sexta-feira, 8 de maio de 2015

O "pretinho salazarista" e a "pretalhada"

 
RACISMO DE ESQUERDA? O.K.!

Há umas semanas, a Esquerda descobriu que , brilhante colunista do Observador, apesar de ter raízes familiares nas ex-colónias, não era um odiador de "brancos".

Um tal Luis M. Jorge não foi de meias medidas e chamou-lhe "O pretinho salazarista", nesta prosa miserável:

O pretinho salazarista.

by Luis M. Jorge

É uma personagem clássica do romance em tempos coloniais: o indígena que nasce no esgoto de qualquer província ultramarina e observa a fome, o racismo e o enxovalho que subjugam quem com ele cresceu. Mas esse sofrimento — e aqui reside o interesse literário — em vez de desembocar na solidariedade com as vítimas, é sublimado em reverência pelos algozes. A criatura, quando conheceu a fome, invectiva a mandriice dos esfomeados. Quando padeceu o escárnio do homem branco passa a vestir-se como ele, imitando os modos e os valores do colonizador. As esmolas que recebe em troca são consideradas provas de grande mérito com apelo universal: se trabalhassem como ele, pensa, todos os vagabundos que remexem nas palhotas poderiam ser também feitores e capatazes. A metrópole precisa de quadros médios, de burocratas, de pregos e rebites para erguer o império. De pretinhos espertos que desprezem a política, apertem o nó da gravata e respeitem Salazar. Com muita humildade e gratidão, há um ou dois que até escrevem nos jornais.
O Comunismo é racista por natureza - de Marx e Engels a "Che" Guevara, de Nelson Mandela ao tal Luís M. Jorge.

O site Comunismo Assassino é um dentre milhares que expõem a natureza assassina, racista e desumana desse regime. Não entendemos como é que, nos nossos dias, há quem possa continuar a acreditar no Comunismo. Quer dizer; compreender até compreendemos: trata-se de canalhas com maus fígados que aguardam a "Revolução" para se vingarem das pessoas normais e decentes.

Mas voltando ao assunto:

O epípeto de "pretinho salazarista" correu a Internet extrema-esquerdista, e a tirada até foi muito aplaudida pelos camaradas todos.

E não se falou mais nisso. Palavra de comunista é sagrada.

Gabriel Mithá Ribeiro, que tem um cérebro dentro da caixa craniana, e não uma colecção de slogans e preconceitos, teve a elevação de não acusar o toque. E fez bem. Vozes de comunista não chegam ao céu.

A quem queira avaliar a inteligência e o carácter deste homem, aconselhamos a sua crónica magistral intitulada A polícia do espírito.



RACISMO DE DIREITA? K.O.!

Entretanto, anteontem, o jornal I estava sem ideias, e resolveu pegar em Pedro Cosme Vieira e atirá-lo para a fogueira. A Inquisição não acabou...

Pedro Cosme Vieira tem um blogue (o Económico-Financeiro), onde escreve umas coisas que lhe dão na telha, com o sentido de humor, a ironia e a pitadinha de mau-gosto que podemos testemunhar, por exemplo, aqui:




Num dos seus posts confessa-se "racista".

Ou não leram, ou não quiseram ler o referido texto, em que o autor se afirma racista, mas não deixa de defender que toda a gente o é, e que todos devem travar uma batalha interior para não o serem.

Não subscrevo a totalidade das opiniões de Pedro Cosme Vieira. Acho a sua escrita um bocado difícil demais para mim. Pessoalmente, evitaria usar o termo "pretalhada" em contexto que deixasse margem a dúvidas. Não sou racista, nem mesmo desse "racismo" primordial, grupal, de clã. Nunca senti essas coisas, não tenho a culpa.

Mas só porque sou diferente dele, não deixo de considerar uma canalhice sem nome que se retirem as suas palavras do contexto para proceder a um linchamento moral. Apenas porque ele não é esquerdista.



"O AINDA PROFESSOR"


Causou-me especial nojo, a expressão usada por um comunista (e anti-semita, entre outras coisas), um tal Pires, que escreve no blogue Aventar, e que se refere a Pedro Cosme Vieira como «o ainda professor».

Lembrei-me do PREC, dos plenários e dos saneamentos. Lembrei-me das hordas comunistas nas ruas, a revistar os transeuntes. Lembrei-me dos piquetes revolucionários a entrar-nos pela casa dentro, à procura de «armas», porque a minha família cometia o pecado de não ser comunista. Lembrei-me dos comunistas que lançaram tantas pessoas para a miséria, fazendo-as perder os empregos. Lembrei-me do medo constante e das dificuldades que a minha família passou, pela acção directa dessa gente invejosa, mal-formada, indolente, bruta, que se regalava a ver os outros na fome e no desespero, só por não serem comunistas.

A idiota Mariana Reis disse:
Parabéns. A sua idiotice anima-me.
Mas não explicou onde está a"idiotice" de Cosme Vieira. 
Porque não sabe. Não sabe a ponta de um corno.

Os garotos (e as garotas) barbudos/as e mimados/as, que hoje voltam a andar por aí a fumar liamba, com as suas camisolas do Che Guevara a 20 e 30 euros, pagas pelo papá, não sabem do que falo. Conhecem a vida pelas prédicas do Abade Louçã - o famoso defensor do terrorismo islâmico, que saltou em cima de Pedro Cosme Vieira com a espuma a pingar pelos cantos da boca, e as dentuças afiadas para lhe chupar o sangue. É malta que curte cenas, 'tás a ver? Cenas. Man. E quê.

Nem que seja por egoísmo - porque o Partido Socialista é bem capaz de vir a ser Poder outra vez e se assim for a perseguição vai recomeçar e você pode ser o próximo - não deixe que se abra esta excepção. Não deixe que despeçam este homem por delito de opinião. 

No seu blogue, ele fez o pedido:
PF, enviem um e-mail para pedagogico@fep.up.pt 
Nada melhor do que isto para verem que, mesmo 41 anos depois do 25-de-abril-de-1974, a liberdade de expressão ainda é algo que precisa ser defendido.
Pedia-vos o seguinte. Quem achar que eu tenho todo o direito a escrever no meu bloque o que bem me apetecer, por favor envie um e-mail para pedagogico@fep.up.pt a dizer:
"Ex.mo Sr.
O Blog do Cosme não põe em causa o prestígio da Faculdade de Economia do Porto.
Atentamente
"
Obrigado.
Além do mais, ele não é racista. Podem estar descansados. Esta imagem é do blogue dele, e se isto é racismo, então eu também passo a ser racista (Wink, wink! Wink, wink!).




Post-scriptum:

 

2 comentários:

Seja bem-vindo a esta caixa de comentários quem vier por bem.