quinta-feira, 20 de junho de 2013

Esquizofrenia

A época em que vivemos vai ser um prato cheio para quem se dedique a estudar a psicologia das massas daqui a uns séculos. A jihad, a guerra santa islâmica, iniciou mais um capítulo com os atentados de 11 de Setembro de 2001 em Nova Iorque, e desde então tem executado mais gente a cada ano, do que a Inquisição em 350. Para não mencionar torturas, perseguições, proibições, violações, e todo um mar de atrocidades que desafiam a razão.

Contudo, a visão que os ocidentais têm do Islão é a mesma que têm de todas as outras civilizações. Para a mentalidade ocidental de hoje, as outras culturas são invariavelmente misteriosas, apaixonantes, encantadoras, fascinantes e todos os adjectivos que cabem num folheto turístico ou num clássico de Viagens.

  A visão romântica do mundo islâmico

A mentalidade ocidental vê o resto do mundo como um mar de rosas. E quando está demasiado à vista que o resto do mundo não é um mar de rosas, a "culpa" é invariavelmente "nossa", com a "nossa" escravatura e a "nossa" Inquisição.

Para a mentalidade ocidental de hoje, "nós" somos intrinsecamente maus, e o resto do mundo era um Éden, até "nós" o termos ido corromper, manchar-lhe a inocência, pilhar-lhe os recursos naturais, atar-lhe grilhetas aos pés e às mãos, destruir-lhe a cultura e a identidade.

É o perigo de se ter algum conhecimento. Existe a tendência de se julgar que se sabe tudo quando se sabe apenas alguma coisa. Tal como certos fanáticos religiosos que nos tocam à campainha de Bíblia debaixo do braço e nos dizem com um sorriso alvar:

- Converta-se agora, ou passará toda a Eternidade no Inferno.

Leram alguma coisa. Estão convencidos de que sabem tudo.

Este sentimento de culpa e inferioridade casa às mil maravilhas com o fundamentalismo que culpa o Ocidente de todos os problemas do mundo islâmico. No 11 de Setembro os terroristas da al-Qaeda atacaram Nova Iorque por ser o símbolo de tudo o que odeiam. Os numerosos comunicados de Osama Bin Laden deixaram bem claro que o Islão declarou guerra ao mundo livre e democrático em nome de Allah.

O Islão vê o Ocidente como uma afronta. Para o Islão, tudo no nosso modo de vida está errado. Porque está em desacordo com a única verdade que lhes é aceitável: o Corão. Cinema, música, TV, Internet, roupa, acesso à cultura, igualdade entre os sexos, auto determinação sexual, liberdade de pensamento, democracia,  todas as liberdades, tudo o que constitui a nossa forma de estar, é inaceitável para os islamistas, e é visto como uma agressão intolerável.

Os fundamentalistas islâmicos têm a mesma estreiteza de vistas que os sabichões de Bíblia em punho que nos mandam para o Inferno. Só que os fundamentalistas têm o péssimo hábito de passar à prática.

No dia 11 de Setembro, coincidentemente ou não com o aniversário da derrota dos muçulmanos e de Suleiman, o Grande no Cerco de Viena, mais uma jihad começava:



No Médio Oriente, festejou-se assim os atentados terroristas de 11 de Setembro. Repetiram-se grandes atentados (Londres, Madrid, Bali), e atentados mais modestos, mas boa parte do mundo ocidental, que no final de cada ano perfazem números assustadores.


 No mundo islâmico celebra-se efusivamente os ataques terroristas contra os Estados Unidos, o Reino Unido ou a Espanha com quase tanto entusiasmo como se fossem contra os vizinhos israelitas. este vídeo é da TV palestiniana e o relato de mais uma atentado terroristas em Israel é saudado com júbilo nas mesquitas, nas ruas e no estúdio, onde «o apresentador declara que «se Allah quiser, em breve veremos sacos de cadáveres":


No Ocidente, continua-se a congeminar quem terá feito os atentados e porquê (!!!!!). Nem todas as declarações dos terroristas, nem todas as celebrações realizadas debaixo do nosso nariz, nem mesmo as declarações expressas e frontais do mandato Corânico para "aterrorizar os infiéis", chegam para convencer os "cépticos":




Um caso sério de esquizofrenia colectiva. Muita gente continua a achar que os atentados que ocorrem por todo o mundo são fruto de complexas conspirações. Nos Estados Unidos culpa-se a família Bush e a CIA. Em Espanha culpa-se a ETA. No Reino Unido culpa-se o MI5. Em todos os casos culpa-se a Mossad. Nunca os autores, nunca os terroristas.

Nem quando quem conhece o Islão como a incansável Wafa Sultan vem explicar:


Ainda não chegámos ao ponte de se festejar nas ruas do Mundo Livre os atentados terroristas islâmicos. Por enquanto ainda só se celebram os que são contra Israel. E é pouco provável que os amigos ocidentais do "islamismo radical" venham a preocupar-se com essa coisa aborrecida dos FACTOS, com essa catadupa diária de atrocidades islamistas. Quão mais apetecível é a teoria dos lagartos espaciais do que a verdade nua e crua apresentada por pessoas como Wafa Sultan.




Mesmo os que não apoiam ostensivamente o terrorismo, "acham" que a simples menção destes problemas é discriminação, racismo ou ódio. Ainda agora a mais página de "infiéis" do Facebook, intitulada Ban Islam foi censurada pelos politicamente correctos, que contudo não acham nada de errado em páginas como Death do America, Death to Israel ou Infidels are Dirty.

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