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terça-feira, 5 de agosto de 2014

Tisha B'Av - o que é?

Lembramos, como de costume, que este blog não é confessional nem étnico (nós mesmos, membros do blog, não sabemos nem estamos interessados em saber qual a religião ou etnia uns dos outros, o que conta para nós é o íntimo de cada um). Publicamos este texto do rabino Ari Enkin porque nos interessamos e gostamos de dar a conhecer outras culturas, e, neste caso, a de Israel. Lembramos que o Tanakh (de que o Antigo Testamento é uma tradução e adaptação) tem um estilo narrativo oriental, que põe a par narrativas com fundo histórico, simbólico e lendário. Não entramos em questões teológicas. Este blog não é sobre religião. Interessa-nos, a cultura, a tradição, os costumes.


Tisha B'Av: seu significado e Observância

Tisha B'Av, o nono dia do mês hebreu de Av começa segunda-feira à noite. Neste evento, nós lamentamos a destruição do Primeiro e do Segundo Templos em Jerusalém, que foram destruídos neste dia.
Os nossos sábios ensinam que o nono dia de Av é um dia amaldiçoado eternamente, marcado pela má sorte e pela tragédia. A primeira tragédia foi o episódio bíblico dos espiões.

No livro de Números, lemos como Moisés enviou emissários para espiar a terra de Israel antes da chegada do Povo Judeu. Eles deveriam trazer um relatório sobre a Terra de Israel e seus habitantes. Infelizmente, os espiões trouxeram de volta um relatório truncado, a fim de convencer o povo judeu a não entrar na Terra Prometida. E tão assustador foi o relatório, que o povo chorou naquela noite. Foi em resultado deste evento que Deus decretou que os judeus seriam forçados a vaguear pelo deserto por 40 anos.


Aquela noite era o dia nono do mês de Av, e somos ensinados que Deus disse que, porque as pessoas choraram sem razão no nono dia de Av, elas vão chorar no nono dia de Av para sempre.

Tisha B'Av - Tragédias
Não é apenas a destruição dos dois templos que lamentamos neste dia. Muitas tragédias se abateram sobre o povo judeu neste dia.

Aqui estão algumas das outras tragédias ocorridas no nono de Av:


Podemos começar com o episódio bem conhecido do Bezerro de Ouro, que ocorreu no dia 17 de Tamuz. (Tamuz é o mês antes de Av, e esta passagem infeliz está intimamente associada ao sabor trágico de Av)
.


A Primeira Cruzada começou no nono dia de Av, correspondente a 15 de Agosto de 1096. Foram
mortos mais de 1,2 milhões de judeus.

Os judeus foram expulsos de Inglaterra no nono dia de Av, correspondente a 18 de Julho de 1290.

Os judeus foram expulsos de França no nono dia de Av, correspondente a 22 de Julho de 1306.

Os judeus foram expulsos da Espanha no nono dia de Av, correspondente 31 de Julho de 1492.


A Alemanha iniciou a Primeira Guerra Mundial no nono dia de Av, correspondente a 1 de Agosto de 1914. Este foi o início do Holocausto.

Heinrich Himmler, comandante das SS, recebeu do Partido Nazi a aprovação para a "Solução Final" no nono dia de Av, correspondente a 2 de Agosto de 1941.

A deportação dos judeus do Gueto de Varsóvia, a maioria dos quais foram levados para ser gaseados em Treblinka, realizou-se no nono dia de Av, correspondente a 23 de Julho de 1942.

Definitivamente um dia de tragédia, e é-nos dito que vai continuar assim até o Messias chegar. Mesmo o dia seguinte, o dia 10 de Av, tem andado de braço dado com a tragédia desde
pelo menos os tempos  talmúdicos. Em tempos mais recentes, foi no dia 10 de Av, correspondente a 18 de Julho de 1994, que o Centro Comunitário Judaico de Buenos Aires foi bombardeado por terroristas do Hezbollah, matando 85 pessoas e ferindo 300.
E para terminar a nossa lista de calamidades, a "desocupação", a retirada unilateral de Israel da Faixa de Gaza, aconteceu no dia 10 de Av, correspondente a 15 de Agosto de 2005.

