segunda-feira, 15 de abril de 2013

A Miragem Democrática

Atentados por todo o Iraque matam dezenas de pessoas

A dias das eleições no Iraque, o Público conta-nos que "a capacidade das forças de segurança iraquianas conseguirem assegurar que não há ataques relacionados com as eleições é importante numa altura em que a credibilidade do processo está a ser questionada depois de 14 candidatos terem sido assassinados. Nas eleições participam apenas 12 das 18 províncias do país. Ainda que a segurança no Iraque tenha melhorado desde o pico de violência de 2006-2007, Março foi o mês mais violento desde Agosto passado, com 271 mortos".

Saddam Hussein caiu há 10 anos.  As tropas norte-americanas acabam de sair. A Al-Qaeda continua a ganhar terreno no país. A democracia no Iraque é ainda uma miragem longínqua. Sê-lo-á ainda por muitos anos, decerto. O que no Ocidente temos como valores absolutos, noutras sociedades é altamente secundário. E impossível de se decretar, enquanto não estiver nas aspirações populares.

domingo, 14 de abril de 2013

Comunicado do IDP - Uma Reparação Histórica


 Aguarela de Roque Gameiro representando a expulsão dos Judeus de Portugal.


Do Instituto da Democracia Portuguesa:

Nos últimos vinte anos, foram várias as personalidades nacionais que exprimiram o  desejo de que fosse levada a cabo uma reparação histórica da expulsão dos judeus, em 1496.
Entre as vozes que se levantaram, destacamos as do presidente Dr. Mário Soares que, em 1989, em Castelo de Vide, apresentou em nome do Estado português, o seu pedido de desculpas pelos danos causados.
A  Assembleia da República, na “Sessão Evocativa dos 500 anos do Decreto de Expulsão dos Judeus de Portugal”, em Dezembro de 1996, patrocinada pelo Presidente da República, Dr. Jorge Sampaio, votou, por unanimidade a revogação simbólica do decreto de expulsão.
Em Outubro de 2001, na Sinagoga Shearith Israel de Nova York, D. Duarte de Bragança apresentou um pedido de desculpas, em nome dos reis de Portugal, aos descendentes dos judeus perseguidos pela Inquisição
Recentemente, a fim de passar das boas intenções aos atos concretos, uma excelente comissão de judeus sefarditas portugueses residentes fora de Portugal, protocolou com o IDP o modo de criar uma iniciativa legislativa que atribuísse a nacionalidade portuguesa aos atuais judeus sefarditas de origem portuguesa.
Essa comissão é composta por Luciano Lopes, rabino e empresário; Rosangela de Paiva Lopes, empresária e educadora infantil; Carlos Zarur, antropólogo; Ariel Shemtob, médico; Luciano Oliveira, médico; David Neria Ramirez, administrador de empresas; Sérgio Mota, jornalista e genealogista; Simon Albuquerque Senior, genealogista; Renato Leão, empresário e Artur de Oliveira, freelancer.
Através de um seu diretor, dr. Francisco da Cunha Rego, diligentemente auxiliado pelo Dr. Bruno Cabecinha e pelo Rabino Luciano Lopes, desenvolveu o IDP um conjunto de contactos com o Dr. Carlos Zorrinho, Dr.ª Maria de Belém e dr. Pedro Silva Pereira, e que irão culminar na apresentação amanhã, dia 11, da seguinte proposta de alteração do art.º 6 da Lei n.º 37/81, de 3 de Outubro (Lei da Nacionalidade).
7 - O Governo pode conceder a nacionalidade por naturalização, com dispensa dos requisitos previstos nas alíneas b) e c) do n.º 1, aos descendentes de judeus sefarditas portugueses, através da demonstração da tradição de pertença a uma comunidade sefardita de origem portuguesa, com base em requisitos objectivos comprovados de ligação a Portugal, designadamente apelidos, idioma familiar, descendência directa ou colateral.»
Aguarda o IDP que esta proposta, apresentada pelo líder do Grupo Parlamentar do PS, Dr. Carlos Zorrinho, e que sabemos ter recebido um apoio implícito de parlamentares de outros partidos – uma vez que se trata de uma causa nacional -  seja sufragada no dia 12, se não de modo unânime, certamente por uma maioria esmagadora e muito expressiva que não deixe dúvidas que Portugal realizou uma reparação histórica, ao reconhecer o regresso destes seus filhos, após 517 anos de exílio, ao seio do seu povo e da sua nação portuguesa.

