueles que discordam dela.

Entre as táticas soviéticas para isolar Israel foi fazer com que a OLP parecesse "respeitável". De acordo com Pacepa, o dirigente romeno Nicolae Ceausescu foi incumbido desta tarefa, ele que já tinha conseguido a quase impossível façanha de propaganda de retratar ao Ocidente o implacável estado policial romeno como país comunista "moderado". Isso não tinha absolutamente nada a ver com a realidade, como foi finalmente revelado no julgamento contra Nicolae Ceausescu e sua esposa Elena em 1989, que culminou com a execução de ambos.

Yasser Arafat (esquerda) com o presidente romeno Nicolae Ceausescu durante uma visita a Bucareste em 1974. (imagem: Museu de História Nacional da Romênia).


Pacepa salientou no Wall Street Journal:

Em março de 1978, eu levei Arafat secretamente para Bucareste para as instruções finais sobre como se comportar em Washington. "Você simplesmente tem que continuar fazendo de conta que vai romper com o terrorismo e reconhecer Israel − repetir, repetir e repetir essa mesma ladainha," disse Ceausescu a Arafat... Ceausescu estava eufórico com a perspectiva de que Arafat e ele poderiam estar em condições de abocanhar o Prêmio Nobel da Paz, com suas exposições fraudulentas mostrando o ramo de Oliveira.
... Ceausescu não conseguiu ganhar o Prêmio Nobel da Paz. Mas Arafat o conseguiu em 1994 − somente porque ele continuou desempenhando com perfeição o papel que lhe demos. Ele transformou sua organização terrorista OLP em um governo no exílio (Autoridade Palestina), sempre fingindo estar disposto a pôr fim ao terrorismo palestino, ao passo que na realidade o deixava correr solto. Dois anos depois da assinatura dos acordos de Oslo, o número de israelenses mortos por terroristas palestinos saltou 73%.

Em seu livro Red Horizons, Pacepa revelou o que Arafat lhe disse em uma reunião no quartel general da OLP em Beirute, isso na mesma época em que Ceausescu estava tentando tornar a OLP "respeitável":

Sou um revolucionário. Dediquei toda a minha vida à causa palestina e à destruição de Israel. Não vou mudar ou fechar um acordo. Eu não concordo com nada que reconheça Israel como um estado. Nunca... Mas estou sempre disposto a fazer com que o Ocidente acredite que eu quero o que o Irmão Ceausescu quer que eu faça. [3]

A propaganda abriu primorosamente o caminho para o terrorismo, explicou Pacepa na National Review:

O General Aleksandr Sakharovsky, que montou a estrutura de inteligência comunista da Romênia, então sendo alçado para chefiar toda a inteligência externa da Rússia Soviética, muitas vezes me disse: "no mundo de hoje, quando armas nucleares tornaram obsoleta a força militar, o terrorismo deverá se tornar a nossa principal arma".

O general soviético não estava brincando. Somente em 1969, houve 82 sequestros de aviões em todo o mundo. Segundo Pacepa, a maioria desses sequestros foi cometida pela OLP ou por grupos associados, todos apoiados pela KGB. Em 1971, quando Pacepa visitou Sakharovsky em seu gabinete em Lubyanka (sede da KGB), o general se vangloriou: "sequestro de avião é minha invenção". A Al Qaeda praticou sequestros de aviões em 11 de setembro quando usaram os próprios aviões para explodir edifícios.

Dito isso, onde Mahmoud Abbas se encaixa nisso tudo? Em 1982 Mahmoud Abbas estudou em Moscou no Instituto de Estudos Orientais da Academia de Ciências da URSS. (Em 1983 ele se tornou espião da KGB). Lá ele escreveu sua tese, publicada em árabe com o título O Outro Lado: O Segredo das Relações Entre o Nazismo e a Liderança do Movimento Sionista. Nela ele nega a existência das câmaras de gás nos campos de concentração e questiona o número de vítimas do Holocausto, sustentando que os 6 milhões de judeus que tinham sido mortos "uma mentira fantasiosa", simultaneamente culpando os judeus pelo Holocausto. Seu orientador de tese foi Yevgeny Primakov, que mais tarde se tornou Ministro das Relações Exteriores da Rússia. Mesmo depois de terminada a tese, Abbas manteve laços estreitos com a liderança soviética, militares e membros dos serviços de segurança. Em janeiro de 1989, foi nomeado Copresidente do Grupo de Trabalho Palestino Soviético (depois Russo Palestino) sobre o Oriente Médio.

Quando o atual dirigente dos árabes palestinos era acólito da KGB − cujas maquinações custaram a vida de milhares de pessoas somente no Oriente Médio − isto não pode ser considerado como "curiosidade histórica", mesmo que os formadores de opinião contemporâneos queiram que seja visto desta maneira.

Embora Pacepa e Mitrokhin soaram o alarme há muitos anos, poucas pessoas se interessaram em ouvi-los. Mas deveriam tê-los ouvido.

Judith Bergman é escritora, colunista, advogada e analista política.

[1] Robert S. Wistrich, 'A Lethal Obsession' (2010) p 139.
[2] Robert S. Wistrich, 'A Lethal Obsession' (2010), p 148.
[3] Ion Mihai Pacepa, 'Red Horizons' (1990) p 92-93.


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