quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Obituários de Peres re-escrevem a História

Já tinha sido assim com o obituário de Ariel Sharon, por exemplo. Os moços de fretes conhecidos como jornalistas, e quem os financia e manda neles, nem na morte dão tréguas a Israel.
 
Muitos media em todo o mundo seguiram a linha do visceralmente anti-semita New York Times:

 
Obituário de Peres no New York Times re-escreve história da segunda Intifada

 
Incluído no obituário detalhado de Shimon Peres no New York Times  podemos encontrar o seguinte parágrafo:
 

 
 
Um dos mitos mais difundidos pelos media internacionais é a acusação de que a visita de Ariel Sharon em Setembro de 2000 ao Monte do Templo foi responsável pelo surto de violência 'palestina' contra Israel.
 
Mas os 'palestinos' realmente afirmam que a visita de Sharon lançou a intifada?
 
Damos a palavra ao ministro 'palestino' das Comunicações, Imad Al-Faluji, Al-Safir, 3 de Março de 2001. (Traduzido por MEMRI):
 
"Quem pensa que a Intifada eclodiu por causa da visita do desprezado Sharon à Mesquita Al-Aqsa, está errado... . Esta Intifada foi planeada com antecedência, desde o retorno do presidente Arafat das negociações de Camp David, onde ele enganou o presidente Clinton."
 
A esposa de Yasser Arafat, Suha (ver abaixo) disse o seguinte (Palestinian Media Watch):
 
"A nível pessoal, eu sinto falta dele, muito, muito mesmo. A [nossa filha] Zahwa também sente falta dele, vocês não podem imaginar. Ela não o conhecia. Ela não sabe que Arafat nos mandou embora antes da invasão [israelita] de Ramallah. Ele disse: 'Vocês têm que deixar a Palestina, porque eu quero realizar uma Intifada, e eu não estou preparado para me proteger atrás da minha esposa e filha'. Toda a gente disse: 'Suha abandonou-o', mas eu não o fiz. Ele ordenou-me que o deixasse, porque ele já tinha decidido realizar uma Intifada, após os Acordos de Oslo e depois do fracasso de Camp David [Julho de 2000]."
 
 
 

 
 
Imad Faluji, ministro das Comunicações da 'Autoridade Palestina', decalrou:
 
"Quem pensa que a Intifada começou por causa da visita do odiado Sharon à Mesquita de Al-Aqsa está enganado. Isso foi apenas a palha que quebrou a paciência do povo palestino. Esta Intifada já estava prevista desde que o Presidente  [Arafat] retornou das recentes conversações de Camp David [Julho de 2000]".

The Israel Project observa que diplomata americano Dennis Ross relata no seu livro The Missing Peace como os israelitas contactaram Washington com provas de que os 'palestinos' estavam a "planear manifestações massivas, violentas em toda a Cisjordânia, e na manhã seguinte, estas irromperam, em resposta à visita Sharon".

"Washington pressionou Arafat para este proibir a violência, mas o líder 'palestino' - novamente segundo Ross - não levantou um dedo para fazer parar as manifestações, que produziram a segunda Intifada".

Além disso, o Mitchell Report  apresentado pela comissão de inquérito criada para investigar as causas do surto de violência concluíram:

"A visita Sharon não causou a Intifada deAl-Aqsa".

Entrámos em contacto com o New York Times para solicitar que o parágrafo historicamente incorrecto no artigo seja devidamente alterado.
  
 
 
 
 
- Lembramos que a Mesquita de Al-Aqsa não apenas não fica em Jerusalém, como não fica sequer em Israel:
 
 
 
 
 
 
 
Mas isso são trocos. Os Árabes, em Israel, são apenas INVASORES, como foram aqui na Península Ibérica e em toda a Europa (só há 415 anos nos vimos livres deles, quando os derrotámos na Batalha de Viena).
 
Nenhum país do Mundo se senta à mesa para "negociar" com terroristas islâmicos. Excepto Israel, que é empurrado para negociações de paz com indivíduos da craveira de Osama bin Laden ou de qualquer elemento do ISIS ou do Boko-Haram.
 