A Direção do IDP

10 de Abril de 2013

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Egipto continua a ferro e fogo

 

'Exército do Egipto mandou médicos operarem manifestantes sem anestesia'

 

Horripilante e triste notícia do Público. O Egipto de Mubarak não era pêra doce, e o regime nunca deu sinais de se preocupar com a pobreza extrema em que vivia grande parte da população. Mas o Governo que saiu das esperançosas movimentações da Primavera Árabe, afecto à Irmandade Muçulmana não está a conseguir melhor. A começar pela indiferença relativamente a acontecimentos como este.  

 

Neste momento o Egipto é palco de batalha campal entre os partidários da Sharia, a lei religiosa islâmica, e os resistentes que apearam Mubarak sonhando com uma abertura à democracia. A situação polarizou-se e radicalizou-se. O Presidente Morsi condena os actos de violência, mas aparentemente nada faz para os deter. Nas ruas, grupos de vigilantes e polícias religiosos ad hoc atacam minorias religiosas e partidários da democracia. Não se vislumbra, para já, um desenlace pacífico. A comunidade cristã copta tem sido apanhada no meio da tempestade, com resultados desastrosos. 

 

No seu blog, Walter Russell Mead relata uma cena especialmente violenta, ocorrida no Cairo, onde radicais muçulmanos atacaram com pedras e cocktails Molotov uma cerimónia fúnebre pelas vítimas de confrontos religiosos. Os cristãos coptas, mulheres e crianças incluídos, refugiaram-se na Catedral de S. Marcos, sede do Papado Copta. A "ajuda" da polícia foi disparar gás lacrimogéneo para a catedral. 

 

Morsi condenou estes ataques «como se fossem contra si mesmo», mas aparentemente não tem meios para manter a ordem pública. A Polícia continua em greve, e o Presidente tem muitos outros assuntos com que se preocupar. No Egipto faltam bens essenciais, e as posições radicalizam-se. O Governo parece não ter controlo na situação,  cada vez mais grave.

 

Na imagem: manifestante pró-democracia em confrontos com a  polícia a 25 de Janeiro deste ano, na Praça Tahrir, no Cairo.

 

POST-SCRIPTUM: Chamando a atenção para que as imagens são extremamente chocantes, insiro um vídeo que ilustra o que as palavras só por si tornam menos pungente, para que se entenda que estamos a falar de coisas graves, que acontecem a gente como nós:


quinta-feira, 11 de abril de 2013

Dia da Independência!

Mensagem do PM Netanyahu na celebração do Dia da Independência de Israel, Yom Ha'Atzmaut 2013! 65 anos de muito trabalho, muito sacrifício, muitas tristezas e muitas alegrias. Israel continua a ser uma democracia, uma sociedade dinâmica e solidária, de braços abertos para todos, sejam judeus ou não. O desejo acalentado por séculos - Para o ano, em Jerusalém! - realizou-se. Falta cumprir-se a paz. Que venha em breve.


Vai estudar, ó Bernheim!


O rabino e filósofo é um bom rabino e filósofo e não havia necessidade. Mas Gilles Bernheim, representante máximo de Judaísmo em França, resolveu plagiar vários autores na sua obra Quarante Méditations Juives (Stock, 2011). Terá reconhecido ainda, segundo o jornal Público, que não era agregado de Filosofia como constava no seu currículo. Pediu desculpas, demitiu-se e fez muito bem. Pelo menos não vai ter que ouvir o estribilho (bem conhecido em Portugal) que dá título a este post. E até pode ser que aproveite para... estudar.

terça-feira, 9 de abril de 2013

'Holocaustos há muitos, seu palerma!'

Para muito boa gente tornou-se um pecado social falar do Holocausto, lembrá-lo uma vez por ano para que não se repita essa tentativa de extinguir um grupo humano, sem par na História da Humanidade. Como não fazem a mínima ideia do que foi o Holocausto (nem querem fazer), o mantra é precisamente esse: «Ora, ora... Holocaustos há muitos...».

É bem verdade que Hitler é apenas o terceiro classificado no ranking de exterminadores de gente, atrás de Mao, e do primeiro lugar destacado de Estaline. É certo que o Partido Comunista Chinês está a caminho de tristes números de morticínio e tortura no Tibete, ou que no Darfur o governo central pratica igualmente genocídio e etnocídio, e se fôssemos por aí fora nunca mais parávamos. 

