sexta-feira, 10 de abril de 2015

O Êxodo Moderno dos Judeus Etíopes



Um assunto que tem fascinado os historiadores ao longo dos séculos e até ao dia de hoje, tem sido a comunidade etíope que se designa a si mesma como "Beta Israel". Estes etíopes dizem-se descendentes dos Antigos israelitas e mantêm costumes descritos na Bíblia Hebraica.

Apesar das controvérsias acerca da origem desta comunidade, conhecida como dos "judeus etíopes", eles são agora parte da vida em Israel, e têm também uma história de Êxodo.

No início dos anos 70, o governo anti-religioso da Etiópia tornou a vida da comunidade judaica insuportável. Segundo o rabino Menechem Waldman, "o regime proibiu a prática do Judaísmo e a aprendizagem do Hebraico, e prendeu os líderes comunitários sob a acusação de serem espiões Sionistas. Fome, violência, horrendas condições sanitárias - o sofrimento dos judeus etíopes chamou a atenção do Mundo, e o governo israelita começou a fazer planos para os libertar".

Milhares de judeus etíopes fugiram da Etiópia para o Sudão, ajudados pelo governo de Israel, tal como outrora os judeus fugiram da escravidão no Egipto. Cerca de 4 mil morreram na jornada, muitas mulheres foram violadas e muitos foram atacados.

Nos anos 80, uma ponte aérea transportou milhares de judeus etíopes para Israel, na Operação Salomão. A 21 de Maio de 1991, durante um período de de 36 horas, 34 aviões israelitas, incluindo IAF C-130 e aviões de carga da El Al, transportaram 14.325 judeus etíopes para Israel.

Um avião da El Al transportou 1.122 passageiros, estabelecendo o recorde mundial de mais pessoas transportadas numa só aeronave. Hoje, 130.000 judeus etíopes vivem em Israel. Mais de metade já nasceram em solo israelita. Tal como a História do Êxodo, esta é uma jornada da opressão para a liberdade.

Bizu Riki Mullu, um israelita etíope, diz: "Ninguém compreende melhor a História do Êxodo do que nós. Cada dia na Etiópia era passado a tentar fugir para Israel".

Tal como os judeus escravos no Egipto, os judeus etíopes tiveram que fugir num ápice e estiveram sempre desprotegidos até chegarem a Israel. Mullu acrescenta: "Quando pensamos em como os Antigos Judeus viveram no deserto até chegarem a Israel, lembra-mo-nos da nossa fuga da Etiópia".

Na Páscoa, os judeus de todo o mundo vêem o Êxodo como se o tivessem vivido eles mesmos. No caso dos judeus etíopes, essa vivência tem um significado ainda mais especial.


A tradição pascal etíope é diferente e única. Antes da Páscoa, os judeus etíopes partem todos os seus pratos e fazem novos, como símbolo de ruptura com o passado. Os judeus etíopes continuam também a sacrificar cordeiros, e a sua ceia de Páscoa é mais festiva e menos estruturada que a das outras comunidades. os judeus etíopes só começaram a beber os quatro copos de vinho desde que um grupo visitou a Europa no século XIX.

Uma tradição que se mantém igual é a de se remover os produtos hametz (fermentáveis), e no geral, o Seder (ceia) é celebrado como nos tempos Bíblicos. Nesta altura do ano em que os judeus de todo o mundo recordam a Páscoa, é importante honrar a tradição dos judeus etíopes e o seu Êxodo dos tempos modernos.

Texto original de Rachel Avraham


Breve comentário: A história destes refugiados, acossados por todos os países da região, vítimas das maiores atrocidades, e acolhidos como cidadãos de pleno direito em Israel, serviu (como tudo serve) para acusações internacionais de RACISMO (!!!!!), dirigidas a Israel! Relembramos o post  'Denegrindo Israel de novo'

A mesma Imprensa e a mesma opinião pública que ignoram deliberadamente e legitimam como traço cultural o genocídio dos não muçulmanos em terras de Islão, não param de martelar o absurdo que desmontámos no post supracitado. 

O antissemitismo é uma feroz doença mental. Com a nossa propensão de nascença para estarmos sempre ao lado dos fracos e dos oprimidos, dos injustiçados e dos caluniados, não poderíamos deixar de estar ao lado de Israel. Ainda que nos custe a vida, assim será, sempre. 

Mais vale morrer livre do que viver escravo. Foi essa a lição que o Povo de Israel exemplificou, quando fugiu do cativeiro egípcio. Coincidentemente, o Deus Único, o Deus de Abraão, Isaac e Jacob, o Deus Verdadeiro, revelou-se logo a seguir, não a um homem, mas a todo um Povo, que transmitiu essa Boa Nova a todos os Povos do Mundo..
 

Após esta vida, não nos espera nenhum deus sanguinário de vingança e luxúria. Espera-nos, a TODOS, um Deus de Bondade. E Justiça...

4 comentários:

  1. segundo a bíblia os verdadeiros israelitas eram semelhantes aos nubios e egípcios, os nubios e os povos do antigo Egito eram pessoas de pele escura , temos que sem preconceitos ou racismo aceitar os negros como verdadeiros israelitas.

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    1. Não há racismo nenhum, meu amigo. A prova de que não há racismo é este post, que fala de judeus etíopes e do seu acolhimento em Israel. Este e outros posts. Mas não há nenhuma base científica para se afirmar que as pessoas de pele negra e tipo humano africano são "os verdadeiros judeus".

      http://amigodeisrael.blogspot.pt/2015/06/um-espanhol-ou-portugues-em-cinco-tem.html

      Os melhores especialistas em Genética do Mundo já estudaram e comprovaram que os judeus de hoje são descendentes directos dos judeus Antigos. Seja qual for a cor da pele.

      É uma estranha judeomania global. Os Africanos querem ser os "verdadeiros judeus". Os Britânicos também. Todos querem ser os verdadeiros judeus e todos odeiam os verdadeiros judeus!

      Já fizemos posts sobre isso. https://www.youtube.com/watch?v=IRtc0XaA5k0

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  2. no livro história geral do Brasil falam de uns negros hebreus que vieram juntos com os africanos para serem criminalmente escravizados.

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  3. Desconheço. Mas gostava de saber mais sobre isso.

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