domingo, 14 de dezembro de 2014

Menorá e Chanukiá

MENORÁ 

 

 Hanuká, o milagre da Luz

Os que andaram, como nós, na catequese cristã, devem lembrar-se do Livro do Êxodo, e do Bezalel (a grafia varia muitíssimo), o judeu da tribo de Judá, artesão talentoso, que foi encarregado de construir o Tabernáculo e os seus artefactos, sob a orientação de Moisés e segundo as ordens do próprio Deus, segundo a tradição e a crença de judeus e cristãos.


 Bezalel trabalhando

Ora vamos lá arejar esses conhecimentos de Torá /Antigo Testamento:
Também farás um candelabro de ouro puro; de ouro batido se fará este candelabro; o seu pé, as suas hastes, os seus copos, os seus botões, e as suas flores serão do mesmo.
E dos seus lados sairão seis hastes; três hastes do candelabro de um lado dele, e três hastes do outro lado dele.
Numa haste haverá três copos a modo de amêndoas, um botão e uma flor; e três copos a modo de amêndoas na outra haste, um botão e uma flor; assim serão as seis hastes que saem do candelabro. (...)
Os seus botões e as suas hastes serão do mesmo; tudo será de uma só peça, obra batida de ouro puro.
Também lhe farás sete lâmpadas, as quais se acenderão para iluminar defronte dele.

Êxodo 25
O Tabernáculo era a morada portátil para a presença divina, após o Êxodo do Egipto e até à conquista da terra de Canaã. Esta é a história da primeira menorá.
 

Esta menorá dourada está em exposição na Cidade Velha, em Jerusalém. É um projecto do Instituto do Templo, que, se Deus o quiser, será reconstruído no Monte do Templo, hoje sob ocupação violenta dos colonos muçulmanos, que vedam a entrada dos judeus no local mais sagrado da sua Terra e da sua religião.

CHANUKIÁ



Acendendo a chanukiá no segundo dia da Festa das Luzes

Os leitores e amigos que se interessam, como nós, pela cultura hebraica, devem ter reparado que existem candelabros de 7 e 9 braços. A razão é que, segundo o Talmude (uma das obras fundamentais do Judaísmo), não se deve usar a menorá - o candelabro de 7 braços - fora do Templo.  
No primeiro dia das celebrações do Hanuká (ver post anterior) os judeus de todo o mundo acendem então o chanukiah, o candelabro com nove ramos, ou braços, que se assemelha a uma menorá.

Um ramo é aceso na primeira noite, outro na noite seguinte, e assim até ao oitavo. O ramo central fornece a chama para acender os outros.

 
A menorá tem sido o supremo ícone  judaico ao longo da História. Nas sinagogas contemporâneos, um candeeiro, conhecido como o Ner Tamid (hebraico para Chama Eterna), simboliza a menorá do Templo.

O Hanuká é a comemoração de dois milagres: a vitória de um pequeno grupo de combatentes judeus contra o poderoso exército sírio-grego, no século II a.C., e a pequena quantidade de azeite com que acenderam a menorá do Templo, e que, surpreendentemente, durou 8 dias.

sábado, 13 de dezembro de 2014

Miracle - Uma canção de Hanuká

 

Estamos outra vez naquela época especial do ano em que os cristãos se aprestam para celebrar o Natal e os judeus o Hanuká (que também pode ser grafado como Chanukkà ou Hanukkah - ou em Hebraico חנכה, ḥănukkāh). Já falámos do significado do Hanuká neste blog, nomeadamente neste post:

Festival da Gratidão 


Recordamos que se trata da Festa das Luzes, a comemoração da vitória dos judeus sobre os ocupantes gregos (um dos muitos povos que invadiram e submeteram a Terra de Israel, ao longo da sua História de mais de 4 milénios). Cerca de 200 anos antes de Cristo, no período dos Macabeus, os ocupantes promoveram a 'helenização' da cultura judaica, pela força. O templo de Jerusalém foi inclusivamente profanado, tendo sido utilizado para celebrações pagãs. Para além de todos os abusos, da perda da soberania e da imposição de uma cultura estranha, a ideia de uma concepção do mundo politeísta e centrada no Homem e não em Deus, não foi aceite pelos judeus, uma cultura já então moldada por dois milénios de estrito monoteísmo.