Como é verdade que todos os dias, por todo o mundo, há perseguição, tortura, fome, execuções, injustiças. Mas lembrar o Holocausto, um dia por ano, não deveria ser motivo de acrimónia, mas uma tomada de consciência para todos os Holocaustos que ainda nos rodeiam. Está nas nossas mãos contribuir para acabar com eles.

Ninguém «gosta» de visitar um campo de concentração nazi, por exemplo. As pessoas fazem-no para seu enriquecimento pessoal, porque amam a Liberdade, a Democracia e a Paz.



HOLOCAUST SURVIVORS AND REMEMBRANCE PROJECT:
"Forget You Not"™
preserving the past to protect the future ...

A Tribute to Survivors of the Nazi Holocaust
S
anctuary and Holocaust Remembrance



Holocausto: em Portugal ainda não é proibido lembrá-lo.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Ataque a Israel no Dia do Memorial do Holocausto




Este vídeo mostra uma cerimónia em memória do Holocausto, no sul de Israel, interrompida pelo adom tzeva - o "alerta vermelho", e os civis procurando abrigo. Os terroristas de Gaza não se coibiram de disparar um míssil contra Israel no Dia do Memorial do Holocausto.  

Se isto ainda o surpreende, é porque você não sabe nada acerca dos inimigos de Israel. Esta é a rotina diária desta gente, desde tenra idade.

Os judeus foram expulsos em massa da sua terra pelos Romanos, em 70 d.C.. Ao longo de séculos deambularam pelo mundo, sofrendo as maiores perseguições.  Theodor Herzl (1860 – 1904), foi o criador do movimento denominada Sionismo, o regresso dos judeus espalhados pelo mundo à sua terra ancestral, juntando-se aos judeus que lá permaneceram e em boas relações com os descendentes dos povos que ao longo dos tempos invadiram e se fixaram em Israel.
  
Viver em paz e sem medo, sem sofrer o estigma da rejeição e da perseguição, viver em harmonia na terra dos antepassados Abraão, Isaac, Jacob, Moisés, Elias, Jesus, era o sonho sionista. Infelizmente, o terrorismo continua a impedir que se realize.

A Imprensa Mundial (que os antissemtitas dizem estar «nas mãos dos judeus»), não fala sobre isto. Caiu na rotina. Já não é notícia. Mas se Israel fizesse levantar um avião de caça e destruísse a base de onde foi lançado o míssil, seria uma gritaria... É triste. 

Yom Hashoah Ve-Hagevurah


Holocaust children
Dia de evocar o Holocausto e o Heroísmo

Mais 50 guardas de Auschwitz podem vir a ser  acusados de cumplicidade no assassínio de milhares de pessoas. E despertam simpatias preocupantes...









Small boy, Holocaust


Children of the Holocaust

Deportation of Children during Holocaust

 Children of the Holocaust


Romaani ("Gypsy") children at Auschwitz

Children Awaiting Execution
 
Deportation of Children during Holocaust
 
Children Into a Death Camp

1943 Hannukah at Westerbork




HOLOCAUST SURVIVORS AND REMEMBRANCE PROJECT:
"Forget You Not"™
preserving the past to protect the future ...

A Tribute to Survivors of the Nazi Holocaust
S
anctuary and Holocaust Remembrance

domingo, 7 de abril de 2013

'Entre a liberdade e a escravidão' - Bernardo Sorj





28.03.2012 - por Bernardo SorjPessach 5772/2012 

Entre a liberdade e a escravidão


E toda a congregação dos filhos de Israel murmurou contra Moisés e Aarão no deserto, e disse aos filhos de Israel: 'Mais valia tivéssemos morrido pela mão do Senhor na terra do Egipto, quando estávamos sentados junto às panelas de carne, quando comíamos pão até querer. Trouxeram-nos para este deserto para morrermos aqui de fome.' (Êxodo 16) 


Porque a vida é uma luta constante entre a liberdade e a escravidão, entre a liberdade que nos torna insegura, e o desejo de segurança que limita a nossa liberdade, a Páscoa nos lembra que a vida é uma viagem:

Entre o medo do desconhecido. 

E a coragem de abrir-se a novas ideias e experiências.

Entre as expectativas dos outros. 

E o agir sobre como consideramos certo ou errado.

Entre a insegurança que nos permite reconhecer as nossas limitações.

 E a ironia que nos permite rir da nossa maneira de ser.

Entre a fixação sobre o trauma. 

E a sua superação.

