Alguns são radicais sunitas, outros radicais xiitas, alguns desejam
restaurar um califado pré-medieval do Século VII, outros querem
desencadear o retorno apocalíptico de um imã do Século IX. Eles operam
em países diferentes, almejam diferentes vítimas, e até se matam entre
eles, na sua batalha pela supremacia. Mas todos partilham uma ideologia
fanática. Todos procuram criar enclaves cada vez maiores de militantes
onde não haja liberdade nem tolerância., onde as mulheres são tratadas
como escravas, onde os cristãos são dizimados e as minorias subjugadas, e onde às vezes têm que optar: convertam-se ou morram. Para eles, qualquer um pode ser
considerado um infiel, incluindo outros muçulmanos.
Os cristãos, curdos e yazidis decapitados, crucificados, enterrados ou queimados vivos, são moeda corrente nas regiões dominadas pelos jihadistas. Mas nem os muçulmanos são poupados, se forem da confissão "errada":
Senhoras e Senhores, a ambição dos militantes islâmicos de dominar o
mundo parece louca, mas também assim foi com as ambições globais de
outra ideologia fanática que esteve no poder há oito décadas. Os
nazis acreditavam numa raça superior. Os militantes islâmicos
acreditam numa fé superior.
Eles apenas discordam sobre quem dentre eles
será o chefe da fé superior. É nisso que eles discordam. E portanto, a
questão é se os militantes islâmicos terão o poder de concretizar as suas
ambições desenfreadas.
«O turbante e a suástica» é um documentário que aconselhamos. Nazis e islamistas sempre se deram muito bem. Hitler continua a ser um herói para os maometanos, como Maomé e o Islão era o único profeta e a única religião que Hitler admirava:
Há um local onde isso poderá acontecer em breve - o estado islâmico do Irão.
Durante 35 anos, o Irão tem buscado incansavelmente a missão global que
foi criada pelo seu fundador, o Aiatolá Khomeini, nestas palavras:
“Exportaremos a nossa revolução ao mundo inteiro, até que o grito “não há
deus excepto Alá” ecoe em todo o mundo.” E desde então, os brutais chefes
do regime, os guardas revolucionários do Irão, têm feito exactamente
isso.
Ouçam o seu actual comandante, General Mohammad Ali Jafari. Ele declarou
claramente a sua meta. Disse: “O nosso imã não limitou a revolução islâmica a
este país, o nosso dever é preparar o caminho para um governo islâmico
mundial.”
O presidente do Irão, Rouhani, esteve aqui a semana passada e derramou
lágrimas de crocodilo por aquilo que ele chamou globalização do
terrorismo. Talvez ele devesse ter-nos poupado aquelas lágrimas falsas e
em vez disso deveria ter uma palavra com os comandantes da guarda
revolucionária do Irão. Ele poderia pedir-lhes para encerrarem a campanha
global de terror do Irão, que tem incluído ataques em duas dúzias de
países em cinco continentes, desde 2011.
Dizer que o Irão não pratica o terrorismo é como dizer que Derek
Jeter nunca jogou no New York Yankees. Ou seja - essa diminuição feita
pelo presidente iraniano sobre o aumento do terrorismo tem sido uma das
maiores falsidades da história.
Alguns dizem que a campanha de terror global do Irão, e que a subversão nos países de todo o Médio Oriente e muito além do Médio Oriente é obra de extremistas. Dizem que as coisas estão a mudar. Falam sobre a eleição do ano passado no Irão. Alegam que o
presidente e o ministro dos Negócios Estrangeiros, ambos de falinhas mansas, mudaram não
apenas o tom da política externa do Irão mas também a sua substância. Eles
acreditam que Rouhani e Zarif querem se
reconciliar-se com o Ocidente, que eles abandonaram a missão global da
Revolução Islâmica. Será verdade?
Vejamos o que o Ministro Zarif escreveu no seu
livro há alguns anos: "Temos um problema fundamental com o Ocidente,
especialmente com os Estados Unidos. Isso porque somos herdeiros de uma
missão global que é a nossa razão de ser, uma missão global que está incrustada
dentro de nós".
