quinta-feira, 14 de agosto de 2014

'Boicotes'


  
Szydlowiec, Polónia. Uma jovem mãe judia embala o seu bebé numa rua do gueto.

Imagem do site Yad Vashem
Dias contados

A tragédia menor

por ALBERTO GONÇALVES, no Diário de Notícias
Boicotes
Dentro do interessante debate anti-semitismo versus "anti-sionismo", há a notícia de que no Reino Unido um deputado quer declarar a zona que representa "Israel free", ou seja interdita a produtos e pessoas de Israel.
Nem é preciso evocar certo acontecimento do século XX: das cruzadas às limpezas de guetos no Leste, passando pelos regulares massacres no Norte de África e pelos pogroms russos, enxotar "israelitas", ou frequentemente exterminá-los, é costume antigo. E se os tempos vigentes exigem acrescida impostura, a verdade é que "boicotes" assim são muito mais do que uma consequência do conflito do Médio Oriente: são, na sua essência, uma tradição com longuíssimos séculos.
O que distingue a indignação perante as crianças, reais ou encenadas, mortas em Gaza da indiferença face às crianças mortas em qualquer outro lugar é a autoria das mortes. A Israel está vedada a possibilidade de defesa, ainda que contra a maior selvajaria. É habitual acusar os judeus de "vitimização", mas o papel de vítimas é o único que os anti-semitas, perdão, anti--sionistas, historicamente permitem aos judeus: o direito de se deixarem assassinar em silêncio. Absurdamente, Israel discorda, resiste e, graças ao poderio bélico, subjuga o adversário. Tamanha perversão não se admite. Só se admite Israel resignado e de preferência extinto. Até lá, os "boicotes" continuam, embora possamos chamá-los pelo seu verdadeiro nome.
Quinta-feira, 7 de Agosto

Nota nossa - o deputado a que o colunista se refere é o famoso racista antissemita Georges Galloway,  um conhecido raivoso de extrema-esquerda, casado com uma «palestina», e que se recusa a dizer se é ou não muçulmano. As tropelias neo nazis da criatura são diárias, mas temos optado por não lhe dar atenção. Por enquanto.

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