sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Dançando perante Deus




Os leitores que, como nós, foram educados na tradição judaico-cristã, talvez se recordem da passagem do Antigo Testamento em que o Rei David acompanhava o regresso da Arca da Aliança a Jerusalém, dançando, saltando, divertindo-se no meio do povo (ver capítulo seis do segundo livro de Samuel). A sua esposa, Mical, Rainha e filha do Rei Saul, achou mal que ele se prestasse a tal espectáculo.

O Rei (um homem do povo, ex-pastor), respondeu-lhe que não dançava diante dos homens, mas diante de Deus. É esse sentimento que une os judeus nesta ocasião. Todos são iguais perante Deus. E todos dançam.



Os chamados intelectuais continuam a mencionar a tradição judaico-cristã como sinónimo de repressão dos sentimentos, contenção contra-natura, etc.. Mais uma bizarria deste nosso mundo. Certas culturas que proíbem a música, a dança, a arte, o humor, a alegria de viver, são apontadas pelos mesmos intelectuais como paradigma de tudo aquilo... que não são. 

Um dia hão-se perceber. Esperemos...

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