terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Jesus, Judeu e Circuncidado - 7

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É claro que, para as pessoas que não conheçam a circuncisão como tradição cultural e acto religioso, tal costume se afigurará, pelo menos, desnecessário e incompreensível. Da mesma forma que o baptismo cristão será considerado um costume bizarro e inútil aos olhos de outras culturas. A Europa prepara-se para proibir a circuncisão de bebés, ao mesmo tempo que autoriza a circuncisão de jovens muçulmanos, fecha os olhos à mutilação genital feminina de meninas muçulmanas aqui mesmo na Europa, assim como ao casamento de meninas com adultos, vulgar, por exemplo, nas comunidades ciganas. 

A circuncisão não tem contra indicações médicas. O hábito (ainda frequente, em Portugal), de furar as orelhas aos bebés do sexo feminino, acarreta por vezes complicações médicas, mas com isso ninguém se preocupa. Debaixo a da proibição da circuncisão ritual judaica, está o sentimento de aversão aos judeus, que volta a despontar, algumas décadas após o Holocausto.

Jesus era judeu, viveu como judeu, professou a religião judaica, e era circuncidado. Para os judeus, a circuncisão tem um significado tão grave com o baptismo para os cristãos. A cultura judaico-cristã é um dos pilares mais fortes da civilização europeia. Não será já tempo de se abolir a chaga do anti-semitismo?


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