domingo, 13 de novembro de 2016

Igreja Luterana abandona o anti-semitismo


Em vésperas do 500º aniversário da Reforma Protestante, liderada por Martinho Lutero, cujos escritos incluem elementos de anti-semitismo, a Igreja Luterana da Alemanha declarou agora que rejeita qualquer esforço para converter judeus.

O Presidente do Sínodo da Igreja Evangélica na Alemanha, Irmgard Schwaetzer, disse que este é "mais um passo no caminho da contemplação e reorientação no nosso relacionamento com os judeus".
Esta decisão vem antes das celebrações do 500º aniversário da Reforma, no ano que vem, e na sequência de uma declaração no ano passado, distanciando-a das declarações de Martinho Lutero contra os judeus.
A Igreja Luterana na Alemanha emitiu uma declaração condenando o anti-semitismo do fundador da sua Igreja e reconhecendo "o papel desempenhado pela tradição da Reforma na dolorosa história entre cristãos e judeus".
A declaração também lamentou o "grande fracasso das igrejas protestantes na Alemanha em relação ao povo judeu" e "o horror de tais aberrações históricas e teológicas".
No próximo ano, as igrejas protestantes celebrarão o 500º aniversário da publicação das Noventa e Cinco Teses de Martinho Lutero sobre o Poder e Eficácia das Indulgências, que são amplamente consideradas como o catalisador da Reforma Protestante.
Muitos dos escritos posteriores de Lutero foram usados pelos protestantes para legitimar o anti-semitismo e a discriminação contra os judeus, e são vistos por alguns como uma base para a ideologia nazi.
Em Abril, a Igreja Protestante dos Países Baixos (PKN) emitiu uma declaração condenando as declarações anti-semitas feitas por Lutero.
O Vaticano também declarou que não apoia esforços oficiais para converter judeus.
O Conselho Central de Judeus da Alemanha congratulou-se com o anúncio da Igreja, chamando-o de uma declaração há muito esperada e dizendo que esta reconhece os séculos de sofrimento causado por conversões forçadas.



 BREVE COMENTÁRIO:


Amigos de religiões diferentes - devia ser a regra!


- Como todos sabemos, o Judaísmo é historicamente a primeira das três grandes religiões monoteístas Abraâmicas. Durante muitos séculos, o Cristianismo teve como uma prioridade converter os judeus, por considerar que, sendo eles os depositários da Revelação original, deveriam aderir ao novo ramo que brotou da sua religião. Afinal, se Jesus era judeu, mal parecia que os judeus não o seguissem. Todos.
- Pela mesma razão, o Islamismo continua, após 14 séculos, a querer converter (ou eliminar) quem não adira ao seu ramo, o mais recente do monoteísmo Abraâmico. Com especial ênfase nos judeus e nos cristãos, que, por terem origem comum, terão a responsabilidade moral de "ver a Luz" primeiro que os politeístas e ateus.
Infelizmente, o Islão é irreformável:

Adunis Asbar, o maior poeta árabe, diz que islão não pode ser modernizado

Seria possível reformar o islão, tornando-o compatível com a modernidade? (Não)


- Se é evidente que cada um acha a sua religião a melhor, é fora de dúvidas que o esforço para a impor aos outros, de forma mais ou menos violenta, é inaceitável. A liberdade de consciência, a liberdade de opinião, a liberdade de religião, deveriam ser, nos nossos dias, direitos inquestionáveis.
- No nosso blogue, e ainda que tenhamos formação católica e nos interessemos por Religião em geral, nunca nos interessámos em tratar de teologia. Os valores morais universais judaico-cristãos, esses, interessa-nos divulgar. São uma herança colectiva que nos obriga a todos a respeitarmos as ideias de cada um! E que dá direito de defesa aos que são, ou foram, compelidos a professar uma fé que a sua Razão rejeita.
- Diferenças de opinião, são naturais, e podem sempre ser discutidas como as pessoas civilizadas discutem: com palavras, com respeito e amor mútuo:

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