Símbolos de Luto

As restrições de Tishá B' Av são semelhantes às do Yom Kippur. Durante o curso de Tishá B' Av, os judeus observantes cumprem as seguintes restrições:

Não comer ou beber;

Não se lavar ou tomar banho;

Não usar cremes ou óleos;  
Não usar sapatos (couro);

Não manter relações conjugais.

Claro que aqueles que estão doentes têm permissão para comer, quando necessário. Outro destaque do Tisha B'Av é a leitura do Livro das Lamentações, na sinagoga, sendo que neste dia os crentes estão sentados no chão.


Este é um artigo do rabino Ari Enkin, da organização humanitária United With Israel






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Após anos de bombardeamentos e de terrorismo diários, culminando com 15 dias ininterruptos de bombardeamentos que paralisaram Israel, as Forças de Defesa de Israel (após uma resignação inédita na História da Humanidade, pois nunca nenhum país demorou tanto a responder um ataque como este, ou até bem menos grave), estão a levar a cabo a Operação Protecção Limite.  O povo de Israel está sob bombardeamentos constantes do grupo terrorista Hamas, que continua a sua sanha genocida:



Ao contrário do que rezam os mitos urbanos e outros, Israel não é nem um país enorme, nem dotado de recursos infinitos, nem os judeus são todos pessoas riquíssimas. O povo de Israel é como o povo de qualquer outro país. Como o nosso, por exemplo.

A organização Colel Chabad serve refeições aos mais atingidos pelos bombardeamentos dos terroristas. Ficaram sem casa, a viver em abrigos provisórios, e, graças à boa vontade dos voluntários e à generosidade dos doadores, esta gente tem o que comer.


Se não puder ajudar monetariamente esta gente a ter comida no prato,  ajude com as suas orações (se for crente, como é óbvio), e ajude apoiando a verdade e o Bem, não sendo omisso. Pode parecer pouco, mas às vezes as pequenas coisas fazem a diferença.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

'A Resposta Judaica à Tragédia'


 A resposta judaica à tragédia 
 Pelo Rabino Ari Enkin, director rabínico, United With Israel 
O Judaísmo reconhece que a morte é um componente da vida. O assassínio, no entanto, não é. Uma morte prematura, brutal, é nada menos do que uma tragédia que exige uma resposta.
Por esta altura, todos os leitores estão familiarizados com o sequestro e brutal assassinato de três meninos judeus aqui em Israel. No meu papel de director rabínico do United With Israel, permitam-me compartilhar convosco algumas das coisas que o Judaísmo e a Torá têm a dizer sobre como lidar com a tragédia.

Cerimónias da escola do Hamas incitam ao assassínio. (Foto: IDF blog)

As primeiras questões na mente de todos são provavelmente: Porquê? Como? Onde estava Deus?

Simplesmente não há resposta definitiva. A Torá diz-nos que "nenhuma criatura viva que nunca pode ver (compreender)-Me".
Moisés não conseguia entender porque é que Deus faz o que faz, nem Abraão, nem Job. A resposta a esta questão está além da nossa compreensão. Talvez venhamos a abordar este tema, e a teodiceia em geral, num artigo futuro.
Não é o nosso foco neste momento, contudo. Os afectados pela tragédia encontram no Judaísmo apoio no seu luto, e direccionamento para a acção e para as obras.
O Hamas é uma organização que vomita escuridão. Vamos nós espalhar a luz. Muita luz. Luz que seja contagiante e viciante.

É justo dizer que a tragédia que vivemos ao longo dos últimos 20 dias nos força a perceber a fragilidade da vida. A vida é passageira. Nada é garantido.

 

NOTA NOSSA: Os judeus são proibidos de orar no seu lugar mais sagrado - agora ocupado por uma construção islâmica - mas os muçulmanos podem impunemente em Israel agredir os judeus, insultá-los, atirar-lhes objectos. Neste episódio recente, muçulmanos insultam judeus em Jerusalém e fazem-lhes o sinal dos três dedos, comemorativo do assassínio dos três jovens.

Como tal, devemos assegurar-nos de que não desperdiçamos um único dia. Então, o que podemos fazer? Devemos preencher cada dia com significado e importância. Temos que fazer a diferença no mundo. Faça um acto de bondade. Ajude outra pessoa. Faça uma doação a uma causa que esteja perto do coração das vítimas.