Entre as janelas externas. 

E a vida interior.

Entre reclamar. 

E agir.

Entre o dogmatismo. 

E abertura às opiniões dos outros.

Entre ser. 

E ter.

Entre contemplar. 

E possuir. 

Entre querer tudo. 
E estar satisfeito com o que se tem. 

Entre o supérfluo. 
E o essencial. 

Entre a imposição. 
E o diálogo. 

Entre o discurso. 
E o ouvir. 

Entre um passado que nos oprime. 
E um passado nos ensina. 

Na Páscoa, nós aprendemos que os opressores têm delírios de omnipotência e de imposição da sua vontade, que anseiam por dominar e controlar os outros para satisfazer os  seus desejos. Mas os seres humanos são finitos e mortais.

E porque somos finitos e mortais, 

Vivemos na incerteza.

E porque somos finitos e mortais, 

Temos medos, inseguranças e necessidades emocionais.

E porque somos finitos e mortais, 

O outro é uma fonte de aprendizagem e de apoio.

Devemos sempre lembrar sempre que, como judeus, a Páscoa nos ensina:


Que fomos perseguidos e nunca devemos perseguir.
 
Que fomos  humilhados e nunca devemos humilhar. 
Que fomos estigmatizados e não devemos estigmatizar. 
Que fomos oprimidos e nunca devemos oprimir.
Que fomos confinados a guetos e ninguém deve viver em favelas.
Que toda a escravidão acaba na luta pela liberdade.

Assim, na Páscoa, celebramos a nossa vontade de ser livres sem esconder os nossos medos, inseguranças e faltas, e afirmamos nossa vontade de amar, aprender, e os valores da liberdade e da justiça.


Shehejyanu, laz'man ve'higuianu ve'quimanau.

Que vivemos, nós existimos, que chegámos a este momento.

Bernardo Sorj
  

sábado, 6 de abril de 2013

Querem ver que a culpa é de Israel?!...



As Ilhas Falkland (ou Malvinas, para quem preferir) estão de novo na ordem do dia. Os habitantes das Ilhas vão dizer em referendo se querem ser britânicos ou argentinos. O Público dedica interesante artigo ao tema. Mas como essa coisa da Democracia e do Direito Internacional não sensibilizam certos sectores de opinião, os comentários politicamente correctos sobre a distância entre as Falkland e Londres, e contra os «colonizadores britânicos» não se fizeram esperar. Houve quem respondesse...

Explica pacientemente um leitor do Público que «o primeiro europeu a lá desembarcar foi um inglês, e a primeira colónia foi francesa, a Argentina quanto muito terá herdado parte do direito de sucessão espanhol (que se baseava no Tratado de Tordesilhas), mas assim também poderão reivindicar o território o Uruguai, o Paraguai, a Bolivia.»

Outro leitor diz: «Proximidade geográfica? OK, então Portugal e Espanha têm de entregar os arquipélagos da Madeira e das Canárias a Marrocos igualmente. É que Marrocos está bem mais perto destas ilhas que os países ibéricos. E independentemente do que os madeirenses ou os canarinhos votem teriam de ficar sob controle Marroquino. Brincadeiras à parte, tem mais direito às Falkland a Espanha que a Argentina. E não vou entrar pelo argumento parvo do "eu preferia ficar no 1º mundo que no 3º". Efetivamente há muita coisa que eu concordo com a Kirchner mas esta obsessão pelo controle dos rochedos qual-éden-perdido já soa mais a uma birra que outra coisa. Ainda por cima uma birra iniciada no concreto por uma ditadura conservadora e militar.»
  
Outro leitor resume: «Quando é que as Falkand foram território argentino? Alguma vez foram habitadas por argentinos? E se quem nasceu lá e vive lá não tem voz na matéria quem terá.»

Mas isto são pessoas informadas, e imparciais, a escrever aqui em Portugal. O senador argentino Daniel Filmus teve acerca do referendo esta tirada surrealista:

“Isto é quase um acto de auto-satisfação, perguntar a britânicos se querem ser britânicos. Para nós, não tem qualquer significado”.

Surrealismo só ultrapassado por esta, e citamos o Público:

“Os cidadãos das Malvinas não existem. São apenas britânicos que vivem nas ilhas Malvinas”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros argentino, Hector Timerman, numa visita a Londres no mês passado, em que comparou o “colonialismo” britânico nas ilhas aos colonatos israelitas na Faixa de Gaza.

