Pela primeira vez desde 1979, os chefes da diplomacia de Washington e Teerão encontraram-se a sós.
- Público
O Irão declara vitória sobre Obama, e diz que os EUA "chegaram à conclusão de que não podem desafiar o poderoso Irão". Não podem? Não é bem assim. Podem mas não vão, enquanto Obama estiver na Casa Branca. Obama ou um qualquer sucedâneo.
"O Irão declara vitória sobre Obama"
Adam Kredo para o Washington Free Beacon, 26 de Setembro:
Um líder militar iraniano disse que "o poder e a resistência" do seu país forçaram os Estados Unidos e o presidente Barack Obama a prostrarem-se diante de Teerão, de acordo com relatos dos media estatais iranianos.
O assessor militar do líder supremo iraniano Ayatollah Khamenei disse que o Irão obrigou um Obama fortemente armado a aceitar os seus direitos nucleares.
"Os americanos escolheram sensatamente a flexibilidade e a retirada, no que concerne ao Irão", disse o major-general Yahya Rahim Safavi, citado na quarta-feira pela agência de notícias Fars .
Os Estados Unidos "chegaram a esta conclusão porque não podem desafiar o poderoso Irão", acrescentou Safavi.
A imprensa iraniana celebrou o discurso de Obama perante a Assembleia Geral das Nações Unidas no início desta semana , descrevendo-o como tendo um "tom diferente" e ser um "novo caminho", de acordo com relatos.
Um jornal iraniano ainda declarou: "o tempo de mudança chegou", de acordo com a AFP .
Os líderes militares iranianos, tal como Safavi, alegam que a mudança da rectórica de Obama sinaliza a chegada de Teerão a potência mundial.
"Parece que os americanos entenderam o facto de que o Irão é um país poderoso e estável na região, que usa métodos lógicos e sábios no confronto com os seus inimigos", disse Safavi à Fars em entrevista.
"O Sr. Obama, como presidente dos EUA, anunciou pela primeira vez que 'não está interessado numa mudança de regime no Irão, e respeita o direito da nação iraniana ao acesso à energia nuclear pacífica', direito assim consolidado pelo Irão", acrescentou.
Mas, enquanto a atitude de Obama pode estar a mudar, o Irão tem a intenção de manter a sua retórica radical, de acordo com Safavi, que afirmou:
"Teerão vai manter a sua posição em relação aos EUA, e não pode esquecer a animosidade dos EUA ao longo das últimas décadas, incluindo o seu apoio às agitações de rua em 2009".
Safavi também criticou Obama por este falar sobre a possibilidade de um maior isolamento do Irão, se este país continuar a perseguir as suas ambições nucleares, e ter convidado Teerão a escolher outras formas de lidar com as questões regionais e internacionais.
"A América deve imediatamente remover as sanções económicas e criar passo a passo uma confiança mútua, para então podermos ter esperança", disse Safavi, que também pediu que aos americanos para "desistirem da sua obstinação continuada contra o Irão e deixarem de seguir o lobby sionista".
Um alto legislador iraniano ecoou comentários de Safavi na quarta-feira, quando declarou que Obama mudou de tom "por causa da resistência mostrada pelo governo iraniano e pela nação", segundo a Fars ....
- Mais palavras para quê? A grande aspiração dos países da região - destruir Israel e atirar os judeus para o mar - está assim mais próxima. Não há muito tempo, Obama vetou uma intervenção militar de Israel para parar o programa nuclear iraniano. Ele lá sabe porquê.