Este é também o momento ideal para reflectir sobre a diferença de atitude perante a vida, entre os israelitas e os seus inimigos. O Hamas elogiou o sequestro dos três rapazes, que iam a caminho de casa da escola para o Shabat
(e já prometeu mais), enquanto que os israelitas foram os médicos que operaram a esposa do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, num hospital de Tel Aviv!


Mísseis em Rosas: transformar as ferramentas de assassinato em arte, é uma resposta judaica à tragédia.
O Talmude ensina-nos que, quando uma tragédia acontece, temos devemos olhar para dentro de nós mesmos, e fazer uma prestação de contas de nossos actos. Isto é especialmente verdade em termos de mitzvot (mandamentos da Torá). Os terroristas são bárbaros; nós não somos. Combata a barbárie com humanidade. Muitas vezes não temos ideia do impacto que um sorriso, uma palavra de amor ou um gesto amistoso, têm sobre a vida dos demais. Vamos viver uma vida mais significativa, mais apaixonada e mais valiosa, em memória e em homenagem aos três meninos.  
A nossa reflexão pessoal e comunitária sobre esta tragédia fará de nós uma nação maior. Esteja seguro de que faz a sua parte.

Também do UWI:




quinta-feira, 12 de junho de 2014

3 mil árvores para o objectivo!


Faltam 3 mil árvores para o objectivo!


Caros amigos,

Ao contrário do que reza o estereótipo, os judeus não são todos ricos! :-)

Em Israel, particularmente, tudo é obtido à custa de muito suor. E a agricultura não é excepção. A organização United With Israel fez-nos chegar agora este apelo.

Lembram-se certamente, os que tiveram educação judaico/cristã, do ano sabático (Shmit):

"... O sétimo ano será um
repouso completo para a Terra "
 
(Levítico 25:4)

Pois bem, pode ajudar os agricultores israelitas a observarem este mandamento, e ao mesmo tempo contribuir para embelezar e alimentar Israel, ajudando a plantar árvores de fruto na Terra Santa. Clique aí no botão para plantar:

http://unitedwithisrael.org/plant-fruit-trees-before-shmita/?a=teb_2&utm_source=MadMimi&utm_medium=email&utm_content=[Time+Sensitive]+Israeli+Farmers+Need+Your+Help+within+60+days+%28and+counting___%29&utm_campaign=20140612_m120902057_[Time+Sensitive]+Israeli+Farmers+Need+Your+Help+within+60+days+%28and+counting___%29&utm_term=button_png

Cultivar a terra, semear, plantar, é um acto tão belo, que o vemos como uma forma de oração. Se puder, contribua para esta boa causa. Se não puder contribuir materialmente, contribua com as suas orações e o seu bem querer a quem semeia o Bem. Não pense que é pouco; lembre-se da lição de Yeshua, a do óbolo da viúva.

Veja como se passam as coisas no terreno:


quinta-feira, 1 de maio de 2014

Israel não vai permitir novo Holocausto!


Israel, um Estado forte que defende o povo judeu
Em véspera do Dia Memorial do Holocausto de 2014, o anti-semitismo está a aumentar em todo o mundo, e Israel enfrenta a ameaça de aniquilação. Mas, ao contrário dos anos antes de 1948, o Estado judeu é hoje um estado soberano e vai defender o povo judeu.O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, na véspera do Dia do Holocausto, disse no início da reunião semanal de gabinete:


"Hoje à noite vamos lembrar os Mártires e Heróis do povo judeu que caíram durante o Holocausto. O Estado de Israel vai honrar a memória dos seis milhões de vítimas do Holocausto. A principal diferença entre a impotência dos judeus durante o Holocausto e a situação dos judeus hoje, é que hoje temos um Estado forte e soberano, com um forte exército que pode defender o povo judeu contra aqueles que buscam acabar com as nossas vidas."
Benjamin Netanyahu, disse durante a reunião semanal de gabinete que Israel vai defender o povo judeu. (Foto: Amit Shabi/FLASH90)

O Hamas quer criar um novo Holocausto, diz Neyanyahu

"O Irão tem declarado a sua intenção de nos destruir. Além dos seus esforços para adquirir armas nucleares, o Irão financia o grupo terrorista Hamas e outras organizações terroristas nas nossas fronteiras. O Hamas nega o Holocausto, enquanto tenta criar um novo Holocausto, ao destruir o Estado de Israel.
É com este Hamas que [o presidente da Autoridade Palestina] Abu Mazen [aliás Mahmoud Abbas] escolheu formar uma aliança na semana passada."