Não nos admirava se aparecesse por aí uma teoria conspiratória qualquer a relacionar Israel com este arreliador problema criado pelos argentinos, que tardam em compreender o conceito de Liberdade, e insistem em expulsar os britânicos dos rochedos. O apelido do Embaixador argentino presta-se à coisa. Timerman, meus amigos, does it ring a bell?... :-)

Guarda Avançada da Liberdade


sexta-feira, 5 de abril de 2013

Os túneis de Gaza

A Imprensa Mundial (a tal que dizem que é controlada por Israel) afadiga-se a fazer crer que Gaza é um campo de concentração onde os pobres palestinianos dependem dos túneis subterrâneos para receberem do Egipto... comida. 

A realidade é outra: a Autoridade Palestiniana recebe milhões por parte dos Estados Unidos e da União Europeia.



«Nas últimas quase duas décadas, desde a assinatura dos Acordos de Oslo, 25 vezes mais ajuda per capita foi doado ao povo palestino que todo o apoio dado pelos EUA à Europa com o Plano Marshall para a recuperação e reconstrução económica do Europa após a Segunda Guerra Mundial. Ao invés de ser usado para criar uma economia forte e uma Administração Palestina democrática, esse dinheiro foi canalizado para as contas bancárias privadas de líderes palestinos, financiou  atividades terroristas, e doutrinação da próxima geração nos valores do ódio, violência, racismo e anti -semitismo

Ver mais informação aqui, sff. E assine a petição, já agora...

Após a resposta israelita a anos de bombardeamentos, no final de 2012, a aviação israelita bombardeou os túneis, que não tardaram a ser reconstruídos, dada a importância que têm na economia paralela e no ataque a Israel - que, de resto, já recomeçou, com lançamento de mísseis sobre áreas indiscriminadas o Estado Judaico, mesmo durante a visita do Presidente Obama.

Damos a palavra à NBC News, em artigo de 26 de Novembro de 2013:

«According to an August report by the International Crisis Group, between $500-700 million in goods are estimated to pass through the tunnels each year. The Hamas government has charged a tax of around 14.5 percent since the beginning of 2012, the report said. In 2011 alone, 13,000 cars were estimated to have come through the tunnels.
Some smugglers have made a fortune off the smuggling.
"Eight hundred millionaires and 1,600 near-millionaires control the tunnels at the expense of both Egyptian and Palestinian national interests," Palestinian President Mahmoud Abbas, who leads the Palestinian Authority in the West Bank, told The Economist.
Thousands of other workers make a living transporting goods back and forth through the tunnels, reports say.
As of late 2010, around 1,000 tunnels were in operation along the border, the nonpartisan Congressional Research Service said in a report

TRADUÇÃO:  De acordo com um relatório de Agosto do International Crisis Group, entre US $ 500 -700.000.000 de bens passam através dos túneis a cada ano. O governo do Hamas cobrou uma taxa de cerca de 14,5 por cento desde o início de 2012, disse o relatório. Só em 2011, cerca de 13.000 veículos foram terão vindo através dos túneis.

Alguns traficantes fizeram uma fortuna fora do contrabando.

"Oitocentos milionários e 1600 quase-milionários controlam os túneis em detrimento dos interesses nacionais, tanto do Egito como da Palestina", disse o presidente palestino, Mahmoud Abbas, que lidera a Autoridade Palestina na Cisjordânia, à The Economist.

Milhares de outros trabalhadores ganham a vida transportando mercadorias através dos túneis, dizem os relatórios.

A partir do final de 2010, cerca de 1.000 túneis estavam em operação ao longo da fronteira, segundo o  Serviço de Pesquisa do Congresso, disse num relatório


As imagens são do mesmo artigo e ilustram a reconstrução dos túneis que ligam o Egipto a Gaza, os tais túneis que alguns pensam (ou dizem) ser destinados a impedir que os palestinianos morram de fome!

Distinguir o bem do mal

«Não conseguir distinguir o bem do mal não é sinal de inteligencia, é sinal de irracionalidade animalesca. Não defender os nossos valores não e tolerância, é cobardia. Vivemos tempos tristes...» - comentário de EJSantos na nossa caixa de comentários.



Por acaso já conhecia o vídeo há uns meses, na catadupa de vídeos que nos oferecem os sites Palestinian Media Watch, Middle East Media Research Institute (MEMRI), e tantos outros.


O blog Lisboa - Tel Aviv publicou um post com este vídeo esta quarta-feira, 3 de Março: aqui.

