quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Uma chicotada na cara

 

Shachar Rabinovitch, 13 anos, israelita.
 
 
Há uma história das vésperas da II Grande Guerra, de quando o Nazismo estava a dar os primeiros passos na Alemanha, que nunca esqueci. Um menino judeu, pobrezinho, viu um rico senhor alemão, a cavalo, e ficou fascinado. Aproximou-se, para admirar o animal, fez uma pergunta sobre o mesmo, e teve como resposta uma violenta chicotada na face.
 
Esta história deixa uma pessoa gelada por dentro. Uma humilhação assim dispensa considerações. Mas repete-se, todos os dias.

Lembrei-me disto quando soube o que se passou com a jovem Shachar Rabinovitch, uma menina israelita de 13 anos, e Marsha Levine, ex-docente da Universidade de Cambridge e activista do grupo anti-semita BDS.
 
Shachar Rabinovitch contactou  Marsha Levine (renomada especialista em domesticação de avalos) via Internet, por causa de um trabalho escolar. Marsha Levine recusou-se a responder, por a menina ser israelita, incluiu anexos com as habituais versões facciosas da História de Israel e acrescentou: "Não responderei às suas perguntas enquanto não houver paz para os palestinos".

A atitude da senhora Levine seria inaceitável, mesmo que Israel não tivesse razão. Mas Israel tem razão, e a distinta doutora faz dos terroristas vítimas, e vice-versa. E chapa-o na cara de uma criança.

Não falamos aqui de todos e de cada um dos ataques e humilhações anti-semitas que voltam a proliferar em toda a Europa e no Mundo. Raramente os referimos, até para não darmos ideias aos neo-nazis. Mas são muitos. E aumentam.
 
 
O pedido da jovem  Shachar e a resposta da doutora Lenine
 

Não contente com a chicotada desferida na face da criança, a doutora Levine (foto da esquerda) fez declarações ao  Jewish Chronicle e ao Daily Telegraph em que reafirmou e intensificou a sua posição. O Daily Mail, o Times of London, e outros jornais britânicos pegaram na história. E Brendan O’Neill fez este comentário:

'Algumas pessoas afirmam que o extravagante ataque contra uma jovem estudante por parte da senhora Levine foi um acto extremo, um caso de um acólito do BDS que levou o ódio a Israel longe demais.

Na verdade, este acto expôs o coração podre de um movimento que se imagina como progressista, mas que é de facto impulsionado pelo fanatismo. . .

Agora, até as crianças israelitas estão a ser marginalizadas, envergonhadas, informadas de que não estão à altura de se dirigirem a nós, decentes europeus. Sabem quem também achava que certas crianças eram alvos legítimos para a fúria preconceituosa e para a punição? Terei que o dizer?'
 


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