A famosa Revolta dos Macabeus teve como personagens centrais Matatias e os seus filhos, sobretudo Judas Macabeu, que conseguiu vencer os gregos no ano 165 antes de Cristo. Jerusalém foi libertada o o Templo foi reconsagrado. 1Macabeus 5 (livro presente somente nas Bíblias católicas) narra assim o nascimento da Festa das Luzes:

E Judas, com seus irmãos e toda a assembleia de Israel, estabeleceu que os dias da dedicação do altar seriam celebrados a seu tempo, cada ano, durante oito dias, a partir do dia vinte e cinco do mês de Casleu, com júbilo e alegria.

Essa festa é lembrada no Evangelho de João, em 10,22:
Houve então a festa da Dedicação em Jerusalém. Era Inverno. Jesus andava pelo Templo, sob o pórtico de Salomão.
O Talmude, livro histórico da tradição hebraica, conta que depois da reconquista os Macabeus limparam o Templo. Segundo o ritual, a Menorah do Templo tinha que ser iluminada continuamente com azeite puro. No Templo, porém, só havia azeite para uma noite. Ainda assim, acenderam o candelabro enquanto, esperando encontrar entretanto azeite. Milagrosamente, aquele azeite durou o tempo necessário para os judeus obterem mais azeite: 8 dias.

Tendo tido, como quase todos os portugueses, uma formação cristã, toca-nos profundamente a imagem de Jesus/Yeshua, passeando pelo Templo, em Jerusalém, no Festival das Luzes, "sob o pórtico de Salomão".

Hoje só queríamos mesmo mostrar-vos esta canção do famoso Matisyahu, um judeu convertido, cujo nome, em Português, é... Matatias, o líder da famosa revolta que levou os judeus à vitória sobre os ocupantes largamente superiores em força e em número, motivando assim a festa que agora se comemora. Mas as conversas são como as cerejas. Ou como o azeite dos Macabeus. E esta introdução era necessária para contextualizar os aparentemente bizarros eventos deste vídeo.

Sobre esta canção, Matisyahu (não o Macabeu, mas o cantor), disse: "Há tantas canções de Natal. Eu queria dar às crianças judias uma canção de que se orgulhassem. Temos o Adam Sandler, que é divertido, mas eu tentei escrever uma canção com alguma profundidade e espiritualidade inerente a esta festa, de uma forma divertida. O meu amigo Kojak estava cá na cidade, de modo que fomos para o estúdio num espírito de milagres e de triunfos dos pequenos, e este foi o resultado. Feliz Hannukah!"


sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Israel nº 1 em tecnologia LIMPA




Poluição, resíduos, contaminação dos solos, do ar e das águas, são uma preocupação cada vez maior das sociedades. Israel faz a sua parte. E sai-se bem.

Israel foi considerado o primeiro país do mundo em tecnologias limpas.
O ranking do Global Cleantech Innovation Index, compillado pelo Cleantech Group, pela World Wildlife Foundation e pela Agência Sueca  para o Crescimento Económico e Crescimento Regional, elegeu Israel o melhor entre 40 países candidatos. O relatório diz respeito a um período de 10 anos e tem em consideração 15 indicadores diferentes.
 
A tecnologia limpa inclui a reciclagem, a energia renovável através do uso de energia eólica, energia solar, biomassa, hídrica e os biocombustíveis, motores eléctricos, química verde, tratamento de águas residuais e outras teccnologias limpas, mas eficientes em termos energéticos


Central eléctrica solar no deserto do Neguev


A tecnologia limpa produz electricidade e combustíveis, com um menor impacto ambiental possível e poluição minimizada. 

De acordo com Energydigital.com, "Israel é considerado um exemplo a seguir em termos de inovação tecnológica, espírito empreendedor e incorporação de conceitos ecológicos no seu sistema educacional e nas normas do quotidiano da sua sociedade".

Os projetos de tecnologia limpa de Israel são de renome mundial, com ideias inovadoras, tais como 
abastecer edifícios e blocos inteiros com energia através de painéis solares, converter vento em electricidade, novas tecnologias para produzir água limpa e muitas outras inovações que estão a ser importadas por outros países e atornar o nosso mundo mais limpo e energeticamente mais eficiente. 