O texto:


«A televisão oficial da moderada Fatah, transmitiu mais um programa infantil muito educativo acerca dos Judeus e do processo de paz.

A rapariga : "Deus me criou e me formou
Ele fez-me orgulhosa e fez de mim uma palestiniana
(...)
Viva a nação da Fatah e Yasser Arafat
Os inimigos de Alá, os filhos dos porcos [ou seja, os judeus, na tradição islâmica]
destruíram e arrancaram o oliveiras e figueiras
Eles assassinaram crianças com armas, como cobras
Eles cortaram seus membros com pedras e facas
Eles estupraram as mulheres nas praças da cidade
(...)
Onde está o medo de Deus em Jerusalém que foi contaminada pelos sionistas?"
 

Apresentadora da televisão palestiniana: "Bravo, aplausos, aplausos, aplausos para Hadeel".

PA TV (da Fatah), 22 de Março de 2013. Via Elder of Zion



Pois hoje, pasmai ó gentes, o vídeo foi removido do youtube, por «incitação ao ódio»!!!
Precisaremos de acrescentar alguma coisa mais? Chegámos ao ponto em que a cultura do ódio e da morte é considerada um traço cultural, se vier do Islão. E em que mostrar a cultura do ódio e da morte é considerado «incitação ao ódio», se vier do Mundo Livre!

Vamos a uma experiência?
Neste vídeo, uma mãe  palestiniana afirma (com o filho ao lado), ser o dia mais feliz da sua vida, pois ele vai fazer-se explodir levando consigo os odiados judeus. Para a mentalidade ocidental politicamente correcta, nada de errado; o rapaz só vai matar-se e levar com ele uns quantos inocentes (quantos mais melhor...). Mas a partir do momento em que este vídeo começar a ser divulgado nas «redes sociais», quantos dias demorará até que seja removido por «incitação ao ódio»?...




Hoje, com as parangonas habituais, o jornal Público anuncia dramaticamente:


Vale aqui lembrar alguns comentários no Elder of Zion, a propósito do vídeo em que se ensina o ódio às crianças palestinianas:

«Lembra-me de novo que o supra idiota Netanyahu tomou no mês passado a decisão de voltar a financiar a Autoridade Palestiniana (que odeia os Judeus), e cuja filosofia é idêntica à do Hamas. Qual é a diferença entre esta e a incitação diária ao ódio na TV que os israelitas são obrigados a subsidiar? Judeu: vive e aprende!».«O poema evoca reverentemente o califa 'Umar bin al-Khattab o INVASOR e CONQUISTADOR Árabe, da Israel ocupada pelos Romanos. Que se lixem os nativos cultivadores de oliveiras e assim...».

«Golda Meir há mais de 50 anos alertou-nos para este tipo de abuso de crianças por parte dos Árabes. Infelizmente os Árabes continuam a não poupar as suas crianças».

«Estas crianças não estão propriamente a ser treinadas para se integrarem no Mercado Internacional...».

 

«Abuso de menores subsidiado pelo Estado com apoio ocidental, no mínimo muito preocupante».


 - Os detractores de Israel, habituados à narrativa (como agora se diz) de que Israel «ocupa ilegalmente a Palestina», possivelmente nem sabem o que é a Faixa de Gaza nem o que lá se passa. Não sabem que Israel abandonou essa parte do seu território e a cedeu à Autoridade Palestiniana, com infra estruturas que teriam, noutras mãos, feito dessa região uma Malásia do Médio Oriente. Foi tudo destruído imediatamente após a saída dos israelitas, que como se não bastasse são obrigados a manter financeiramente esse território usado como base de lançamento de mísseis e todo o tipo de ataques sobre Israel.


A petição para que os Estados Unidos e a União Europeia monitorizem os fundos atribuídos à Autoridade Palestiniana está aqui.  Já dura há uns tempos e conta até ao momento com 942 assinaturas. Faltam 52! Neste nosso planeta que os maluquinhos da conspiração dizem ser dominado pelos Judeus!

P.S.: Veja o próximo post, sff!

quinta-feira, 4 de abril de 2013

'Dia Jihad em topless'

Elas aí estão, no Ocidente como no Mundo Islâmico, a darem a cara e o corpo ao manifesto... Pode discordar-se dos métodos e das ideologias, mas as mulheres estão indubitavelmente a marcar pontos em termos de coragem. E estas feministas não são selectivas! É de louvar!

