terça-feira, 5 de janeiro de 2016

"A Marcha de Amaleque" - Diane Weber Bederman


Terroristas Estado Islâmico: os amalequitas de hoje? (Foto AP)
"O Senhor estará em guerra contra Amaleque de geração em geração" (Êxodo 17:16)
Algumas histórias que ouvimos quando crianças ficam connosco toda a vida. Elas falam de algo profundo dentro da nossa psique, da nossa alma. A história dos amalequitasé uma dessas histórias. É sobre aqueles que desejam matar os judeus. Sobre as pessoas que acreditam que os judeus devem ser exterminados como povo e como nação. O ódio é tão forte que eles encorajam até as mortes entre eles mesmos, nesse esforço.

Há quarenta anos, o rabino Eliyahu Kitov escreveu no Livro da Nossa Herança:
"O ódio levou-os ao ponto de estarem prontos a cometer suicídio, apenas como forma de expressarem ódio. Eles (os amalequitas) vieram para destruir e odiar."
É ensinado ao povo judeu que "O Senhor estará guerra contra Amaleque de geração em geração". Isto implica que Israel tenha que travar uma guerra santa de extermínio contra os amalequitas (Deut. 25: 12-19). Nós aprendemos do que são capazes os amalequitas durante o Êxodo dos judeus do Egipto. Eles são conhecidos por predarem sobre os fracos, os doentes, as mulheres e as crianças, os retardatários que saíram do Egipto após a sua escravização pelo Faraó. Eles são como as hienas, que procuram o ponto mais fraco do rebanho; como os abutres, que circundam as presas esperando até que fiquem fracas demais para se moverem. Eles são cobardes.

Reparem que eu escrevo no presente, porque os amalequitas e o seu líder, Amaleque, estão entre nós hoje.

Somos informados na literatura rabínica de que devemos reter uma recordação eterna dos amalequitas, porque Amaleque é o inimigo irreconciliável, e é proibido mostrar tolamente misericórdia para com quem é totalmente dedicado à destruição de Israel. E, tão importante quanto isso, cabe-nos lembrar que o ataque dos amalequitas sobre os israelitas encorajou outros a fazerem o mesmo.

Ao longo dos séculos, muitos inimigos importantes de Israel foram identificados como descendentes directos dos amalequitas. Haman, considerado como um descendente de Agag (I Sam. 15: 8), o Rei amalequita, é "lembrado" a cada ano no Purim.

Parece que os amalequitas permaneceram discretos, relativamente falando, até que surgiram sob a forma de Hitler. Ou talvez Amaleque tenha estado sempre presente, sob a superfície, mas nós simplesmente não prestámos atenção aos pequenos "males" cometidos aqui e ali: as acusações e perseguições, expulsões e conversões forçadas de judeus. Talvez, em auto-defesa, tenhamos permanecido deliberadamente cegos, rezando para que o vento soprasse o mal para longe, enquanto o resto do mundo escolheu a cegueira voluntária para com os nossos sofrimentos. O que permitiu que o mal dos amalequitas despontasse em Hitler.

Mas Amaleque não foi derrotado com a morte de Hitler. Sim, o mundo chorou quando ouviu a verdade sobre os fornos. Mas as suas lágrimas secaram, rapidamente, tornando possível aos amalequitas reaparecerem.

Eles reapareceram pela primeira vez que os islamitas pediram a destruição de Israel. Enquanto os muçulmanos atacaram os judeus em Israel durante décadas, o Ocidente desviou o olhar. Não era problema seu. Se alguma coisa o Ocidente fez, foi, depois de 1973, começar a culpar Israel pelos ataques contra os judeus. Culparam a vítima. E hoje, os ataques dos amalequitas sobre os israelitas têm incentivado outros a atacarem o resto dos judeus, no Ocidente, como os rabinos nos tinham avisado: "O ataque dos amalequitas sobre os israelitas incentivou outras pessoas."

Israel é o "Ocidente" no Médio Oriente

Parece que o Ocidente se recusa a reconhecer que Israel é o Ocidente no Médio Oriente. Quantas vezes já ouvimos "Morte a Israel ... Morte à América"? Para estes islamitas, estes amalequitas, Israel e Estados Unidos são uma e a mesma coisa. Como é a Europa.

Ser contra Israel, recusar as falsas alegações de que Israel é um ocupante http://www.cilr.org/home/the-levy-report -  está na moda. Os amalequitas, vestidos como "palestinos", encorajam outros a atacar Israel - o símbolo do Ocidente - e agora, infelizmente, todo o Mundo sofre com o mesmo ódio que os israelitas já experimentam desde 1948.

Não tem nada a ver com Israel e os "palestinos" e tem tudo a ver com choque de culturas. Mas o tolerante, inclusivo, hospitaleiro Ocidente, recusou-se a ver o que muitos de nós vimos há muito tempo: que os valores do Ocidente, que vêm do povo judeu, são anátema para os amalequitas de hoje.