Bom fim-de-semana para todos. Shabbat Shalom.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Bento XVI, o "deicídio" e o antissemitismo



Bento XVI discursa no Memorial do Holocausto, em Israel 
"O Papa Bento XVI tem melhorado as relações entre o Cristianismo e o Judaísmo e entre o Vaticano e Israel" - dizia em comunicado o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, em 18 de Fevereiro de 2013.

"Em nome do povo de Israel, muito obrigado pela sua acção como Papa, por fortalecer as relações entre cristãos e judeus, e entre a Santa Sé e do Estado judeu
", acrescentava Netanyahu, no comunicado, em resposta ao anúncio da renúncia de Bento XVI, na semana anterior.


"Agradeço-lhe também pela corajosa defesa dos valores do Judaísmo e do Cristianismo, e das raízes da nossa cultura comum", acrescentava o primeiro-ministro.


Para a comunidade judaica, uma das conquistas mais importantes de Bento XVI foi isentar o povo judeu da responsabilidade pela morte de Jesus - Yeshua ben Yosef.
Para quem não padece da estranha doença mental do anti-semitismo, é óbvio que culpar todo um povo, dois mil anos depois, por causa de um episódio tão controverso e cercado ainda de tanto mistério, é um absurdo! Desde logo porque:
 - Yeshua, os seus Apóstolos, e a grande massa dos seus seguidores, eram, eles mesmos, judeus. Donde, não faz sentido lançar anátema sobre todo um povo, quando, a crer na História Sagrada, as vítimas eram judias, como também alguns dos carrascos*.
* - Lembremo-nos que a autoridade máxima eram os Romanos, que escapam ilesos nesta história toda. Muito convenientemente, porque o Cristianismo - uma das várias seitas do Judaísmo - acabou por ser adoptado como religião oficial do Império Romano.)
- Na Terra Santa, na época, como em todo o Império Romano, eram crucificadas pessoas aos milhares, pelas razões mais triviais, fruto da barbárie dos tempos. Yeshua terá sido mais um, por motivos tão fúteis como tantos outros.
- Não se sabe exactamente como morreu, nem sequer como viveu, Yeshua. As fontes históricas coevas são mais que escassas, e as Escrituras Sagradas não escaparam a erros de tradução, alterações, interpolações, muitas vezes ao sabor dos ventos políticos e teológicos.
- A vingança e o ódio são contrários à essência do Cristianismo, como o são à do Judaísmo. Os cristãos (como os saduceus, os fariseus, os essénios e outros) foram, por mais de dois séculos, uma facção dentro do Judaísmo. A investigação sobre os nazarenos e os ebionitas, por exemplo, indica que estes grupos seguiam os ensinamentos de Yeshua.
- Ainda que fosse racional aceitar uma culpa hereditária, as chacinas de judeus ao longo dos séculos, pelo alegado deicídio, não seriam já suficientes para saldar a suposta dívida?...
"E, por já nas ruas não acharem Cristãos-novos, foram assaltar as casas onde viviam e arrastavam-nos para as ruas, com os filhos, mulheres e filhas, e lançavam-nos de mistura, vivos e mortos, nas fogueiras, sem piedade. E era tamanha a crueldade que até executavam os meninos e (as próprias) crianças de berço, fendendo-os em pedaços ou esborrachando-os de arremesso contra as paredes."
in  A MATANÇA DE JUDEUS EM LISBOA (19 de Abril de 1506) segundo Damião de Góis
 (Mais dados sobre este episódio histórico no site da Comunidade Israelita de Lisboa).

- E repetimos: se não culpamos os filhos pelos erros dos pais, muito menos sentido faz culpar um povo inteiro, dois milénios volvidos, por um determinado acto que terá sido de uns poucos. Esquecendo muitos mais que terão procedido bem, e... esquecendo a própria vítima, um judeu.

 A este propósito, lembramos o post recente:

"Jesus, o Judeu Incompreendido"


"Cristo Perante os Seus Juízes", circa 1877-1879, obra de Maurycy Gottlieb**  (1856 - 1879), Museu de Israel, Jerusalém. Site do museu aqui.
Num livro publicado em 2011, o Papa escreveu que "a aristocracia do templo" em Jerusalém e as "massas" - e não "o povo judeu como um todo" - foram responsáveis pela crucificação de Jesus.

Netanyahu elogiou a "coragem" do Papa, e diversos líderes religiosos judeus sentiram que esse foi um passo essencial na luta contra o anti-semitismo no seio da Igreja.