«Em Bruxelas
O famoso grupo de feministas Femen voltou a fazer das suas esta quinta-feira: decidiu celebrar o 'Dia Jihad em topless' com cartazes e gritos de alerta na Grande Mesquita de Bruxelas, na Bélgica. Acabaram a ser detidas pela polícia, que as teve de levar do local à força.»

E o que vem a ser a Jihad? Se não sabe, veja por exemplo este site, o Observatório da Jihad; ou este outros, A Religião da Paz, que tem a contabilidade diária, semanal, mensal e anual, dos feitos da Jihad.

Por exemplo, em Março, os ataques da Jihad saldaram-se em 189, distribuidos por 21 países, atingiram profitentes de 5 religiões, causaram 988 mortos e 2093 feridos graves:

LINE
Monthly Jihad Report
March, 2013

 Jihad Attacks:
189
 Countries:
21
 Religions:
5
 Dead Bodies:
988
 Critically Injured:
2093




















E sabeis o que é engraçado? É que por terem levado a cabo tais feitos, os radicais são respeitados na sua «cultura»; e quem os divulga é acusado de «intolerante». Há coisas fantásticas, não há?!...

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Ele está no Facebook!


'Arábia Saudita: mulheres já andam de bicicleta e mota'

O título deste post é igual ao da notícia do Correio da Manhã, que tomei a liberdade de transcrever abaixo, entre aspas.

O que é especialmente irónico nesta temática da condição feminina x Islão, é que muitas mulheres são capazes de me acusar de «intolerante» por chamar a atenção para um FACTO: No mundo islâmico as mulheres são consideradas e tratadas como seres inferiores aos homens.

Existe um imaginário de que o Islão trata as mulheres como flores perfumadas, etc., etc.. Não trata coisa nenhuma. Tal como no mundo Judaico-Cristão de antanho, as mulheres no Islão estão ainda muito abaixo dos homens.

Ainda assim, o Islão parece exercer um fascínio imenso sobre as mulheres ocidentais, que por cá gozam de todas as liberdades (até a de não terem religião), mas que se lá vivessem nem andar na rua sozinhas poderiam Como pode explicar-se esta contradição? Talvez se trate de um caso de «quanto mais me bates mais eu gosto de ti»...

Aqui, uma mulher ocidental visita a Arábia Saudita e «chora perante a beleza do Islão», como consta na descrição do vídeo, que apela à conversão «à única religião certa»:



Tenho a certeza de que boa parte das mulheres ocidentais islamófilas que por aí há se apressariam a responder-me coisas tais como:

a) Isto é uma notícia do Correio da Manhã, portanto não tem credibilidade.

b) «Cá» também há países onde as mulheres têm menos direitos que os homens.

c) Mas as coisas estão a mudar.

d) Isto são tudo invenções da Imprensa, o mundo islâmico é só paz e igualdade.

Argumentos errados. As coisas «lá» são mesmo assim, nuns sítios mais que noutros, e enquanto a Arábia saudita, Marrocos ou a Jordânia, por exemplo, dão sinais de mudança para melhor, noutros países assiste-se a um recuo nos direitos humanos, nomeadamente nos das mulheres.

Para que não restem dúvidas, esclareço que não tenho NADA contra o Islão nem contra qualquer religião. Gostava era de ver TODAS as religiões a actualizarem-se, a deixarem para trás costumes de outras épocas e a manterem e intensificarem o apelo à Paz, Amor e Igualdade que todas encerram.

E agora a notícia do CM, com os meus parabéns às mulheres sauditas, que bem contentes devem estar:


«As mulheres da Arábia Saudita ganharam mais um direito, naquele que ainda é um dos países que apresenta mais discrepâncias em matéria de igualdade de sexos.

Segundo informou um jornal local, já é permitido às mulheres andar de bicicleta e de moto, ainda que apenas o possam fazer quando acompanhadas por um homem da sua família e vestidas de forma respeitável, não podendo assim deixar de lado a tradicional abaya usada pelas mulheres islâmicas, que cobre o corpo da cabeça aos pés.

O uso de bicicletas pelas mulheres apenas vai ser permitido em parques e áreas recreativas, excluindo o seu uso como normal meio de transporte, e devem ser evitados locais onde onde homens se reúnam, para fugir ao assédio.


Outro pequeno avanço no que toca à matéria de igualdade de direitos, foi a recente decisão de criar clubes desportivos femininos, segundo relatou o jornal Al-Watan, num país que é contra a prática desportiva das mulheres.

