segunda-feira, 7 de maio de 2018

História em Israel - Giro d'Italia rola em Jerusalém

Ontem também falámos do Giro d'Italia em Israel:

Gino Bartali, Herói do Holocausto (Giro d' Italia em Israel)



Pela primeira vez na História, 176 dos principais ciclistas do mundo deram início ao Giro d'Italia contra o pano de fundo da Cidade Velha de Jerusalém. 
- Traduzido e adaptado de World Israel News  

Milhares de espectadores encheram as ruas de Jerusalém na sexta-feira para assistirem ao Giro d'Italia, que já partiu da Irlanda, em 2014, com 3 etapas, e em 2020 partirá do Japão.
Os ciclistas passaram pelo Parlamento de Israel, pelo Supremo Tribunal, pelo Museu de Israel e pela Universidade Hebraica no seu percurso pela cidade. 
Tom Dumoulin, da Holanda, venceu a primeira etapa deste 101º Giro, um contra-relógio individual de 9,8 km, em 12:02 minutos. 
A Grande Partenza (Big Start, ou Grande Partida) viu 176 dos maiores ciclistas do mundo, de 22 equipas, começarem a competição tendo como pano de fundo a Cidade Velha de Jerusalém. 
Equipas de Dubai e Emiratos Árabes Unidos (EAU), nenhum das quais tem laços diplomáticos com Israel, correram em Jerusalém. 
"Estou feliz por ter tomado a decisão de levar o Giro d'Italia para Israel", disse o director de prova, Mauro Vegni, ao Tazpit Press Service (TPS).


A etapa de ontem ligou Be'er Sheva a Eilat, na ponta sul de Israel: 


A jornada de abertura em Jerusalém foi nomeada em homenagem a Gino Bartali, três vezes campeão do Giro, que em 2013 foi postumamente nomeado Justo Entre as Nações, a maior honra de Israel dada aos não-judeus que arriscaram as suas vidas para salvar judeus durante o Holocausto.

A Israel Cycling Academy, a primeira equipa profissional de ciclismo de Israel, está entre as equipas participantes na corrida.

Na manhã de sexta-feira, antes do início da prova, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu encontrou-se com a equipa israelita e desejou-lhe sucesso. “Todo o país estará a apoiar-vos. É um óptimo momento para o desporto de Israel e em Israel”, afirmou Netanyahu.

 

O Giro d'Italia é o maior e mais prestigiado evento desportivo realizado em Israel e coincide com o 70º aniversário do Estado judeu.

Elia Viviani, que venceu a segunda etapa da corrida, no dia seguinte, pedalando de Haifa até Tel Aviv em menos de quatro horas, disse que ficou agradavelmente surpreso com a multidão.
“Isto é definitivamente algo que levarei para casa comigo. Não é um dado adquirido que, quando vamos para um novo país que talvez não tenha uma longa tradição no ciclismo, sejamos tão bem recebidos, com uma multidão tão grande”, disse ele. "Essa tem sido a nota coisa mais surpreendente para mim".
O terceiro dia começou em Be'er Sheva e atravessou o sul de Israel para terminar no resort de Eilat, no Mar Vermelho.
De Eilat, os ciclistas e as suas equipas voarão para Catania, na Sicília, de onde subirão a bota italiana até Cervinia, na fronteira com a Suíça. De Cervinia, o Giro irá, no dia 27 de Maio, para Roma, para a 21ª e última etapa.

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COMENTÁRIO À MARGEM

Como apaixonados por Israel e por ciclismo, desfrutámos bastante destas três etapas. O público israelita encheu as estradas e vibrou com a corrida. 
Infelizmente, e como seria de esperar, o anti-semitismo não poupa nem o desporto. As acusações seriam até divertidas, se não fossem as mesmas de sempre, que tiveram os resultados que conhecemos. A mais comum foi que Israel "comprou" o Giro e que o director da prova se deixou "corromper"
Quando o Giro, o Tour de France ou a Vuelta a España, partem de outros países (como o Paris-Dakar já partiu aqui de Lisboa, por exemplo),  trata-se de um louvável investimento na economia do país, na promoção do turismo e na afirmação da sua imagem internacional. Quando o Giro parte de Israel, é porque os judeus (que são todos escandalosamente bilionários, não esqueçamos), "compraram" a prova e o seu director. 
A propósito, um dos spots publicitários que acompanhou esta excelente aposta do Turismo de Israel:


Outro dos aspectos que muito escandalizou algumas pessoas foi que Israel, não tendo tradição no ciclismo de estrada, não deveria ter o direito de acolher uma prova como esta.
Já o Tour de France na China ou o Giro d'Italia no Japão são sem dúvida fruto da enorme tradição desses países no ciclismo de estrada...
Israel quer fazer uma tradição no ciclismo, e está a investir nisso. O BTT já tem uma dimensão apreciável, atendendo à pequenez do país, o ciclismo de estrada quer chegar lá, e quanto ao ciclismo de pista, a cidade de Tel Aviv aproveitou a vinda do Giro a Israel para inaugurar o único velódromo olímpico do Médio Oriente:




Israel vê nesta obra uma oportunidade receber competições internacionais e estreitar laços de amizade com os países da região, todos eles hostis à existência do único Estado judeu do Mundo.

Outra crítica visou a etapa de ontem, porque "tinha muita areia" e isso, obviamente, deveria ser um factor impeditivo da realização da prova em Israel.  
Se olharmos para o mapa da prova, em baixo, podemos ver no canto inferir esquerdo, Israel: 


Israel já é pequenino, e 60% do seu território é deserto. A prova esteve em Jerusalém, depois no norte do país, pelo que restava apenas o sul. E um dos objectivos foi mostrar o país ao Mundo.
Eilat, a cidade onde acabou a 3ª etapa, é um ponto turístico a promover, e para se chegar lá tem que se atravessar o deserto. E o deserto tem areia, que se há-de fazer? Mas também tem camelos, oásis,  pessoas, pequenas povoações, montes e vales, e paisagem não é apenas a nossa gentil e primaveril paisagem europeia. 
E depois, inevitavelmente, os velhos libelos de sangue, da parte de quem é intoxicado pela propaganda islamista e extrema-esquerdista que é hoje o JORNALISMO  e pela indústria de difamação anti-semita conhecida como PALLYWOOD:

 

Clique AQUI, sff..

Enfim, os cães ladram e a caravana do Giro passa...

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