O anti-semitismo continua vivo. Há 70 anos chamava-se Nazismo, hoje chama-se "Palestina", uma nação inventada nos anos 70 pela U.R.S.S. e pelo mega-terrorista Arafat.
 
No Médio Oriente - de que Israel é apenas 0,5% e a única democracia - movimentos terroristas como o da "Palestina" (em tudo igual à Al-Qaeda, ao ISIS, ao Boko-Haram, etc., etc.)são pulverizados à bomba pelas potências da região. E ninguém diz nada. Nem se interessa.
 
Os meus votos são de que os judeus regressem todos depressa a Israel (ou que saiam dos países de maioria anti-semita) e que Israel se apresse, sem receio de represálias sobre cidadãos inocentes, a debelar os terroristas. Como fazem a França, o reino Unido, os Estados Unidos, a Jordânia, o Egipto, a Rússia, TODOS!
 
Toda esta questão é um MITO, que apenas subsiste por via do ódio aos judeus.






P.S. - Quanto a essa profissão que já foi honrada - os jornalistas - hoje em dia já temos fontes de informação fiáveis na Internet. Não precisamos de ser enganados. Eu não compro jornais nem dou audiência a canais de TV propagandísticos.
 


quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Maior que a Vida: Shimon Peres



Shimon Peres foi sem dúvida uma das pessoas mais fotografadas da História. Desde a infância na Bielorrússia até aos seus dias como jovem Ministro da Defesa, passeando com o Primeiro-Ministro fundador, David Ben-Gurion, passando pelos seu numerosos encontros com Papas e políticos, crianças e celebridades, aqui ficam algumas imagens da sua agitada carreira, década após década.  

O que se segue é apenas uma pequena selecção, obtida a partir de vários arquivos oficiais e privados. A selecção inclui uma foto rara de um e-mail enviado a partir do vai-vem espacial "Columbia", em que o lendário astronauta Ilan Ramon agradece a Peres por tê-lo feito "o primeiro israelita de sempre a voar para o espaço."

Do TIMES OF ISRAEL.






























'Capitão Peres faz-se ao Mar'


Shimon Peres morreu hoje, com 93 anos. A sua vida confunde-se com a História do moderno Estado de Israel.
Muitas vezes falámos dele neste blog. Publicamos a nossa foto preferida de Peres, que saiu num artigo do The Times of Israel, a 28 de Março de 2013, com o título acima.  Porque a vida devia ser isto: paz, amizade, trabalho, convívio, cultura. E não a permanente ameaça de destruição, o terrorismo, o ódio cego e inexplicável que continua a perseguir os judeus.
Juntamos a nossa voz aos que homenageiam Shimon Peres. Que a sua memória seja uma bênção.

O presidente de Israel goza as férias de Páscoa e o clima agradável da Primavera a pilotar um barco no Mar da Galileia
Quem disse que o presidente não pode desfrutar de uma bela férias de Primavera, como qualquer outra pessoa? Cerca de 300.000 israelitas saíram de suas casas para viajar por todo o país na quinta-feira, e a equipa presidencial de Shimon Peres, liderada pelo próprio presidente, teve um dia de passeio pelo Mar da Galileia. Peres pôs à prova as suas capacidades para pilotar um barco.
A Páscoa é um período muito popular para os israelitas viajarem, e o clima da Primavera contribui para o apelo, com muitos locais de trabalho fechados durante as férias.
Se bem que as responsabilidades do presidente nunca terminem, Peres, no entanto, chegou na quarta-feira à noite ao Kibbutz Ein Gev, onde participou de uma sessão de canções folclóricas israelitas.
Na quinta-feira de manhã, o presidente e a sua equipa embarcaram no Sussita, embarcação que recebeu o nome do primeiro barco operado pela Companhia de Navegação Kinneret, de Ein Gev. Ostentando um "boné de capitão", Peres assumiu o leme do barco e navegou de volta ao porto.
Peres - que vai comemorar seu 90º aniversário neste Verão - passou a maior parte da sua vida de jovem perto do Mar da Galileia, e foi um dos primeiros membros do Kibbutz Alumot, situado a poucos quilómetros da maior fonte de água doce de Israel.
"As mais belas vistas do mundo estão aqui no Estado de Israel, às margens do Mar da Galileia", Peres postou na sua página no Facebook na quinta-feira. "Todas as vezes que venho aqui, sinto-me como se tivesse voltado ao cenário da minha juventude, perto do Mar da Galileia, ao kibbutz da minha juventude, Alumot."