Visita de Bento XVI a Israel,  Muro das Lamentações

Sobre a questão do anti-semitismo motivado por esta velha história do "deicídio", contamos voltar a falar, se bem que o essencial esteja dito.
O discurso de Bento XVI no Museu do Holocausto, em Israel, não foi do agrado de alguns sobreviventes, que esperavam uma condenação mais forte do Nazismo e dos Alemães, que o Papa não citou directamente no seu discurso. Outros, contudo, acharam que o discurso foi importante, nomeadamente pela condenação da negação do Holocausto. Joseph Ratzinger  pertenceu à  Juventude Hitleriana e à Wehrmacht, antes de ter desertado, em 1944. 
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À esquerda: auto-caricatura e autoretrato de Gottlieb.
** Maurycy Gottlieb - Mauricy significa Moisés, ou Moshe.  Um dos onze filhos de Isaac e Fanya Tigerman Gottlieb, Maurycy matriculou-se Academia de Arte de Viena, aos quinze anos. Estudo sob a direcção do pintor polaco Jan Matejko em Cracóvia. Passado um semestre, saiu do estúdio de Matejko depois de experimentar repetidamente o anti-semitismo dos outros estudantes. Retornou a Viena e começou uma busca de suas raízes judaicas; algo vago para ele, pois os seus pais tentaram educá-lo na escola secular então actual do "Iluminismo europeu." Aos vinte anos ganhou a medalha de ouro do Concurso de Arte de Munique. É considerado o maior artista polaco da sua geração.

Ciclo de Cinema Israelita está de regresso a Lisboa



Durante cinco dias há cinco filmes para ver, que representam "uma seleção dos melhores filmes produzidos e realizados em Israel entre 2013 e 2014".

“Kicking Out Shoshana”, “Hill Start”, “The Dove Flyer”, “A Place in Heaven” e “Dancing Arabs” são os cinco filmes que vão ser exibidos durante cinco dias, de 11 a 14 de dezembro, no Cinema City Alvalade, em Lisboa.
De acordo com a organização, a cargo da Embaixada de Israel e da New Line Cinemas, os filmes escolhidos representam “uma seleção dos melhores filmes produzidos e realizados em Israel” em 2013 e 2014. (...)
 in OBSERVADOR

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

O Papa Mau e o Profeta Cool




O PAPA «MAU»
A 12 Setembro 2006, o Papa Bento XVI fez uma palestra na Universidade de Regensburg, na Baviera, intitulada "A Fé, a Razão e a Universidade: Memórias e Reflexões", em que denunciou o Islão como uma religião caracterizada pelo fanatismo. A transcrição integral está AQUI, no site do Vaticano.
As declarações, proferidas um dia após aniversário do 11 de Setembro, geraram acesa controvérsia (como as do Bispo D. José Policarpo), e terão sido uma das razões do descontentamento popular com o Papa "mau", o Papa que "não passava" nos media, e que acabou por ser ser levado a renunciar, no ano passado.
Julgando o livro pela capa, ninguém quis ouvir o Papa que quase todos trataram pelo seu apelido - Ratzinger - como que para dar uma conotação negativa à sua origem alemã.
Agora que o ISIS - o Estado Islâmico, candidato a Califado Global - mostra todo o seu horror no Médio Oriente, chacinando, com requintes de malvadez, populações inteiras de "infiéis" (nomeadamente de cristãos), praticando a escravatura sexual e o estupro indiscriminado, não poupando as crianças (as meninas a partir de 1 ano são vendidas como escravas sexuais e os meninos usados como homens-bomba), agora, não ficava mal pedirem desculpa ao homem que não tinha "imagem". Mas tinha razão.


Órfãos cristãos iraquianos.  A organização RESCUE CHRISTIANS (SALVEM OS CRISTÃOS), criada pelo ex-terrorista islâmico Walid Shoebat, continua a desenvolver a sua cruzada incansável.
O conservador Reverendo Raymond de Souza escreveu  numa coluna do jornal National Catholic Register, acerca das declarações do Papa, que "Regensburg não foi tanto o trabalho de um professor ou mesmo um Papa. Foi a obra de um profeta."
"Oito anos depois, temos ISIS" - acrónimo do Estado Islâmico, ou Califado Global - "E decapitações. E perseguição. E ódio. E a guerra ", comentou Elise Hilton num post no blog do Acton Institute, uma associação católica libertária."Parece que o mundo deve um pedido de desculpas ao Papa Bento XVI ", escreveu ela.