Netanyahu referia-se ao acordo de unidade entre Fatah e Hamas, que foi anunciado na quinta-feira. Desde que Abbas escolheu alinhar com uma organização terrorista cujo objectivo é destruir o Estado de Israel e matar os judeus em todo o mundo, as negociações de paz entre israelitas e palestinos cessaram.
"Em vez de apenas emitir declarações destinadas a aplacar a opinião pública mundial, Abu Mazen tem que escolher uma aliança com o Hamas, uma organização terrorista que defende a destruição de Israel e nega o Holocausto, e uma paz real com Israel. Esperamos que em breve ele quebre essa aliança com o Hamas e volte ao caminho da verdadeira paz", disse Netanyahu.Além disso, na véspera do Dia Memorial do Holocausto, conhecido em hebraico como Yom HaShoah, o Dr. Moshe Kantor, presidente do Congresso Judaico Europeu, disse numa conferência de imprensa: "A vida judaica na Europa tornou-se insustentável."
 

Um homem judeu visita a "Câmara do Holocausto" , no Monte Sião, na Cidade Velha de Jerusalém , na véspera do Dia da Lembrança do Holocausto. (Foto: Hadas Parush / 90 flash)
Kantor analisou a pesquisa anual realizada pelo Centro Kantor para o Estudo do Judaísmo e pelo Banco de Dados da Europa Contemporânea Moshe Kantor para o Estudo do Anti-semitismo Contemporâneo e Racismo da Universidade de Tel Aviv, em cooperação com o Congresso Judaico Europeu.

"De acordo com a pesquisa, quase metade da população judaica está com medo de ser atacada verbalmente ou fisicamente em lugares públicos, simplesmente porque são judeus, e 25% dos judeus já não usam nada que os identifique como judeus, nem se  aproximam de qualquer instituição judaica, por medo de um ataque."

"Como podemos ver a partir destes resultados, além dos resultados do estudo da Agência dos Direitos Fundamentais da UE, publicado em Novembro, os judeus não se sentem seguros em certas comunidades na Europa."

Kantor também alertou sobre os perigos do ódio e incitamento contra o povo judeu.

O Estado de Israel tem vindo a encorajar os judeus europeus a emigrar para o Estado judeu.
- Nota nossa: Há 1 milhão e meio de judeus na Europa, gente pacífica, trabalhadora, normal. Há 50 milhões de muçulmanos, que protagonizam os mais variados desmandos e minam as nossas sociedades a começar pela guerra demográfica que assumidamente estão a travar. Aos muçulmanos, poucos se atrevem a questionar. Mas os judeus, são mandados para a terra deles... ao mesmo tempo que os incitam a abandoná-la. Na verdade, essas pessoas querem apenas que o trabalho de Hitler e outros seja concluído. Mas Israel não vai suicidar-se.

O Presidente do Congresso Judaico Europeu, Moshe Kantor, aponta para um aumento do anti-semitismo. (Foto: EJC)

Netanyahu disse na reunião que o "Gabinete deve aprovar um plano nacional para ajudar os sobreviventes do Holocausto."

Israel tem "a obrigação moral de garantir que os sobreviventes do Holocausto que vivem entre nós podem viver as suas vidas com honra. Temos a responsabilidade nacional suprema de evitar outro Holocausto. Nós vamos fazer as duas coisas."

Escrito por Atara Beck, editor da United with Israel
- Nota nossa: quem haveria de dizer, que apenas 70 anos depois, o ódio acordaria outra vez. Como na Alemanha nazi, a crise financeira, os problemas nacionais, os males do mundo, são atribuídos aos judeus. Vícios antigos...

RELEMBRAMOS:

Abbas, presidente da Autoridade Palestina, admite em entrevista ao nosso compatriota Henrique Cymerman que foi um erro histórico a rejeição de um Estado Judaico em 1977. E é um erro agora! Não fora essa teimosia, essa irredutibilidade em querer eliminar Israel e os judeus do mapa, e este interminável conflito não teria ocorrido. E o que se pode esperar de um homem que um dia faz estas declarações, e no dia seguinte se vai unir aos terroristas do Hamas? E este é um moderado!...


segunda-feira, 14 de abril de 2014

"Lua de Sangue" é amanhã

Para quem não conhece o nosso blog, informamos que o mesmo não é confessional, e que a religião é um tema que procuramos deixar de fora dos nossos posts. Religião, partido político e clube de futebol, cada qual tem o seu...
No entanto, estas crónicas do rabino Ari Enkin, director rabínico da organização United with Israel/Unidos com Israel, parecem-nos enriquecedoras da cultura geral sobre Israel e o Judaísmo, cuja História se sobrepõe à de Israel desde há cerca de 4 mil anos.