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Porque é que os media diabolizam Trump - 2

 Conclusão de:

Porque é que os media diabolizam Trump - 1


As 7 propostas de Donald Trump que os grandes media escondem da população

Os principais meios de comunicação publicaram algumas das declarações e propostas de Trump. Especialmente as mais vis e odiosas. Lembremos, a esse respeito, por exemplo, as suas declarações sobre os imigrantes mexicanos ilegais, que seriam, segundo ele, "corruptos, criminosos e violadores". Ou o seu plano para deportar cerca de 11 milhões de imigrantes ilegais latinos à força e enviando-os de autocarro para o México. Ou a proposta, inspirado pela série "Game of Thrones", de construir um grande muro ao longo da fronteira de 3145 km com o México, ao longo de vales, montanhas e desertos, para impedir a chegada de migrantes latinos e cujo financiamento (biliões de dólares) seria da responsabilidade do governo mexicano. 

Na mesma linha, anunciou planos para proibir a entrada de todos os migrantes muçulmanos, e foi veementemente atacado pelos pais de um soldado norte-americano muçulmano, Humayun Khan, morto em acção no Iraque, em 2004 . Também disse que o casamento tradicional formado por um homem e uma mulher é "a base de uma sociedade livre" e criticou a decisão do Supremo Tribunal de Justiça de reconhecer o casamento entre pessoas do mesmo sexo como um direito constitucional. Trump apoia as chamadas "leis de liberdade religiosa", promovidas pelos conservadores em vários Estados, que permite negar serviços a pessoas LGBT. Não devemos esquecer também as suas declarações sobre a "mentira" da mudança climática que, segundo ele, é um conceito "inventado pelos chineses para causar a perda de competitividade do sector industrial dos EUA"

Um tal catálogo de absurdo e ódio foi difundido pelos meios de comunicação, não só nos EUA, mas em todo o mundo. A ponto de se querer saber como é que uma personagem com tais ideias miseráveis ​​pode conhecer um sucesso tão grande entre os eleitores americanos, obviamente, nem todos sem cérebro? Algo não encaixa. Para resolver este enigma, temos de quebrar a parede da informação e analisar mais a fundo o programa completo do candidato republicano. 

Descobrimos sete opções básicas que ele defende, e que os principais meios de comunicação rotineiramente omitem. 

1) Em primeiro lugar, os jornalistas não perdoam os seus ataques frontais contra o poder dos media. Eles acusam-no de incentivar as audiências a vaiarem os meios de comunicação "desonestos". Trump muitas vezes diz: "Eu não estou a competir com Hillary Clinton, mas com os meios de comunicação corruptos". Recentemente, Trump twittou: "Se os meios de comunicação, repugnantes e corruptos, fizessem uma cobertura honesta da minha campanha, sem erros de interpretação, eu já estaria à frente de Hillary em 20%". Ele não hesitou em proibir o acesso de vários grandes órgãos de informação às suas reuniões de campanha. Foi caso do The Washington Post, do Politico, do Huffington Post e do BuzzFeed. Ele até se atreveu a atacar a Fox News, a grande cadeia da direita panfletária, que o apoia. 

2) Outra causa de ataques dos media contra Trump: a denúncia da globalização económica, responsável pela destruição da classe média. Segundo ele, a economia globalizada é uma calamidade, e o número de vítimas continua a crescer. Ele lembrou que mais de 60.000 fábricas fecharam nos últimos quinze anos, nos Estados Unidos, e cerca de cinco milhões de empregos na indústria foram destruídos. 