O PROFETA "COOL"

Nesse famoso discurso de 2006, Bento XVI afirmou que a fé sem a razão leva ao fanatismo e à violência.

Para ilustrar este caso, Bento XVI citou um diálogo do século XIV, entre um imperador cristão bizantino e um erudito persa, sobre o conceito de violência no Islão.

O
Papa  citou a resposta do imperador ao interlocutor islâmico:"Mostre-me o que Maomé trouxe de novo, e lá encontrará apenas coisas más e desumanas, como a sua ordem de difundir pela espada a fé que pregava"

Bento XVI disse que, para o Islão, "Deus é absolutamente transcendente. A Sua vontade não está ligada a nenhuma das nossas categorias, mesmo à da racionalidade."

Detalhe da pintura em miniatura “O Profeta, Ali, e os Companheiros no Massacre dos Prisioneiros da tribo judaica de Beni Qurayzah”, ilustração de um texto do século XIX, por Muhammad Rafi Bazil.


- Leituras aconselhadas:  




Tudo no excelente blog LEI ISLÂMICA EM ACÇÃO. Facebook AQUI.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

FOTO-FAKE

A icónica foto, de um rapazinho judeu e de um rapazinho árabe, de braço dado, é uma montagem.


Esta foto foi feita para alimentar o wishful thinking - para quem não sabe, esta expressão significa ignorar a realidade e substituí-la pelos nossos desejos.

Vemo-lo na Política, quando os governantes tomam decisões à luz da ideologia ou do eleitoralismo, em vez de atentarem ao senso-comum e aos factos, esperando que a coisa "dê certo", para seu proveito. 

Vemo-lo neste conflito israelo-árabe quando o Mundo acalenta expectativas de paz em relação a uma ideologia de guerra. 

Não há que esperar qualquer tipo de paz do Islão, porque o Islão é intrinsecamente uma ideologia criminosa, de ódio, de supremacismo, de brutalidade atroz. 

Não há que esperar apaziguamento, paz ou entendimento com o Nazismo, o Comunismo, o Fascismo, ou com qualquer tipo de redes de crime organizado. É absurdo esperar que a Mafia, os Hells Angels, os Crips, os Bloods, a Irmandade Ariana, o Los Zetas, os Neo nazis, o Hamas, o ISIS, a Al Qaeda, o Boko Haram, o Hezzbollah, o Ku Kux Klan, se "apaziguem" e "dêem uma chance à paz"

Leia ou releia, e constate a enorme diferença entre o Alcorão do Islão e o Alcorão do ISIS:


A religião do CRIME


Pode haver elementos dessas associações criminosas que tenham um lampejo de sanidade e se regeneram. Como John Lee Clary do Ku Kux Klan, que um belo dia caiu de joelhos e disse:
'Meu Deus, a minha vida está uma desgraça. Eu estou numa desgraça. Preciso da Tua ajuda!".
E de seguida, como ele recorda:
"Senti-me uma nova pessoa, uma criação novinha em folha, senti um peso sair dos meus ombros".


Hoje, Clary é um pastor evangélico, e é um homem novo
 
 
Um outro exemplo mediático é Walid Shoebat, que de terrorista islâmico se converteu ao Cristianismo e se tornou um lutador efectivo pela Paz.
 
Podem acompanhar o trabalho de Walid Shoebat no site com o seu nome - SHOEBAT - e no site RESCUE CHRISTIANS - que divulga continuamente as atrocidades cometidas pelos islamistas contra cristãos e outros «infiéis», e tem salvo milhares de inocentes das garras do Islão.


"Como é que eu posso ir para cama dormir como jordano num dia, e acordar como 'palestino' no dia seguinte?" - é uma das mais famosas frases de Shoebat, que de terrorista anti Israel se tornou defensor do Estado Judaico.
 
O que nos traz de volta à questão da fotografiazinha politicamente correcta. A fotojornalista norte-americana Ricki Rosen abusou da ingenuidade de dois jovens judeus, e, na sequência dos acordos de Oslo, em 1993, encenou a foto.

