quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

François Hollande prometeu o Inferno a Israel


François Hollande prometeu o Inferno. A diplomacia francesa comanda uma guerra diplomática impiedosa contra Israel.
Por Jean-Pierre Bensimon via EUROPE-ISRAEL.
Há apenas alguns meses, a França aprovou uma resolução na UNESCO apagando as relações históricas entre o judaísmo e Jerusalém. Em seguida, a França absteve-se clamorosamente, numa segunda versão do mesmo documento negacionista. A 23 de Dezembro, no Conselho de Segurança da ONU, a França votou a resolução 2334. 


A infame chuva de acusações, um texto escrito por Ramallah, que retira a Israel a cidade velha Jerusalém e até mesmo o Kotel (o Muro das Lamentações), não incomodou o Eliseu. É que a diplomacia francesa há muito tempo que move uma guerra diplomática impiedosa contra Israel, na verdade, uma guerra contra a paz no Médio Oriente, como vamos ver. Nos próximos dias, a guerra vai conhecer um novo ponto alto. Em 15 de Janeiro, um enorme julgamento público contra Israel, com a presença de 70 países, será realizado em Paris, no que é chamado é a "Iniciativa Francesa".  
No dia seguinte, dia 16, a acusação aprovada por unanimidade será provavelmente ratificada pelo Conselho dos Negócios Estrangeiros da União Europeia, sob a forma de uma declaração conjunta, e a 17 de Janeiro poderá fornecer matéria para uma nova resolução, nas Nações Unidas, com a bênção de Obama, três dias antes de este abandonar o cargo.
O que é surpreendente é o vigor com que o Eliseu persiste no fracasso. A sua teoria é esta: os assentamentos judaicos nos territórios são o verdadeiro obstáculo à paz. Eles quebram a perspectiva de uma solução de dois Estados e de qualquer processo de negociação.
Esta teoria é falsa. Desde Camp David, em Setembro de 2000, que os palestinos recusaram todas as propostas, incluindo a de Ehud Olmert em 2008, que concordava com todas as suas exigências.
É preciso usar uns óculos bem opacos para não ver que, na era Obama, os palestinos se recusaram a negociar, apesar dos pré-requisitos humilhantes a que as autoridades israelitas se resignaram. A atitude dos palestinos é clara: obter uma retirada de Israel para as linhas 67, por via diplomática, sem negociação, sem compromisso, sem reconhecer Israel como um Estado judeu, e sem compromisso sobre o fim do conflito. Seria, depois de Oslo, a segunda etapa de um processo previsto pela resolução da OLP de 9 de Junho de 1974, levando ao colapso de Israel. Em contraste, os assentamentos israelitas no Sinai não impediram nem a assinatura de um acordo de paz com o Egipto, nem a retirada israelita, porque o Egipto se mostrou realmente disposto a terminar as hostilidades. A tese dos assentamentos culpados falha.

O verdadeiro diagnóstico do que impede a paz, é que os representantes palestinos desde Arafat não querem a paz com Israel, mas o seu desaparecimento, e eles têm implementado uma estratégia de desgaste, incentivada pelo Ocidente, que sabe que eles têm o tempo do seu lado. Estamos agora numa "zona de paz impossível". Enquanto os líderes palestinos estão empenhados numa estratégia de confronto, os israelitas são empurrados para uma estratégia de sobrevivência. Retirar de Jerusalém e do Jordão seria o equivalente a um suicídio; a retirada de Gaza demonstrou que qualquer território dado aos caciques palestinos actuais transforma o território em base de guerra jihadista ipso facto. Três guerras em uma década. A negociação da paz verdadeira é impossível hoje.

O que é preciso para tornar possível a paz amanhã, ou seja, para passar de uma "zona de paz impossível" para uma "zona de paz possível"?
1)      Primeiro deve-se conter o expansionismo iraniano, que desperta conflitos dentro do mundo sunita e fez da eliminação de Israel a alavanca ideológica da sua penetração no eixo Teerão-Beirute. Ao contrário da crença francesa, o nosso principal inimigo não é o jihadismo sunita, mas a jihadismo xiita, de uma espessura diferente, e que excita o extremismo na maioria sunita, que tanto mal causa.

2)      É preciso neutralizar as facções jihadistas palestinas que detêm o poder tanto em Gaza como em Ramallah, o que pode ser obtido com a ajuda do Egipto, e dos sunitas árabes. Os apoiantes palestinos da coexistência poderiam então surgir, sem arriscarem a vida imediatamente.

3)      É preciso reparar os danos do incentivo ao terror, a pedra angular da ascensão política dos extremistas palestinos. Trata-se do culto dos heróis terroristas, omnipresente, da propaganda anti-semita, Dantesca, dos programas escolares, e dos sermões. É uma população inteira, mais doutrinada do que os alemães durante o nazismo, que deve ser "desformatada", descontaminada, para ser possível considerar um acordo de cooperação entre israelitas e palestinos. Este é um pré-requisito.
4) Finalmente, deve haver uma transformação radical das políticas euro-americanas, que alimentaram a praga quanto deveriam ter limpo a ferida.

Perante esta enorme pressão, Israel não tem escolha. Para sobreviver, deve manter Jerusalém e o rio Jordão, deve neutralizar a jihad palestina, e deve assegurar a sua defesa em profundidade. É isso ou o suicídio.

