sábado, 23 de novembro de 2013

Irão - It's The End Of The World

Uma breve introdução-resumo, para as pessoas boazinhas, que acham que se deve acreditar no Irão, quando o Irão diz que não vai fazer bombas atómicas; e que acham que se os EUA as têm, o Irão também as deve ter:

1 - O líderes do Irão mantêm o seu firme propósito de varrer Israel do mapa, o que não implicará «apenas» a destruição de Israel (a única democracia do Médio Oriente), mas uma carga de trabalhos para o mundo inteiro, pois uma guerra ali, de onde vem o petróleo que faz andar a nossa civilização, vai deixar-nos literalmente às escuras, congelados e famintos.

2 - Os xiitas e os sunitas matam-se alegremente às dezenas todos os dias, e mantêm guerras entre eles e contra o resto do mundo, com as armas que podem comprar com os biliões que o petróleo lhes rende. Se uma dessas nações em confronto religioso sanguinário se arma com bombas atómicas, as outras não vão ficar atrás. Civilizações que estão intelectualmente e moralmente no século VII com bombas atómicas nas mãos, é mais ou menos como um macaco a brincar com uma granada. Vai rebentar!

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Joseph Zaalishvili intervistou o vice-ministro da Administração Interna de Israel, membro do Knesset. Sra. Faina Kirshenbaum.

Joseph Zaalishvili: Ms. Kirshenbaum, como se sente sobre o próximo acordo para o levantamento das sanções económicas sobre o programa nuclear do Irão? O Ocidente procede como se o Irão estivesse pronto a suspender o enriquecimento de urânio, mas na verdade a AIEA (Agência Internacional de Energia Atómica) confirmou que o Irão continua a enriquecer urânio.

Faina Kirshenbaum: Eu tenho medo de que o novo tratado seja pior do que o antigo acordo. Quando começaram as negociações com o Irão, disseram que alguns dos reactores nucleares seriam fechados. Até agora, nem um reactor foi fechado, o enriquecimento de urânio está em pleno andamento, e a velha rectórica de ódio para com a civilização ocidental e Israel continua. Enquanto os reactores nucleares não estiverem desligados, a abolição das sanções económicas só pode levar ao aumento do poder militar e nuclear do Irão. E isso é muito perigoso, principalmente para Israel, mas também para todo o mundo livre.
JZ: Recentemente, iniciou-se uma reaproximação entre a Turquia e o Irão. Juntamente com o facto de os EUA enfraquecerem a presença no Médio Oriente, como pode isso afectar a situação no Médio Oriente? Há algum tempo, o ministro das Relações Exteriores do Irão, foi à Turquia, e em Janeiro de 2014, o primeiro-ministro turco Erdogan planeia visitar Teerão. Isso foi causado pelo facto de que os EUA aliviaram a pressão sobre a região, e assim o Irão e a Turquia encontraram um denominador comum, tais como objectivos económicos - ou há mais?
FK: Eu acho que o fortalecimento das relações entre Teerão e Ancara não tem relação com os EUA. A Turquia vem tentando há algum tempo entrar na União Europeia. Eles têm tido problemas com isso, e por isso a Turquia afastou-se do mundo ocidental. Ela agora está tentando assumir a posição de líder do mundo islâmico e árabe. Se você olhar para os processos que ocorrem na Turquia - a forte islamização  e um afastamento de tudo o que Kemal Ataturk fez - para nós, não é de estranhar que o Irão e a Turquia se aproximem.
JZ: O presidente da França, François Hollande, visitou Israel. Qual é o seu comentário sobre esta visita? Israel está à procura de um novo amigo para substituir os Estados Unidos, ou em conjunto com os EUA? Eu pergunto isto porque os media internacionais têm escrito sobre as relações cada vez mais tensas entre o presidente Obama e o primeiro-ministro Netanyahu.
FK: Em primeiro lugar, os Estados Unidos são um grande amigo de Israel. Israel tem um monte de amigos nos Estados Unidos. Ninguém está à procura de qualquer substituição. Não há dúvida de que Israel tem os seus próprios interesses, e com a visita do presidente da França, estamos a fortalecer o nosso relacionamento com as partes da União Europeia que apoiam a posição de Israel. Acreditamos que o presidente francês foi muito claro na sua posição sobre o Irão. Nós não comparamos os nossos amigos uns com os outros. Nós consideramos que uns e  outros são nossos amigos. Estamos à procura de tantos amigos quanto pudermos para nos ajudarem a resolver o problema do programa nuclear iraniano. 
JZ: O primeiro-ministro Netanyahu vai visitar Moscovo. O que espera Israel desta visita?
FK: A Rússia fornece armas à Síria. Isso preocupa-nos. Estamos preocupados com a situação no Irão, com a questão iraniana. Acho que estas são as questões que irão surgir na reunião entre Netanyahu e Putin.
JZ: O Presidente Peres disse que se o Irão se tornar uma potência nuclear, a corrida ao armamento nuclear começará no Médio Oriente. O que podemos esperar então?

FK: Eu acho que isso seria o fim do mundo.

1 comentário:

  1. Será uma hecatombe nuclear. Se Israel for atacado terá que retaliar da mesma forma. Não restará pedra sobre pedra no médio oriente e as consequências na Europa serão terríveis. Não é que os dirigentes Europeus não mereçam: eles vêm calando o regime iraniano que executa sistematicamente os opositores políticos: recentemente ocorreram algumas dezenas de fusilamentos que passaram ao lado dos direitos humanos e restante escumalha da ONU e ONG

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