domingo, 6 de setembro de 2015

Aylan Kurdi e a indignação artificial

"Nunca a Liga Árabe se reuniu para encontrar soluções para o problema dos refugiados. Menos ainda para recebê-los"

Dedicamos o modesto trabalho de tradução deste artigo a todas as vítimas inocentes da jihad islâmica, nomeadamente ao malogrado menino Aylan Kurdi, e a todos os meninos - cristãos, muçulmanos, judeus, yazidis, curdos, drusos - que são quem mais sofre com a malvadez dos terroristas.

Aylan Kurdi é a vergonha do mundo árabe e da Europa



Aylan Kurdi, uma criança sem vida, afogou-se e foi encontrado numa praia. Durante dois dias, esta imagem é a mais exposta nos meios de comunicação europeus e nas redes sociais. Esse tipo de manipulação mostra que demagogia e populismo são as ferramentas preferidas para os jornalistas.

Na realidade, esta imagem revela a
triste e infeliz falta  de valores morais no mundo árabe, de uma Arábia Saudita, de um Qatar e
de  um Kuwait sem humanidade, profundamente racistas.

Ditaduras sangrentas e opulentas ao redor da Síria nadam em oceanos de riqueza, controlam milhões de hectares de terra, e não acolhem nem um refugiado.

Esses países não têm qualquer respeito não só pelos direitos humanos mais básicos, mas simplesmente pela vida humana, e os activistas do BDS e pró-palestinos preferem permanecer em silêncio.
 
Estes países arcaicos constroem muros para impedir que milhares de perseguidos atravessem as suas fronteiras. E usam uma legislação férrea para que os poucos refugiados e migrantes económicos que conseguem entrar permaneçam cidadãos de segunda classe, se não escravos. 
Esses países atrasados têm assento ​​no Conselho de Direitos Humanos da ONU, enquanto nos seus países, minorias étnicas e religiosas são perseguidas, roubadas, abusadas, decapitadas ou queimadas vivas.

Israel é frequentemente criticado pela situação dos refugiados palestinos, após o ano de 1948. Mas qual é a sua situação nos países árabes, Líbano, Jordânia, Síria, Iraque, Arábia Saudita, Qatar, Kuwait, Egipto?... Desgraçada.

NOTA: Em 1948, muitos colonos árabes que invadiram Israel em 1920, saíram do país para permitirem aos Exércitos árabes "atirarem os judeus todos ao mar". Israel ganhou a guerra e esses colonos viram frustrados os seus intentos.


As restrições são como muitas: económicas, sociais e educativas. 
Depois de 60 anos, eles ainda não são aceites como cidadãos nos países de acolhimento, enquanto que Israel absorveu quase um milhão de judeus expulsos de países árabes desde 1948. 
Israel também tem provado ser um país de hospedagem humanista. Feridos da guerra na Síria são recolhidos e tratados em Israel, os "boat-people" do Vietname em 1975, os perseguidos cristãos do Líbano, os palestinos. Nos países árabes, nunca faltam críticas contra Israel, mas podem estes dar-lhe lições de humanidade?
Os "migrantes" árabes não vão para a riquíssima Arábia Saudita, que lhes fica em certos casos a zero quilómetros. Preferem fazer 4.500 quilómetros para virem para a detestada Europa dos "infiéis".


Eles exigem que os cidadãos europeus mostrem compaixão, abertura e generosidade, num período em que a crise económica atinge as camadas sociais mais vulneráveis, em que os ataques islâmicos estão a aumentar, em que os media e os governos mentem. Os governos e os meios de comunicação europeus impõem uma obrigação moral aos europeus, mas não aos ricos países árabes do Golfo, que compram os melhores hotéis de luxo, clubes de futebol e elegantes edifícios das capitais europeias.

Esta exigência moral para com os europeus, e não para com os países árabes ricos, é uma covardia, que não incentiva as pessoas à generosidade, nem a confiarem nos seus líderes, e que incentiva o nacionalismo europeu.


Em quatro anos, mais de 200.000 pessoas foram mortas na Síria, onde nasceu o monstro do Estado Islâmico. Este é o resultado da intervenção ocidental estúpida, da sua adoração cega para com a Primavera Árabe, e é ao público que os fabricantes destes erros estúpidos dos gigantes da geopolítica pedem para sofrer as consequências - uma invasão muçulmana.