A Lua de Sangue e o Destino Judaico

Um fenómeno conhecido como "Lua de Sangue" ocorrerá esta Páscoa.
O que tem o pensamento judaico a dizer sobre esta ocorrência invulgar?
 
Vai acontecer esta terça-feira! Vai ser um eclipse lunar total! A lua vai surpreender os céus - esteja preparado! 
O resultado deste eclipse lunar total é que a lua vai aparecer de cor laranja-avermelhada, um fenómeno conhecido como "Lua de Sangue". Esta cor intrigante é resultado de a lua passar pela sombra da Terra. Na verdade, a "lua de sangue" desta terça-feira é apenas a primeira das quatro "luas de sangue" adicionais no próximo ano e meio: 15 de Abril de 2014; 8 de Outubro de 2014; 4 de Abril de 2015, e 28 de Setembro de 2015. Esta frequência na ocorrência deste evento é muito rara. Na verdade, antes do século XX, houve um período de 300 anos em que não se deram tais eclipses. Nas palavras do NASA, "quatro eclipses deste tipo, consecutivos, é como um 'poker lunar' raro." 
O que dizem a Torá e a tradição judaica sobre as luas de sangue? Bem, para começar, o eclipse de terça-feira coincide com feriado judaico da Páscoa, um evento crucial que comemora o Êxodo dos antigos israelitas da escravidão no Egipto. Como os que estão familiarizados com a Torá (ou com o falecido actor americano Charlton Heston) sabem, Deus desencadeou dez pragas sobre os egípcios, quando estes se recusaram a seguir a ordem de Deus para libertar o povo judeu.
- Nota nossa:  Charlton Heston notabilizou-se no papel de Moisés em "Os Dez Mandamentos", do célebre realizador de épicos Cecil B. DeMille.

A primeira praga foi: SANGUE! A décima e última praga foi a morte dos primogénitos (momento em que os egípcios literalmente expulsaram os judeus para fora do Egipto!). A morte é sempre associada com sangue. Não só isso, mas os israelitas foram mandados por Deus pintar as suas portas com sangue do cordeiro, para que a praga do Primogénito passasse pelas suas casas sem as atingir. Como se pode ver, muitas referências a sangue.
Todas as quatro luas de sangue correspondem a grandes festividades judaicas 
Mas há mais! Ora veja: TODAS AS quatro luas de sangue irão ocorrer nos grandes feriados judaicos! A "lua de sangue" desta semana ocorre na Páscoa de 2014, seguida pelo feriado de Sucot de 2014, em seguida, novamente na Páscoa de 2015 e depois novamente no Sucot 2015. Isso aconteceu apenas oito vezes em toda a História!

E há ainda mais! Grandes eventos de importância para o povo judeu aconteceram em cada uma das últimas três vezes em que estas raras "luas de sangue" ocorreram. Foram eventos que mudaram para sempre o curso e a direcção da História judaica.

Uma "lua de sangue" coincidiu com a Guerra dos Seis Dias, em 1967, quando Israel libertou Jerusalém; os Judeus foram capazes de retornar a Jerusalém depois de 2000 anos de exílio. Infelizmente, o sangue judeu foi derramado durante esta guerra.
 
Houve também uma lua de sangue na véspera da declaração de independência de Israel em 1948, após uma guerra sangrenta que ocorreu apenas alguns anos depois do Holocausto, em que seis milhões de judeus foram assassinados!
Nota nossa - Com a perseguição e genocídio dos judeus nos países islâmicos, que se seguiu à restauração da independência de Israel, foram massacrados muitos mais milhões.