E então Zarif faz uma pergunta - creio que interessante. Como é que a Malásia -
ele refere um país esmagadoramente muçulmano - como pode a
Malásia não ter problemas semelhantes? E responde: "Porque a Malásia
não está a tentar mudar a ordem internacional".
Esta é a sua moderação. Portanto não se deixem enganar pelo charme
manipulador do Irão. É projectado com um objectivo: retirar as
sanções e remover os obstáculos do caminho do Irão para as bombas. A
República Islâmica agora está a tentar abrir caminho para um acordo que
removerá as sanções que ainda enfrenta e que a deixará com uma capacidade acrescida para enriquecer
urânio. Isso iria efectivamente fortalecer o lugar do Irão como um poder
nuclear com fins militares. E no futuro, em hora de sua escolha, o Irão, o
regime mais perigoso da terra, na região mais perigosa do mundo,
obteria as armas mais poderosas do mundo.
Permitir que isso aconteça
seria uma grave ameaça a todos nós. Uma coisa é defrontar militantes
islâmicos em camiões armados com espingardas automáticas Kalashnikov. Outra é defrontar militantes islâmicos equipados com armas de destruição em
massa.
Lembro-me de que no ano passado, todos aqui estavam preocupados com as
armas químicas na Síria, incluindo a chance de que elas caíssem nas mãos
de terroristas. Bem, isso não aconteceu, e o Presidente Obama merece
grande crédito por liderar o esforço diplomático para desmantelar
praticamente toda a capacidade de armas químicas da Síria. Imaginem o
quanto seria mais perigoso o Estado Islâmico, se possuísse armas
químicas. Agora imaginem o quanto o Estado Islâmico seria ainda mais
perigoso se possuísse armas nucleares.
Senhoras e Senhores, vocês deixariam o Estado Islâmico enriquecer
urânio? Deixariam que construísse um pesado reactor de água? Deixariam
que desenvolvesse mísseis balísticos intercontinentais? Claro que não.
Então não devem deixar o Irão fazer essas coisas, porque é isso que
acontecerá. Se o Irão produzir bombas atómicas, todo o charme e todos os
sorrisos irão desaparecer de repente. Vão sumir-se. E então os aiatolás
mostrarão a sua verdadeira face e libertarão o seu fanatismo agressivo no
mundo inteiro.
Há somente um rumo a tomar contra essa ameaça. As capacidades militares
nucleares do Irão devem ser desmanteladas. (Aplauso). Não se enganem: o
Estado Islâmico deve ser desmantelado. Mas derrotá-lo e deixar o Irão
como potência nuclear é vencer a batalha e perder a guerra.
(Aplauso). Derrotar o Estado Islâmico e deixar o Irão como uma potência
nuclear é vencer a batalha e perder a guerra.
Senhoras e senhores, a luta contra o Islão militante é indivisível.
Quando o Islão vence em alguma parte, vence em toda parte. Quando
sofre um golpe num lugar, é derrotado em todo o lugar. É por isso que a
luta de Israel contra o Hamas não é apenas nossa, é a vossa luta. Israel
está a lutar contra um fanatismo hoje que os vossos países podem ser forçados
a enfrentar amanhã.
Durante 50 dias, no verão passado, o Hamas lançou
milhares de mísseis contra Israel, muitos deles fornecidos pelo Irão.
Quero que pensem sobre o que os vossos países fariam se milhares de mísseis fossem lançados contra as vossas cidades. Imaginem milhões de cidadãos tendo
segundos para se esconder em abrigos, dia após dia. Vocês não deixariam
terroristas lançarem mísseis contra as vossas cidades com impunidade, nem
deixariam que cavassem túneis de terror sob as vossas fronteiras para
infiltrar as vossas cidades, a fim de matarem e raptarem os vosso cidadãos. Israel
defendeu-se justamente contra ataques de mísseis e túneis do terror.
(Aplausos).
Porém Israel enfrentou outro desafio. Enfrentámos uma propaganda de
guerra, porque, numa tentativa para ganhar a simpatia do mundo, o Hamas
cinicamente usou civis palestinos como escudos humanos.
Usou escolas -
não apenas escolas; escolas da ONU - casas, mesquitas, até hospitais
para armazenar e disparar mísseis contra Israel. Quando Israel atacou os
lançadores de mísseis e os túneis, civis palestinos foram trágica mas
não intencionalmente mortos. Há imagens comoventes que resultaram, e
essas provocaram acusações mentirosas de que Israel estava
deliberadamente a atacar civis. Não estávamos. Lamentamos profundamente
toda e cada perda de civis.
