domingo, 7 de julho de 2013

Lobotomia

Quatro vagões de um comboio explodiram no Canadá e há 80 desaparecidos e um número de mortos indeterminado. Não se sabe se foi uma acção terrorista islâmica, embora nos últimos tempos tenham sido desmontadas várias tentativas. Dentre o mar de notícias que nos chegam da jihad global, fizemos eco desta:

Bombas islamistas no Dia do Canadá

Agora o que nos chamou a atenção foi este comentário de antologia, de um leitor do Público:

Depois a forma como trataram n numero de imigrantes de forma injusta por acharem que eram terroristas... Acreditam mesmo que isto foi um acidente? Infelizmente, o sentimento de injustiça, leva ao desespero e quem sobrevive a esse desespero muitas vezes ganha força através uma raiva, uma vontade de querer destruir aqueles que nos tentaram abater... Retaliamos, e neste processo perdemos a razão de ser humanos. Mas antes de nós, aqueles que nos magoaram, já tinham perdido a sua humanidade. No fim, são aqueles que estão a deixar de ser humanos a tentar destruir aqueles que já não o eram há muito tempo... 

Torna-se difícil comentar um "raciocínio destes". O que este leitor defende é que os islamistas, por serem frequentemente investigados por suspeitas (justificadas!!!) de terrorismo, têm todo o direito de reagir... cometendo actos terroristas! 

É esse, aliás, um dos grandes motivos da indignação mundial com os controlos de fronteira em Israel. O facto de os islamistas estarem permanentemente a levar a cabo massacres e ataques suicidas, na óptica desta gente não justifica as medidas de protecção. Mas justifica os atentados jihadistas de retaliação.

É precisamente esse o argumento justificativo da jihad. Os islamistas atacam os infiéis em retaliação pela "invasão" do Iraque e do Afeganistão. Os Aliados estiveram nesses países em resposta a ataques terroristas, para tentar decapitar a al-Qaeda, mas para a mentalidade terrorista, a al-Qaeda tem o direito de praticar o terrorismo, mas os alvos do terrorismo não têm o direito de se defender.

É como os criminosos, que têm razão de queixa da "bófia" porque a "bófia" os leva presos. Não há ladrão, traficante, chulo, falsário, mixordeiro, raptor, que goste da Polícia. Nem há jihadista ou apoiante que goste do Mundo Livre. Mas lá irem para a terra deles é que não vão...

E ficamos com um clássico: a celebração dos atentados do 11 de Setembro na «Palestina». O leitor do Público deve estar ansioso para saber se este foi um acto terrorista, para poder celebrar também.


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