terça-feira, 15 de novembro de 2016

Situados no topo da escala social, jornalistas vivem numa bolha política (c/ VÍDEO)

Capa da revista portuguesa "VISÃO".

Não me recordo de um espectáculo de parcialidade tão escandaloso como o que os media globais têm dado. Até aqui, ainda faziam posse de "jornalistas independentes". Nesta eleição, deixaram cair a máscara. Apesar da fraude eleitoral em massa que beneficiou o Partido Democrata, Trump venceu. Os JORNALISTAS estão em choque. E cheios de raiva. Não vão perdoar ao POVO ter expresso a sua vontade...
Aqui vai um artigo sobre o estado actual dos órgãos de desinformação e propaganda, antigamente conhecidos como Jornalismo:

Situados no topo da escala social, a maior parte dos jornalistas vive numa bolha política

Nos Estados Unidos, apenas 20% da população confia nos media. Na foto, uma mulher vestida com as cores dos Estados Unidos é entrevistada por um jornalista, em Paris.

"A responsabilidade dos meios de comunicação é enorme na ascensão do populismo".
As palavras são da economista Julia Cagé, professora de Ciência Política em Paris, a propósito da cobertura “jornalística” da eleição de Donald Trump.
Terça-feira passada, quando as primeiras assembleias de voto estavam prestes a abrir nos Estados Unidos, os grandes meios de comunicação norte-americanos, a começar pelo barómetro de previsões do New York Times, atribuíam 85% das intenções de voto a Hillary. Foram esses os resultados que a candidata Democrata alcançou em Manhattan e San Francisco.
E apesar disso... gradualmente, a vitória de Donald Trump tornou-se cada vez mais provável e certa. Até aos resultados que conhecemos. Um duro golpe que, esperamos, venha alterar o estado de auto-segregação que caracteriza a elite mediática, política e académica, em ambos os lados do Atlântico.
Porque é que os media não esperavam a vitória Trump? Em parte porque não a queriam. Os meios de comunicação dão-nos a ler todos os dias a visão do mundo que é a deles; a informação não é uma representação exacta da realidade, mas a construção da realidade por aqueles que a fazem. Os jornalistas vêem o mundo a partir de onde se situam, e estão num lugar muito mais elevado, socialmente e economicamente, do que o eleitor americano branco médio que votou em Trump.
Foi-se o tempo - a década de 1960 nos Estados Unidos – em que os jornalistas não descreviam as vidas de "pessoas reais", mas viviam-na; consideravam-se parte da classe operária. Eram do povo, em vez de irem ao encontro do "povo" ...

- Traduzido (e um bocadinho adaptado) do artigo original do Le Monde, que recebemos através da newsletter do EUROPE-ISRAEL.




1 comentário:

  1. Jornalismo de esgoto.
    Bem, gostem ou não gostem, este Donald ganhou. Habituem-se.

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