E a verdade é esta: Israel faz tudo para minimizar as perdas
de civis palestinos. O Hamas faz tudo para aumentar as perdas
de civis israelitas e as perdas de civis palestinos. Israel entregou
folhetos, fez telefonemas, enviou mensagens de texto, avisos em árabe na
televisão palestina, tudo isso para possibilitar que os civis
palestinos evacuassem áreas em perigo. Nenhum outro país e nenhum outro
exército na História foi tão longe para evitar perdas entre a população
civil dos seus inimigos. (Aplauso).
Ora, essa preocupação pela vida dos palestinos foi ainda mais notável
uma vez que os civis israelitas estavam a ser bombardeados por mísseis
dia após dia, noite após noite. E, enquanto as suas famílias estavam a ser
atacadas pelo Hamas, o exército de Israel, os bravos soldados do IDF, os nossos jovens, mantiveram os mais altos padrões morais de qualquer
exército do mundo. (Aplausos). Os soldados de Israel merecem não
condenacão, mas admiração, admiração das pessoas decentes em toda parte.
(Aplauso).
Ora, aqui está o que o Hamas fez. O Hamas lançou os seus mísseis a partir de áreas
residenciais e disse aos palestinos para ignorarem os avisos de Israel
para sairem. E, caso as pessoas não entendessem a mensagem, eles executavam
os civis palestinos em Gaza que ousassem protestar.
E, não menos
repreensível, o Hamas deliberadamente colocou os seus mísseis onde
as crianças palestinas moram e brincam. Deixem-me mostrar-vos uma foto.
Foi tirada por uma equipe da França durante o recente conflito. Mostra
dois lançadores de mísseis do Hamas, usados para nos atacar. Pode-se
ver três crianças brincando perto deles. O Hamas deliberadamente coloca
os seus mísseis em áreas residenciais como esta - centenas deles.
Senhoras e senhores, este é um crime de guerra. E digo-o ao Presidente
Abbas, estes são crimes, crimes de guerra, cometidos pelos seus
parceiros do Hamas no governo de unidade nacional que o senhor dirige e
pelo qual é responsável. E estes são os verdadeiros crimes de guerra que
vocês deveriam ter investigado ou falado contra neste pódio na semana
passada. (aplauso)
Na nossa etiqueta Operação Protecção-Limite mostrámos uma quantidade apreciável de fotos, vídeos, testemunhos, propaganda do Hamas a exortar ao «martírio» dos escudos humanos, e a punição bárbara dos que se recusaram a não o fazer.
Senhoras e senhores, enquanto as crianças de Israel se amontoam em
abrigos e os mísseis de defesa de Israel atacam os mísseis
do Hamas nos céus, a profunda diferença moral entre Israel e Hamas não
poderia ser mais evidente. Israel usa os seus mísseis para
proteger as suas crianças. O Hamas usa as suas crianças para
proteger os seus mísseis. (Aplausos).
Ao investigar Israel em vez do Hamas por crimes de guerra, o Conselho de
Direitos Humanos da ONU traiu a sua nobre missão de proteger os
inocentes. Na verdade, o que está a fazer é virar as leis de guerra de
cabeça para baixo. Israel, que tomou medidas para minimizar as perdas
civis - é condenado. O Hamas, que atacou e se escondeu atrás de civis -
um duplo crime de guerra - Hamas recebe passe livre.
O Conselho de Direitos Humanos está a enviar uma clara mensagem aos
terroristas em toda parte: usem civis como escudos humanos. Usem-nos
sempre, sempre, sempre. E sabem porquê? Porque, infelizmente, funciona.
Ao conceder legitimidade internacional ao uso de escudos humanos, o
Conselho de Direitos Humanos da ONU torna-se um conselho de direitos
terroristas, e isso terá repercussões - provavelmente já tem - sobre o
uso de civis como escudos humanos. Não são apenas os nossos interesses.
Não são apenas os nossos valores que estão sob ataque. São os vossos interesses e os vossos valores.