A Arábia Saudita é o país árabe com maior área territorial, e foi o local de nascimento do Islão. 

OUTRAS RESTRIÇÕES

As mulheres na Arábia Saudita têm um responsável ou guardião, que pode ser o irmão, o pai ou o marido, do qual dependem da autorização para casar, ou obter divórcio, para viajar, estudar, trabalhar, ou mesmo para abrir uma conta bancária. 

Também não lhes é permitido sair à rua sem estarem acompanhadas pelo marido ou por um familiar.

A condução é outro direito que as mulheres deste país árabe ainda não conseguiram conquistar até ao momento. Para além de tudo isto existem nos espaços púlicos várias entradas e espaços diferentes para separar homens e mulheres.»

terça-feira, 2 de abril de 2013

Quem segrega quem?


Para quem está longe e desconhece por completo a realidade israelita, é fácil fazer acusasões de «apartheid». O problema é que alguns «palestinianos» têm o péssimo hábito de se fazer explodir dentro de autocarros cheios de judeus, e daí serem precisas medidas como esta, ou como a da vedação de segurança, que não é exclusiva de Israel, e tem sido muito eficaz a prevenir os ataques a cidadãos israelitas por parte de atiradores furtivos, bem como a infiltração de homens-bomba.

Se os israelitas «segregam» quem os faz explodir, quem os faz explodir segrega de maneira um bocadinho pior, não?

Por muito que o Ocidente admire os bombistas suicidas e os snipers que fazem tiro ao alvo contra os pátios das escolas israelitas, convenhamos que assiste aos israelitas o direito de não se deixarem massacrar...  

De qualquer forma, este problema nunca se porá num futuro Estado Palestino, pois as respectivas autoridades já fizeram saber que nem um judeu lá entrará!

Mas demos a palavra a leitores do Público:


«Já cá faltavam as acusações desmioladas do "Apartheid" em Israel. O muro de separação entre Israel e a Palestina foi construído em resposta aos atentados assassinos cometidos pelos palestinianos contra os judeus. Desde que o muro foi construído, os atentados diminuíram quase para o Zero! Em termos de nacionalidade, há mais israelitas árabes (e não só) do que judeus nos países árabes (de onde foram quase todos expulsos). E até acho muito bem que só judeus possam ser israelitas, pois foram os judeus que criaram o seu país, mesmo sob o ataque de tudo o que era árabe. Se estes autocarros para palestinianos (que têm o mau hábito de entrar em autocarros cheios de judeus com bombas à cintura) servirem para salvar vida, sejam bem vindos» 

«Convido os leitores a ler e ouvir este artigo da Al-Jazeera: ''Israeli segregated buses get mixed reviews'', 05 Mar 2013 20:26 para melhor compreenderem a situação e evitar comentários inflamados e pouco imparciais.» 

«Se há algo que une a extrema esquerda e a extrema direita em harmonia e paixão só pode ser o odeio por Israel, os comentários sanguineos e racistas contra os Judeus e a atitude infantilista em relação aos Árabes só demonstra um povo mal informado e preconceituoso como e' o Português na sua generalidade. E' certa que somos um povo amargo e invejoso e sempre pronto a criticar os outros e opinão sobre conflitos que nada entendemos, deve ser para se valorizar. Já visitei Israel em 7 ocasiões e muitos países árabes também tanto a trabalho como de turismo, vivo fora de Portugal a' 20 anos e tenho amigos tanto árabes ateus, crentes e o mesmo com Israelitas e judeus os quais na sua esmagadora maioria querem paz e não "discutem" politica de uma forma tao destrutiva como vocês.»

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Bra Burning Burka!

Hamas quer acabar com turmas mistas em todas as escolas da Faixa de Gaza

É notícia do Público hoje. E hoje já correram no mesmo jornal notícias sobre mulheres corajosas que nas teocracias islâmicas se atrevem a desejar o impensável: a igualdade em relação aos homens!  

Agora o grande mistério: muita gente que no Ocidente considera a igualdade entre os sexos um dado adquirido, fica misteriosamente calada quando a questão se põe no mundo islâmico. Até as lendárias queimadoras de soutiens calam e consentem a burka!

Que os regimes islâmicos tradicionalistas se assustem com a emancipação das mulheres, entende-se.  Não tem sido fácil para nós, imaginamos como será para eles... Agora as nossas valentes feministas, de que terão elas medo?...