Agora são adultos: Zvi Shapiro (esquerda), agora com 32 anos, usou a kippah na famosa foto. Zemer Aloni (direita), agora com 33 anos, usou o keffiyeh.
Embora não andem por aí a queixar-se do evidente abuso de confiança, por parte da bem intencionada jornalista, que declara que apenas quis "ilustrar" o acordo, Zhi e Zemer preferiam não ter participado na encenação. Não só pela manipulação a que deu e continua a dar aso, como pelo facto de Zhi não ser religioso e ter sido convencido a usar a kippah.


 Ricki Rosen
 
Não duvidamos da boa fé da jornalista, que continua defender que o trabalho é eticamente aceitável. Mas discordamos. Num assunto tão sensível como este, usar crianças e não indicar que se trata de uma encenação, não nos parece bem. Este tipo de jornalismo alimenta o pensamento modernaço, do marxismo cultural, do dito wishful thinking, do falso moralismo, que é, no fundo, o mais poderoso combustível para este conflito. 
 
É esta atitude de meias tintas que traz o Ocidente desde 1948 numa posição de medo de assumir o que é mais que evidente: A "Palestina", enquanto Estado árabe e muçulmano, jamais existiu, e é apenas um pretexto do mundo islâmico para recuperar a Terra de Israel, que invadiu e onde lançou o caos, como sempre fez e faz, na actualidade.

Como temos aqui demonstrado, Espanha e Portugal estão na calha para a reconquista, logo a seguir a Israel. O ISIS mostra diariamente, na Síria e no Iraque, o que faz com os "cães infiéis". Os nossos analistas, confortavelmente sentados nas suas poltronas, teorizam, em banho-maria de marxismo cultural, vão enchendo as colunazinhas dos jornais com banalidades inconsequentes e as suas aulas com miúdos barbudos de keffieh ao pescoço. 
 
E, enquanto o terrorismo islâmico é finalmente reconhecido como uma ameaça global,  os lunáticos, em relação ao Hamas & C.a. o que nos têm a responder, lá do fundo do seu mundo de ficção, é que "Há um filme muito giro, pá...".
 
Esta foto, por outro lado, não é nenhuma montagem:


Chegámos a usá-la como frontispício do nosso blog. Foi o original, aliás. Hoje é o senhor Oliveira da Figueira. A foto, da autoria de Debbi Cooper, é de 1988, e mostra realmente um rapazinho árabe e um rapazinho judeu. A esmagadora mairia dos árabes que vivem em Israel não apoiam o terrorismo. Embora sejam muçulmanos, desejam tanto deixar para trás a jihad e a sharia, como os judeus de hoje deixaram nos tempos Moisaicos de há mais de 3500 anos a.C. as lapidações de mulheres adúlteras ou os cristãos deixaram nas Idades Médias o Tribunal do Santo Ofício e o Índex Librorum Prohibitorum.
 
Mas desta foto, e do desejo de paz e de reformas religiosas por parte dos árabes israelitas, falaremos em outra oportunidade.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Apoie Israel este Hanukah!

Talvez você ache que a sua contribuição não vai fazer a diferença. Mas asseguramos-lhe que vai. Uma carta, um email de apoio, um comentário no Facebook da United With Israel ou das Forças de Defesa de Israel (IDF), um pacote de roupas quentes, um donativo em dinheiro, vão ser muito bem aproveitados e constituir poderosa fonte de moralização para estas raparigas e estes rapazes, a quem tanto devemos.

Israel é a ÚNICA democracia do Médio Oriente, e, apesar da sua pequenez, é o poder equilibrante da religião, onde todos os outros países são islâmicos, e se batem, acima de tudo, pela hegemonia desse sistema tirânico, supremacista e obscurantista.

Contra as vagas de anti semitismo, contra a desinformação dos media, contra a submissão e o relativismo cultural dos nossos dias, apoie Israel. APOIE O BEM! E que Deus lhe pague.


United With Israel com o IDF na Festa de Hanukah - 2014

A organização global United With Israel, de que costumamos traduzir artigos e em quem temos uma fonte privilegiada, tem o orgulho de patrocinar a festa de Hanukah numa base militar em Hebron, para homenagear os corajosos jovens, homens e mulheres do IDF (Forças de Defesa de Israel) que arriscam as suas vidas para proteger o povo de Israel.