Senhoras e senhores, vivemos num mundo infestado de tirania e terror,
onde gays são pendurados em cadafalsos em Teerão, prisioneiros políticos
são executados em Gaza, meninas são raptadas em massa na Nigéria, e
centenas de milhares são mortos na Síria, Líbia e Iraque, porém quase
metade - quase metade das resoluções do Conselho de Direitos Humanos da
ONU concentram-se num só país: têm-se dirigido contra Israel, a única
democracia no Médio Oriente; Israel, onde as questões são debatidas
abertamente num Parlamento, onde os Direitos Humanos são protegidos
por Tribunais independentes, e onde as minorias vivem numa sociedade
genuinamente livre.
O tratamento
preconceituoso Conselho de
Direitos Humanos da ONU
- e esta é uma contradição, mas uso-a na mesma - em relação a Israel é apenas uma manifestação de um dos
maiores preconceitos do mundo. Vemos multidões na Europa hoje pedindo
câmaras de gás para os judeus. Ouvimos alguns líderes nacionais
comparando Israel aos nazis.
Essa não é uma função das políticas de
Israel. É uma função de mentes doentias, e essa doença tem um nome,
antissemitismo. Está agora a espalhar-se na sociedade educada onde se
mascara como crítica legítima a Israel.
Durante séculos o povo judeu tem
sido demonizado com libelos de sangue e acusações de deicídio. Hoje o
Estado Judaico é demonizado com libelo de apartheid e acusações de
genocídio. Em que universo moral o genocídio inclui avisar a
população civil do inimigo para sair do perigo, ou garantir que este receba toneladas - toneladas! - de ajuda humanitária todo os dias, enquanto
milhares de mísseis estão a ser lançados contra nós, ou montar um
hospital de campo para ajudar os seus feridos?
Bem, suponho que é o mesmo universo moral onde um homem que escreveu uma
dissertação de mentiras sobre o Holocausto e que insiste numa Palestina
livre de judeus - Judenrein - possa ficar neste pódio e sem vergonha
acusar Israel de genocídio e limpeza étnica. No passado, mentiras
ultrajantes contra os judeus foram as precursoras do massacre de nosso
povo. Hoje, nós, o povo judeu, temos o poder de nos defendermos. Vamo-nos
defender contra os nossos inimigos no campo de batalha - (aplauso) - vamos
mostrar as suas mentiras contra nós no tribunal da opinião pública. Israel
vai continuar de pé, orgulhoso e erecto. (Aplauso)
Senhoras e senhores, apesar dos enormes desafios que Israel enfrenta,
creio que temos uma oportunidade histórica. Após décadas vendo Israel
como seu inimigo, países líderes no mundo árabe cada vez mais reconhecem
que, juntos, nós e eles enfrentamos muitos dos mesmos perigos, e
principalmente, isso significa um Irão com armas nucleares e movimentos
islâmicos ganhando espaço no mundo sunita. O nosso desafio é transformar
esses interesses comuns para criar uma parceria produtiva, que construa
um Médio Oriente mais seguro, pacífico e próspero. Juntos, podemos
fortalecer a segurança regional, podemos fazer avançar projectos de água,
agricultura, transportes, saúde, energia tantos outros campos.
Creio que a parceria entre nós pode ajudar a trazer paz entre Israel e
os palestinos. Muitos há longo tempo presumem que uma paz
Israel-Palestina pode ajudar numa aproximação maior entre Israel e o
mundo árabe. Mas actualmente, penso que poderia funcionar de modo
contrário, ou seja, que uma aproximação mais ampla entre Israel e o
mundo árabe pode ajudar na paz entre israelitas e palestinos. E para
conseguir esta paz, devemos olhar não apenas para Jerusalém e Ramallah,
mas também para o Cairo, Amman, Abu Dhabi, Riyadh e outros.
Creio que a paz pode ser feita com o envolvimento activo dos países
árabes - aqueles que estão dispostos a dar apoio político, material e
outros. Estou pronto a assumir um compromisso histórico, não porque
Israel ocupa uma terra estrangeira. O povo de Israel não é ocupante na
Terra de Israel. (Aplausos). História, arqueologia e o senso comum
deixam claro que temos tido um apego singular a esta terra durante mais
de 3.000 anos.