 3) Trump é um forte proteccionista. Propõe-se a aumentar os impostos sobre todos os produtos importados. E está disposto, se chegar ao poder, a estabelecer direitos aduaneiros de 40% sobre produtos chineses. "Vamos recuperar o controlo do país e vamos garantir que os Estados Unidos voltem a ser um grande país", diz ele muitas vezes repetindo o seu slogan de campanha. Apoiante do Brexit, ele disse que, se eleito, os Estados Unidos abandonarão o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA). Ele também atacou o Tratado Trans-Pacífico (TPP), e confirmou que, uma vez eleito, retirará os Estados Unidos do acordo: "O TPP seria um golpe mortal para as indústrias dos Estados Unidos". Obviamente, se eleito, ele também interromperá as negociações em curso com a União Europeia. E vai ainda mais longe: "Vamos renegociar ou sair da Organização Mundial do Comércio (OMC). Estes acordos de comércio são um desastre", repetiu. Em regiões como o Rust Belt, o "cinturão de ferrugem" do Nordeste, onde as deslocalizações e encerramentos de fábricas fizeram explodir o desemprego e a pobreza generalizada, estas observações são recebidos com entusiasmo e fazem renascer toda a esperança. 

4) Outra opção de que os meios de comunicação falam pouco: a sua rejeição dos cortes neoliberais na segurança social. Muitos eleitores republicanos atingidos pela crise económica, e os cidadãos mais de 65 anos, exigem Segurança Social (pensões) e Medicare (seguro de saúde), criados pelo presidente Barack Obama, que outros líderes republicanos querem excluir. Trump prometeu não cancelar esses avanços sociais. E também prometeu reduzir os preços dos medicamentos, combater a fuga ao fisco, reformar a tributação dos pequenos contribuintes, e remover um imposto federal que afecta 73 milhões de famílias de baixos rendimentos. 

5) Denunciando a arrogância da Wall Street, Trump também propõe aumentar significativamente os impostos para os comerciantes especializados em "hedge funds" (fundos especulativos), que ganham fortunas. Ele promete restaurar a lei Glass-Steagall (aprovada em 1933 durante a Depressão e revogada em 1999 por Clinton), que separava a banca tradicional da banca de investimentos, para evitar que a última possa comprometer as poupanças das pessoas comuns pelos investidores de alto risco. Obviamente que todo o sector financeiro está contra a Trump e se opõe a reforma da presente lei. 
6) Em matéria de política internacional, Trump tem-se empenhado para encontrar entendimentos tanto com a Rússia como com a China. Trump quer nomeadamente assinar uma aliança com Vladimir Putin da Rússia para combater eficazmente o Estado Islâmico (Daesh), mesmo se para tal Washington tenha que aceitar a anexação da Crimeia por Moscovo.
7) Por último, Trump acredita que, com a sua enorme dívida soberana, a América não tem recursos para uma política externa intervencionista em todas as direcções. O país já deixou de ter vocação para garantir a paz a qualquer preço. Ao contrário de muitos líderes do seu partido, e aprendendo com o fim da Guerra Fria, ele quer mudar a NATO: "Já não haverá - diz ele - uma garantia automática de protecção dos Estados membros da NATO por parte dos Estados Unidos".

Estas sete propostas não apagam certas declarações odiosas e inaceitáveis do candidato republicano, difundidas com alarido pelos principais meios de comunicação, mas provavelmente explicam um pouco melhor as razões para o seu sucesso entre os grandes sectores do eleitorado americano.

Será que o ajudarão a ganhar? Não podemos afirmar, mas é certo que os três duelos televisionados que terá com Hillary Clinton, vão ser formidáveis para o candidato democrata. Os estrategas militares sabem isso muito bem: num confronto entre o forte e o louco, pela sua imprevisibilidade e irracionalidade, o louco muitas vezes prevalece.

Em 1980, a inesperada vitória de Ronald Reagan na eleição para a presidência dos Estados Unidos fez entrar o mundo num ciclo de quarenta anos de neoliberalismo e globalização da economia. Uma possível vitória de Donald Trump em 8 de Novembro poderá desta vez fazer entrar o mundo num novo ciclo de geopolítica, cuja principal característica ideológica, que vamos vendo surgir em toda a parte e especialmente em França, será: o autoritarismo identitário.

- Por Ignacio Ramonet via EUROPE-ISRAEL.