Na quarta-feira 17 Dezembro de 2014, à noite, na segunda noite de Hanukah, famílias americanas e israelitas irão visitar várias bases do IDF na área de Hebron para comemorar o Hanukah e dizer obrigado aos nossos amados soldados israelitas. Estas bases militares ficam a curta distância da antiga cidade bíblica de Hebron, onde a sagrada Gruta dos Patriarcas está localizada.

https://unitedwithisrael.net/soldiers/?c=nl-1205



Hebron tornou-se um ponto preferido pelos terroristas islâmicos para as suas operações mortais. O sequestro e assassinato brutal dos três adolescentes israelitas em Junho passado teve lugar na área de Hebron.

O evento contará com música, dança, jantar, apresentações especiais e a tradicional iluminação da Menorah de Hanukah. Os soldados vão acender uma Menorah verdadeiramente surpreendente que foi criada a partir dos restos de mísseis do Hamas que explodiram em Israel. Cerca de 20 mil mísseis foram disparados de Gaza desde a segunda Intifada, em 2001. Um artista israelita transformou esses mísseis de terror em algo de singular beleza e luz!
Os soldados que servem em Hebron estão localizados numa das áreas mais perigosas de Israel. Hebron, a cidade bíblica em que os nossos santos patriarcas e matriarcas estão enterrados, também é conhecida como a "primeira capital de Israel." Não só Abraão e Sara se estabeleceram em Hebron, mas o Rei David foi lá ungido como rei de Israel e Hebron serviu como capital nos sete primeiros anos do seu reinado. Hoje, Hebron tornou-se um foco de fervor 'nacionalista' e um terreno fértil para a violência e terrorismo 'palestinos'.
Os soldados que que se juntarão a nós para celebrar o Hanukah estão estacionados ao longo de diferentes pontos estratégicos na região de Hebron. Incluem os que patrulham a fronteira, os que monitorizam os movimentos do inimigo, os combatentes e as unidades de informação anti-terrorismo.
Os jovens, homens e mulheres, que servem nesta área perigosa fazem parte integrante da linha da frente de Israel contra o terror que emana da Judeia e Samaria, e impediram vários ataques terroristas contra israelitas. Eles merecem muito as nossas expressões de agradecimento!

Eles passam a maior parte do dia no exterior, com muito frio no Inverno, como nós teríamos se lá estivéssemos.

Uma cerimónia especial será realizada em honra dos soldados, em que pacotes de roupas e agasalhos serão entregues aos soldados por parte da United With Israel. Cartas pessoais de admiradores de todo o mundo serão entregues como expressões de gratidão e unidade.

Para mais informações sobre o evento, ou para fazer uma reserva, envie um email para: idfparty@unitedwithisrael.org

Se estiver interessado em enviar um presente de Hanukah, em escrever uma carta pessoal de apoio a um soldado, ou em tornar-se um patrocinador da festa de Hanukah, CLIQUE AQUI.
Temos a honra de agradecer aos jovens soldados corajosos que arriscam as suas vidas todos os dias para proteger e defender o povo de Israel.

Queira juntar-se a nós e dizer 'obrigado' aos nossos amados soldados. Envie o seu presente hoje!


VÍDEOS DA FESTA EM ANOS ANTERIORES:



sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Seguem os 'pogroms' em França




Nas gigantescas manifestações anti-semitas deste Verão em França, só não houve massacres de judeus graças aos grupos que defenderam as sinagogas dos ataques dos bárbaros. Mas, mesmo assim, a massa de islamistas, nazis e extrema-esquerdistas que infesta a Internet, culpa a Polícia - por não ter permitido a chacina. A Polícia que, por acaso, pouco ou nada fez:



Os judeus estão a deixar França. 16% dos franceses (racaille composta de muçulmanos, nazis e extrema-esquerdistas),  apoia o Islão mais radical e terrorista, apoia o ISIS. E o Partido Socialista precisa dos votos muçulmanos para ser eleito (por escassa margem, aliás, e que esperemos que desapareça).

Como estes, há muitos vídeos da turba de bárbaros raivosos, atacando pessoas indefesas, tentando linchar jornalistas, espumando ódio e fanatismo religioso, agitando bandeiras do Jihad Islâmica, do ISIS e da «Palestina».