E, finalmente, houve uma "lua de sangue" em 1493, quando Tomás de Torquemada, o primeiro Inquisidor espanhol, começou a massacrar os judeus. Aqui também, o sangue judeu foi derramado.
A "lua de sangue" é um sinal dos Céus? 
Há crentes ao redor do mundo, de diversas religiões, que ligam o fenómeno da "lua de sangue" ao ensino do profeta Joel, que profetizou:
"Vou fazer maravilhas nos céus e na terra: sangue, fogo e colunas de fumo; o sol transformar-se-á em trevas, e a lua em sangue, antes que venha o grande e terrível Dia de Deus" (Joel 3:3). 
Inspirados pelas palavras finais do Joel, alguns sugerem que as "luas de sangue" são um sinal de Deus de que estamos um passo mais perto da vinda do Messias. 
É algo natural ou miraculoso o que vai acontecer no decorrer da próxima série de luas de sangue? Ninguém sabe ao certo. Mas talvez as palavras do Talmud possam dar-nos algumas pistas sobre como nos devemos relacionar com todas as possibilidades e especulações: 
"Quando os judeus cumprem a vontade de Deus, eles não precisam de se preocupar com presságios [ou fenómenos celestes] . Assim diz o Senhor:  'Não vos assusteis com os sinais dos céus." (Talmud Sukkah 29a). 
Autor: Rabino Ari Enkin, United with Israel
Data: 13 de Abril, 2014

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Páscoa - Quatro Copos de Vinho


Foto de um site familiar.

Este blog não tem confissão religiosa. Publicamos alguns artigos do rabino Ari Enki, do site United With Israel, no sentido de divulgar a Cultura e a História de Israel, e promover uma melhor compreensão das suas tradições. Não se trata de proselitismo religioso; o que se passa é que a História de Israel se confunde com a História do Judaísmo, uma das primeiras manifestações de monoteísmo do Mundo - se não a primeira. 

Boa parte da História de Israel está narrada na Torá, no Antigo Testamento, e constitui a base da cultura Judaico-Cristã e da Civilização Ocidental. Estes artigos têm, portanto, valor cultural, mas também contêm ensinamentos morais universais. 

E sobretudo, quando mais conhecemos outras culturas, menores são os receios injustificados do que é "diferente".

Com os nossos fracos dotes de tradução, aqui vai:



Pelo Rabino Ari Enki
Porque bebemos vinho no Seder de Pessach? E porquê quatro copos? 
- Nota nossa: Seder de Pessach é a Ceia de Páscoa. Considera-se habitualmente (mas não unanimemente) que a Última Ceia de Jesus (Yeshua ben Youssef) foi um Seder.
Como a maioria de vós já sabe, temos por tradição beber quatro copos de vinho no Seder de Pessach. Põem-se então duas perguntas: porquê vinho, e porquê quatro copos? 
Resposta à primeira pergunta (os nossos sábios ensinam que, quando nos fazem perguntas, estas devem ser respondidas pela ordem em que foram feitas): Nós bebemos vinho no Seder de Páscoa porque o vinho é considerado uma bebida de prestígio, uma bebida digna de Reis. É também uma bebida que simboliza prosperidade, riqueza e liberdade, que são os temas da noite do Seder.
Mas porquê QUATRO copos de vinho?
Os quatro copos de vinho representam e correspondem às quatro expressões de liberdade e redenção que a Torá usa para descrever o Êxodo.
Como consta do Êxodo, capítulo 6:
"Por isso, digo aos filhos de Israel: 'Eu sou o Senhor, e vou retirar-vos (V'hotzeiti ) do jugo dos egípcios. Vou libertar-vos (V'hitzalti) de serem escravos deles, e vou resgatar-vos (V'go'alti) com um braço estendido e com grandes manifestações. Vou levar-vos como meu povo (V'lakachti), e serei o vosso Deus. Então vocês saberão que eu sou o Senhor, vosso Deus, que vos tirei do jugo dos egípcios."
Embora estas expressões tenham sido usadas há milhares de anos, elas têm uma relevância mais contemporânea do que possa pensar-se.
Por exemplo, quando a Torá diz "Eu vou retirar-vos", é um apelo, uma chamada de atenção, que significa que, por vezes, só temos de "acordar" e sair de uma situação miserável.
Às vezes, as coisas não estão a resultar. Pode ser um problema de vizinhança, uma questão social ou de trabalho. Quando as coisas não estão a correr como deveriam, temos de mudar, assim como Deus sabia que era hora de nos levar para fora do Egipto.
Na verdade, os nossos sábios ensinam-nos: Meshaneh makom, meshaneh mazal - Quando mudamos a nossa localização, mudamos a nossa fortuna. Esta é uma ideia cabalística profunda, que podemos aplicar em muitas circunstâncias.