Pequeno comentário nosso: se bem que a nossa opinião de nada interesse, assinalamos que o nosso candidato preferido sempre foi Ted Cruz; no entanto, vemos em Donald Trump, a última esperança para o Mundo Livre, pela posição que pode vir a ocupar, e pela catástrofe que seria ter a senhora Clinton no poder (financiada como é, por terroristas islâmicos, e fiel seguidora das políticas do terrorista Obama).

Também não concordamos com certas considerações do autor deste texto, por exemplo quando ele diz que, para Trump, todos os imigrantes são criminosos. Não só não é isso que ele diz, como os Estados Unidos têm o direito de deixar entrar quem considerem bem-vindo, e vetar a entrada a quem considerem indesejável. Os ataques terroristas diários cometidos por muçulmanos em nome do Islão*, ou a percentagem avassaladora de criminalidade vinda do México demonstram que ele tem toda a razão.

* Ver por exemplo   Imprensa chora: terrorista de Burlington não era "um latino"

- No debate de ontem, Trump atacou (e bem!) o "acordo nuclear", que, na prática, deu a bomba atómica ao Irão (que diariamente avisa que a vai usar para destruir Israel e o Ocidente). Hillary ficará para sempre ligada a esse "acordo", como o seu marido ficou ao que permitiu que a Coreia do Norte se tornasse potência nuclear. Um entre muitos episódios lamentáveis do governo de Obama.

Porque é que os media diabolizam Trump - 1


As 7 propostas de Donald Trump que os grandes media escondem da população
Ainda há poucas semanas - a pouco mais de 2 meses da eleição presidencial de 8 de Novembro próximo nos Estados Unidos - todas as sondagens davam Hillary Clinton, a candidata do Partido Democrata, como vencedora. Parecia óbvio que, apesar dos preconceitos chauvinistas, Clinton seria a primeira mulher a ocupar o Salão Oval da Casa Branca e a segurar as rédeas da maior potência do nosso tempo.
O que aconteceu com o candidato republicano, o mediático Donald Trump, para quem se previa um sucesso "irresistível"? Porque é que ele caiu nas intenções de voto? Sete em cada dez americanos declararam não o querer como presidente; e apenas 43% o acharam "qualificado" para a corrida à Casa Branca (65% consideravam, no entanto, que a senhora Clinton é perfeitamente apta para executar essa tarefa). Lembramos que nos Estados Unidos, as eleições presidenciais não são nem nacionais nem directas. Trata-se de 50 eleições locais, uma por Estado, que designam os 538 eleitores responsáveis por eleger, a seu turno, o (ou a) Chefe de Estado. O que relativiza singularmente as sondagens a nível nacional.
Diante de tais maus resultados, no entanto, o candidato republicano Donald Trump decidiu em Agosto passado reformular a sua equipa, e nomeou um novo director de campanha, Steve Bannon, ultra conservador e director do Breitbart News Network. Trump também mudou o seu discurso para se dirigir a dois grupos críticos de eleitores: os afro-americanos e os hispânicos. Conseguirá ele inverter a tendência e vencer na recta final da campanha? Não é impossível. Na verdade, Trump já parece ter, em parte, recuperado o seu atraso em relação à senhora Clinton.
Personagem atípica, com propostas odiosas, grotescas ou sensacionalistas, Trump conseguiu já inverter as chances. Confrontado com pesos pesados como Jeb Bush, Ted Cruz e Marco Rubio, que contavam com o apoio de todo o establishment republicano, poucos analistas davam Trump como possível vencedor das primárias do Partido Republicano. E, no entanto, ele esmagou os seus oponentes, reduzindo-os a cinzas.

Após a devastadora crise de 2008 (de que ainda não saímos), nada será como dantes em nenhum lugar. Os cidadãos estão profundamente desapontados, desiludidos e desorientados. A própria democracia, como modelo, perdeu muito do seu apelo e credibilidade. Todos os sistemas políticos foram abalados até às raízes.
Na Europa, por exemplo, os terremotos eleitorais inéditos sucedem-se, desde a vitória da extrema direita na Áustria até ao Brexit Inglês ou à recente derrota da chanceler alemã, Angela Merkel, na sua Mecklenburg-Vorpommern.

