segunda-feira, 14 de setembro de 2015

A História Judaica dos The Who - 1


Grande e maravilhosa surpresa da maior banda de rock'n'roll do Mundo! 

The Who, o grupo de rock Inglês, lançou recentemente a digressão mundial comemorativa do seu 50º aniversário,  dizendo que será a última - uma reivindicação que eles têm vindo a fazer desde pelo menos 1982. Nesta digressão, tocarão principalmente os seus mais conhecidos sucessos e favoritos dos fãs, incluindo músicas como "Pinball Wizard", da sua ópera-rock, "Tommy".
Se os caminhos do visionário compositor  e guitarrista do grupo, Pete Townshend, tivessem sido como ele pretendia, "Tommy" - uma alegoria sobre um messias traumatizado - não teria sido a primeira ópera-rock da banda.

Pinball Wizzard
Na sequência de uma visita a Cesareia, Israel, em 1966, com sua primeira esposa, Karen Astley, e a subsequente erupção da Guerra dos Seis Dias, Townshend começou a trabalhar em "Rael", um ciclo de canções vagamente baseado na luta de Israel para sobreviver, apesar de estar maciçamente em desvantagem em relação aos seus inimigos.
"Rael" - forma abreviada de "Israel" - foi preterido, em parte devido às exigências da editora de uma produção rápida de mais singles de sucesso. "Rael" foi posto na prateleira.
A única canção desse projecto que veio à tona chama-se "Rael" e aparece no final de 1967 álbum, "The Who Sell Out":

Um exame mais profundo do que Pete Townshend é, como ele faz na sua autobiografia apropriadamente intitulada "Who I Am" ("Quem Eu Sou") revela um homem que, apesar de não judeu em si mesmo, tem uma grande empatia para com o povo judeu e vê o mundo muito através do olhos de um uma personalidade de influência judaica.
Filho de músicos com um casamento tempestuoso, Townshend viveu os seus primeiros anos aos trambolhões entre casas de parentes, amigos e vizinhos, enquanto os seus pais iam e vinham, ocupados em relacionamentos fora do casamento.

O famoso cartaz dos The Who para The Kids Are Alright
Na sua autobiografia, Townshend mostra-se nostálgico não pelo conforto da sua família, mas pelo mundo judaico que o protegia: "Nós compartilhávamos a nossa casa com a família Cass, que morava no andar de cima, e por isso muitos dos melhores amigos dos meus pais eram judeus. Lembro-me das Páscoas alegres e ruidosas, com um monte de pratos de peixe gefilte, fígado picado e o aroma de estufado ao lume."
Depois de uma temporada em que foi criado pela sua avó - um período durante o qual era maltratado por ela e pelo corrupio de namorados que saíam e entravam no apartamento - voltou para casa dos pais. Mais uma vez, o seu entorno deu-lhe a maior segurança e felicidade: "Eu tinha sete anos, e estava feliz por estar em casa de novo, de volta ao apartamento barulhento com uma casa de banho no quintal e o delicioso aroma da culinária judaica do andar de cima. Era tudo muito reconfortante."
 
Um jovem e já grande Pete Townshend
Os The Who evoluíram de uma banda chamada The Detours, originalmente liderada pelo vocalista Roger Daltrey, que tocava guitarra na época. A banda incluiu o baixista John Entwistle, um amigo da escola secundária de Townshend. Quando o guitarrista do grupo saiu da banda, Entwistle recomendou o seu amigo. Townshend conta que a audição foi algo como isto:
Daltrey: "Sabes tocar Hava Nagilah?"

Townshend: "Sim."

Daltrey: "Estás contratado. Até à próxima terça-feira à noite.".
E assim começaram os The Who, um grupo único, de músicos atípicos, nenhum dos quais tocava os seus instrumentos de forma convencional.



CONTINUA

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