Mas é preciso ir mais longe. A França, que desempenha o papel de vanguarda, e algumas jurisdições dos EUA, especialmente a de Obama, deliberadamente acenderam as chamas da guerra jihadista palestina em todas as suas formas.

- Como imaginar que os ocidentais que votaram a favor da resolução 2334 não estão plenamente conscientes de que tornaram impossível qualquer negociação, na medida em que os palestinos não vão pedir menos do que o que lhes foi concedido, ou seja, tudo?
- Como podem eles acreditar de boa-fé que os israelitas vão aceitar qualquer concessão que seja, quando eles deixaram adoptar 18 resoluções anti-israelitas na Assembleia Geral da ONU e 12 no Conselho dos Direitos Humanos em 2016, mais do que a Síria, Coreia do Norte, Irão e Sudão do Sul combinados? Quando eles inspiraram uma resolução humilhante e acusam violentamente Israel pelos seus assentamentos (já existem 465 condenações da ONU!) sem serem levantadas uma única vez em 2016, as mesmas perguntas no caso de Cachemira, Chipre, Taiwan, Curdistão, Balochistão, Marrocos Espanhol e 200 outros casos de territórios em disputa?
- Como imaginar que os ocidentais não sabem que os seus enormes subsídios servem  para financiar os palestinos na guerra jihadista, que vai da propaganda contra Israel às acções armadas? Que eles transformam esse dinheiro em subsídios para famílias de terroristas, que gozam desse rendimento vitalício? O Reino Unido, a Austrália, a Suécia, a Alemanha, parece  que perceberam.
- Como imaginar que Mr. Hollande e seus pares não estão cientes de que a sua palestinofilia irredutível é a causa raiz do isolamento de Israel no cenário mundial? Ela promove a penetração da ideologia esquerdo-jihadista do BDS nas universidades e campi, infectando mais e mais o cérebro da elite de amanhã, os jovens e vulneráveis. Que esta ideologia inunda os subúrbios e abre o caminho as salafismo.

Em vez verem que eles e os seus antecessores criaram o impasse no conflito israelo-palestiniano, Hollande, como Obama, prometeram o inferno a Israel, ou seja, ao projecto judaico do nosso tempo.

Esta é realmente uma antiga tradição, uma paixão antiga, nascido em fogões franceses, que cega e atordoa. A de Voltaire, Proudhon, Edouard Drumont, dos acusadores do Capitão Dreyfus, Brasillach, e muitos outros.

Todos prometeram o inferno aos judeus. Hollande promete um grande corte mundial e sanções venenosas contra Israel. Mas os líderes ocidentais comprometidos como ele nessa actividade malsã, devem ter em mente as lições da História. Aqueles que têm prometido o inferno aos judeus sofreram um destino devastador.

Jean-Pierre Bensimon
07 de Janeiro de 2017
Tradução nossa.

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http://www.europe-israel.org/2017/01/francois-hollande-a-promis-lenfer-la-diplomatie-francaise-a-pris-depuis-longtemps-la-tete-dune-guerre-diplomatique-impitoyable-contre-israel/


Com atenções sobre o bode expiatório do costume, avança a islamização da Europa.

4 comentários:

  1. Respostas
    1. Abraço! Tudo de bom para vocês, tenhamos coragem e oremos pelos que mais sofrem.

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  2. Lendo o texto acima, cheguei à seguinte conclusão: o Ocidente hoje, rejeita a Israel, fonte de sua cultura de respeito, tolerância, acolhimento, busca de convivência pacífica entre outras grandes virtudes, da mesma forma que Israel, enquanto nação, rejeitou e ainda rejeita seu Messias.
    E isso permanece mesmo com terríveis consequências a seu país e povo.
    Estas terríveis consequências também recairão sobre o Ocidente, só que com um grau de agravamento muito maior, pois diferente de Israel, não conta com o anteparo de um Deus amoroso.
    Um vislumbre dessas consequências pode ser observado hoje, bastando comparar a qualidade de vida, liberdade, prosperidade, respeito aos direitos humanos e diversidades em Israel, com as de seus vizinhos.

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    1. Sou mais ou menos da sua opinião. É para mim um mistério, a razão para Israel, um grão de poeira em termos de território e população, ser a obsessão do Mundo desde há milénios. Enquanto decorre um Holocausto (o Islão ataca diariamente gente de todos os credos, de todos os países), os países do mundo estão em Paris para assinar o decreto de aniquilação de Israel.

      Na minha acanhada compreensão, imagino que Deus terá escolhido esse povinho para Se revelar, talvez porque era um povo de escravos, exilado no Egipto.

      Em razão disso, Deus decretou que esse povinho que é seu porta-estandarte (o "verme de Jacob"), perdurará. Não em razão de favorecimento aos judeus, pois todos os homens são iguais, mas porque o Eterno assim decidiu. E com o Eterno não argumento :)

      70 anos após o Holocausto, veja-se como está a nossa Europa. Trocámos uns quantos judeus que vitalizavam as nossas sociedades com o seu labor e criatividade, por uma multidão de invasores, de conquistadores, e arroja-mo-nos aos pés deles. Esta cimeira em Paris é basicamente mais uma capitulação perante o Islão.

      Como dizia o autor desta crónica:

      http://amigodeisrael.blogspot.pt/2017/01/shmuel-trigano-2017-ano-escatologico.html

      'Vamos ver o que fará Trump, o joker do destino'. Mas este 2017 promete...

      Oliveira

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