Mesa de Seder. Cada participante deve beber quatro copos de vinho, desde que não haja impeditivos médicos.
A segunda expressão da redenção é: "Eu vou libertar-vos". A palavra hebraica V'hitzalti refere-se geralmente  a uma "solução rápida", uma necessidade de ajuda divina. Escusado será dizer que esta foi a experiência do Êxodo - toda uma sequência de acontecimentos sobrenaturais que permitiram aos judeus tornarem-se um povo livre, da noite para o dia.
V'hitzalti ensina-nos que nunca devemos desesperar; a Salvação e a ajuda de Deus pode chegar mais rapidamente do que um piscar de olhos. Nós nunca devemos desesperar, não importa qual seja a nossa situação. Mesmo quando sentimos que estamos no fundo, podemos muito rapidamente subir ao topo.
A terceira expressão é: "Eu vou resgatar-vos" (V'go'alti). O que é esse resgate? O dicionário traduz resgate como: "recompra, recompra de acções, salvação, acto de entrega pelo pecado, salvar do mal, propiciação, expiação".
A mensagem de V'go'alti é que, mesmo que nós não mereçamos, Deus está lá para nos valer. Deus concede a bondade e a misericórdia até mesmo aos que não merecem.
Quatro copos de vinho e muitas coisas para discutir!
Finalmente, temos: "Eu vos tomarei por meu povo". Isto simboliza relacionamentos. Construir relacionamentos e solidificá-los. Deus quis um relacionamento com o povo de Israel, não só nessa altura. Ele quer um relacionamento connosco AGORA. Todo o relacionamento dá trabalho. Seja com os nossos amigos, colegas ou cônjuges, um relacionamento nunca pode permanecer estagnado ou obsoleto. Deve sempre ser estimulado. Assim, também, devemos nutrir o nosso relacionamento com Deus através da oração, estudo e boas acções!
Aí tem! Espero que este artigo lhe dê muitas coisas para pensar e discutir no seu Seder de Pessach, ao beber os quatro copos de vinho.
De todos nós aqui no Unidos com Israel, Páscoa Feliz! L' Chaim!
Autor: Rabino Ari Enkin, Director rabínico de United With Israel

Leia também: 

Páscoa, Liberdade, Israel!

E, se puder, apoie os rapazes e as raparigas, que, nas Forças de Defesa de Israel, põem as suas vidas em risco, como posto avançado do Mundo Livre face ao terrorismo e à barbárie. Deixando uma palavra de encorajamento e  gratidão no Facebook ou no site do IDF, já está a contribuir. Eles merecem.

http://unitedwithisrael.net/passover/ 

P.S. Este blog é feito em Portugal, mas temos um grande número de leitores do Brasil, Estados Unidos e Rússia. A eles e a todos, a nossa gratidão.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Páscoa, Liberdade, Israel!


A organização United With Israel é uma associação judaica que congrega pessoas de todo o mundo, de todos os credos, que apoiam Israel e estão empenhadas no triunfo da Verdade junto da opinião pública mundial. 
Também nós, no blog Amigo de Israel, não olhamos a nacionalidades, etnias, confissões religiosas, mas apenas ao amor pela Liberdade, à Paz e à Verdade. Partilhamos convosco esta mensagem comovente, da United With Israel. Não deixe de contribuir como puder - com as suas orações, nomeadamente - para esta causa. Desejamos a todos um bom fim-de-semana, em paz. Shabbat Shalom a todos.
Páscoa: A Libertação da Nação de Israel!