Os media franceses, coerentemente engagèe, usam todos os meios - mesmo os mais estúpidos e pueris -  para manter acesa a chama do anti-semitismo. Patrick Sabatier, um apresentador popular por lá, "esclarece" que "Jerusalém não é capital de Israel, evidentemente":


A corrida à submissão ao Alá é desenfreada. Os compagnons de route ateístas mal podem esperar pelas delícias da Sharia. Ahhhh... os enforcamentos de homossexuais em praça pública, as vergastadas nas mulheres que sejam apanhadas com uma nesga de rosto à vista, a mutilação genital feminina, os mercados de escravas infantis, a proibição da música, da dança e de tudo o que seja cultura ou alegria, o desmembramento, queima ou crucificação dos infiéis para espectáculo público, o extermínio dos judeus. Tudo lindo! Tudo bom! Tudo paradisíaco! Allah Akbar, meus semelhantes!

A propósito do anti-semitismo e da islamização de França, não deixe de visitar o:

http://theinglouriousbasterds.com/

Clique no logo.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

O mais bárbaro ataque anti-semita da história recente de França


O mais bárbaro ataque anti-semita da história recente de França, um viveiro para a actividade anti-Israel, onde odiar os judeus está cada vez mais na moda.
Num ataque anti-semita particularmente perturbador, esta segunda-feira, uma mulher judia francesa de 19 anos de idade foi estuprada e o seu namorado de 21 anos foi amarrado e amordaçado por três atacantes encapuçados. Os terroristas disseram às vítimas que os atacaram "porque eles são judeus."
Este ataque ocorre depois de um anúncio no mês passado da Agência de Segurança para o Judeus de França (PECJ) relatando um aumento de 45% nos ataques anti-semitas desde 2011, na sua maioria perpetrados por muçulmanos.
Enquanto o anti-semitismo está em ascensão a nível internacional, com um grande aumento de actos anti-semitas nos EUA, os exemplos mais pronunciadas e horríveis estão a ocorrer na Europa. O exemplo mais extremo dessa tendência é a França, onde as manifestações se tornaram violentas, as lojas estão a ser vandalizadas e agora as pessoas estão a ser atacadas nas suas próprias casas, simplesmente porque são judeus.


 

'Chic' odiar Israel e atacar os judeus

Alguns especialistas dizem que a quantidade de ódio aos judeus no mundo não mudou, porque o anti-semitismo sempre existiu, mas que a atitude em relação a ele mudou. No final do Holocausto, era socialmente inaceitável falar ou agir segundo crenças anti-semitas. Isso tem mudado ao ponto de se ter tornado aceitável para expor pontos de vista anti-semitas perante o mundo, e até mesmo agir de acordo com eles.

Muitos judeus que vivem fora de Israel sentem que se pode ser um bom judeu, sem se ser Sionista* ou identificar-se com Israel de qualquer forma, o resto do mundo faz uma conexão inseparável entre judeus e Israel.
* Nota nossa: "Sionismo" é a ideologia que defende o direito de Israel à existência.


 Os grandes media fabricam frequentemente uma narrativa difamando Israel e apresentando os terroristas e extremistas islâmicos  como as vítimas - uma minoria perseguida e oprimida pelo todo-poderoso Israel. Em muitos lugares, especialmente na Europa, é realmente chique a odiar Israel. O que tem alimentado o movimento anti-semita Boicote, Desinvestimento, Sanções (BDS).

A verdade é que há muitos países do mundo, da Ásia à Europa passando pela América do Sul, com violações de direitos humanos grotescas. Os media, no entanto, criaram um foco desproporcional sobre Israel, manipulando a opinião pública mundial. Judeus de todo o mundo, assim, tornam-se alvos de ódio, simplesmente porque são judeus.

Com os actos anti-semitas em alta, há uma necessidade ainda maior de apoiar Israel e estar com o país nestes momentos de necessidade.

Que acções você acha que as nações europeias têm de tomar para lidar com facções anti-semitas no seio da sociedade? O que pode VOCÊ  fazer para reverter a tendência de anti-semitismo em todo o mundo?

Autor: Penina Taylor, United With Israel

Eu dou já a minha resposta: Para defender Israel, colaboro neste blog e estou pronto para defender a verdade contra a difamação, os direitos humanos contra a opressão, a democracia contra o comunismo e o Islão. 

Há quem estranhe que, não sendo judeu, me exponha a riscos por apoiar Israel. É uma triste visão das coisas, essa de apenas defendermos os «nossos». Como toda a equipa deste blog, e como qualquer pessoa de Bem, os «meus» são todos os oprimidos, injustiçados e perseguidos. Não olho a etnias, credos, cores de pele.