Mas a agitação não se limita à Europa. Basta olhar para a esmagadora vitória eleitoral em Maio, do inclassificável e estrondoso Rodrigo Duterte nas Filipinas ... Todos os grandes partidos tradicionais estão em crise. Estamos a testemunhar em toda parte a subida das forças ruptura, sejam os partidos de extrema-direita (Áustria, países nórdicos, Alemanha, França) ou os partidos populistas e anti-sistema (Itália e Espanha).

Em toda a parte, a paisagem política está a mudar radicalmente. Esta metamorfose chegou agora aos Estados Unidos, um país que já experimentou, em 2010, um populismo devastador, consubstanciado no momento pelo Tea Party. O surgimento do bilionário Donald Trump na corrida para a Casa Branca continua essa onda e é uma revolução eleitoral que ninguém tinha sido capaz de prever. Embora, aparentemente, a velha bicefalia entre democratas e republicanos se mantenha, a ascensão de um candidato tão atípico quanto Trump é um verdadeiro terramoto.
O seu estilo directo, populista, e a sua mensagem maniqueísta e reducionista, buscando os mais baixos instintos de certas categorias sociais, está muito longe do tom habitual dos políticos americanos. Aos olhos dos mais decepcionados da sociedade, o seu discurso autoritário e identitário tem um caráter inaugural quase pioneiro. Um grande número de eleitores está realmente muito irritado com o "politicamente correto"; e acredita que não podemos dizer o que pensamos, por medo de sermos acusados de "racistas". Acham que Trump diz em voz alta o que eles pensam. E acolhem as "palavras livres" de Trump sobre os hispânicos, os afro-americanos, os imigrantes e os muçulmanos com alívio.
A este respeito, o candidato republicano tem sido capaz de interpretar, melhor que ninguém, o que pode ser chamado uma "rebelião das bases". Antes de qualquer outra pessoa, ele percebeu a divisão poderosa que agora separa, por um lado, as elites políticas, económicas, intelectuais e os meios de comunicação; e, por outro lado, a base popular dos eleitores americanos conservadores. O seu discurso anti-Washington, anti-anti-Wall Street, anti-imigração e anti-media, é particularmente atractivo para os eleitores brancos sem instrução, mas também - e isto é muito importante - para todos os que foram deixados para trás à conta a globalização económica.
A mensagem de Trump difere da dos líderes neofascistas europeus. Ele não é um ultra-direitista convencional. Ele define-se como um "conservador com senso comum". No espectro da política tradicional, ele situar-se-ia à direita da direita. Líder de negócios bilionários e estrela popular de reality-shows, Trump não é nem um militante anti-sistema, nem, é claro, um revolucionário. Ele não critica o modelo político em si, mas sim os funcionários que gerem esse modelo.

O seu discurso é emocional e espontâneo. Ele apela aos instintos, "à coragem", não à reflexão ou à razão. Dirige-se a essa porção do eleitorado americano tomado pelo desânimo e pelo descontentamento, às pessoas cansadas do antigo sistema político, dos "privilegiados", da "casta".

A todos aqueles que estão a protestar e a gritar "Fora com eles!" ou "São todos corruptos!", Trump promete injectar honestidade no sistema e renovar os costumes pessoais e políticos.


- Por Ignacio Ramonet via EUROPE-ISRAEL.


CONTINUA

domingo, 25 de setembro de 2016

O Politicamente Correto Mata! | Paul Joseph Watson

 Na sequência do post anterior:

Imprensa chora: terrorista de Burlington não era "um latino"

Enquanto George W. Bush fazia Guerra ao Terror, o deus das Esquerdas (o jihadista Obama) declarou o Politicamente Correcto. Questionar o deus Obama é sacrilégio.
Os cidadãos do Mundo Livre continuarão a morrer, todos os dias, em nome desta idolatria. A menos que ACORDEM! 