A Páscoa comemora a nossa libertação da escravidão e o nascimento do Estado Judaico. A experiência libertadora, saudável tanto para o corpo como para a alma, do povo de Israel.
Os nossos costumes antigos no Seder, e os alimentos especiais que comemos - contam a incrível história da nossa liberdade. E ajudam-nos a reencenar os preciosos momentos de libertação, há 3300 anos.
Marror (ervas amargas) lembram-nos a dureza e amargura da escravidão. O Matzoh, o "pão do homem pobre", que comíamos como escravos, transforma-se, durante o Seder, em pão de redenção. Os quatro copos de vinho são bebidos enquanto nos reclinamos como Reis - uma bebida real para a celebrar a nossa liberdade recém-encontrada. A experiência do Êxodo está tão viva hoje como sempre esteve!
A história moderna da nossa liberdade começou em 1948 - apenas 3 anos após os horrores do Holocausto. Com o nascimento do Estado de Israel, o povo judeu, depois de 2000 anos, foi abençoado com a liberdade de existir com orgulho e de forma independente como o Estado de Israel - renascido na sua terra natal.
Ainda hoje, a nossa liberdade tem um preço exorbitante. Israel está sozinho como um farol de luz numa região hostil que ameaça a sua existência. O preço da nossa liberdade é uma forte defesa militar, com soldados dedicados que estão dispostos a sacrificar as suas vidas pelos cidadãos de Israel.
 
Jovens, homens e mulheres do IDF (Forças de Defesa de Israel) arriscam as suas vidas para defender a nossa liberdade todos os dias. A Páscoa, a celebração da liberdade, é o momento ideal para manifestar o apreço à liberdade de Israel e aos seus soldados, pelo sagrado trabalho que fazem.

Clique aqui para enviar presentes do Páscoa aos soldados israelitas


O nosso projecto "Parceiros de  Páscoa" liga-o aos heróis de Israel que lutam pela paz e defendem a nossa liberdade a cada dia.

Muitos soldados israelitas passam o feriado da Páscoa com as famílias carentes em casa. Junte-se a nós no envio de pacotes com artigos essenciais da Páscoa para os soldados israelitas e suas famílias, para que eles possam celebrar a Páscoa de forma adequada e com alegria. Eles vão adorar a ler as mensagens que lhes pode enviar.
Como "Parceiro de Páscoa", receberá um Certificado de Páscoa em Liberdade, personalizado, e o nossa inspirador  Hagadá de Pessach do IDF (Guia de  Seder). Como gesto de agradecimento, também pode receber matzoh cozinhado em Jerusalém, enviado directamente de Israel para a sua casa!

CLIQUE AQUI se tornar um "PARCEIRO DE PÁSCOA" DOS SOLDADOS ISRAELITAS
Torne-se um parceiros na Liberdade com os soldados de Israel e com as suas famílias. E obrigado por estar unido com o povo, o país e a Terra de Israel - prezamos a sua amizade e apoio!
Que Deus o abençoe e o recompense pela sua bondade e generosidade.
O Povo de Israel Deseja-lhe uma Páscoa feliz, saudável e Kosher.
L' Shana HaBaa B'Yerushalayim - Que todos nós possamos estar juntos no próximo ano em Jerusalém!

http://unitedwithisrael.net/passover/



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Um pouco da realidade do IDF e de Israel:
"2014/07/03. Estes soldados do IDF interceptaram o carregamento de armas do Irão para os terroristas de Gaza. No meio do mar, cantam "Shalom Aleichem" - uma canção de Shabat, que significa "a paz esteja contigo". A sua missão bem sucedida trouxe paz a toda a nação de Israel. Eles são os nossos heróis. Shabbat Shalom."
Canal youtube do IDF.

Um outro aspecto da missão do IDF: o controle das fronteiras do Estado Judaico, por onde entram todos os dias estrangeiros que escolheram trabalhar em Israel. Devido à ameaça terrorista, todas estas pessoas têm que passar pelo controle. Apesar do incómodo para todos, nem Israel fecha as fronteiras, nem estes estrangeiros desistem de trabalhar em Israel.Vale a pena ver os vídeos, conhecer a realidade, em vez de acreditar em propaganda.
"24/03/2014 - Ontem, o primeiro-ministro do Hamas, Ismail Haniyeh, fez um discurso febril na frente de milhares de simpatizantes na Praça Saraya, na Faixa de Gaza. A mensagem: Os palestinos não devem e não vão parar de lutar por meio de actos terroristas contra o Estado de Israel. Haniyeh encoraja os palestinos a atacar israelitas inocentes e explicitamente traça um novo plano para usar túneis numa ofensiva contra Israel. O seu discurso também apela ao ataque contra Tel Aviv, enquanto milhares de apoiantes o aplaudem".
De notar a semelhança entre estes comícios e discursos, e os de Hitler.
Para mais da IDF:  
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