Mais de 4 milhões de refugiados sírios são quantos o ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados) tem apoiado desde Abril de 2011 no Médio Oriente. Nunca já fez a Liga Árabe se reuniu para encontrar soluções para o problema dos refugiados. Menos ainda para recebê-los.

Aqueles que chegam à Europa não são cristãos. No entanto, os cristãos são os verdadeiros perseguidos. Onde estão eles ? Onde estão as famílias cristãs que fogem do extermínio pelo Estado Islâmico?

"Imagens que não comovem o Mundo - Cristã caldeia enforcada com os seus filhos algures na Síria pelo ISIS: no seu país, na sua aldeia apenas por ser cristã. Carne de crianças cristãs e judias não comove."


A União Europeia é incapaz de gerir crises, sejam elas a grega, a ucraniana ou a kosovar. Ela sempre teve relações comerciais refinadas e privilegiadas com os ditatoriais regimes árabes  - pelo petróleo e para acalmar os islâmicos que ameaçam com grandes ataques.

Em Julho de 2015,  escrevi:
"A Liga Árabe voto tudo o que é hostil a Israel. Ela gasta o seu tempo a condenar Israel e a desviar o olhar da situação no mundo árabe e das suas ditaduras. Desviar o olhar, é ser cúmplice no crime. Os conflitos em curso no Médio Oriente  não dizem respeito a Israel, uma vez que eles estão ligados a divisões internas nas sociedades árabes, e especialmente no Islão."

Aqueles que os media e os políticos pintam como desgraçadinhos, chegam bem nutridos e atiram fora, com desdém, a comida que lhes dão. Entre eles chegam terroristas do ISIS:


É o caso dos assassinatos na Síria e no Iraque, do massacre dos cristãos coptas no Egipto, do bombardeamento de aldeias curdas pelo exército turco e da perseguição de cristãos e yazidis. 
Os Estados do Golfo não têm recebido qualquer refugiado sírio. A lendária solidariedade e o calor da grande nação árabe é, portanto, uma mentira? O Islão é uma religião de amor, como nos é dito. Por que não está na vanguarda da assistência? 
O secretário nacional da Europe Ecologie - Les Verts, Emmanuelle Cosse, defendeu quinta-feira que se deve acolher todos os refugiados, apelando ao Presidente Hollande para "ir mais longe". Por será que ele não pediu nada à Arábia Saudita, que possui vastas extensões desertas? Terá sido comprado pelos países do Golfo para desviar a atenção? 
A emoção suscitada pela imagem de um menino curdo afogado numa praia turca é insustentável, é verdade. Mas onde estão os ofendidos defensores  dos Direitos Humanos quando se trata dos cristãos orientais, dos Yazidis e dos curdos massacrados no Iraque e na Síria?

É um ultraje inaceitável, a menos que se destine apenas a auto gratificação, porque é um ultraje artificial. A indignação é muito fácil. Não estamos aqui para negar as razões para se estar indignado, ou para acusar aqueles que se indignam de covardia, mas a indignação não é suficiente.Todos nós assistimos a um festival na Imprensa, no Twitter e no Facebook. Um concurso histérico de boas palavras
para ver quem fica com o prémio de virtude e coração sangrando. 
Este disfarce moral é internacional. 
A crise dos migrantes é uma guerra, e vai ser muito cara para os cidadãos europeus - não para os seus líderes.

Jihadistas misturados com imigrantes sírios, afegãos e iraquianos que reúnem-se aos milhares em Budapeste exigindo a ida para outros estados mais prósperos da União Europeia gritando "Allah Akbar", e mal acabam de chegar à Hungria.
Que loucura!
 
"O barco está cheio", disse o porta-voz do governo húngaro, Zoltan Kovacs. Em entrevistas ao jornal austríaco Die Presse e ao site húngaro Index, ele anunciou, na terça-feira, 23 de Junho, a suspensão unilateral de um regulamento europeu de pedidos de asilo, dizendo que o seu país não poderia lidar com todos estes migrantes que chegam ao seu território. Mas Merkel tem feito pressões sobre a Hungria, e a Hungria recua.
Reprodução autorizada com a menção seguinte: © Jean Vercors Dreuz.info.
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Fabuloso desenho roubado do blogue Lura do Grilo:

SUGESTÃO: Veja a nossa secção GUERRA DEMOGRÁFICA.

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