Imprensa chora: terrorista de Burlington não era "um latino"

De pouco adianta os Estados Unidos darem aos seus cidadãos o direito de se defenderem dos terroristas armados, se abater um bárbaro assassino destes pode dar direito a pena de morte. Os bárbaros, por seu lado, compram as armas na candonga, matam e depois são libertados pelo irmão Obama.
As nossas condolências e as nossas orações estão com as vítimas, com as suas famílias, e com Donald Trump, a última esperança para o Mundo Livre.

O "homem latino" era afinal um refujiadista turco.

Era palpável a excitação dos media ontem à noite. Depois dos dois ataques da semana passada nos Estados Unidos (à faca e à bomba, respectivamente), desta vez dizia-se que era um "homem latino".
A rogeirada já preparava os seus editoriais pomposos e as suas tiradas moralistas. 5 vítimas mortais no centro comercial, co'a breca! Não é muito, mas já chega para alimentar a propaganda islamizadora. Deve ter jorrado o champanhe. 
Afinal de contas, a PATRANHA Anders Breivik, já começa a estar um bocado gasta:

Breivik: Nazi e Islamista!


Anders Breivik é um nazi e um supremacista islâmico. A Imprensa, sempre alinhada à esquerda e politicamente correcta, esconde-o!

Para grande desapontamento da jornaleirada, o terrorista era o "refugiado" turco, o senhor Arcan Cetin.
Hoje a jornaleirada assobia para o lado, e dedica escassas linhas ao ocorrido, declarando, como sempre, que "as motivações não são conhecidas".
Nas caixas de comentários dos jornais, a matilha esquerdista parou de ladrar as costumeiras imprecações: "Só na América...". "É o que dá deixarem as pessoas terem armas!". "Ah, Ah! Os cow-boys andam sempre a matar-se uns aos outros!". "Está contente, senhor George Bush?", etc..

Aqui está o guerreiro de Alá em acção, cortesia do site DREUZ.INFO:

ESTÁ TUDO BEM! SÃO APENAS DOIDOS!
Como bem sabemos, para cada massacre cometido pelo Islão, os jornalistas e comentadores (verdadeiros taliban ao serviço de Alá, também eles), tratam de arranjar uma estupidez qualquer para ilibar o Islão de responsabilidades.
Na semana passada, na Al-SIC Notícias, um tipo qualquer do Al-Expresso,  um indivíduo com uns bigodes cómicos, parecido com o lendário Luís Pereira de Sousa, decretava, na sua qualidade de "especialista", que:
- o ataque à facada num centro comercial nos Estados Unidos, tinha sido reivindicado pelo ISIS, mas "obviamente que é impossível ao ISIS dar ordens a partir do Iraque ou da Síria para os Estados Unidos". E que portanto, o indivíduo só podia ser "apenas um louco".
- os ataques à bomba em Nova Jérsia, também nos Estados Unidos, tinham sido feitos por outro "doido" e "aprendiz de terrorista", porque "as bombas estavam muito mal feitas e viam-se os fios".


Uma estranha epidemia de loucura que só ataca muçulmanos! Bizarro!

Para o nosso especialista (um tal Rui Cardoso, se não me falha a memória), a única coisa que interessava era "demonstrar" que o terrorismo islâmico não existe. Que são sempre e só "apenas uns doidos" que matam inocentes todos os dias.
Deve ser muito animador para quem é ferido, estropiado ou morto, saber que se tratou apenas de uns doidos!

DITADURA PURA E DURA


O "aprendiz de terrorista" (sic) Ahmad Khan Rahami.

Desde o 11 de Setembro de 2001  registaram-se até agora, contabilizados, 29290 ataques terroristas islâmicos.
Em Agosto deste ano foram 203 ataques, 1637 mortos, 1734 feridos, 29 bombistas suicidas, 33 países atingidos.
Dados do site A RELIGIÃO DA PAZ.

Nenhum - ouviu bem? NENHUM!!! - destes ataques, teve fosse o que fosse a ver com o Islão! São "apenas doidos". Os 270 milhões de mortos que o Islão já causou, foram todos por "doidos".


A nossa compatriota Palmira Silva, emigrada em Londres, foi decapitada por um muçulmano,em nome de Alá, perdão, por "um doido qualquer". Quem disser a VERDADE arrisca pena de prisão.