Robert Fulford, http://news.nationalpost.com/full-comment/robert-fulford-isils-aims-and-appeals, na sequência dos recentes acontecimentos traumáticos na França e na Bélgica, escreveu sobre o choque cultural, no National Post: 

"O pensamento em espelho é um grave erro, é a tentação de achar que os adversários são muito parecidos connosco e têm perante a vida a mesma atitude que nós. Para evitar esse erro, devemos ter a noção  de que do outro lado há um sistema de crenças radicalmente diferente. Devemos considerar o crescendo de pessoas que pregam o caminho islamista radical. ... Enquanto o Ocidente acha a vida cada vez mais complicada, o Islão radical acha-a completamente simples, redutível a um conjunto de regras claras. Não-crentes, incluindo os muçulmanos xiitas, são infiéis, que não têm direito de viver. Um verdadeiro soldado islâmico que morre na batalha vai imediatamente para o paraíso, e então a morte pode ser preferível à vida. "

Quando no Ocidente fechamos os olhos aos ataques contra judeus, como fizemos durante o reinado dos nazis, e agora contra o Estado judeu de Israel, estamos apenas encorajar outras pessoas a atacarem o Ocidente. Muitos líderes no Ocidente ainda tentam justificar e desculpar o mal, o comportamento bárbaro destes amalequitas actuais.

Após o mais recente ataque terrorista em Paris, duas das pessoas mais influentes no Ocidente tiveram a ousadia de tentar diminuir a crueldade desses ataques pela tentativa de os racionalizar e diminuir.

John Kerry, o Secretário de Estado dos EUA, disse: "Há algo diferente em relação ao que aconteceu no Charlie Hebdo, e acho que toda a gente sente isso. Havia uma espécie de foco particularizado e talvez até mesmo uma legitimidade, não propriamente legitimidade, mas uma lógica que podíamos observar e dizer: 'Ok, eles estão realmente com raiva por causa disto', mas esta sexta-feira foi absolutamente indiscriminado." http://time.com/4117525/kerry-charlie-hebdo-massacre-had-clearer-rationale-than-paris-attacks/

Barack Obama, Presidente dos EUA, disse: "Os terríveis acontecimentos em Paris foram obviamente um terrível e nauseante revés."http://abcnews.go.com/International/paris-attacks-terrible-sickening-setback-isis-fight-obama/story?id=35228601



Francês chorando na sequência do Massacre de Paris (Foto AP)


Amalek corre à solta na Europa

Como nos esquecemos tão rapidamente dos nossos próprios valores, das nossas leis sobre as interacções humanas, das nossas regras... O artigo 3º da Resolução do CSNU 1566 de Outubro de 2004 (aprovada ao abrigo do capítulo VII e, portanto, obrigatória para todos os Estados), declara (grifo nosso):
   "... que os actos criminosos, incluindo contra civis, cometidos com a intenção de causar a morte ou lesões corporais graves, ou a tomada de reféns, com o objectivo de provocar um estado de terror no público em geral ou num grupo de pessoas ou em pessoas particulares, intimidar uma população ou obrigar um governo ou uma organização internacional a praticar ou abster-se de praticar qualquer acto, constituem infracções no âmbito das convenções e protocolos internacionais relacionados com o terrorismo, e não podem, sob nenhuma circunstância, ser justificados por considerações políticas, filosóficas, ideológicas, raciais, étnicas, religiosas ou de natureza similar, e exorta-se todos os Estados a evitarem tais actos e, se não forem evitados, a garantirem que esses actos sejam punidos através de sanções consistentes com a sua grave natureza."

Nota nossa - Lembramos, a propósito, o apelo explícito ao terrorismo feito pelo embaixador "palestino" em Portugal, e dado à estampa, com o habitual desvelo, pela publicação pró-jihadista e anti-semita Público - ou Al-Público:


Os amalequitas, os islamistas, estão numa fúria assassina na Europa. Eles já atacaram o Canadá, a Austrália e a América. Onde quer que vão, eles atacam "alvos fáceis", um eufemismo para civis inocentes não esperam ser assassinados enquanto passeiam pela rua, quando estão no cinema, nos cafés, nos estádios desportivos, conduzindo os seus carros, cuidando dos seus filhos, frequentando os seus lugares de culto, fazendo as coisas que as pessoas livres fazem todos os dias.
 
"É o direito dos nossos jovens fazerem com que as mulheres israelitas (e/ou europeias ou americanas ou australianas) chorem como as nossas mulheres estão a chorar" - dizem eles, apesar de que as mulheres deles gritam de alegria após as mortes dos seus filhos e maridos ''como mártires." - http://www.palwatch.org/main.aspx?fi=157&doc_id=16297
    Ver por exemplo o post recente:
"O ódio levou-os ao ponto de estarem prontos a cometer suicídio, apenas como forma de expressarem ódio. Eles (os amalequitas) vieram para destruir e odiar."
Enquanto escrevo isto, a Bélgica está sob bloqueio. Os amalequitas, os islamistas, estão em marcha, encorajados pelo Ocidente, quando se recusou a responder aos seus ataques contra os judeus. Que desculpas vão os nossos líderes ocidentais inventar agora?

Existe entre nós um novo Amaleque?


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