Quero paz porque quero criar um futuro melhor para o meu povo, mas deve
ser uma paz genuína, ancorada no reconhecimento mútuo e na segurança
duradoura, com acordos de segurança sólidos, porque vejam, a
retirada de Israel do Líbano e de Gaza criou dois enclaves islâmicos nas
nossas fronteiras, dos quais dezenas de milhar de mísseis foram
lançados sobre Israel, e essas experiências aumentam as preocupações de
Israel sobre segurança e sobre potenciais concessões territoriais no
futuro.
Essas preocupações com a segurança são ainda maiores hoje. Olhem em volta.
O Médio Oriente está em caos, Estados estão a desintegrar-se, e
militantes islâmicos estão a preencher o vazio. Israel não pode ter
territórios dos quais se retire, novamente dominados por militantes islâmicos, como acontceu em Gaza e no Líbano. Isso colocaria em perigo 80 por cento da nossa população.
a poucas milhas do Estado
Islâmico.
Israel, minúsculo na grande mancha verde do mundo islâmico, é frequentemente apelidado de potência expansionista!!! 90% dos 11 milhões de muçulmanos mortos em guerras no Médio Oriente foram mortos por outros muçulmanos.
0,3% foram mortos por Israel, em 66 anos de investidas terroristas contra o Estado Judaico.
A cegueira das marisas matias deste mundo leva-as a ver um único problema no Médio Oriente e quiçá no mundo inteiro: Israel, um país quatro vezes menor que o nosso Portugalinho, que teima em não caminhar de livre vontade para o definitivo Holocausto que os terroristas lhe preparam sem cessar!
Agora pensem um pouco. A distância entre as linhas de 1967 e os
subúrbios de Tel Aviv é como a distância entre o edifício da ONU, aqui, e a
Times Square. Israel é um país minúsculo. É por isso que em qualquer
acordo de paz, que obviamente vai precisar de um acordo territorial,
sempre insistirei que Israel possa defender-se por si mesmo contra
qualquer ameaça. (Aplausos)
Apesar de tudo o que tem acontecido, alguns ainda não levam a sério a
segurança de Israel. Mas sempre o farei - (aplauso) porque como Primeiro
Ministro de Israel, tenho a enorme responsabilidade de garantir o
futuro do povo judeu e do estado judaico. E não importa que pressão
sofra, jamais deixarei de cumprir essa responsabilidade. (Aplauso)
Creio que com uma nova abordagem por parte dos nossos vizinhos, podemos
avançar na paz, apesar das dificuldades que enfrentamos. Em
Israel, temos um registo de tornar o impossível possível. Fizemos uma
terra desolada florescer, e com poucos recursos naturais, usamos a mente
fértil do nosso povo para transformar Israel num centro global de
tecnologia e inovação, e a paz, claro, permitiria a Israel realizar todo
o seu potencial, e trazer um futuro promissor não apenas para o nosso povo,
não apenas para o povo palestino, mas para muitos, muitos outros na
nossa região.
Mas o velho projecto para a paz deve ser actualizado. Deve levar em conta
novas realidades, novos papéis e responsabilidades para os nossos vizinhos
árabes.
Senhoras e senhores, há um novo Médio Oriente. Apresenta novos perigos,
mas também novas oportunidades. Israel está preparado para trabalhar com
parceiros árabes e a comunidade internacional para enfrentar esses
perigos e agarrar essas oportunidades. Juntos, devemos reconhecer a
ameaça global dos militantes islâmicos, a prioridade de desmontar a
capacidade de armas nucleares e o papel indispensável dos países árabes
em avançar na paz com os palestinos.
Tudo isso pode ser arrojado, face à sabedoria política convencional, mas é a verdade, e a verdade deve sempre ser
dita, especialmente aqui na ONU. (Aplauso)
Isaías, o nosso profeta da paz, ensinou-nos há 3.000 anos em Jerusalém a dizer a verdade ao poder; (Fala em hebraico) "Por Tsion, não ficarei em
silêncio, em prol de Jerusalém, não ficarei parado até que a justiça
brilhe e sua salvação reluza como uma tocha ardente".
Senhoras e senhores, vamos acender a tocha da verdade e da justiça para salvaguardar o nosso futuro em comum. Obrigado. (Aplauso)